O “accountibility” de conveniência
Da Folha
Clóvis Rossi
(…) De quebra, Sarney refugia-se na velhíssima e fajutíssima tese de perseguição da mídia. Não, senador, é perseguição dos fatos, e enquanto eles não forem total e definitivamente explicados, continuarão a persegui-lo, no Maranhão, em Brasília, onde for.
É essa fuga à “accountability” que explica os parlamentares que se lixam para a opinião pública. Ela paga os salários de todo esse “band of brothers”, mas eles não se sentem compelidos a dizer ao púbico o que fazem, o que só aumenta a suspeita de que o que fazem só cabe mesmo em BOs.
O caso de Sarney é mais grave porque tem um espaço semanal, aqui ao lado, em que poderia dar todas as explicações sem ser interrompido por perguntas. Prefere mudar de assunto. Sempre.
Comentário
Por que o “accountibility” demorou vinte anos para ser praticado em relação à Sarney e só se manifestou agora? E por que a Folha deu vinte anos de espaço a Sarney sem jamais tê-lo cobrado por seus atos? E por que a cobrança é apenas sobre Sarney, se todos os senadores participaram de uma lambança que tem no mínimo 14 anos?
Como Rossi tem uma coluna diária na Folha, certamente nos brindará com uma explicação em breve. Ou, então, deveria ler seu colega Carlos Heitor Cony,

