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	<title>Luis Nassif &#187; Robson Marinho</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>O caso Alstom</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 12:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Alstom]]></category>
		<category><![CDATA[Robson Marinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Membro do TCE tem contas bloqueadas
Promotores suspeitam que mais de US$ 1 milhão em banco suíço seria procedente do pagamento de propinas

Fausto Macedo

A 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo decretou o sequestro de valores do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), depositados na Suíça. A decisão é da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090808/not_imp415471,0.php" target="_blank">Membro do TCE tem contas bloqueadas</a></h3>
<p>Promotores suspeitam que mais de US$ 1 milhão em banco suíço seria procedente do pagamento de propinas</p>
<p>Fausto Macedo</p>
<p>A 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo decretou o sequestro de valores do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), depositados na Suíça. A decisão é da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, que acolheu ação cautelar de bloqueio movida pela Promotoria de Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público Estadual que investiga Marinho em inquérito civil por suposta improbidade administrativa.</p>
<p>Os promotores calculam que o conselheiro mantém quantia superior a US$ 1 milhão em banco suíço. Eles suspeitam que esse dinheiro seja procedente do pagamento de propinas do caso Alstom &#8211; empresa francesa que teria corrompido autoridades nos anos 90 por contratos de expansão do Metrô paulista.</p>
<p><span id="more-32150"></span>O embargo foi ordenado na semana passada pela Suíça. A juíza Maria Gabriella pede, em ofício àquele país, a manutenção do sequestro de bens. A promotoria não pediu sequestro de recursos do conselheiro no Brasil. O inquérito é formado por documentos enviados pelo Ministério Público suíço e outras provas reunidas pelos promotores brasileiros.</p>
<p>A medida judicial, de caráter liminar, é extensiva a outras 18 pessoas físicas e jurídicas. Entre os citados está o ex-secretário de Transportes no governo Fleury Filho (1991-1994), Jorge Fagalli Neto &#8211; que o Estado não conseguiu localizar ontem.</p>
<p>A investigação é conduzida pelos promotores de Justiça Silvio Marques, Mário Sarrubbo e Saad Mazloum, além do procurador da República Rodrigo de Grandis. A força-tarefa suspeita que Marinho tenha recebido do Gisel 2, projeto da antiga Eletropaulo para construção de três estações transformadoras de energia do Metrô.</p>
<p>A juíza mandou expedir ofício ao Polo Financeiro do Tribunal de Grande Instância de Paris com pedido de cópias de processos de investigação envolvendo dois dirigentes da Alstom.</p>
<p>O projeto Gisel (Grupo Industrial para o Sistema Eletropaulo) teve início em 1983. Em outubro de 1998 foi assinado o aditivo 10, que ficou conhecido como Gisel 2, no valor de 251 milhões de francos franceses. Autoridades francesas informaram o Ministério Público brasileiro que, entre 1994 e 1998, dirigentes da Alstom prometeram comissões de até 15%, mas ficou acertada propina de 7,5%.</p>
<p>O caixa 2 para os repasses teria sido montado por empresas intermediárias, como a MCA Uruguay, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, e que mantém conta na Suíça, a partir da qual era feita a redistribuição de valores ilícitos.</p>
<p>O Ministério Público apurou que Marinho julgou regular o aditivo TC 0212 87/026/01 que tratava de contrato relativo à estação no valor de R$ 4,82 milhões. O voto de Marinho, relator do processo de contas, foi dado em 27 de novembro de 2001. A promotoria suspeita que também nesse episódio Marinho teria recebido propina.</p>
<p>&#8220;Sustento que não há nenhuma conta na Suíça em meu nome&#8221;, disse Marinho. &#8220;Não tenho conhecimento da ação, nem do conteúdo da denúncia. Não recebi nenhuma notificação judicial. Não sei de nenhum processo ou inquérito contra a minha pessoa. Quando for notificado terei condições de demonstrar a improcedência das acusações, que reputo absurdas porque desprovidas de qualquer base.&#8221;</p>
<p>&#8220;Nunca mantive qualquer tipo de relação comercial com a Alstom até porque elas não são inerentes às funções políticas que exerci na Casa Civil do governo Mário Covas e muito menos a nível de TCE&#8221;, ressaltou. &#8220;Se dei voto favorável foi por convencimento técnico jurídico. As decisões no TCE não são singulares, são sempre colegiadas.&#8221;</p>
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		<title>O caso Alston</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 12:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Alston]]></category>
		<category><![CDATA[Lannelongue]]></category>
		<category><![CDATA[Robson Marinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Suíça bloqueia outra conta na investigação do caso Alstom
Autoridades suspeitam de banqueiro que ajudou a montar contrato com a Eletropaulo 

MARIO CESAR CARVALHO
 DA REPORTAGEM LOCAL 

Autoridades da Suíça bloquearam uma conta atribuída  ao banqueiro aposentado francês Jean Marie Lannelongue  por terem encontrado indícios  de que ele recebeu o pagamento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3>Suíça bloqueia outra conta na investigação do caso Alstom</h3>
<p><strong>Autoridades suspeitam de banqueiro que ajudou a montar contrato com a Eletropaulo </strong></p>
<p><strong></strong><strong>MARIO CESAR CARVALHO</strong><br />
<span> DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Autoridades da Suíça bloquearam uma conta atribuída  ao banqueiro aposentado francês Jean Marie Lannelongue  por terem encontrado indícios  de que ele recebeu o pagamento de comissões ilegais da multinacional francesa Alstom.</p>
<p>Lannelongue, que vive no  Brasil desde os anos 80, representava o banco Societé Générale no país e ajudou a montar a  engenharia financeira que permitiu que a Alstom fechasse  um contrato com a Eletropaulo  de R$ 110 milhões em valores  de 2001 -hoje seriam R$ 221  milhões, quando se corrige o  contrato pelo IGP-M (Índice  Geral de Preços do Mercado, da  Fundação Getulio Vargas).</p>
<p><span id="more-31433"></span>Na semana passada, a Folha  revelou que o Ministério Público da Suíça bloqueara uma  conta atribuída a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal  de Contas do Estado de São  Paulo. Marinho é suspeito de  ter recebido propina da Alstom  para ajudar a empresa a fechar  o negócio com a Eletropaulo.</p>
<p>Ele ocupou o segundo cargo  mais importante no governo de  Mário Covas (PSDB): Marinho  foi chefe da Casa Civil entre  março de 1995 e abril de 1997.  O conselheiro do TCE paulista  nega ter conta na Suíça ou em  outro país.</p>
<p>O contrato de R$ 110 milhões  faz parte de uma novela que remonta a 1990. Naquele ano, a  Eletropaulo e a Cogelex (empresa formada pela junção da  Alstom com a Cegelec) assinaram o aditivo de número dez de  um projeto chamado Gisel  (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo).<strong></strong></p>
<p><strong>Transmissão de energia</strong></p>
<p>O objetivo do projeto era modernizar o sistema de transmissão de energia. O aditivo dez visava a construção de subestações de energia em dois bairros da cidade de São Paulo: Cambuci e Aclimação, no centro.</p>
<p>Como o país passava por crises econômicas em série, com  inflação estratosférica e corte  de crédito internacional, o contrato com a Eletropaulo não  saiu do papel até 1998.</p>
<p>No ano anterior, o governo  francês decidira financiar o  projeto da Eletropaulo porque  o contrato representava ganhos de divisas para a França.  O banco Sociéte Générale foi a  instituição escolhida para cuidar do financiamento.</p>
<p>Intermediações desse tipo  são corriqueiras no mundo dos  negócios. O problema, segundo  os promotores suíços, é que  Lannelongue não se restringiu  a dar consultoria financeira à  Eletropaulo e à Alstom. Ele teria recebido recursos da Alstom  que podem ser caracterizados  como propina, ainda de acordo  com a visão da Promotoria.</p>
<p><strong>Offshore</strong></p>
<p>Um dos indícios que o banqueiro recebeu propina está em  documentos da Alstom coletados pelos promotores suíços.  Outro indício foi encontrado  nas movimentações de uma  empresa offshore de Lannelongue -a Splendore y Associados.</p>
<p>A Splendore foi uma das empresas pelas quais passou parte  das propinas pagas pela Alstom, segundo a Promotoria suíça. A Suíça diz que um grupo de  offshores recebeu comissões  que somam 34 milhões de francos franceses (equivalentes hoje a cerca de R$ 13,5 milhões).</p>
<p>Offshore é um tipo de empresa aberta em paraíso fiscal por  duas razões: paga menos impostos e há um grau de sigilo  sobre os seus proprietários  muito maior do que numa empresa regular.</p>
<p>Lannelongue é figura influente entre a comunidade  francesa que vive em São Paulo.  Ele foi presidente da Câmara  de Comércio França-Brasil até  março de 2005 e é presidente  de honra da entidade.</p>
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