Meus caros amigos, na última quarta-feira, dia 11 de Novembro, no programa Em cima da hora, das vinte e uma horas, na GloboNews, eu dei a entrevista abaixo.
Em época de blecautes, lembrei-me do post que eu coloquei no início do ano no meu blog do portal sobre o primeiro grande blecaute do setor elétrico, nos Estados Unidos em 1965.
Além da análise sobre a importância histórica desse evento para o setor elétrico, o post traz um vídeo, também histórico, do repórter Frank McGee entrando em rede nacional e transmitindo diretamente de Nova Yorque à luz de vela.
O título do post é O blecaute que mudou o setor elétrico: um vídeo histórico e o link é o seguinte:
“há uma belíssima agenda a ser construída. Um desafio fascinante para toda uma geração de profissionais que trabalham com energia. Temos a mesma oportunidade que a geração dos anos cinqüenta teve de mudar o país; com a diferença que podemos ir muito mais longe e de forma muito melhor e mais justa.”
Já faz alguns anos que nós do Grupo de Economia da Energia do IE/UFRJ estamos chamando a atenção para as mudanças profundas que estão acontecendo no contexto energético do mundo e do país e que, em função disso, a agenda energética da década passada, independentemente da sua adequação, ou não, àquela época, hoje se encontra totalmente ultrapassada.
Essa constatação não implica na retomada da agenda clássica do setor de energia, como se os anos decorridos sob a agenda liberal fossem apenas um interregno que, dado por encerrado, demandaria uma retomada do ponto onde se havia parado. É muito mais do que isso. É o reconhecimento de que houve mudanças estruturais profundas que fazem com que o passado, tanto o recente quanto o distante, tenha ficado irreversivelmente para trás. Para o bem ou para o mal, para alegria de uns e tristeza de outros, o mundo, como concebiam os “estatistas” dos anos cinqüenta ou os “liberais” dos anos noventa, se foi, e não há como recompô-lo a partir dessa dualidade simplista.
O pré-sal e o controle do Estado: a questão que interessa
“o cerne da discussão é justamente a ampliação do controle estatal na exploração das riquezas do pré-sal, de forma a auferir o máximo de benefícios dessa exploração, sob uma ótica estratégica de longo prazo que transcende os limites da indústria petroleira. De fato, o que se está discutindo é um projeto de desenvolvimento do país calcado no grande potencial de riqueza representado pelo pré-sal.”
A discussão sobre as propostas do Governo envolvendo a regulamentação da exploração do pré-sal tem sido acalorada. Considerando que o tema é complexo, muitas vezes o calor da disputa gera argumentos que contribuem muito mais para dificultar do que para facilitar a compreensão do que está sendo discutido.
Nos últimos meses, a única constante do mercado de petróleo – a incapacidade de acerto de previsões – tem se revelado de forma mais contundente e imparcial. As “forças ocultas” por trás dos movimentos dos preços do petróleo surpreendem-nos mais uma vez e, justamente quando o mercado aparentava demonstrar grande resiliência às condições econômicas, a súbita inflexão dos sentimentos deu início à maior queda nos preços desde o Contra-Choque de 1986.
No último lustre, a tentativa de entendimento da lógica de funcionamento do mercado nas relações entre fundamentos e preços do petróleo apenas revelou-nos como as lições aprendidas em ocasiões de similar elevação do valor do barril em nada ou muito pouco nos puderam orientar na inglória tarefa de explicar o porquê dos preços do petróleo. (continua)
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.