18/11/2009 - 09:03
Coluna Econômica 18/11/2009
Quando o mercado fechou ontem, primeiro dia após o anúncio da demissão de Mário Torós do cargo de Diretor de Política Monetária do Banco Central, os juros futuros tinham caído. De ontem para hoje, o DI (Depósito Interbancário) de janeiro de 2011 caiu de 10,27% ao ano para 10,20% ao ano. O DI de julho de 2010, de 9,14% para 9,10% ao ano.
Qual a lógica? De acordo com a retórica terrorista do mercado, se sai um diretor ortodoxo e há sinais de afrouxamento da política monetária, os juros podem cair no curto prazo, mas deveriam subir no longo – porque, pela leitura do mercado, o afrouxamento da política monetária produziria mais inflação obrigando, mais à frente, a outro movimento de alta nas taxas.
Nada disso ocorreu. Pelo contrário, o mercado sequer reagiu à declaração do Ministro da Fazenda Guido Mantega, de que a taxa ideal para o dólar é em R$ 2,60. Nesse nível, declarou Mantega, não tem China, Coréia ou Japão que segure o Brasil.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: Banco Central, Economia, Mário Torós, Real
07/10/2009 - 08:22
Da Folha
ELIO GASPARI
TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a inteligência alheia.
Assim como Lula, o tucano precisa de um adversário. Sete anos de pastor serviu Serra a Nosso Guia fazendo tudo, menos oposição, pois não serve a ele, mas à própria candidatura. Se em 2010 alguém exigir contas ao tucanato, todo mundo ganha. Ciro Gomes pretende esse papel, mas deve respeitar os fatos.
(…) Mas há outra pergunta: o que fez Ciro Gomes quando o câmbio estava apreciado?
Passados 15 anos, a informação parece nova: nada. É pior. Entre setembro de 1994 e janeiro de 1995 ele foi ministro da Fazenda.
Assumiu com o cambio apreciado e o dólar a R$ 0,80. Deixou o ministério com a moeda americana a R$ 0,84. Fazendo-se justiça ao deputado, no Ministério da Fazenda ele foi mais um animador do que um titular. Quem mandava no país era o grupo de sábios da ekipekonômica.
Eles deixaram o governo e foram felizes para sempre aninhando-se na banca.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, Eleições, História
Tags: câmbio, Ciro Gomes, José Serra, Real
07/08/2009 - 08:49
Por Túlio Carvalho
Era isto que ia perguntar: qual é alternativa? Taxar a entrada de câmbio proporcionalmente ao tempo de estadia? E o controle de tempo, que pode fazer?
Nassif, por favor, seja mais claro na proposta. Do diagnóstico, das comparações com a Coréia e Japão já estamos cientes.
Comentário
Vamos aos pontos centrais.
O câmbio é um dos preços fundamentais da economia. Precisa ser previsível, adequado ao grau de competitividade da economia. É elemento essencial para as decisões de investimento das empresas e têm impacto direto sobre nível de atividade, de emprego e de arrecadação. Cada produto brasileiro substituído por importado gera desemprego e queda de atividade.
Não se pode ter um câmbio que sufoque a produção nacional, assim como não se pode ter um câmbio que elimine a competição externa.
Há diversas maneiras de controlar o câmbio:
1. IOF ou qualquer outro imposto sobre a entrada de capitais. Quanto menor o prazo de permanência, maior será o impacto sobre a rentabilidade do capital. Já existe o IOF. É só aumentar as alíquotas.
2. Tempo de permanência. Condicionar a entrada de capitais a um tempo mínimo de permanência.
3. Definição de bandas cambiais. A partir de determinado nível do dólar, o Banco Central adquire, impedindo sua desvalorização.
Não existe mistério no controle dos capitais. A receita é conhecida. É possível apresentar contraindicações para qualquer uma delas. Um leitor, no post abaixo, diz que o controle do câmbio acaba levando a uma explosão futura. Ora, ele está falando em controle do câmbio com apreciação cambial – como ocorreu com o Real – provocando desequilíbrio nas contas externas. Outra ressalva é que vai se colocar nas mãos de burocratas a decisão sobre o melhor nível da taxa de câmbio. Ora, em qualquer país do mundo, é função precípua do Banco Central e da Fazenda essa definição – assim como fazem com a política monetária.
No quadro atual, o câmbio está ao sabor dos ventos do mercado internacional. Se os fundos hedge se reorganizam e decidem voltar a especular em países emergentes, o real se aprecia. Se entram em pânico e saem correndo, o real se desvaloriza. Se percebem um movimento de alta do real, entram correndo para ganhar com a apreciação. Quando percebem que bateu no limite, saem em debandada, provocando nova desvalorização.
Ora, que economia do mundo consegue se planejar (não digo o planejamento do Estado, mas do setor privado) sem um mínimo de previsibilidade sobre o preço futuro da sua moeda?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: câmbio, IOF, Real
03/08/2009 - 13:19
Apenas medidas, de caráter coercitivo, poderiam dar fôlego às intervenções do Banco Central. (LCMB)
Do Valor
Luiz Carlos Mendonça de Barros
O real tem se valorizado de forma constante desde maio passado e hoje está sendo negociado abaixo de R$ 1,90. O mercado aposta que, até o fim do mandato do governo Lula, ele pode chegar a R$ 1,80. Oito anos atrás, quando nosso presidente tomou posse, eram precisos quase quatro reais para se comprar um dólar americano. Uma valorização de mais 50%, apesar de um diferencial de inflação – em relação à dos EUA – da ordem de 30% nestes oito anos.
A história do fortalecimento do real durante a chamada era Lula é um bom roteiro para se acompanhar a evolução econômica e, mesmo política, do Brasil neste período. Eleito com uma moeda extremamente desvalorizada, Lula vai entregar o governo em uma situação oposta. Esta me parece uma primeira relevante diferença entre a economia herdada por Lula em 2003 e a que espera o novo presidente.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: inflação, Lula, Real, Valor
31/05/2009 - 11:06
Do Estadão
Na quinta-feira, moeda brasileira já acumulava 15% no ano, atrás apenas do rand sul-africano, com 18,4%
Marcelo Rehder
O real é a segunda moeda entre as principais economias mundiais que mais se valorizou frente ao dólar este ano. De acordo com cotações da agência Bloomberg, na quinta-feira a moeda brasileira já acumulava alta de 15%, atrás apenas do rand sul africano, com ganho de 18,4% em relação ao dólar. Na outra ponta, o peso argentino sofreu desvalorização de 7,61% e o iene japonês caiu 6,2%.
Para aqueles que acham que essa valorização se deve à melhoria dos fundamentos econômicos e não a um jogo especulativo, outra matéria do Estadão, sobre a apreciação do euro:
O que surpreende os analistas de câmbio, porém, é uma contradição: enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da Europa caiu 4,6% entre abril de 2008 e março de 2009, o dos Estados Unidos recuou menos (2,6%), e todas as previsões indicam que a retomada da curva de crescimento será mais acelerada nos EUA e na Ásia. No entanto, é o euro a moeda mais apreciada entre as grandes divisas internacionais no momento.
Comentário
Não adianta. Assim como FHC, Lula só age em função da agenda política e da pressão dos fatos. Passaram para ele a impressão de que a apreciação cambial vai se sustentar até as eleições, ele aceita. Toca o país a entrar no mesmo jogo deletério, de lucros aos especuladores e de estímulo às importações.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Brasil, câmbio, euro, Europa, Real
25/03/2009 - 09:15
Não adianta. O PSDB continuará eternamente presoaos sentimentos menores de Fernando Henrique Cardoso.
Alguns trechos da matéria de O Valor, sobre sua palestra na Fecomercio acerca dos quinze anos do Plano Real.
Sergio Lamucci, de São Paulo
(…) “O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público”, disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção.
1. Entregou o Ministério dos Transportes do PMDB de Eliseu Padilha (que está sendo processado por corrupção).
2. Entregou todo o setor elétrico ao PFL.
3. Entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas.
4. Entregou o Banco Central aos fundos offshore.
5. Entregou o sistema de livros didáticos às grandes editoras. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Política, Sem categoria
Tags: Avança Brasil, Bolsa Família, FHC, Real