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	<title>Luis Nassif &#187; Radar</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Da série &#8220;sem limites&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 15:27:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Lauro Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Radar]]></category>
		<category><![CDATA[Satigraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Radar, da Veja
OPERAÇÃO SATIAGRAHA
A "lenda" escreve
Só pelo título, "Protógenes, a lenda", nota-se que a modéstia passava ao largo da autobiografia que o delegado começava a preparar quando seu laptop foi apreendido pela Polícia Federal. Mas, diante do conteúdo do arquivo de pouco mais de uma página, fica patente que sua autoqualificação de "lendário" não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Radar, da Veja</h2>
<p>OPERAÇÃO SATIAGRAHA</p>
<h3>A &#8220;lenda&#8221; escreve</h3>
<p><em>Só pelo título, &#8220;Protógenes, a lenda&#8221;, nota-se que a modéstia passava ao largo da autobiografia que o delegado começava a preparar quando seu laptop foi apreendido pela Polícia Federal. Mas, diante do conteúdo do arquivo de pouco mais de uma página, fica patente que sua autoqualificação de &#8220;lendário&#8221; não surgiu após a Satiagraha.</em></p>
<p><em>No primeiro e único capítulo, chamado Infância, Protógenes Queiróz já promove seu caráter pseudorevolucionário. (&#8230;)</em></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Meu Deus do céu!  Vou abrir uma exceção para uma palavra que tenho vetado sistematicamente nos comentários: a canalhice não tem limites. O que está ocorrendo com este país? Enlouqueceram todos, a ponto de um corregedor imbecil colocar em um inquérito um documento de caráter estritamente pessoal e um colunista imbecil divulgá-lo?</p>
<p>Onde vamos chegar com essa escalada de barbárie? É a mesma canalhice que cometeram com Chico Lopes, quando divulgaram dados pessoais do computador de sua filha.<span id="more-29314"></span></p>
<h2>Por Rodrigo</h2>
<p>NOTA</p>
<p>A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal &#8211; ADPF manifesta sua irresignação com a informação de que jornalistas da Revista VEJA tiveram acesso ao suposto conteúdo de material apreendido em investigação da Polícia Federal sobre os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz a frente da Operação Satiagraha.</p>
<p>É preciso ser exemplar, quando se quer cobrar respeito ao Estado Democrático de Direito. Isso não é possível com a violação de uma investigação que tramita em segredo de justiça.</p>
<p>Assim como não é compatível com acusações de escutas clandestinas baseadas em ilações e conjecturas sem apresentação de qualquer áudio ou outra prova material dos noticiados grampos telefônicos.</p>
<p>Não é aceitável que segmentos da mídia nacional se esforcem tanto em apurar os procedimentos do Delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz sem dedicar, ao menos, igual esforço para a apuração dos fatos principais da Operação Satiagraha envolvendo o empresário Daniel Dantas.</p>
<p>Essa movimentação jornalística coincide com a apresentação do Relatório da CPI das Escutas com o claro objetivo de forçar uma prorrogação e de indiciamentos até então não propostos.</p>
<p>Por fim, os Delegados de Polícia Federal reafirmam seu compromisso com a necessidade de investigação de tudo e de todos os envolvidos na Operação Satiagraha, inclusive, se for o caso de prorrogação da CPI das Escutas, da autoria de mais essa violação de segredo de justiça.<br />
Comissão de Prerrogativas &#8211; ADPF</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Jorge Furtado</span></strong></h2>
<p>VEJA A QUE PONTO CHEGAMOS</p>
<p>Um policial federal, perseguido pela polícia e diariamente massacrado pela imprensa por tentar prender uma quadrilha de assaltantes, tem sua casa invadida por policiais federais e seu computador pessoal apreendido. Os arquivos deste computador pessoal são entregues à justiça que, por sua vez, os entrega a uma revista que os publica. São textos pessoais, onde ele fala de seu pai, de sua familia, suas memórias escolares.</p>
<p>Perguntas:</p>
<p>1. Alguém tem notícia de episódio semelhante durante a ditadura militar brasileira? Perseguidos políticos pelo regime militar tiveram seus arquivos pessoais publicados pela imprensa? Quando? Onde?</p>
<p>2. O que você faria se a polícia invadisse sua casa, apreendesse o seu computador, entregasse à justiça e esta repassasse seus arquivos pessoais (textos, cartas) a uma revista que os publicasse?</p>
<p>3. No Brasil de Gilmar Dantas não há mais justiça?</p>
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