O rock progressivo
Por Ricardo Guimarães
O rock progressivo foi uma vertente que usou e abusou das progressões harmônicas em releituras e adaptações de longos trechos chupados da música erudita. Esta foi a influência principal. Mas não foi a única. Grupos conceituais como Genesis e Yes apostaram nas letras e arranjos complexos.
O introdutor do estilo progressivo foi o King Crimson que incursionou pela música atonal e sempre esteve muito à frente de seu tempo. Apareceram também em solo tupiniquim corruptelas antigas como Terço e Mutantes e mais recentes como Violeta de Outono e Dogma. Grupos de fusion como o Mahavishnu Orchestra e o Soft Machine mesclavam jazz, blues, funk e rock progressivo em suas composições.
Os mais criativos e versáteis progressivos foram o Gentle Giant e o Camel. O Trace que surgiu antes do Focus louvou o barroco Bach. Experimentalismo como o do Gryphon caiu no esquecimento. Em termos de performance ao vivo, ninguém superou o Emerson, Lake & Palmer.
Além desses monstros sagrados, outros grupos marcaram época como Gong, Triumvirat, Nektar, Renaissance, Eloy, Asia, United Kingdom, Van der Graaf Generator, Premiata Forneria Marconi.
Os neoprogressivos mais conhecidos são o Marillion e o Dream Theater. No Brasil eu destaco o trabalho do Sagrado Coração da Terra. Felizmente, pude guardar em meu acervo algumas preciosidades em vinil, CD e mp3. E discófilos, ouvintes e músicos aficionados por progressivo ouvem também MPB, jazz, blues, instrumental, erudita, pop, reggae, fusion, heavy metal…
Autor: luisnassif - Categoria(s): Pop Tags: Dream Theater, Marillion, rock progressivo, Sagrado Coração da Terra
