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10/11/2009 - 14:00

Eleição 1989

Nilson Fernandes

Nassif, o Collor em entrevista sobre os 20 anos da eleição de 1989 para UOL canta Lula-lá. Por favor coloca o link que eu não sei. Abs.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , , , ,
08/11/2009 - 10:25

O império dos Sarney contra-ataca

Os jornalistas abaixo-assinados, Palmerio Dória e Mylton Severiano, denunciam aqui a ação fascistoide de um grupo de jovens, a mando do grupo ligado a José Sarney, em São Luís do Maranhão.

1. Antecedentes. Palmerio, autor do livro “Honoráveis Bandidos”, da Geração Editorial, e Mylton, co-autor, a convite de jornalistas de São Luís, aceitaram lançar o livro na capital maranhense, ontem, dia 4 de novembro de 2009, às 19 horas. Para começar, nenhuma grande livraria local, ou entidade, aceitou promover o evento, além do que nem sequer aceitam o livro em suas prateleiras. Até que, lembrado o Sindicato dos Bancários, suas portas se nos abriram e para ali ficou marcado o lanç amento. Na antevéspera, mais um ato que lembra métodos fascistas: a empresa responsável pelos outdoors que anunciavam o evento devolveu o dinheiro aos promotores e mandou “raspar” as peças

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
11/10/2009 - 10:13

O estilo Veja da Folha

Por Jorge Furtado

CPI da Telma

Deixa ver se eu entendi: a matéria de capa da edição de domingo da Folha de S. Paulo, tratada como denúncia séria e ares de novo escândalo, acusa o ministro das Minas e Energia de ter uma secretária (Telma) que marca e cancela reuniões “sem avisá-lo previamente”? É isso mesmo? Depois de livrar-se da verdade dos fatos * a Folha de S. Paulo, na sua campanha aberta para devolver o poder ao PSDB paulista, perdeu também a noção do ridículo?

Tudo leva a crer que sim. No sábado retrasado, no inútil esforço de remendar a incrível barriga dos 35 milhões de brasileiros que, segundo o jornal, iriam contrair a gripe A, encomendou ao Datafolha uma pesquisa bizarra: “nos últimos meses de inverno, você sentiu algum sintoma de gripe?”. De posse das respostas, o jornal concluiu que pelo menos 20 milhões de brasileiros tiveram a gripe A, ou seja, o erro da Folha teria sido de “apenas” 15 milhões de doentes. Só que, como a letalidade do vírus é de 0,4%, segundo os cálculos da Folha de S. Paulo, 80 mil brasileiros morreram de gripe A, mas apenas 2 mil foram enterrados. Os outros 78 mil, zumbis insepultos, pelo jeito estão trabalhando na redação do jornal.

* Os exemplos recentes do desapego da FSP à verdade são muitos, incluem a versão do delegado Edmilson Pereira Bruno sobre as fotos do dinheiro dos aloprados, o grampo sem áudio Gilmar/Veja/Demóstenes, a reunião sem data com Lina Vieira, o Picasso do INSS, a fraude da ficha da Dilma no DOPS, os números da gripe A, o dossiê do “uiscão” e da tapioca, etc, etc…

Da Folha

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
27/09/2009 - 19:00

O estilo Sarney e a cassação de Capiberibe

Em Observação

Agora que cessou o festival de factóides contra o presidente do Senado José Sarney, vamos a alguns pontos do Sarney verdadeiro, o chefe regional que se esconde atrás do político nacional de modos suaves e alguma erudição.

Provavelmente o advogado geral da União, José Antonio Toffoli, foi alvo de uma bala perdida da artilharia de José Sarney contra seus adversários políticos no Amapá. Esta a ironia da história. Embora não saiba, neste momento, se o autor da ação foi ligado a Sarney, é certo que no Amapá e no Maranhão – dois redutos de Sarney – seus adversários são soterrados por dezenas de ações judiciais.

Toffoli foi atingido por uma das dezenas e dezenas de ações judiciais abertas contra o governo eleito, João Capiberibe, cassado pelo Senado em uma ação política conduzida por Renan Calheiros.

Vale a pena lembrar o que aconteceu.

O governo Capiberibe

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
17/09/2009 - 08:48

Contra alguns grampos

Uma ano atrás, indignação contra um grampo falso, uma maracutaia política. Agora, amplo espaço para vazamentos. De rabo preso.

A Folha, um ano atrás

Editoriais

PF prende PF

O DIRETOR-EXECUTIVO da Polícia Federal, Romero Menezes, segundo na hierarquia da corporação, foi preso anteontem pelo seu chefe direto e amigo pessoal, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. A prisão temporária foi pedida pelo Ministério Público Federal do Amapá, num desdobramento da Operação Toque de Midas, que investiga suposto esquema de fraudes em licitações no Estado.

(…) O episódio afeta, de modo mais geral, a credibilidade do aparato de segurança do Estado -até porque outra instituição afim, a Agência Brasileira de Inteligência, está sob forte suspeição. O titular da Abin, Paulo Lacerda, que dirigiu a PF até 2007, foi afastado por conta da investigação sobre o grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

É importante que legisladores e autoridades aproveitem a oportunidade para aperfeiçoar o controle sobre esses órgãos de segurança. Nesse sentido caminha o projeto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que cria um conselho de parlamentares com acesso irrestrito a relatórios de inteligência. É preciso saber, no entanto, que garantias seriam dadas aos cidadãos de que esse órgão não se tornaria mais uma fonte de vazamentos de dados sob segredo.

Folha de hoje

grampo

Comentário

No episódio Daniel Dantas, indignação até com falsas denúncias de grampo. No caso Sarney, apoio total ao grampo de sua conversa com a neta.

Dá para acreditar?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
17/09/2009 - 06:56

O que Renato Lessa disse

Por Renato Lessa

Caro Nassif,

o texto lido pelo Senador Sarney é mesmo muito bom. O que não me impressiona, pois conheço a qualidade dos assessores parlamentares do Senado. São mesmo excelentes, sem ironia.

Quando ao que eu teria dito ao Estadão, quero dizer que jamais proferiria uma frase simplória do tipo “a imprensa quer apenas informar”, ou coisa do gênero. Nem mesmo meus mais miltantes desafetos seria capaz de reconhecer nesta parvoíce o meu estilo pessoal. O que disse foi que, a meu juízo, a imprensa não está se apresentando com a prentensão de representar o país. Acescentei que ela, não sendo vilã, não é a inocente absoluta da trama. Disse mais: que temos pouca imprensa e que’ainda é ridícula a quantidade de leitores dos diários de maior densidade informativa. A mim parecia que Sarney falava para os não leitores, já que os leitores contumazes estão um tanto desapontados – to say the least – com o desempenho das sacrossantas instituições representativas. Será que são todos imbecis?

Não disse também que o Legislativo é inimigo da democratização. Disse, sim, que o dia da democracia poderia ter ensejado uma reflexão autocrítica, por parte dos próceres do Senado, voltada para avaliar em que medida o Legislativo tem contribuído para a democratização do país.

O que disse daria para encher meia página. A edição mostrou o que mostrou e eu devo dizer que não me reconheço em algumas frases que ali estão.

Comentário

Como seu leitor, não tive nenhuma dúvida de que aquelas simplificações nada tinham a ver com você.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Novo Mundo, Política Tags: , ,
16/09/2009 - 14:00

O “coronel” é mais sofisticado que a mídia

Atualizado com o discurso do Sarney

Comentário pós-post

Receita para ler o discurso:

1. Repita comigo: os Sarney representam o que de mais atrasado existe na política regional brasileira.

2. Desde a Presidência, a biografia política de Sarney está recheada de episódios obscuros, de ligações com empresários polêmicos a operações escandalosas com grupos de mídia.

Cumprido o ritual, leia o comentário abaixo e, depois, o discurso de José Sarney. É uma apologia da democracia grega aos dias atuais – com a volta da democracia direta proporcionada pelas novas tecnologias. Diz que foi a política quem moldou o Brasil (digo eu, para o bem e para o mal) e tenta entender, sociologicamente, as raízes dos conflitos entre mídia e instituições.

E analisa a reforma política sob o prisma dessa revolução nas comunicações, ângulo ainda não abordado em nenhuma dessas discussões sobre reforma política. É um enfoque fundamental para nortear qualquer reforma política contemporânea.

O único trecho que os jornais extraíram do discurso:

A tecnologia levou os instrumentos de comunicação a tal nível que, hoje, a grande discussão que se trava é justamente esta: quem representa o povo? Diz a mídia: somos nós; e dizemos nós, representantes do povo: somos nós. É por essa contradição que existe hoje, um contra o outro, que, de certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga do Congresso, uma inimiga das instituições representativas. Isso não se discute aqui, não estou dizendo isso aqui, estou repetindo aquilo que, no mundo inteiro, hoje, se discute.

Compare, agora, com as matérias escritas sobre o discurso.

Feito isso, repita comigo: Sarney é representante do atraso político; é o homem que protegeu Edemar Cid Ferreira, que articulou a venda da Cemar.

Cumprido o ritual, admita: foi um belo discurso.

De volta ao post

Clique aqui para um conjunto de matérias mostrando José Sarney como inimigo da imprensa

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Novo Modelo Tags: , , ,
07/09/2009 - 21:04

Eleições e mídia

Por Victor Rodrigues

@cartacapital Pedimos desculpas a nossos leitores: o artigo não é de autoria de Luiz Gonzaga Belluzzo, e sim de Emiliano José

Por Euclides

Sr. Nassif, Não sei se este é o post adequado para este comentário ou mereceria um post a parte. Mas o Prof. Luiz Gonzaga Belluzo, nesse seu artigo para a Carta Capital “Eleições e mídia, tudo a ver”, em meu entendimento acertou na veia sobre o comportamento´da mídia e deveria ter uma repercussão e debate mais amplos.

Da Carta Capital

Eleições e mídia, tudo a ver

03/09/2009 16:50:25
Emiliano José

Eu estava na ante-sala de uma médica, em Salvador. Sábado, dia 29 de agosto. E apenas por essa contingência, dei-me de cara com uma chamada de primeira página – uma manchetinha – da revista Época, já antiga, de março deste ano de 2009: A moda de pegar rico – as prisões da dona da Daslu e dos diretores da Camargo Corrêa.

Alguém já imaginou uma manchete diferente, e verdadeira como por exemplo, A moda de prender pobres? Ou A moda de prender negros? Não, mas aí não. A revolta é porque se prende rico. Rico, mesmo que cometendo crimes, não deveria ser preso.

Lembro isso apenas para acentuar aquilo que poderíamos denominar de espírito de classe da maioria da imprensa brasileira. Ela não se acomoda – isso é preciso registrar. Não se acomoda na sua militância a favor de privilégios para os mais ricos. E não cansa de defender o seu projeto de Brasil sempre a favor dos privilegiados e a favor da volta das políticas neoliberais. Tenho dito com certa insistência que a imprensa brasileira tem partido, tem lado, tem programa para o País.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
28/08/2009 - 16:00

A judicialização da política

Por Marco Antonio

A JUDICIALIZAÇÃO QUE NÃO SE DESEJA

Como já mencionei antes, soube pela imprensa da intenção da oposição de impetrar Mandado de Segurança junto ao STF para garantir a possibilidade de votar as ações contra Sarney em Plenário.

Ora, tal remédio constitucional é impossível no caso em questão. Com efeito o ” writ” é utilizado para proteger direito líquido e certo contra ato de autoridade coatora_ desde que não seja objeto de habeas-corpus ou habeas-data. Sua vantagem sobre ações ordinárias? A rapidez, eis que inclui a possibilidade da concessão de uma liminar. Seus requisitos? Vestígios muito palpáveis de Direito ( o chamado ” fumus boni iuris”, que seria a certeza e a liquidez) e o ” periculum in mora”, ou o receio da ocorrência de lesões irreparáveis ou de difícil reparação para o impetrante.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
22/08/2009 - 08:50

O caso Lina-Sarney

Em observação

A informação de que o marido de Lina Vieira está no mesmo processo de Roseana Sarney – no escandaloso caso Usimar – é uma pista, que poder ser relevante se tiver envolvimento direto; ou irrelevante se entrou indiretamente, apenas na qualidade de Ministro interino a quem a Sudam estava subordinada.

Pelas discussões até agora, aparentemente ele se enquadra no segundo caso.

Foi importante ter se levantado a pista; e foi importante a discussão para apresentar todos os ângulos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: ,
21/08/2009 - 09:23

Lina e a família Sarney

Em observação

Por zanuja

Ora, ora, ora, parece q d. Lina tem muito mais coisas para explicar ao distinto público. Por exemplo, como o marido dela responde a um processo no STF juntinho de Roseana Sarney por improbidade adminitrativa? O dito processo está c a Ministra Carmem. Os laços de amizade da família de d.Lina com a família do senador Sarney é antiga. Se alguém estava querendo atrasar o andamento da investigação do Fernando Sarney, com certeza NÃO era a Ministra Dilma. Não senhor. Tem mais. A PF ameaçou prender a cúpula da Receita Federal, D. Lina no meio, po que estavam atrasando as investigações e por conta disso a Justiça mandou correspondência p a Receita solicitando “agilidade nas investigações”.

Comentário

O ponto central do comentário da Zanuja, que exige uma boa apuração e discussão, é acerca dessa suposta ameaça da PF contra a cúpula da Receita, a fim que agilizassem a operação.

Atenção: o EM OBSERVAÇÃO significa que a informação ainda carece de confirmação.

Por Heitor

Nassif, você não vai dar destaque ao que seria o ponto central do post?

Em primeiro lugar, quem ameaçou de prisão a cúpula da Receita foi o juiz, por descumprimento de ordem judicial, procedimento de praxe, e não a PF.

Ademais, quem deu causa à ameaça foi a gestão anterior, já que a determinação judicial original completava um ano sem atendimento. A Lina, pelo contrário, montou uma equipe de fora do estado para realizar os trabalhos, atendendo ao juiz.

Portanto, o viés do post está totalmente inadequado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
18/08/2009 - 13:16

A reforma do Senado

Por Roberto São Paulo/SP

FGV recomenda corte de cargos no Senado para economia de R$ 376 milhões

Priscilla Mazenotti ;Repórter da Agência Brasil
Edição: Talita Cavalcante

Brasília – A Fundação Getulio Vargas recomendou hoje (18) o corte no número de cargos do Senado. Com a medida, pretende-se economizar R$ 376 milhões por ano.

O relatório defende, nos níveis estratégicos, corte de 85% nas diretorias e de 46% nas chefias. No nível intermediário, corte de 79% nas assessorias e de 15% nas chefias. E no nível operacional, aconselha acabar comas cinco assessorias da casa e eliminar 37% das chefias.

O levantamento é a primeira parte da varredura feita pela FGV na Casa.

A ideia é reduzir em 43% nos cargos de chefia. Será ainda criado um plano de demissão voluntária para a redução de 20% do pessoal efetivo. E o estabelecimento de um limite de 25 servidores contratados por gabinete de senador.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , ,
16/08/2009 - 12:12

Os Sarney e o setor elétrico

Boa reportagem do Estadão sobre as ligações entre os Sarney e a construtora Holdenn (clique aqui).

1. Mostra operações estranhas envolvendo a construtora Aracati, depois rebatizada de Holdenn, que adquiriu em seu nome dois apartamentos em um prédio, cuja negociação foi iniciada por parentes de Sarney e, atualmente, são habitados por eles.

2. Mostra a Holdenn conseguindo licença do Ministério das Minas e Energia para construir termoelétricas no Tocantins. A empresa ganhou incentivos em portaria assinada pelo Ministro Edison Lobão em 2006. Aqui, fica-se sem saber se houve favor ou não, devido a esse vício dos jornais de juntar dados não seletivamente para reforçar a tese. Logo depois da concessão, o projeto é vendido para a Equatorial, empresa que adquiriu a Cemar (Centrais Elétricas do Maranhão).

Como, na fase atual da mídia, não se pode confiar nas informações, é possível que o processo tenha sido legítimo. E que a jogada tenha sido entre a Equatorial e a Aracati.

Em 2006 escrevi série de matérias na Folha sobre a maneira como a Cemar foi vendida para a Equatorial, que tinha a participação do grupo GP. MInhas matérias, assim como as do Estadão, podem ser acessadas clicando aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção Tags: , , ,
13/08/2009 - 09:57

A mídia e o moralismo hipócrita

O fantástico show de hipocrisia não tem fim. Quanto mais se mexe, mais se lambuzam.

Houve todo o carnaval para restringir os escândalos do Senado ao atual presidente José Sarney. Depois que a manobra para derrubá-lo falhou, a mídia resolveu mostrar isenção:

1. Descobriu que o presidente do PSDB Sérgio Guerra bancou viagem de uma filha (que o acompanhou em tratamento de saúde nos Estados Unidos) com verbas do Senado. E o próprio Guerra se defendeu dizendo que o gasto era legítimo. Cá para nós, uma bobagem perto dos contratos de terceirização do Senado e outras jogadas.

2. Descobre, agora, o que todo mundo estava careca de saber: que os atos secretos são antigos e permearam todas as presidências do Senado (veja aqui matéria do Estadão).

3. Como o objetivo era derrubar Sarney, não puni-lo ou moralizar a casa – lembram-se da promessa do catão Simon, de que todas as representações seriam retiradas, caso Sarney renunciasse – varre-se tudo para baixo do tapate, devolvem-se as denúncias às gôndolas do supermercado e espera-se a próxima oportunidade para reutilizá-las.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
11/08/2009 - 11:05

O caso Lina Vieira

Do Valor

Governo considera inevitável convocação de Lina por CPI

Paulo de Tarso Lyra e Cristiane Agostine, de Brasília
11/08/2009

Lina: ex-secretária da Receita será convocada para a CPI para dizer como Dilma teria feito tráfico de influência

O Palácio do Planalto considera inevitável a convocação da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira para a CPI da Petrobras. Em entrevista dada no fim de semana, Lina diz ter sido pressionada pela chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, a acelerar as investigações contra Fernando Sarney, numa mensagem entendida por ela “como um recado para inocentar o filho do senador”. Os aliados governistas no Senado, contudo, vão utilizar o depoimento de hoje do secretário interino da Receita, Otacílio Cartaxo, o primeiro à CPI da Petrobras, inaugurando os trabalhos, para tentar desqualificá-la. “Cartaxo vai desmentir a versão dada pela Receita (durante a gestão Lina) de que a Petrobras foi multada em R$ 4 milhões por uma manobra contábil. Quem mentiu uma vez pode muito bem estar mentindo novamente”, disse um integrante da base de apoio do Executivo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , ,
08/08/2009 - 15:08

Senado e mídia: o jogo do perde-perde

Acabou a ópera bufa armada pela mídia no Senado:

1. A investida da tropa alagoana praticamente colocou na linha de fogo, indistintamente, todos os que devem algo em cartório. E com a consagração da denúncia-tapioca, a mídia armou a armadilha para seus próprios aliados: não pode minimizar nem o que for minimizável. Todos foram igualados por esse padrão rasteiro de cobertura.

2. O catão Pedro Simon se enrolou no apoio a Yeda Crusius.

3. O catão Arthur Virgílio se enrolou com professores de jiu-jisti e sua bolsa família.

4. A Época desta semana traz matéria informando que o catão Álvaro Dias, “um dos que mais cobram transparência”, não declarou US$ 6 milhões à Justiça.

Signifique que José Sarney é santo? Longe disso. Significa que as práticas políticas dos últimos 30 anos permitiram toda sorte de abusos e transgressões – que se incorporaram nos hábitos e costumes de todo o modelo político. Quando se envereda pelo mundo pantanoso das contribuições de campanha, então, não haverá procurador suficiente para dar conta do recado.

O modelo acabou, não se sustenta mais. A montanha de informações trazida pela Internet, pelos bancos de dados eletrônicos, não permite mais a manutenção do velho jogo. Será uma crise por semana.

E ninguém ganha. Veja tentou envolver o Supremo na jogada dos grampos. Marco Aurélio de Mello e Sepúlveda Pertence não entraram. O Supremo entrou pela porta do gabinete do Gilmar e sua imagem foi exposta de maneira inédita. Perdeu o Supremo, perdeu a Veja, perdeu Gilmar.

A oposição entrou no jogo da mídia nesse episódio do Senado. A imagem do Senado foi destroçada e a da mídia continuou sofrendo desgaste diário e sistemático. Agora toca o Estadão a fazer esse escândalo com o pisão que levou no pé – tentando tratar como se fosse um heróico ferimento de guerra -, o Globo perdendo totalmente o rumo, a Folha nesse dilema entre entrar na onda ou manter a gratidão a Sarney, Lula se chamuscando com o apoio ao coronel.

O episódio Sarney é emblemático de fim de ciclo. Pela segunda vez (a primeira foi nas eleições de Lula) a mídia jogou tudo ou nada. E perdeu. Mas ninguém ganhou, nem Sarney, nem Lula. E a mídia conseguiu reforçar substancialmente a frente dos que a consideram o poder mais ameaçador do país.

Enfim, virou um jogo de perde-perde. Justamente por isso, a partir desta semana, instaura-se a paz. O modelo tornou-se totalmente disfuncional, sem ganhadores. O próximo capítulo terá que ser o da reforma política.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
07/08/2009 - 08:13

A entrevista rocambole de Gianotti


Minha solidariedade ao José Arthur Giannotti, nessa entrevista dada ao neo-Estadão. O entrevistador quer de todas as maneiras direcionar a entrevista para a campanha de vitimização do Estadão pela “censura” do veto judicial à divulgação de grampos. Como se o jornal fosse a vítima indefesa da história.

Gianotti tenta enveredar por outro tempo muitissimo mais interessante – a nova democracia, com o advento de uma nova cidadania não tradicional e todas as confusões decorrentes da transição.

O Gianotti tinha que pagar um pedágio – falar da “ameaça” à liberdade de imprensa para passar a sua análise. Virou  a chamada entrevista-rocambole – enrolada por fora, com marmelada por dentro – para tentar conciliar a análise séria com as demandas do neo-Estadão. Gianotti acaba supostamente concluindo que a investida contra o Estadão é consequência do advento das massas, sem tradição democrática, fenômeno mundial recente. Ou seja, pela entrevista, o velhíssimo Sarney tornou-se fruto das mudanças recentíssimas que estão ocorrendo na democracia ocidental.

É evidente que Gianotti jamais cometeria uma análise dessas.

Independentemente do rocambole do neo-Estadão, o que se percebe no mestre Gianotti é o inconformismo com as novas invasões bárbaras, a dificuldade em enquadrá-las em uma perspectiva nova, otimista. Não são vistas como uma transição complicada, mas que está arejando a política tradicional, colocando em xeque velhos vícios e estruturas de poder carcomidas.

É a reedição da “Rebelião das Massas” que tanto assustou Ortega y Gasset – e que nos anos 30 trouxe consequências danosas para a humanidade. Sem pessimismo, mas também sem ilusões. O processo atual é igualmente assustador, especialmente por uma semelhança fortíssima com os anos 30: a maneira como as forças tradicionais – especialmente a mídia – estão descontroladas com a perda de poder e cegas em relação às consequências de seus atos.

O blogueiro Idelber Avelar resumiu de forma definitiva os riscos em que a mídia passou a incorrer quando perdeu o rumo. Numa livre adaptação do que colocou no seu Twitter, o que dói mesmo é saber que apesar de tudo o que vivemos, a mídia exorbitou tanto que a suposta censura ao Estadão é incapaz de provocar comoção sequer nos seus aliados.

O grande desafio é saber qual o novo formato de democracia para abrigar os novos atores políticos e o fim do monopólio da informação expondo à luz os vícios de todos os poderes.

Do Estadão

‘A questão da censura é a mesma da crise do Senado’

Entrevista – José Arthur Giannotti: filósofo; para professor, não é papel do Judiciário impor restrições à veiculação de informações de interesse público

Julia Duailibi

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: ,
06/08/2009 - 10:15

Sarney no Conselho de Ética

Ao final, tucanos comentavam que pela defesa de Sarney, tecnicamente, não há fatos que possam levar à cassação do seu mandato. Mas insistiam que a questão é política e dependerá da evolução da crise nos próximos dias e da posição de aliados dele no Conselho de Ética.

Da Folha

Oposição diz que discurso “técnico” a desarmou

VALDO CRUZ
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A oposição, armada para a guerra, disse que José Sarney (PMDB-AP) não convenceu, mas admitiu que o discurso “técnico” e “humilde” do presidente do Senado baixou a temperatura no plenário da Casa, transferindo o embate para o Conselho de Ética.

Os aliados de Sarney celebraram o tom de defesa judicial da fala do peemedebista, destacando que a oposição arquivou o discurso da renúncia.

Reunidos na véspera do esperado discurso de Sarney, senadores do PSDB, DEM e rebeldes do PMDB e PT combinaram uma estratégia de guerra para rebater o presidente do Senado no plenário. Esperavam uma fala dura.

Só que o peemedebista mudou de planos. Abandonou os rascunhos de um discurso de enfrentamento e optou pelo apelo à paz e por uma defesa técnica, escrita por advogados ligados ao ex-ministro José Dirceu -com quem Sarney tomou café da manhã ontem.

“Estávamos armados para a guerra. Havíamos acertado o tom, mas ele fez um discurso humilde, técnico, e baixou a temperatura. Não chegou a nos convencer, mas apresentou sua defesa técnica, que será julgada no Conselho de Ética”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse que a “oposição não quer ser convencida”, mas Sarney colocou pontos irrefutáveis de defesa. Segundo Jucá, o mais importante é que seu aliado conseguiu recuperar votos que poderiam escapar entre democratas e tucanos. Por sinal, ao final do discurso, quando circulou pelo plenário, foi notada a atenção que os senadores Elizeu Resende (DEM-MG) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deram a Sarney. Os dois ligados ao governador tucano Aécio Neves.
Durante o período em que ficou no plenário, Sarney só ouviu contestações do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Entre os democratas, a avaliação seguiu a mesma linha dos tucanos. “Ele fez um voo de pássaro em sua defesa”, afirmou o líder do DEM, José Agripino Maia (RN). A fala de Sarney chegou a ganhar elogios de seu adversário Tião Viana (PT-AC). “Foi uma fala humilde, que contribuiu para um clima de paz”, afirmou o petista, derrotado por Sarney na disputa pelo comando da Casa.

Ao final, tucanos comentavam que pela defesa de Sarney, tecnicamente, não há fatos que possam levar à cassação do seu mandato. Mas insistiam que a questão é política e dependerá da evolução da crise nos próximos dias e da posição de aliados dele no Conselho de Ética.

Comentário

Mesma avaliação que coloquei ontem – e que abriu espaço para uma discussão sem tamanho. Essa história de que “a questão é política” significa assim: nós julgamos não em função das provas e dos elementos apresentados, mas de acordo com a maior ou menor eficácia da mídia em manobrar a opinião pública.

Por Luciano Prado

Certa feita, no Roda Viva da TV Cultura Merval Pereira, para justificar a cassação de Renan Calheiros foi pra cima de Jobim com essa tese, ou seja, de que no processo de cessação não haveria necessidade de provas, bastaria a vontade política da maioria.

Jobim rebateu o jornalista afirmando que essa prática era usual nos idos da ditadura e que era possível prever as consequências danosas dessa tentativa insana.

Por Edvard Bagdonas

Caro Nassif,

Somente para efeito de informar corretamente aos leitores de seu blog, segue abaixo a transcrição do dialogo mantido entre o Ministro Nelson Jobim e Merval Pereira no programa Roda Viva.

A conversa ocorreu logo após o último intervalo, e o link do teor total do programa é
http://www.rodaviva.fapesp.br/materia_busca/390/nelson%20jobim/entrevistados/nelson_jobim_2007.htm

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política Tags: , , ,
05/08/2009 - 18:05

Entendendo o fator Sarney

É tarefa inglória essa de tentar explicar o significado político da tentativa de derrubada de Sarney – ainda mais sabendo que Cláudio Humberto foi acionado para atacar o senador Pedro Simon.

Mas, vamos lá, que o desafio é bom.

Ponto 1 – Sarney representa, de fato, o lado complicado da política brasileira.

É um coronel político, trata os adversários menores (nos seus estados) sem complacência, vale-se de alianças no Judiciário e de facilidades no Executivo.

Lembro os seguintes posts que coloquei no Blog sobre ele.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
05/08/2009 - 07:30

A quarta-feira no Senado

Para entender o que deve ocorrer nesta quarta-feira no Congresso, a partir de conversas com observadores bem situados e com boa capacidade de análise do clime interno.

José Sarney tem dito a assessores que até agora vinha administrando o silêncio, procurando conversar. Agora, o discurso que está preparando será de enfrentamento.

No Senado, o quadro que se apresenta é complicado.

O DEM decidiu que não irá apresentar nenhuma representação contra Sarney. Transferiu sua posição para o Conselho de Ética da casa. O motivo é óbvio: telhado de vidro demais, de quem sempre comandou a 1a Secretaria da Casa.

No PT, há uma divisão entre os que se pretendem com visão macro da situação e os que enfrentarão eleição no próximo ano. O primeiro grupo acha fundamental a aliança PT-PMDB – e é formado por políticos que não enfrentarão eleições no próximo ano. O segundo grupo – os que irão se candidatar à reeleição – está indignado com Lula. Refere-se a ele como caudilho e há um clima de revolta, acusando-o de destruir o partido e todos os caminhos de reconstrução da imagem. A bancada se sente pisoteada e sem ter para onde ir. Não tem mais uma cara, um posicionamento que possa bancar depois da defesa reiterada de Lula a Sarney.

O Conselho de Ética pratica um discurso moralista que serve bem a um dos lados. Como o nome é Conselho de Ética, tenta se atribuir um valor moral. Mas do jeito que a casa está conflagrada, o que está em vigor é a máxima do senador Cafeteira: quem é contra é contra, quem é a favor é a favor. De Ética não tem coisa nenhuma. É mais uim campo de enfrentamento. Se a situação não coloca Paulo Duque para atuar, a oposição colocará alguém que condene Sarney. Não há meio termo.

Como a imprensa trabalha no mundo maniqueísta, tem sido incapaz de traduzir isso para o leitor. Continua dizendo que o Conselho de Ética é o Conselho de Ética, mas o que se está fazendo ali é política.

Do ponto de vista jurídico – diz esse observador – todas as representações contra Sarney podem ser derrubadas com dois minutos de argumentação. Considera todas extremamente frágeis.

Por exemplo, o Estadão, em mais de uma matéria em que o texto não entrega o que o título vende, insiste na tese de que o grampo na neta, pedindo emprego para o namorado, provaria que Sarney conhecia os tais atos secretos. Não prova nada. A suposta prova foi a dica do avô, para que procure Agaciel Maia. Ora, se a vaga pleiteada era na diretoria geral, quem arruma empregos lá é Agaciel. Sugerir que o procurasse não liga Sarney a nenhum ato secreto.

Além disso, a revelação dos atos de Arthur Virgílio ajuda a relativizar os supostos crimes de Sarney. O que é mais grave, diz o analista, o senador que faz um favor à neta, apenas sugerindo que procure Agaciel, ou Virgilio que admite na tribuna que manteve por mais de um ano um funcionário em Paris, abonando suas faltas, pagando pelo Senado inclusive horas extras?

No caso do crédito consignado, não existe um fato que mostre favorecimento. Pelo contrário, diz ele, a mídia omite informações que mostram o contrário. Quando assumiu, Sarney baixou um ato reduzindo os juros de 4,5% para 1,5% por um ato. O neto já estava descredenciado pelo HSBC. O faturamento da empresa dele no Senado correspondia a menos de 5% do Senado. Que favorecimento é esse?

No caso de nomeações de parentes, até o Supremo baixar a súmula do nepotismo, era uma prática disseminada por todo o país.

Ou seja, Sarney tem uma montanha de pecados, o filho está envolvido em inquéritos da Polícia Federal. Mas não existe nada, na sua atuação no Congresso, que possa consubstanciar uma condenação pelo Conselho de Ética.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
02/08/2009 - 08:43

O novo Estadão: “Eu sou terrível”

A cobertura sobre o caso Sarney continua do mesmo modo. Vamos aproveitar algumas matérias para mostrar as armas da mídia para criar pressões continuadas.

Um dos expedientes mais utilizados pela mídia, para ampliar a importância de seus próprios feitos, é a repercussão. Entrevistam-se fontes que possam reforçar o que foi dito e se dá uma esquentada nas declarações ou nas conclusões, para dizer a todos que o jornal é terrível

É típico desse processo atual de “folhanização” do Estadão.

Confira a manchete:

Censura ao ”Estado” aumenta pressão por renúncia de Sarney

Se aumentou, significa que outras pessoas vieram se somar ao coro que pede a renúncia de Sarney. Quem são os novos centuriões? Não tem. O jornal estava apenas contando papo, para se credenciar como responsável pela provável renúncia de Sarney.

A matéria informa que as seguintes fontes, abaixo, pediram a renúncia:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
31/07/2009 - 20:15

A Justiça se pronuncia

Do Estadão

Justiça obriga Grupo Estado a retirar gravações de Sarney

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa

BRASÍLIA - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu na tarde desta sexta-feira, 31, o Grupo Estado de divulgar informações relativas a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que fazem parte da operação Boi Barrica da Polícia Federal, que corre sobre sigilo de polícia.As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa. A decisão faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação. O Grupo Estado vai recorrer da decisão.

Comentário

Como se entende essa postura do Estadão à luz dos editoriais que publicou contra a chamada “república dos grampos”?

Por Daphne

Nassif,
você está aplaudindo a censura à imprensa?

Comentário 2

Sou leitor fiel do velho Estadão e aprendi com ele que vazamento de grampo é algo criminoso. Obviamente a divulgação do grampo vazado amplia o dano do crime. Então, como assinante do velho Estadão, sigo seus ensinamentos para analisar o novo Estadão.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
27/07/2009 - 12:30

A reportagem que ninguém quer

Se houvesse jornalismo na cobertura, a lógica óbvia seria apurar qual o esquema que está por trás do vazamento do inquérito contra José Sarney.

Qual a razão dessa falta de interesse? Quando foi contra Daniel Dantas, levantou-se o presidente do STF, os jornais, a Folha escreveu editoriais candentes, a OAB se manifestou em defesa dos direitos individuais, a Veja escreveu sobre a república do grampo.

Não caiu a ficha de que essa hipocrisia é veneno na veia da credibilidade da mídia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política Tags: , ,
27/07/2009 - 12:26

A (i)lógica de uma cobertura desvairada

Da Folha

Em 4 de julho de 2006, o empreiteiro fala com uma pessoa identificada pela PF apenas como Mauro Viegas. Ele afirma a Zuleido que está “uma turma aqui, o José Alcure [sem identificação no relatório], que vai estar em Brasília até amanhã sobre o assunto lá do Macapá, que você é o titular daquela coisa lá que está devagar”.
“Tem uma porção de boatos. Aí eu botei lá, mobilizei minha turma mês e pouco atrás, achando que a coisa ia e a coisa está ali naquele marasmo”, reclama Viegas. “De concreto hoje mesmo parece que tem dez pratas pra gastar para todo mundo até dezembro”, diz.
Zuleido o tranquiliza: “Acho que vai ser resolvido. (…) Com certeza, porque aquele negócio ali é obra de Sarney, não é um negócio que está solto, não”. Já no dia 9 de agosto de 2006, Zuleido diz às 17h33 que vai “chegar à casa do Sarney já, já”. Naquele dia ele estava em Brasília e três horas antes havia marcado um encontro com uma pessoa que a PF identifica como Ernane -este é o nome do irmão de Sarney.
Há ainda uma terceira conversa envolvendo Sarney. Em julho de 2006, a diretora comercial da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, fala com um homem identificado pela PF como “José Ricardo”. Ele diz que no momento da conversa estava no “gabinete do presidente Sarney” em Brasília e que viajaria depois “com o presidente”. “Vou no avião dele.”

Clique aqui para ler a íntegra.

Comentário

Padrão Folha. A obra é no Amapá, estado pelo qual Sarney se elegeu senador. As emendas no orçamento têm, do lado parlamentar, deputados e senadores que apadrinham. Se tem um padrinho forte, há maior probabilidade da obra sair.

Por isso mesmo — a não ser pelo fato de ser um grampo vazado (prática que a Folha condenou em editorial, quando era contra Daniel Dantas – os diálogos não têm o menor significado. Faria melhor a Folha em concentrar seu jornalismo para apurar quem está por trás dos vazamentos.

A Folha estava vibrando com o barco furado no qual o Estadão se meteu na cobertura do caso Sarney. Editores estavam satisfeitos com os furos n´água seguidos do concorrente e pelo fato de não terem embarcado nessa. Quando surgiu o tal grampo sobre o namorado da neta do Sarney, acharam que tinham ficado por baixo na cobertura – ainda mais sabendo das ligações históricas e da gratidão do jornal com Sarney. Aí enlouqueceram. Como perderam o rumo aceitando publicar uma entrevista de Daniel Dantas do mesmo teor e ao mesmo tempo que a IstoÉ.

No fim de semana, Jânio de Freitas já tinha dado o caminho das pedras para o jornal se livrar dessa enrascada. Tratava-se apenas de não politizar a cobertura, de se apurar os dois lados, de cair a ficha de que o “crime”  de Arthur Virgilio (um assessor recebendo e estudando em Paris) era muito pior do que o de Sarney (o namorado da neta trabalhando).

Mas o jornal continua como um touro alucinado, dando chifradas de cabeça baixa sem mirar o toureiro.

Daí essas matérias, sem a menor sustentação.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
26/07/2009 - 10:00

Sobre a hipocrisia política

Da Folha

JANIO DE FREITAS

O tapete se eleva


A permissividade de casos no Senado não muda se houve a devolução do dinheiro; o problema não está nele


SEJA QUAL for o desfecho da situação dramática vivida pelo senador José Sarney, já está assegurada mais uma aplicação, no Congresso, da regra do “lixo para debaixo do tapete”. Não foi de todo desprovida de sentido aquela frase de Sarney, apesar de ridicularizada pela imprensa: “A crise não é minha, é do Senado”. É dele também. Mas, não estivesse o Senado no estado em que está há muito tempo, ainda que seus sucessivos escândalos sejam em número muito menor do que o merecido, não haveria a massa de constatações afinal enfeixadas, com o descarte sorrateiro de muitas, na figura do presidente da Casa.

A gravidade que se possa atribuir à influência para a nomeação do namorado da neta nunca será menor, por exemplo, que a da atitude já entapetada do líder do PSDB, o senador e combatente Arthur Virgílio. Autorizar e acobertar duas estadas remuneradas na Europa, com meio ano cada, de um nomeado para seu gabinete, não é uma atitude qualquer. Os R$ 12 mil mensais que financiaram o turismo, a pretexto de vagos estudos de cinema, são poeira no orçamento duas vezes bilionário do Senado. Mas o favorecimento só poderia dar-se sob uma relação devassa com a função senatorial, com a política e com a coisa pública representada na grandeza devida pelo Senado.

O mesmo cabe dizer da atitude do senador petista Tião Viana, agraciado com a presidência quando Renan Calheiros foi forçado a deixá-la enquanto eram guardadas sob os carpetes, por outros senadores, as suas vacas recordistas em crias, carne e mentiras. Os R$ 14 mil na conta do celular seriam absurdos para alguém que Lula considere “pessoa comum”, mas para o Senado nada significam.

A atitude do senador Tião Viana, porém, ao entregar o aparelho para uso da filha em viagem ao exterior, reflete a mesma permissividade e a mesma concepção pessoal do caso precedente. As quais não mudam se houve ou não a devolução de dinheiro. Primeiro porque, se houve, foi só em razão do escândalo. Segundo, porque o problema não está no dinheiro.

Onde foram parar esses episódios? E outros também constatados lá atrás? Além deles, bastaria um pouco de interesse e se encontrariam muitos outros de gabarito equivalente. Silenciados (também pela imprensa) e encobertos, permitem deixar apenas em palavras os brados de “reforma do Senado” e “reforma da política”, à espera de que novas modalidades venham substituir as preferidas até o atual escândalo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , ,
25/07/2009 - 19:41

O xadrez do poder

Por Stanley Burburinho

A coisa é complicada.

Na presidência da Câmara está o Temer que, todo mundo sabe, é serrista;

Se o Sarney sair assume o vice que é o Perillo que é do PSDB e a oposição já é maioria no Senado;

A oposição sabe que o José Alencar está com a saúde bastante fragilizada. Caso o José Alencar fique impossibilitado de exercer a vice-presidência durante alguma viagem do Lula ao exterior, o Temer assumiria a presidência;

Outra situação é que o Lula sabe que a oposição, parte do judiciário que apoia a oposição e a mídia farão de tudo para que ele não concorra à presidência em 2014 porque ele seria imbatível. Vão arrumar um jeito de torná-lo inelegível;

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , , , ,
25/07/2009 - 11:43

Hipocrisia da mídia, arrogância de Lula

Que José Saney é um horror de político não se discute. E é evidente que a atual campanha contra ele tem propósitos nada moralizantes. O que se quer é derrubar o senador e transformar o Senado em fator de instabilidade política para 2010.

Há nos ataques uma hipocrisia sem tamanho.

1. Sarney só se tornou presidente graças ao empenho do então PMDB (Ulisses, FHC e outros) de incluí-lo na vice-presidência de Tancredo Neves.

2. O seu governo marcou o apogeu da influência de Roberto Marinho. Sarney não dava um passo, não indicava um Ministro sem, antes, pedir a bênção de Marinho. Não se trata de segredo algum, mas de um dado que nenhum historiador poderia ignorar.

3. Foi um amigo fidelíssimo da Folha de São Paulo, através de seu homem-chave Saulo Ramos, a quem a Folha se tornou eternamente grata.

4. A prorrogação do Cruzado, que resultou em um desastre de proporções incalculáveis, foi atribuída a ele. Mas os beneficiários diretos foram governadores e senadores do então PMDB que vencem em todo o país. Se alguém tiver curiosidade e tempo, poderá levantar todos os nomes beneficiados pela prorrogação do Cruzado.

Nesses anos todos, seus abusos foram ignorados por quase toda a mídia, com exceção de alguns colunistas.

Ele tirou dois governadores eleitos do cargo, por manobras do tapetão, sem que houvesse uma reação maior. Quando explodiu o escândalo Gautama, a maioria das notícias crucificava seu adversário Jackson Lago, sabendo-se que a empreiteira entrara no Estado pelas mãos do grupo Sarney. Mas era apresentado como o grande comandante na transição para a democracia.

Por outro lado, as manifestações de apoio ostensivas de Lula, saindo em fotos com ele, Collor e Renan, é a face oposta da hipocrisia: simboliza arrogância, vício perigoso em quem senta em cima de altos índices de popularidade.

No fundo, trata-se de um jogo complicadíssimo, cheio de nuances. Ao se expor diariamente na defesa pública de Sarney, Lula enfraquece os argumentos de todos os que lutam contra essa campanha por entendê-la desestabilizadora do jogo político, não por considerar Sarney um injustiçado.

É evidente que a campanha da mídia é hipócrita, mas a indignação de parte da opinião pública contra Sarney é genuína. Ignorá-la é enveredar pelo perigoso terreno da arrogância.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política Tags: , , , ,
25/07/2009 - 11:06

O nepotismo que a mídia protege

Por Marco Antonio

Está bem, vou mandar bala.

Em mais um episódio do denuncismo seletivo da grande mídia, passou-se a semana discutindo a nomeação de um namorado de uma neta de Sarney para uma vaga de livre nomeação e exoneração. Tratando o assunto como nepotismo. Ora, o rapaz não possui qualquer parentesco_ nem mesmo por afinidade, já que é só um namorado_ com a neta do político maranhense. Logo, não incorreu em nepotismo, valeu-se dos contatos que tinha, como cem por cento dos servidores ocupantes de cargo em comissão.

Mas se a intenção é moralizar, compare-se com outro nome. Guimar Feitosa de Albuquerque Lima. Irmã do ex-deputado Chiquinho Feitosa, do PSDB ( CE). Advogada da União ( aposentada em 18 de junho de 2009) e cedida ao STF ( não é concursada do Judiciário), onde foi chefe de gabinete do Ministro Marco Aurélio, que em 2001 a nomeou Secretária-Geral da Presidência da Corte Suprema. Atualmente desempenha o cargo em comissão de Secretária-Geral da Presidência do TSE.

Detalhe: seu nome atual é Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, já que é casada com o Presidente do STF, Gilmar Ferreira Mendes. Pois bem, pela Súmula número 13, do nepotismo, ela, como esposa do ” Chefe do Judiciário”, como Mendes se autoproclama, está incursa na proibição ali prevista. Justamente por ser casada com o chefe, que admite ser chefe. Se, ainda assim, afirmarem que não se trata de nepotismo por ela laborar em outro Tribunal, mister se faz lembrar que, por previsão do parágrafo único do art. 119 da Constituição Federal, o Presidente do TSE será, obrigatoriamente, um dos Ministros do STF que o compõem. Vislumbra-se, assim, o que se chama nepotismo cruzado ( solicitar a um colega que nomeie um parente). Como também se verifica a profunda vinculação do TSE ao STF.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
23/07/2009 - 10:38

Sobre grampos

Do Jornalismo dos anos 90

Fitas. Não acredite no jornalista que, ao mencionar determinadas gravações,
use adjetivos tonitruantes para qualificá-las (“explosivas”, “impactantes”),
mas não mostre nem a cobra nem o pau. Só acredite nos trechos entre aspas,
e só acredite naquilo que você está lendo. Se o trecho mencionado não
significar nada para você, é porque não tem significado algum mesmo.
Qualquer conclusão que a matéria apresente, que não for aquela que você
pode tirar objetivamente da frase entre aspas, é cascata. Se os trechos do
“grampo” que foram publicados não tiverem importância, é porque o que
não foi publicado tem menos importância ainda.

Comentário

Duas jogadas manjadas desse jornalismo-espetáculo:

1. Transformar algo banal – eticamente condenável, mas inserido nas práticas e costumes gerais – em algo criminoso, meramente porque gravou-se uma conversa igualmente banal. Esses diálogos do Sarney com parentes é de um ridículo atroz. Configura práticas nas quais incorre toda a classe política (de Sarney a FHC).

2. Todo dia vir com uma manchete tipo “agora vai”, “agora não tem jeito”. Abaixo, a manchete do Estadão e a da Folha.

A

Suponha a seguinte conversa entre FHC e Heráclito Fortes (que nomeou sua filha funcionária-fantasma):

FHC – Caro Heraclito, preciso de um favor seu.

HF – Diga, meu presidente.

FHC – Minha filha quer ficar em Brasília e precisa de algum lugar aí para garantir seu salário. Poderia arranjar uma vaga para ela:

HF – Algum lugar específico?

FHC – Não. Pode ser até como assessora pessoal sua, sem o compromisso de vir diariamente ao Senado para não expô-la.

HF – Pois não, senhor presidente, aqui o senhor manda.

É um diálogo imaginário, porém verossímil. Se a conversa não foi assim, foi parecida. A única diferença do Sarney, é que não foi gravada – e a mídia quer o pescoço do Sarney, não a moralização dos costumes. Mas tentar incriminar FHC por isso é algo tão ridículo quanto essa criminalização da boquinha – à qual recorre o mundo político em massa.

Em vez de atacar a boquinha e discutir formas de eliminá-la, usa-se o vício para objetivos escusos: derrubar o presidente do Senado e transformar a casa em fator de instabilidade política.

Por Rafael

A frase do Lula, quase uma constatação balzaquiana do jornalismo, é comprovada pelos fatos. O último escândalo do clã maranhense foi justamente deflagrado por gravação da Polícia Federal, o Sarney de meses atrás. Hoje, quando a PF espiona o inimigo da grande mídia, ninguém mais fala em Estado policial, em prender o policial que prendeu o bandido, nas maletas de escutas da PF, em aparelhamento, em Stasi, em SS, não apareceu ninguém que se auto-intitula “bem-informado” chamando o Tarso Genro de Beria… Nada como um dia após o outro e nenhum comentário sobre a atuação da PF. Lamentável, esse “esquecimento”.

Por celio mendes

Há pouco tempo atrás uma suspeita pra lá de suspeita de que o telefone do Ministro Gilmar Dantas(royalties para o Noblat) havia sido grampeado gerou o afastamento do então diretor da ABIN, o áudio do tal grampo jamais veio a público, a discussão na mídia era a farra das escutas telefônicas, pois bem agora varias conversas da atual Geni da mídia o senador Sarney são divulgadas amplamente em todos os canais sem a menor cerimonia, ora bolas quem fez essas escutas? Foi um grampo legal? Se legal quem vazou? Ou sera que vazar escutas não tem mais a mesma importância que tinha alguns meses atrás? Haja óleo de peroba.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: , ,
23/07/2009 - 10:37

Sem medo do ridículo

Comentário

O neojornalismo do Estadão tornou-se campeão. No discurso de posse do novo procurador-geral da República, Lula manifestou-se genericamente contra os assassinatos de reputação. Exortou a sociedade a não condenar previamente, antes das investigações concluídas. Nâo falou uma linha sobre José Sarney ou quem quer que seja. O Estadão simplesmente fez a junção por conta própria:

1. Dias atrás Lula falou que Sarney não poderia ser tratado como pessoa comum.

2. Agora falou em “biografia”, no sentido de história de vida, reputação. Aí o Estadão juntou os dois fatos e produziu uma manchete.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: , ,
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