Nassif, o Juiz da 1ª Vara da Comarca de Conchas-SP, Carlos Eduardo Gomes dos Santos, suspendeu a cobrança nas novas praças de pedágios na Rodovia Marechal Rondon Leste -SP-300 sob concessão da Rodovias Tietê. A Decisão é com base no pedido de liminar em ação civil pública prosta pelo Ministério Público no último dia 17 que aponta suposta ilegalidade no contrato de concessão. O descumprimento da decisão pela concessionária Rodovias Tietê que administra o trecho, pode resultar em multa de até 10 mil por dia. “Há indícios de violação ao princípio da isonomia, previsto na constituição federal, e às regras da licitação, e o “Periculum in mora”, pois os consumidores que são parte arcarão, em tese, com a tarifa possivelmente acima do devido”, disse o juiz em trecho da sentença……fonte Jornal da Cidade de Bauru.
Não foram só as vigas que cairam, desabou tambem a engenharia paulista de obras publicas. As excelentes equipes do passado que legaram tantos grandes projetos foram desfeitas. Não há mais engenharia no DER, no Metro, na CESP, na DERSA, hoje é tudo terceirizado e quarteirizado, da concepção do projeto basico à fiscalização da obra. Perdeu-se a unidade de conceitos, a visão do conjunto da obra, o conhecimento advindo da experiencia em grandes obras, tudo em nome da redução de custo a qualquer custo.
O risco só podia aumentar, a cratera da Linha 4 do Metro foi fruto de absoluta displicencia, improvisão e incapacidade de calculo, resultado dessa filosofia de tercerização de tudo, naquele desastre a solda das vigas de sustentação do tunel foram quarteirizadas para firma de pouca experiencia nesse tipo de serviço. É uma pena. São teve grandes engenheiros de obras publicas, especialidade que exige não só competencia técnica mas uma vocação de servir a sociedade, conheci
Engenheiros do DER que ganhavam pouco (o Estado de São Paulo sempre foi miseravel com os engenheiros) mas tinham orgulho do que faziam, orgulho dos projetos e se dedicavam de corpo e alma a isso. O DER paulista tinha inclusive uma excelente revista mensal de engenharia de estradas (não sei se ainda tem). Como foi possivel desbaratar esse capital humano? Hoje São Paulo esta pior que Estados pobres, acabou com seu notavel corpo de engenheiros, uma estupidez, até para terceirizar precisa ter boa engenharia propria, o maior responsavel por essa má filosofia foi certo Governador tido como super eficiente.
Por Benjamim Godinho
Em tempos de apagão
Seguindo os princípios do Programa Estadual de Desestatização, estatal transmissora de energia em São Paulo, foi “desestatizada” para estatal colombiana.
A CTEEP é resultado da cisão de ativos da Companhia Energética de São Paulo (CESP), que se deu em fevereiro de 1999, em função do programa de privatização do governo paulista.
Havendo transparência e controle, a terceirização em si não é uma má iniciativa.
No entanto, tenho recebido muitas reclamações sobre a terceirização da saúde em São Paulo. Críticas e suspeitas em relação à contratação dos serviços de radiologia, à constituição das OSCIPS que assumiram hospitais estaduais.
Confesso não ter opinião ainda. Vamos ver se uma boa discussão ajuda a clarear esse tema.
Por Luis Roberto
Olá Nassif… sugiro que vc coinheça a história da ASSOCIAÇÃO HOSPITALAR DE BAURU… talvez vc comece a entender como funciona a terceirização da saúde no Estado de São Paulo e de que maneira (à moda do gato) os tucanos paulistas enterram com areia rasa aquilo não lhes interessa divulgar….Procure nos jornais locais http://www.jcnet.com.br (só não leve em conta o sensacionalismo que provoca a disfunção narcortizante) atenha-se aos números e veja também no BOM DIA , wwwredebomdia.com.br…. acho que vc vai começar a formar opinião sobre essa história de OSS E OSCIP.
Recebi um email de uma prima do interior, professora há muitos anos da rede estadual. Como existem siglas e conceitos, publico para discussão mais aprofundada entre vocês.
Por nalubi1
Luis sei que seu foco é a economia , mas será que você se interessaria para o caos que irá virar a educação no Estado de São Paulo com as novas regras que nosso Governador está lançando? Os alunos irão ficar desnorteados com tanta mudança de professores todo ano; ele não conseguirá acabar com a categoria dos ACTs pois professores Efetivos acabam faltando ou se afastando precisando assim dos ACTs para substituí-lo. A categoria vai acabar !!!!
Por Luiz Carlos
Sou professor efetivo do estado há 10 anos..e nunca vi nada igual…parece que a lógica sucateamento-privatização está de vento em popa.E como é a classe trabalhadora e desempregada/informal (que não lê blogs e não se informa a não ser pelo PIG (Paulo Henrique Amorim) que tem seus filhos nas escolas públicas ela não se manifesta. Serra investe pesado em propaganda. Isso chamusca qualquer tentativa da classe dos professores em denunciar o que acontece nas escolas.Estamos sós. Sexta-feira é um verdadeiro caos na escola em que trabalho, pois professores faltam e não se acha substituto.
A diretora da escola chega a ir de carro procurar professores eventuais em outras escolas! Com essa lei do aumento por mérito (veja aqui) eu mesmo estou pensando em mudar de profissão. Pedimos Socorro!
Serrá que o ex-presidente da UNE vai fechar a PUC?
Após receber a segunda multa por descumprir a Lei Antifumo, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) decidiu divulgar um comunicado em que pede que os alunos respeitem a lei e não fumem no interior da universidade.
No caso de um novo flagrante, a instituição será interditada pelo período de 48 horas. Se o não-cumprimento da lei persistir, a interdição será de 30 dias.
A situação no país só não é ainda mais grave graças aos catadores
Washington Novaes – Estadão (09/10/2009)
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10). …
A notícia trazida pelo Lima é do mês passado. Mas permite uma boa discussão sobre os rumos dos lixões metropolitanos. Até que pontos os aterros sanitários esgotaram sua capacidade em regiões metropolitanas? E a saída das usinas de lixo, tão apregoada nos últimos anos? Quais as soluções buscadas pelas grandes metrópoles?
A cantora baiana, apadrinhada por Caetano Veloso no início de sua carreira, nos anos 90, faz hoje, às 18h, show baseado em seu álbum mais recente, “Recomeço” (2008), no teatro do Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, tel. 0/xx/11/ 3095-9400; R$ 20; não indicado para menores de 10 anos). Produzido pelo pianista Cristóvão Bastos, o CD privilegia a voz de Virgínia em canções como “Beatriz” e “A Noite do Meu Bem”, gravadas com arranjos mais contidos. No palco, a cantora se apresenta acompanhada apenas por percussão, piano e violoncelo.
Os jornais não tomam jeito. Aqui, matéria do Estadão decretando o fracasso do projeto Nova Luz – um sistema de desapropriações que permitiria ao setor imobiliária a reconstrução do centro de São Paulo.
O fracasso é debitado na conta do prefeito Gilberto Kassab. E se tivesse sido um sucesso?
Clique aqui para Blog do vereador Floriano Pessaro (do PSDB) mostrando que a Nova Luz era comandada por Andréa Matarazzo e o pai era Serra.
O governador do Estado de São Paulo encaminhou à Assembléia Legislativa o Projeto de Lei nº 749, de 2009, convertido na Lei nº 13.723, de 29 de setembro de 2009, que autoriza o Poder Executivo a ceder, a título oneroso, os direitos originários de créditos tributários e não-tributários, objetos de parcelamentos administrativos ou judiciais, à Companhia Paulista de Parcerias – CPP, a fundo de investimento, ou a sociedade de propósito específico.
Nassif, tenho uma sugestão para dar aos posts “em observação”. Ontem, no post sobre os incêndios das favelas de São Paulo, a princípio tivemos a impressão que você concordava com o argumento proposto por Stanley Burburinho. Porém, entre os comentários, você respondeu que a intenção era fomentar o debate e, no tuiter, assumiu que não tinha uma opinião formada.
Pois bem, se essa é a ideia, que tal postar também aquele comentário que você colocou no Twitter.
Comentário
É uma boa ideia incluir um comentário explicando a razão do “Em Observação”.
Vamos ao tema:
1. A hipótese levantada pelo Burburinho é verossímil (o que não significa que seja além de uma hipótese). Isto é, tem setores que ganham com incêndios que desalojam favelas e abrem espaço para a ocupação da área por projetos imobiliários. E tem havido muitos incêndios em favelas. Burburinho apresentou estudos do IPT alertando para os problemas e nenhuma ação por parte das autoridades públicas.
2. Por outro lado, há uma precariedade nas favelas e parece que a Defesa Civil paulista não existe mais. Então há duas hipóteses para os incêndios: a situação das favelas (mais a ausência da Defesa Civil em São Paulo) ou alguma intenção criminosa.
3. Se houver intenção criminosa, dificilmente será do setor público. Aliás, incêndios em favelas trazem mais transtornos que benefícios aos governantes municipais. Haveria, então, de se investigar quem ganharia com o incêndio.
4. Repito: é uma hipótese instigante a ser investigada. Mas, por enquanto, é apenas uma hipótese, com boa probabilidade de ser acidental. Daí o “Em Observação”.
MArtha Suplicy fez um importante programa de troca de lâmpadas de vapor de mercúrio pelas de vapor de sódio, muito mais econômicas.
Quando Serra assumiu a prefeitura a ampla maioria das ruas da cidade já estava com as lâmpadas de sódio. Era fácil se perceber essa transformação porque a luz das lâmpadas de sódio tem uma tonalidade amarelada característica, que é amplamente compensada pela redução de consumo.
1 – Mais um incêndio em favela de São Paulo. Dessa vez foi na favela Diogo Pires. Acontece que esse é o quarto incêndio nessa mesma favela que sofreu com incêndios em 2000, 2002, 2006 e agora em 2009;
2 – Segundo documento da FINEP de 9/3/2005, o Laboratório de Segurança ao Fogo, do IPT de São Paulo, que há 28 anos vem desenvolvendo trabalhos de prevenção e controle de incêndios, diz que:
- ”São registrados, em média, 800 incêndios por ano em São Paulo”.
3 – Pergunto:
- Média de 800 incêndios por ano?!?!?! Por que o último incêndio em uma favela do Rio – que tem quase tantas favelas quanto São Paulo – só aconteceu em 1969 na favela Praia do Pinto, durante o governo do Carlos Lacerda? Curiosidade: dias antes desse incêndio o DOPS prendeu todos os dirigentes da FAFEG (Federação das Favelas do Estado da Guanabara) que foram acusados de serem comunistas;
- Será que os últimos incêndios nas favelas de São Paulo seriam uma forma de se evitar as obras do PAC que urbanizariam essas favelas?
- Lembro que a grande maioria dos moradores dessas favelas é de gente que veio do norte ou nordeste do Brasil e não não votam em São Paulo;
“- Em 2002, foram registradas 756 ocorrências e, até março de 2003, outras 130 ocorrências provocaram danos materiais e humanos.
- Os dados são agravados pelo crescimento exponencial de assentamentos: 30,15% de 1991 a 2000, passando de 891 mil habitantes para 1.160. Só na cidade de São Paulo o número de núcleos subiu de 1975 para 2001.
“Especialmente nestes locais os incêndios são sempre catastróficos, gerando altos custos sociais e financeiros que vão desde as perdas humanas e materiais das vítimas até o custo para o poder público”, ressalta o engenheiro José Carlos Tomina, também responsável pelo Centro de Tecnológico do Ambiente Construído do IPT.
Uma humanista, de uma solidariedade memorável. Atentem para a fala da soninha, começa com 6 min de vídeo. Me emocionei com a preocupação da vereadora e subprefeita.
Um vídeo mostrando a tragédia humana, pessoas que perderam tudo, crianças com fome. A declaração da subprefeita Soninha é que, depois de removido o entulho da favela, a subprefeitura vai tratar de impedir uma nova ocupação ilegal do lugar.
Prezado Nassif, a legalidade das terras do Estado mais rico do país, São Paulo, é uma longa história de grilagem, assassinatos, entre outros casos pitorescos ( hoje, maquiados e esquecidos). Dá um filme de “bangbang” bárbaro!
Veja um pequeno exemplo, meus antepassados pelo lado de mãe vieram em meados do século XIX da Espanha e “ganharam” da Igreja uma Seis Marias na região entre Barretos (docs em Cartório), Cardoso até Riolândia onde meus bisavôs estão enterrados num cemitério, infelizmente abandonado, dentro da Fazenda grilada (um mundo de terras que foi fragmentado pela grilagem).
Eu e meus irmanos pensamos entrar na Justiça para requerer o cemitério onde estão nossos entes, mas os custos, etc, somados aos pistoleiros de aluguel e a família que grilou as terras ainda são “DONAS” do município de Riolândia (SP). Mais um dia ainda sonho reunir forças para honrar meus antepassados
É de longe o estado brasileiro com maior potencial. Nas mãos de um estadista, ou um governante com um mínimo de visão estratégica, seria o pré-ensaio mais fácil para mudanças que poderiam ser replicadas em todo o Brasil.
São Paulo é territorialmente pequeno, integrado por bom sistema rodoviário. É composto por uma cinturão de médias cidades com bom potencial, circundando uma região metropolitana dotada de todos os serviços. Ao contrário do Brasil, é um estado homogêneo, o que facilita enormemente a implantação de políticas públicas de estímulo à produção; facilita a introdução de políticas sociais através da articulação Estados-municípios médios-municípios pequenos. Tem as melhores universidades, os melhores institutos de pesquisa, a melhor rede de atendimento às pequenas e micro empresas – Sebrae, FIESP-CIESP, extensão rural. Tem os melhores grupos de excelência em todas as atividades modernas – ciência e tecnologia, qualidade e competitividade, saúde, pesquisa agrícola, mercado de capitais. Tem a mais avançada estrutura industrial, de serviços, a agricultura mais produtiva do país. Tem a sede das maiores editoras brasileiras – que poderiam atuar efetivamente como quarto poder, disseminando conceitos emanados da política e cobrando providências e divulgando erros de gestão.
Durante muito tempo, desde a época do governo Quércia, houve o aumento de distritos por todo o estado. Na Capital foram autorizados 53 novos distritos. Destes 10 não foram construídos (50+53-10=93). Hoje são número identicos de policiais para delegacias com números de ocorrência duplamente maiores. Será que ninguém viu estas disparidades?
O que após 1.991 deveria ser realizado anualmente era o aumento do efetivo da polícia civil coerente com o aumento populacional. Não foi executado e neste período saíram policiais por aposentadoria, demissão voluntária, expulsão, mortes, etc. E os “claros” abertos não foram preenchidos. A portaria que regulava o efetivo do interior é datada de 1.991 que foi revogada mês passado. Novos concursos? Muito pouco foi feito que pudesse sequer preencher os claros acima citado. O efeito dominó negativo vem de longe e hoje chegou ao limite da incapacidade de adequação necessária aos dias atuais.
No início do ano de 2.007 foram congelados os concursos de ingresso de todas as carreiras pelo período de um ano e meio.
Nassif, não sei se conhece (e seus leitores), mas há um trabalho sobre contratação de pessoal pelo setor público que é bastante interessante. Pra mim, é útil por mostrar como o debate no Brasil se tornou fulanizado, partidarizado e sobretudo ideologizado.
Ele se chama “O Mito do Inchaço da Força de Trabalho do Executivo Federal” e foi elaborado por Marcelo Viana de Moraes, Tiago Falcão Silva e Patrícia Vieira da Costa.
Os três trabalham na Secretaria de Gestão do Ministério do Planejamento – o que, na minha opinião, não invalida o material, já que trabalha unicamente com fontes oficiais.
As irregularidades foram constatadas no sistema de cobrança e bilhetagem após fiscalização da agência reguladora
O Ministério Público Federal em São Paulo moveu Ação Civil Pública hoje (8/9) na Justiça Federal de São Paulo para obrigar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a publicar o resultado de fiscalizações realizadas no sistema de cobrança de prestadoras de serviço de telefonia fixa. A agência teria negligenciado em seu dever de informar aos consumidores sobre os sistemas de bilhetagem e cobrança. Esses sistemas são relativos ao tempo das chamadas em minutos, ao tipo da ligação (local ou não), ao plano escolhido pelo consumidor, a chamadas não atendidas, entre outros dados. A Anatel não publica as irregularidades identificadas.
04/09 – 12:11 , atualizada às 12:38 04/09 – Agência Estado
Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi metralhada por três homens na manhã desta sexta-feira no bairro Jardim Oriental, em Santo André, no ABC paulista. Um soldado foi atingido na perna, mas passa bem.
AE
Base da Polícia Militar atacada em São Paulo
Durante a madrugada, uma base da corporação localizada na região de Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, também foi alvo de ataque a tiros. Ninguém ficou ferido.
De acordo com a Polícia Militar, os agentes de Santo André foram acionados para atender a uma suposta briga de casal e foram recebidos a tiros quando chegaram ao local. Os três suspeitos foram detidos por uma outra equipe da corporação em uma favela próxima.
Com os suspeitos, a polícia encontrou duas armas, dois coletes à prova de balas e uma porção de cocaína. Os três foram levados ao 3º Distrito Policial (DP) de Santo André, onde o caso foi registrado.
Atendimento a paciente particular e de plano de saúde é previsto no projeto que amplia a terceirização dos hospitais estaduais
Venda de serviço pode chegar a 25% da capacidade da unidade; texto segue agora para sanção do governador José Serra
RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem, por 55 votos a 17, o projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam terceirizados e, apesar de públicos, atendam a pacientes particulares e de planos de saúde, mediante cobrança.
O Ministério Público do Estado afirmou que, assim que a norma entrar em vigor, ajuizará ações contra a sua execução. Na visão do Ministério Público, a futura lei fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), pois criará um tratamento diferenciado para os pagantes.
Ontem havia um post no blog sobre a construção do conhecimento. Creio que ele cá existe por causa da quantidade de boas informações e das opiniões sustentadas por raciocínios elaborados e alguns até surpreendentes e inovadores.
O Nassif ajuda muito, manda bem, mas todas/os sustentam hoje essa qualidade e somos co-responsáveis.
Eu queria ver esse conhecimento ser traduzido em ações concretas.
Poderíamos testá-lo no novo e importante Projeto de Lei em votação na ALESP (Assembléia Legislativa de São Paulo), o PL 640/09, que “Institui o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do Estado de São Paulo – PROINFA-SP – e dá outras providências.”
A tramitação está começando.
Temos um gestão estadual que se caracteriza, entre outras mazelas, por ter o governador que mais vetou projetos de lei de iniciativa dos deputados estaduais (especialmente os de autoria de deputados que não são do partido e da base aliada do governo atual).
Exemplo 1 – O caso do PL 227/06
Aqui para ler um momento do processo de votação do pl 227/06, que previa: clique aqui.
Secretário critica decisão e defende ampliação da formação conjunta
A integração das Polícias Civil e Militar de São Paulo acabou. Dez anos depois de sua adoção, o projeto que previa a união dos centros de comunicação, formação conjunta nas academias e delegados e capitães dividindo salas se desfez paulatinamente. O mais novo golpe contra a integração, uma alternativa à unificação das polícias criada no governo Mário Covas (PSDB), foi dado pela cúpula da Polícia Civil. Ela decidiu abandonar o curso de formação integrado de delegados e oficiais, símbolo maior da política que é parte do plano do governo.
“A integração morreu, está morta”, disse o presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Sérgio Roque. Trata-se, segundo ele, de um cadáver insepulto, pois ninguém no governo assume o atual fracasso do que era um dos pilares da política de segurança pública do Estado. A rivalidade entre as instituições e os conflitos sobre o futuro das carreiras policiais ajudaram a torpedeá-la.
A manchete de primeira pagina do jornal impresso Le Devoir de ontem (25.08), aqui de Montréal, nos traz em foto de meia pagina 02 mulheres amamentando sobre os escombros de barracos demolidos, observadas por 02 policiais militares.
Foto chocante, nao daria pra saber a primera vista, se vinha de Gaza.
Mais chocante ainda por se tratar de Sao Paulo e o texto sugerir que se trata de um programa de governo (Lula?) “para frear o cescimento de favelas, exemplo Rio onde vivem mais de um milhao de pessoas”
Por Ralf Rickli
Acabo de publicar no Portal vários links sobre essa remoção, inclusive para as 19 excelentes fotos de Paulo Whitaker que saíram no UOL (estranho, não?), e para o post no meu blogspot onde reproduzo duas dessas fotos, marcantíssimas. O link é clique aqui.
DESTACO AQUI:
• Trata-se de uma execução de ordem judicial de reintegtração de posse, não (pelo menos na superfície) de uma iniciativa do Kassab nem do Serra. Não estou dizendo que é justa… Mas exige uma reflexão mais profunda sobre nossas instituições do que simplesmente culpar o prefeito ou o governador pela ação. Cabe culpá-los sim pela inação: não terem providenciado alternativas aceitáveis a tempo.
• Recebi uma informação de que o terreno da Viação Campo Limpo estaria penhorado por dívidas à Previdência, e que por isso a responsabilidade última da ação caberia à Previdência, isto é, ao Governo Federal. Vindo de pessoa ligada à “oposição de esquerda” acho que essa versão requer averiguação antes de ser propalada.
Funcionário da Secretaria da Segurança diz que rombo é de R$ 3 mi, mostra documentos e acusa chefes da pasta
Marcelo Godoy
Dinheiro da verba de operações sigilosas da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi desviado e usado para pagar contas pessoais dos chefes de gabinete. A acusação é de que o rombo atingiu R$ 2,26 milhões na gestão Saulo Abreu Filho (2002-2006) e R$ 700 mil, no período em que Ronaldo Bretas Marzagão dirigiu a pasta (2007 a 2009). Despesas da secretaria teriam sido cobertas com notas frias e até uma reforma fictícia no prédio justificou o desvio do dinheiro. O caso está sob apuração dos promotores de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual (MPE).A nova investigação sobre o suposto desvio da verba começou quando o oficial administrativo Carlos Jorge Santana, o Jorginho, procurou a Assessoria Militar da Secretaria. Dizia ter graves denúncias a fazer sobre desvio de recursos. Funcionário da pasta desde 1979, Jorginho afirmava ter provas de tudo e pedia para ser ouvido pelo secretário Antônio Ferreira Pinto, que assumiu o cargo em março. Trazia cópias de 333 cheques, com os quais sacara o dinheiro supostamente desviado, e das despesas particulares dos chefes de gabinete que ele dizia ter pago – cumprindo ordens – com o dinheiro da secretaria.
Em sigilo, Jorginho foi ouvido em 14 de maio pelo secretário e pelo capitão da PM João Carlos Chaves. “Contei o que sabia”, disse Jorginho. De fato, ele diz saber muito. Seu depoimento começa com a suposta descoberta, em fevereiro de 2008, feita por Marzagão, de que o chefe de gabinete, Tadeu Sérgio Pinto de Carvalho, guardaria irregularmente dinheiro num cofre na secretaria. Marzagão, disse Jorginho, mandou que Tadeu abrisse o cofre na frente de testemunhas e achou R$ 127 mil, que ele determinou que fossem recolhidos aos cofres públicos.
Aqui no Recife para que fosse proibido o fumo em locais públicos a prefeitura apenas noticiou nos meios de comunicação e nos grandes estabelecimentos que faria valer a lei federal que proibia o fumo em locais públicos, e ponto final. E hoje não há fumantes em bares, restaurantes, boates ou shopping centers, e tudo isso foi feito sem nenhum estardalhaço, sem que fosse necessário a criação de um clone de lei para fazer valer o que já estava proibido.
E o pior, a mídia compactua com tudo isso, vende como novidade, em um puro jogo de interesses.
Aqui no Recife ninguém foi desrespeitado, não houve esse banimento aos fumantes, mas apenas se determinou que ambientes públicos não são passíveis de fumo, porque quem não fuma pode ser prejudicado e todos nós aceitamos isso de forma pacífica.
É ridículo o que está acontecendo em São Paulo.
Por Ernesto Camelo
Aqui no Rio não consigo entender essa espetacularização da Lei Antifumo de SP. Sem esses exageros, o Rio de Janeiro implantou lei municipal, que é largamente respeitada, mesmo sem existir essa perseguição implacável anunciada em SP. Desconheço um restaurante no Rio em que se possa fumar. Nem mesmo nas entradas cobertas dos shoppings se vê um fumante. O conceito é simples: você só pode fumar se acima da sua cabeça estiver o céu, sem qualquer anteparo.
Toda essa parafernália montada em SP parece-me ter um objetivo claro: “demonstrar a autoridade do governador”. Ele é capaz de proibir e de punir quem não obedecer as suas ordens. Para isso usou uma proibição de forte apelo (pois envolve a saúde das pessoas) e de facílima fiscalização, pois os não fumantes se encarregarão de que a Lei seja respeitada.
Interessante que nem o Cesar Maia, mestre em efeitos especiais, teve a idéia de tirar proveito dessa imagem de “autoridade” que se tenta construir em SP.
A política salarial, proposta por Serra, e divulgada na fsp, merece análises e reflexões pelos leitores do Blog. .Particularmente pelos que entendam ser a Educação, a via principal para o desenvolvimento do Brasil.
A remuneração do professor é condição básica, embora não única, para uma melhor qualidade de ensino. Restaura o magistério como carreira a ser percorrida por pessoas mais qualificadas, vocacionadas e interessadas na formação das novas gerações.
A instituição da carreira, adequadamente remunerada, restaura a dignidade do professor, devolvendo-lhe a respeitabilidade que tinha quando cursei o Grupo Escolar Cristiano Olsen, nos idos dos anos 50. Com remuneração adequada, o magistério, voltará a ter a dignidade que o o fazia ser profissão desejada por boa parte da juventude.
Embora veja em Serra alguém ideologicamente distante, e à direita, essa política merece aplausos. Agora se, num gesto de grandeza, retomar a construção dos CEUS, e adotar o período integral nas escolas, Serra ainda poderá ter seu lugar entre as personalidades nacionais.
Não nos esqueçamos: o pré sal é realidade, e no curto prazo haverá dinheiro para ser investido na educação, conforme orientação já manifestada por Lula. Quem sai na frente, bebe água limpa.
Empresas de ônibus que trazem pacientes do interior para consultas médicas em hospitais de São Paulo estão com dificuldade para conseguir a autorização municipal que permite a entrada dos veículos na área de restrição aos fretados. Algumas delas se arriscaram durante toda a semana a levar multa e a ter o ônibus apreendido para não prejudicar os doentes. A empresa que presta serviços à prefeitura de Matão, a 326 quilômetros da capital, trocou o micro-ônibus por seis carros de passeio para garantir as viagens.
Do município partem diariamente cerca de 20 pacientes com consultas ou cirurgias marcadas em hospitais de São Paulo. “Por enquanto, estamos tentando contornar o problema usando carros da administração municipal e da empresa”, disse o secretário de saúde de Matão, José Francisco Dumont. “O que não pode é essas pessoas perderem consultas ou cirurgias agendadas há meses.”
Pior que a joça fornecida pelo Positivo ou será “negativo” é tudo que está por trás disso é que o contribuinte e o professor não sabem vamos por parte:
1. O notebook fornecido é o Z85 para a Positivo – Negativo, mas na realidade ele é um M540SS da Clevo (http://www.clevo.com.tw/en/products/item.asp?procatalogID=7). A Clevo é uma empresa estado unidense que fabrica notebooks desde 1982, não vende para consumidor final só para empresas que colocam sua logomarca e vendem. Esse modelo é fora de linha. A positivo comprou uma quantidade enorme dessa joça provavelmente em finais de 2007 para vender no mercado interno ao preço que poderia variar entre R$ 1.900,00 – R$ 2.200,00. A única diferença do produto comercializado pela positivo hoje é o HD 120/160 GB, e a CPU outro modelo de pentiun intel.
Conversa com um epidemiologista de São Paulo sobre o trabalho de atendimentos às vítimas da gripe suína no estado.
De uma maneira geral, a máquina anda, diz ele. O problema maior tem sido o da centralização dos medicamentos e a definição de quem deve receber.
Não se pode abusar de medicamentos, para não criar anticorpos na gripe. Mas a Secretaria da Saúde centralizou de tal maneira que os remédios demoram para chegar à população. Pela lógica, deveriam ser ministrados nas primeiras 48 horas. Depois disso, a gripe entra em fase descendente e a medicalização seria desperdício. Além disso, deveriam ser ministrados em todos os que tiveram contato direto com os pacientes.
Ocorre que a Secretaria da Saúde deveria se articular com a estrutura de hospitais e laboratórios privados, mas faz-se tudo de maneira centralizada. E não se atinge o objetivo.
Até pouco tempo atrás, só o Emilio Ribas fazia exames, cerca de 200 por dia, muitissimo aquém das necessidades. O Secretário foi convencido a usar o Fleury. Mas houve resistência dos escalões intermediários e os primeiros virus, para análise, demoraram a chegar. Agora o Adolfo Lutz entrou na parada também.
O programa vai atender este ano 200 alunos. O Estadão aumentou para 2.500. E O Globo para 5.000. Parece história de pescador.
O Estadão dar uma página inteira para um suposto programa do governador José Serra que atenderá a 2.500 estagiários por um período de 3 meses, ensinando informática.
A matéria é curiosa (clique aqui), principalmente quando se consulta o site da Prefeitura (clique aqui) e o Diário Oficial (clique aqui).
• Este ano, serão apenas 200 jovens atendidos, não os 2.500. O jornal menciona os 200 no corpo da matéria mas a manchete é com os 2.500.
• Em cima desses números irrelevantes, o Secretário Municipal do Trabalho, Marcos Cintra, afirma que “isto é que é desenvolvimento econômico moderno”.
• O Prefeito Gilberto Kassab justifica essa falta de ambição e de escala como “bom senso em um primeiro momento”, para que num segundo momento possa ser expandido. No segundo momento, o número de vagas será expandido para 2.500, e continuará sendo irrelevante.
• No portal da Prefeitura, fica-se sabendo que o curso será em cima de ferramentas da Microsoft e da Intel, sempre a Microsoft.
• Cada estagiário receberá R$ 210,00 mensais por três meses. Segundo o jornal, o Programa Jovem TEC terá um custo total de R$ 450 per capita – do qual o Estado entrará com R$ 65,00 e a Prefeitura com R$ 385,00. Se arca com a maior parte, o programa é da Prefeitura, ou não?
• Desse total R$ 112,00 serão em benefícios, entre os quais vale transporte e seguro de vida. Vale transporte se entende. Mas a troco de quê seguro de vida para adolescentes da rede escolar, com validade de apenas três meses?
• R$ 450,00 mensais, por três meses, para 200 alunos, resultará em R$ 270 mil em 2009. Para 2.500 alunos, em 2010, serão R$ 3,3 milhões. No quadro de apoio à matéria, o Estadão diz que o programa custará R$ 100 milhões aos cofres estaduais.
De O Globo
Serra e Kassab anunciam mais vagas em programa
JovemTec receberá 5 mil alunos
Adauri Antunes Barbosa
SÃO PAULO. Atendendo a pedido feito em público pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), concordou ontem em dobrar o número de vagas do JovemTec, que custará R$ 2,250 milhões para beneficiar cinco mil alunos.
Depois, o próprio Kassab afirmou que os dois já haviam acertado, antes do início do evento, a ampliação do programa, um convênio entre estado e prefeitura.
Embora PSDB e DEM sejam críticos da política assistencial do governo federal, especialmente o Bolsa Família, o governo paulista e a prefeitura da capital têm lançado programas semelhantes aos do governo Lula.
Ainda esta semana, Serra anunciará uma bolsa de estudo de R$ 210 mensais por um período de três meses para cerca de 40 mil pessoas em todo o estado.
Ontem, em seu discurso, Serra lançou dois desafios, à prefeitura e ao seu próprio governo, no lançamento do JovemTec: que o estado copie o programa e multiplique seus resultados e que a prefeitura amplie o número de vagas. Logo após falar isso, Serra interrompeu o discurso e perguntou a Kassab e ao secretário municipal Rodrigo Garcia, da Gestão e Desburocratização, se era possível dobrar o número de vagas, inicialmente previstas em 2.500. Os dois concordaram, balançando afirmativamente a cabeça.
- Então está dobrado – decretou Serra , sendo aplaudido pela plateia, formada por funcionários municipais, os jovens que estão inscritos no programa e suas famílias.
Depois da solenidade, Kassab revelou que o aumento de vagas já estava combinado: – Tínhamos conversado lá embaixo com o secretário.
Para Serra, o JovemTec ataca em duas frentes que beneficiam os jovens: o desemprego e a formação profissional: – No estado de São Paulo, temos cerca de 40 mil ofertas de trabalho na área de tecnologia e informática que não são preenchidas porque não tem gente com qualificação.
Segundo Kassab, o JovemTec custará R$ 2,25 milhões e atenderá cinco mil alunos. O estado pagará R$ 60 por aluno e fará toda a organização da rede. O aluno terá ainda R$ 112 do benefício da bolsa, e o restante (R$ 278) será pago pela prefeitura. Os beneficiários serão alunos de 16 a 21 anos da rede pública estadual de ensino, que serão capacitados na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e farão estágios em escolas municipais. A capacitação terá 300 horas/aulas desenvolvidas em seis meses, mas o jovem poderá prolongar o aprendizado por mais seis meses.
Por Roberto Takata
“Mas a troco de quê seguro de vida para adolescentes da rede escolar, com validade de apenas três meses?”
É obrigatório por lei. DEC 87.497/1982 (modificado pelo DEC 2.080/1996)
“Art. 8º A instituição de ensino ou a entidade pública ou privada concedente da oportunidade de estágio curricular, diretamente ou através da atuação conjunta com agentes de integração, referidos no caput do artigo anterior, providenciará seguro de acidentes pessoais em favor do estudante.”
Quero comentar do desastre da proibição dos ônibus fretados em SP. Minha esposa trabalha em SP (a cada dia que passa um local mais hostil para viver e trabalhar) e usa os fretados. Resumindo o que aconteceu ontem:
* Ao invés de passa 4 HORAS por dia para ir e voltar do trabalho, ela passará 5.5 HORAS POR dia no trânsito. (antes, SP afanava 41 dias da vida dela por ano no trânsito, agora, graças a estes políticos estúpidos, passará a entregar 56 dias de sua vida por ano).
* Em todos “bolsões” (calçadas de rua, sem abrigo, sem nada), filas de pelo menos 300.00 m de pessoas
* Nos “bolsões” onde os ônibus param, pessoas impossibiltadas de sair de suas casas porque os “técnicos” da CET esqueceram-se de que existiam prédios de apartamentos no local – saturaram ainda mais ruas estreitas.
* Conflitos em todos os locais: sobrecarga nos metrôs e ônibus, congestionamento em ruas de bairro.
A empresa onde ela trabalha (uma multinacional com fábricas pelo país, cuja sede é a capital) pensa em se mudar para o interior ou ABC, pois 40% de seus funcionários não são de SP. Sinceramente, espero que mude deste inferno que virou SP
Por Silvana
Estou vendo no Bom Dia Brasil os protestos de usuários dos ônibus fretados em São Paulo. Por hora, vai a matéria do SPTV: clique aqui.
Só uma pergunta: por que uma solução coletiva de transporte (ônibus fretado) é mais prejudicial ao trânsito que quarenta soluções individuais (carros)?
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.