Nassif, nao é por nada mas Mariene de Castro é das maiores sambistas de todos os tempos.
E dentre as grandes, a única que faz samba bahiano, e nao carioca . E mais: retratando a velha Bahia da Avant Gard, de Romulo Almeida, de Mestre Bimba, de Caimmy e Caribé. De Verger, de Edgar Santos e Anisio Teixeira.
Olha que preciosidade! Ao lado de Mário Reis, Luiz Barbosa foi um dos formadores do estilo brasileiro de sincopado – que teve ainda Ciro Monteiro, Dilermando Pinheiro até desembocar em João Gilberto. Morreu muito cedo.
Ideval Anselmo nasceu em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, São Paulo, e começo sua trajetória no samba 1969, desfilando com o Camisa Verde e Branco o enredo que hoje virou quase um hino da agremiação: “Biografia do Samba – O samba através dos tempos”. Em sua primeira tentativa como compositor de sambas de enredo, em 1972, também na escola de samba Camisa Verde e Branco, emplacou o samba “Literatura de Cordel”. Depois teve muitos sambas interpretados nos desfiles do grupo especial (23 no total) nas diferentes passarelas do samba da cidade: Av. São João, Av. Tiradentes e Pólo Cultural Anhembi. Ao lado de parceiros, como Zelão, Miro, Jordão, Carlinhos, Soró e outros, criou alguns dos clássicos que marcaram história do carnaval e do samba de São Paulo, como “Narainã”, “A Lua” e “Cabaré”. Já consagrado o maior campeão de sambas de enredo de são Paulo, em novembro de 2005, foi convidado a integrar a Embaixada do Samba Paulistano, com quem gravou o CD na coleção Memória do Samba Paulista. No mesmo projeto gravou o disco, ainda inédito, “Ideval Anselmo e Zelão”.
Berço do samba é o Recôncavo Bahiano. O Rio o fez desenvolver-se. Mas mesmo sem o Rio, ele seguiria outros rumos, no Maranhão por exemnplo (cacuriá, tambor de crioula e os tres sotaques de boi-bumba).
Lembrando que o xaxado e o côco são variantes do samba, sem nunca terem passado pelo Rio de Janeiro.
Os únicos ritmos legitimamente cariocas são jongo, maxixe e chorinho. Sinto muito. (o Rio tem essa mania de roubar coisas da Bahia. Até Dorival Caimmy eles tentaram, com a ridicula estatua em Copacabana. Leia mais »
Desde dezembro passado, na TV Brasil, começou uma série de 26 programas sobre samba, o Samba na Gamboa, apresentado pelo sambista Diogo Nogueira. Diogo entrevista, recebe convidados para noitadas do samba, canta músicas de seu próprio repertório, lançamentos e clássicos. A série busca histórias, memórias e casos da nossa música mais popular.
No programa de hoje, ele recebe Mart’nália e Pedro Miranda. O apresentador conversa sobre os sambistas que trabalham de madrugada e pergunta aos convidados se eles realmente preferem fazer shows nesse horário.
No programa, Mart’nália canta seu recente sucesso Don´t Worry, Be Happy (versão da música homônima de Bobby McFerrin) e Cabide (Ana Carolina). Pedro Miranda também entra no ritmo com Cumpadre Bento (Nei Lopes) e Diz que fui por aí (Zé Keti).
Comentário
Outro dia levei minhas caçulas em uma loja de CD. Ouvi o som dessa Mart’nália e comprei o CD na hora.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.