<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Luis Nassif &#187; PT</title>
	<atom:link href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/tag/pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif</link>
	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 26 Nov 2009 13:51:55 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O improvável pacto desenvolvimentista</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/13/o-improvavel-pacto-desenvolvimentista/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/13/o-improvavel-pacto-desenvolvimentista/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 18:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[pacto]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=33139]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Rodrigo Medeiros
O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.

Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Rodrigo Medeiros</h2>
<p>O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.</p>
<p>Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. Conforme tem escrito há pelo menos uma década Dani Rodrik, as sociedades precisam estar abertas à experimentação e a políticas heterodoxas. A análise econométrica empreendida pelo respectivo acadêmico aponta para o fato de que os países que conseguiram sustentar o processo de crescimento econômico após a Segunda Guerra foram capazes de articular uma ambiciosa política de investimentos produtivos com instituições capazes de lidar com os choques externos adversos, não os que confiaram na mobilidade do capital e na redução indiscriminada de suas barreiras alfandegárias.</p>
<p><span id="more-33139"></span>Em síntese, os países devem buscar alargar suas margens de manobra no concerto das nações e experimentar políticas de desenvolvimento capazes de levar em conta suas especificidades e interesses.</p>
<p>A suposta separação entre Estado e mercado não se sustenta como um fato nas realidades vividas pelas sociedades organizadas mais desenvolvidas. Nota-se, ademais, que a cooperação pelo desenvolvimento econômico estrutura relacionamentos duradouros entre ambos, pouco importando em alguns casos qual agremiação política encontra-se à frente do governo nacional. A respectiva divisão do trabalho e a coordenação dos processos inovadores extrapolam a abstrata perspectiva do equilíbrio involuntário.</p>
<p>Tais fatos deveriam ser objeto de reflexões para o debate de 2010. PSDB e PT poderiam convergir em uma agenda progressista para o Brasil? Por que não?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/13/o-improvavel-pacto-desenvolvimentista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>19</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A reação dos petistas históricos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/a-reacao-dos-petistas-historicos/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/a-reacao-dos-petistas-historicos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 16:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[históricos]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32438]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Valdemir Moraes
Nomes históricos do PT dizem que Lula reduziu o partido

ANA FLOR
RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo

Fundadores ou apoiadores do PT no início dos anos 80 ouvidos ontem pela Folha avaliam que o episódio de anteontem no Senado –quando a bancada partidária, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudou a arquivar denúncias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Valdemir Moraes</span></strong></h2>
<p>Nomes históricos do PT dizem que Lula reduziu o partido</p>
<p>ANA FLOR<br />
RUBENS VALENTE<br />
da Folha de S.Paulo</p>
<p>Fundadores ou apoiadores do PT no início dos anos 80 ouvidos ontem pela Folha avaliam que o episódio de anteontem no Senado –quando a bancada partidária, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudou a arquivar denúncias contra José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética– reforçam a noção de que o presidente “reduziu” o PT.</p>
<p>Alguns do entrevistados, após desacordos com a direção do PT ou com Lula, deixaram a sigla entre os anos 80 e 90. O filósofo da USP Wolfgang Leo Maar, que segue apoiando Lula, foi a voz dissonante, ao dizer que o PT “incomoda”.</p>
<p>AIRTON SOARES, advogado e ex-deputado federal, deixou a liderança e a sigla em 1984 por querer votar no Colégio Eleitoral em favor de Tancredo Neves (do qual Sarney era vice), contra a candidatura de Paulo Maluf: “O partido não precisava ter chegado a esse ponto em nome da governabilidade. Mas o equívoco não está aí. Está em existir um governo de coalizão sem um programa. O que existe é um emaranhado de partidos que, à custa não se sabe do quê, decide apoiar projetos do governo. (…) Hoje o partido se confunde com o exercício da Presidência pelo Lula. A popularidade e o prestígio de Lula fazem com que ele seja maior que o partido e, sendo maior que o partido, as confusões se estabelecem”.</p>
<p><span id="more-32438"></span>FRANCISCO DE OLIVEIRA, sociólogo e fundador do PT: “A relação da crise atual com as anteriores é a mesma: o Lula tornou-se maior que o partido e o partido vive a reboque do presidente. Impõe o estilo autoritário que é próprio do Lula e foi escondido devido ao fato de que era um prestigioso líder sindical em oposição à ditadura. Lula é muito autoritário, arrasou o PT, fez do partido trampolim para suas alianças políticas espúrias. [A tese da governabilidade] é um velho argumento conservador. Todos no Brasil que preferem manter o status quo usam o argumento da governabilidade”.</p>
<p>CESAR BENJAMIN, editor da editora “Contraponto” e ex-candidato a vice-presidente em 2006 pelo PSOL, do qual já se desfiliou, saiu do PT em 1995: “O fato mais significativo da política brasileira no último período foi a absorção do PT pelo establishment político. (…) O que nós percebemos nesses últimos anos é que o PT e o Lula não lutavam para mudar o Brasil, lutavam para entrar no condomínio de poder. (…) Os militares fecharam o Congresso fisicamente. Lula fechou o Congresso de outra maneira, de um lado, inundando o Congresso com medidas provisórias que trancam a pauta e, de outro lado, generalizando o fisiologismo de uma forma que o Congresso deixou de existir como tal. (…) Minha maior crítica ao presidente Lula não é nem à política econômica, mas é seu papel profundamente deseducativo e desmobilizador. É equívoco dizer que Lula é obrigado a fazer concessões. Quando ele entrega o sistema elétrico a Sarney –hoje uma capitania de Sarney–, ele não se sente fazendo concessão, ele se sente fazendo política”.</p>
<p>PAULO DE TARSO VENCESLAU, economista e fundador do PT, deixou-o em 1998 após fazer denúncias sobre irregularidades na contratação da empresa CPEM, que envolveu o compadre de Lula, Roberto Teixeira: “O grande conflito no PT vai se dar no momento em que Lula perder a caneta. (…) Quem serão os sucessores de Lula? Se é que isso existe, pois o Lula não admite nenhuma sombra. [Em 2011] o mundo petista vai acordar e o Lula não terá o poder que tem hoje. E se entrar alguém no PT querendo fazer algum acerto histórico nos seus valores, nos princípios, pelos quais foi criado, aí o Lula perderá o espaço dele. Já tem um monte de militantes do MST chamando Lula de “traidor’”.</p>
<p>MARIA RITA KEHL, psicanalista e simpatizante do partido: “Eu brincava, em 2006, que o Lula devia ser candidato à reeleição, mas pelo PMDB. Eu votaria nele, mas o campo ficaria mais claro. Hoje o PT está destruído, não tem nem candidato próprio em São Paulo, cidade em que surgiu, e o Lula é um presidente pelo PMDB”.</p>
<p>WOLFGANG LEO MAAR, filósofo, professor da USP ligado ao PT: “Para além da discussão da governabilidade ou das candidaturas, o que está ficando claro é que o alvo é o PT como tal. Porque há uma crise que é da política brasileira institucionalizada e o PT representa ainda até hoje –e é por isso que ele incomoda– um projeto de participação popular que não foi alcançado por nenhum outro partido. Por isso, sempre que a oportunidade surge, o PT é discutido tendo em vista seu potencial “enfraquecimento”. Que exista uma crise na realização efetiva do projeto do PT, na relação entre representantes e representados, nas formas da participação popular, não é necessariamente ruim; muito ao contrário, pode ser demonstração de vivacidade criativa”.</p>
<p>A Folha também procurou a filósofa Olgária Matos, o crítico literário Roberto Schwarz, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e as ex-deputadas Bete Mendes e Irma Passoni, que preferiram não se manifestar.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Quando abandonou o partido, o Paulo de Tarso Venceslau &#8211; que é uma pessoa correta e firme &#8211; foi alvo de uma verdadeira campanha de assassinato de reputação, perpetrada pela Folha. O único jornalista a denfendê-lo fui eu,</p>
<p>É mais uma demonstração de do efeito tema-na-gôndola-do-supermercado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/21/a-reacao-dos-petistas-historicos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>143</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marina Silva sai do PT</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/marina-silva-sai-do-pt/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/marina-silva-sai-do-pt/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 16:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32380]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Paulo Kautscher
Em carta, Marina Silva comunica a Berzoini sua saída do PT

A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:

- Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Paulo Kautscher</span></strong></h2>
<p>Em carta, Marina Silva comunica a Berzoini sua saída do PT</p>
<p>A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:</p>
<p>- Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.</p>
<p>Segue a carta na íntegra:</p>
<p>“Brasília, 19 de agosto de 2009</p>
<p>Caro companheiro Ricardo Berzoini,</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/19/marina-silva-nao-e-mais-do-pt/">http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/19/marina-silva-nao-e-mais-do-pt/</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/marina-silva-sai-do-pt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>158</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O fator Marina Silva</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/13/o-fator-marina-silva/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/13/o-fator-marina-silva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 12:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32249]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Estadão
PT já acha perdida luta para manter Marina
Berzoini não acredita que partido vá exigir devolução do mandato
João Domingos

O PT já dá como certa a decisão da senadora Marina Silva (AC) de deixar o partido para entrar no PV e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como os apelos feitos até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090813/not_imp417980,0.php" target="_blank">PT já acha perdida luta para manter Marina</a></h3>
<h3>Berzoini não acredita que partido vá exigir devolução do mandato</h3>
<p>João Domingos</p>
<p>O PT já dá como certa a decisão da senadora Marina Silva (AC) de deixar o partido para entrar no PV e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como os apelos feitos até agora para que fique foram inúteis, os dirigentes parecem conformados. &#8220;De fato, Marina está vivendo um momento de reflexão. Se ela ficar, muito bem; se sair, sabe que terá minha amizade sempre&#8221;, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini.</p>
<p>Ele conversou ontem com a ex-ministra do Meio Ambiente e ouviu a mesma justificativa dada a outros petistas: ela está num momento de reflexão, no qual busca novas utopias para o desenvolvimento econômico sustentável, uma grande preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de se adotar uma política de preservação do meio ambiente como estratégia de governo.</p>
<p><span id="more-32249"></span></p>
<p>&#8220;Pedi a Marina que refletisse também sobre o melhor lugar para desenvolver suas ideias, que é o PT, onde ela própria fundou um secretariado que se dedica ao meio ambiente&#8221;, disse Berzoini. Ele falou ainda sobre a eventual devolução do mandato. &#8220;Tenho certeza de que ela é tão educada que, se chegar nela e pedir, ela o devolverá. Mas não acho que seja necessário. Não é preciso fazer isso.&#8221;</p>
<p>&#8220;Pude perceber que Marina já vem fazendo essas novas reflexões há tempos. Ofereceram a possibilidade de se candidatar a presidente, mas não acho que isso tenha levado a ela qualquer influência sobre ficar ou sair do PT&#8221;, declarou Berzoini. &#8220;Se ela ficar, é porque pensou bem e decidiu assim; se sair, é porque efetivamente sairia.&#8221;</p>
<p>Após a conversa, Marina almoçou com o deputado Fernando Gabeira (RJ), um dos que trabalham para levá-la ao PV e fazê-la candidata.</p>
<p>APOIOS</p>
<p>Gabeira atrelou seu futuro político à decisão da senadora. Ele deve ser candidato a governador do Rio pelo PV e já tem a garantia do apoio do PSDB, do PPS e do DEM. &#8220;Se a Marina sair candidata, a situação muda um pouco, porque até agora eu tinha o apoio do governador José Serra (PSDB). Como existe a possibilidade de Marina concorrer, e é isso que nós queremos, tenho de ver como é que fica essa costura agora.&#8221;</p>
<p>Ele disse que conversou com Marina sobre a possibilidade de, candidato a governador do Rio, ter dois palanques presidenciais, o dela e o de Serra. Também falou sobre as bandeiras da campanha, a necessidade de não ficar só no tema do meio ambiente, mas entrar na questão educacional, segurança pública, política externa, direitos humanos e outros.</p>
<p>De acordo com Gabeira, a possibilidade da candidatura fez com que pessoas começassem a se apresentar ao PV e à senadora oferecendo estudos para as mais diversas questões. Um exemplo é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que na eleição passada concorreu com uma bandeira só, educação.</p>
<p>Tanto Gabeira quanto Marina concordaram que a mudança de partido e a candidatura presidencial envolvem uma delicada engenharia política, que fará muitos deles quebraram a cabeça pelos próximos meses.</p>
<p>Após a dolorosa saída, raciocina Gabeira, Marina terá de trabalhar junto com o PV para montar um programa de campanha que envolva a população. Finalmente, chegará a hora de ser candidata, o que é sempre desgastante, por causa do assédio comum de gente interessada em oferecer algum tipo de apoio.</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Edmar Roberto Prandini</span></strong></h2>
<p>Algumas considerações:</p>
<p>1. Sobre a comparação entre Marina e Heloísa.</p>
<p>Deve-se lembrar que Heloísa Helena não saiu do PT. Foi expulsa. Em si mesmo, o fato dela discordar internamente, ao longo dos anos, da linha majoritária do partido, jamais fora motivo para qualquer desabono à sua trajetória e currículo. Expulsa do partido, no contexto da aprovação da segunda reforma da previdência, restava a ela que alternativa?</p>
<p>Abandonar a política porque o PT não a queria mais? O quadro interno do PT que a expulsou não era menos radical do que aquele do discurso que ela adotou, só que em mão contrária: nenhuma crítica e tensionamento ao governo se podia fazer!</p>
<p>Expulsar a HH não foi esforço centralista e de esvaziamento politico, empobrecimento do PT. Muitas foram as consequências trágicas dessa atitude do PT. Muitos militantes aguerridos, com vínculos com o movimento social e sindical, afastaram-se. Foi uma opção do PT para o centro, para acordos com o PMDB, com o Sarney. Abriu-se a brecha para o retorno do Collor.</p>
<p>Se sair, e espero que não, Marina não terá sido expulsa. Marina terá realizado uma avaliação, que se pode discutir se correta ou não, de que as utopias políticas que o PT portava quando de sua criação ter-se-iam perdido nos limites das negociações necessárias para a manutenção da coalizão governante.</p>
<p>Como disse o Danilo Morais, alguns dias atrás, no tópico sobre os limites do pragmatismo, Marina, apontando para a manutenção das utopias, estaria pragmaticamente buscando espaços para oxigenar a discussão da política nacional com a discussão sobre o novo padrão de desenvolvimento que terá que ser sustentável, sob pena de repetir os dilemas produzidos pelo modelo desenvolvimentista dos anos 70.</p>
<p>O pragmatismo entendido como busca da concreção das utopias e da execução das diretrizes e missão não é o mesmo que o pragmatismo daqueles que são capazes de rifar ideais para o acomodamento na ordem estabelecida.</p>
<p>2. Sobre o Governo Lula</p>
<p>Evidentemente Marina reconhece qualidades no governo Lula. O fim das privatizações, o bloqueio da Alca, a reconstrução do Estado, a implantação do Bolsa Família. Mas, ela tem ciência de quanto o governo Lula não foi capaz de manter-se alinhado às expectativas de transformação dos comportamentos e padrões políticos tradicionais vigentes no país. Como justificar o afastamento de Olívio Dutra do Ministério das Cidades? Não havia denuncia nenhuma contra ele, o Ministério estava inovando com o eixo no modelo participativo e a criação das Conferências e do Conselho de Cidades, etc. O governo Lula, se é muito superior aos anteriores, acabou fortemente tolhido da enorme criatividade política gestada nos movimentos sociais no país. Melhorou o salário mínimo? Sim!!! Mas, quão tardiamente conseguiu iniciar o movimento de redução dos juros pagos aos rentistas nacionais. O mesmo se deu em inúmeras áreas que pretendamos avaliar. Avaliar criticamente o governo não é aderir à oposição. É manter a lucidez política e a honestidade intelectual.</p>
<p>3. Sobre o PV</p>
<p>Seu passado e posicionamentos, no Brasil, são terríveis. Se tem um apelo inovador em partes de seu ideário, é óbvio que não conseguiu formulá-lo de forma a assegurar uma identidade política. Foi usado, ao longo dos anos, para reciclar imagens de inúmeros agentes políticos conservadores e de práticas completamente arcaicas.</p>
<p>Marina Silva, inteligente e lúcida que é, sabe disso. A ponderação que ela provavelmente esteja fazendo corresponde àquela decisão que o PT tomou quando de sua criação acerca da participação ou não nos carcomidos limites da institucionalidade, a democracia representativa, “democracia burguesa”. Como personagem central de uma eleição presidencial, ela deve estar cogitando a hipótese de atrair energias, pessoas, para renovar o PV e determinar-lhe um ciclo de migração para posicionamentos inovadores. Movimento típico de uma guerreira, uma mulher corajosa e briosa.</p>
<p>Se o PV reciclou imagens de políticos “ruins”, porque uma política íntegra e de seu perfl não poderia reciclar o partido e torná-lo aliado efetivo de movimentos, lutas e projetos de conteúdo efetivamente valiosos? Essa deve ser a pergunta que Marina está se fazendo.</p>
<p>5. Avaliação da candidatura</p>
<p>Se considero a possibilidade da candidatura da Marina perfeitamente legítima, mesmo que pelo PV, considero também que ela sofrerá enormes restrições políticas. O empresariado receia a mudança do padrão produtivo que uma política efetiva de sustentabilidade social e ambiental produziria.</p>
<p>6. Meu anseio</p>
<p>Que o Lula deixasse seu pedestal de 80% de popularidade e se dignasse a chamar a Marina para um diálogo verdadeiro. Um diálogo em que a temática da sustentabiiidade ganhasse status efetivo na campanha sem a necessidade da defecção da Marina. Que a Dilma assumisse algumas obrigações neste sentido e que urgentemente algumas medidas fossem adotadas para mostrar à Marina que não se trata de mera bravata. Mas, acho que nada disso não vai ocorrer.</p>
<p>Então, tenho a impressão de que a Marina sabe que na dinâmica da campanha, o debate que ela vai produzir será mais eficaz para constranger certos posicionamentos que o governo optou por adotar contra a argumentação que ela oferecia. Ela deve julgar mais fácil mudar o PV do que o governo e, por esta razão, creio que sim, sairá do PT, para manter a dinâmica da luta pela sustentabilidade.</p>
<p>7. Concluindo</p>
<p>Assim como causou tristeza a saída do Plínio de Arruda Sampaio do PT, é de se lamentar que o mesmo aconteça com a Marina Silva. Mas, jamais se poderá considerar que ela o faça como alinhamento à baixaria da oposição ou como erro político. Se há erro político, está no governo e no partido que perdem uma militante como Marina Silva.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/13/o-fator-marina-silva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>139</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aposta Ousada do Presidente Lula</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/aposta-ousada-do-presidente-lula/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/aposta-ousada-do-presidente-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 12:24:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Econômico]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31675]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Uma aposta ousada do presidente Lula 
Maria Inês Nassif

Não deixa de ser uma aposta ousada: no momento em que o PMDB é um somatório de desgastes de suas lideranças políticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lança numa cruzada destinada a sustentar nacional e regionalmente cada um deles. Lula tem dado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor Econômico</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=16/7/2009&amp;codmateria=5712342&amp;codcategoria=99" target="_blank">Uma aposta ousada do presidente Lula </a></h3>
<p>Maria Inês Nassif</p>
<p>Não deixa de ser uma aposta ousada: no momento em que o PMDB é um somatório de desgastes de suas lideranças políticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lança numa cruzada destinada a sustentar nacional e regionalmente cada um deles. Lula tem dado a líderes pemedebistas que são a expressão da política tradicional &#8211; de clientelismo, patrimonialismo e mandonismo &#8211; uma sustentação cujo aval é sua alta popularidade, a maior conseguida por um presidente da República brasileiro em períodos democráticos. Tem acrescido a ela o apoio resignado de seu partido, o PT. Do ponto de vista tático, pode ser uma jogada de mestre: Lula passa de uma situação em que era refém do PMDB do Senado para outra, em que é credor da bancada pemedebista naquela Casa. Do lado político, todavia, é uma ofensiva que tende a trazer o PT definitivamente para a planície dos partidos tradicionais.</p>
<p>O PT debilitou-se internamente ao longo de dois governos e de um excessivo pragmatismo da direção partidária e do presidente Lula. O auge da crise do partido foi o escândalo do mensalão, em 2005, quando revelações sobre financiamento ilegal de campanha desmistificaram o entendimento de que era ele a força nova no quadro partidário brasileiro. A crise interna foi simultânea à colheita de popularidade de Lula, que cresceu à medida em que se tornavam visíveis os resultados das políticas de distribuição de renda do seu governo. Rompeu-se, assim, o equilíbrio da relação que existia até então, em que o poder das instâncias partidárias e o poder pessoal de Lula tinham quase o mesmo peso. A partir das eleições de 2006, Lula tornou-se politicamente muito maior que o partido.</p>
<p><span id="more-31675"></span></p>
<p>A crise política de 2005, se tirou do governo uma certa organicidade mantida no primeiro mandato, deu a Lula uma grande autonomia sobre o partido. As negociações com o PMDB para constituir um governo de coalizão, os complicados ajustes de interesses internos da legenda aliada, a definição de concessões aos outros partidos e, agora, a escolha da candidata petista à Presidência e os acordos para compor a coligação que a levará às urnas são decisões de Lula. O PT não é propriamente um refém da popularidade do presidente, mas amarrou o seu destino ao dele: será muito difícil o partido vencer em 2010 sem se valer do carisma do chefe. A popularidade do governo pode também definir eleições regionais.</p>
<p>O comprometimento de governos com políticos tradicionais abrigados no PMDB e em outros partidos situados à direita do espectro político não é um dado novo da política brasileira. Todos os governantes, desde 1985, precisaram do apoio do PMDB para formar maiorias no Congresso. A crise política do primeiro mandato de Lula foi o preço pago pelo PT por manter um governo sem aliar-se ao maior partido do país. Lula, no seu segundo mandato, não pagou para ver. A excessiva exposição de sua imagem à de políticos tradicionais, todavia, é um dado adicional. Não faz parte da tradição política brasileira. Ao que tudo indica, Lula acredita que está imune a contaminações com os escândalos que têm atingido as lideranças tradicionais da política brasileira.</p>
<p>O apoio incondicional aos líderes tradicionais que estão em franco processo de desgaste tem suas contra-indicações. O dado mais visível é o enfraquecimento cada vez maior do PT como instância de decisões políticas: Lula tem sido o protagonista de ações das quais resultam compromissos no Congresso e alianças eleitorais nos Estados. Outra é o empréstimo de sua popularidade a lideranças tradicionais que chegavam ao ocaso, para que retomem a hegemonia das políticas estaduais e o espaço na política nacional. Uma terceira consequência pode ser a de acabar de afugentar uma militância ideológica que ainda gravitava em torno do PT por considerá-lo como a alternativa de poder que se contrapunha aos governos anteriores. O PT e Dilma Rousseff herdam, assim, os votos cativos de Lula nas camadas mais pobres da população, mas abrem mão de antigos votos petistas que conferiam ao partido um perfil ideológico diferenciado.</p>
<p>Não será o único caso de partido a sucumbir a um período na chefia do Executivo. O PMDB no governo de José Sarney (1986-1990) e o PSDB nos governos FHC (1995-1998 e 1999-2002) passaram pelo mesmo processo de afrouxamento ideológico. O PSDB, após ações pragmáticas que trouxeram para dentro dele políticos com a carreira fincada na política tradicional, não reencontrou o eixo da social-democracia quando virou oposição. O PT, embora tenha se preservado de adesões de ocasião, tem cada vez menos autonomia em relação ao governo e ao presidente da República.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/aposta-ousada-do-presidente-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>80</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O PT, a crise do Senado e o pós-Lula</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/13/o-pt-a-crise-do-senado-e-o-pos-lula/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/13/o-pt-a-crise-do-senado-e-o-pos-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 16:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Sarney]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31610]]></guid>
		<description><![CDATA[Da Época
Blog do Ricardo Amaral
O PT ficou menor na crise do Senado
Com sua posição ambígua diante de Sarney, os petistas mostraram que não estão preparados para o pós-Lula

Ricardo Amaral

Houve um tempo em que o PT defendia a extinção do Senado. Se tivesse conseguido impor a tese na Constituinte de 1988, o partido teria sido poupado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Época</h2>
<p>Blog do Ricardo Amaral</p>
<h3><a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI81693-15230,00-O+PT+FICOU+MENOR+NA+CRISE+DO+SENADO.html" target="_blank">O PT ficou menor na crise do Senado</a></h3>
<p>Com sua posição ambígua diante de Sarney, os petistas mostraram que não estão preparados para o pós-Lula</p>
<p>Ricardo Amaral</p>
<p>Houve um tempo em que o PT defendia a extinção do Senado. Se tivesse conseguido impor a tese na Constituinte de 1988, o partido teria sido poupado, 21 anos depois, de um de seus piores vexames. Na crise atual do Senado, o PT ficou tão exposto quanto o presidente José Sarney. Na dúvida entre ser governo e brincar de oposição, a bancada petista fez que ia e não foi, recuou sem ter avançado, tramou afastar Sarney e acabou pedindo sua licença &#8211; aliás, licença, por favor.</p>
<p>Os senadores petistas não votaram em Sarney para presidir o Senado nem se consideram responsáveis pelos desmandos na administração da Casa. Poderiam ter aproveitado o momento de crise para sair na frente com uma agenda de mudanças reais no meio da disputa política. Com sua posição ambígua, acabaram atraindo para si uma crise que não era deles, mas de um parceiro do governo. Foram enquadrados, como crianças desobedientes, pelo presidente Lula e pela ministra Dilma Rousseff. Ficaram mal com o presidente, com o aliado e com a opinião pública &#8211; que obviamente tentavam afagar com o pedido de afastamento de José Sarney.</p>
<p><span id="more-31610"></span>O episódio do Senado é mais uma evidência de que o PT não consegue desempenhar ainda o papel que lhe cabe como partido grande &#8211; por alguns parâmetros, o mais importante do país. Com a eleição de Lula, em 2003, os melhores quadros do PT foram absorvidos pelas responsabilidades de governo &#8211; e os piores se aninharam na extensa máquina do Estado. Com a autoridade moral profundamente ferida no escândalo do mensalão, o partido tornou-se um apêndice do presidente. Perdeu a energia e a capacidade de influir sobre o governo que o hospeda.</p>
<p>Isso não é novo nem aqui nem na China. Partidos de oposição tendem a perder os dentes e a espinha quando chegam ao poder. Para ficar num exemplo doméstico, o PSDB que chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso era bem diferente daquele que deixou o Planalto com ele, oito anos depois. No governo, os tucanos aproximaram-se do antigo PFL a ponto de serem confundidos em muitas circunstâncias. Na base de apoio a Lula, está ficando cada dia mais difícil distinguir um petista de um aliado do PMDB. Essa confusão tende a aumentar com a disputa eleitoral de 2010.</p>
<p>Ao longo do governo Lula, o PT foi deixando aos poucos de ser &#8220;o&#8221; partido do presidente para ser um dos partidos da coligação de governo. Vá lá que tenha os ministérios mais importantes, mas está longe de conduzir o processo político e de conformar o pensamento estratégico do governo. Na campanha eleitoral de 2010, o PT também terá de subordinar-se ao objetivo central de Lula, que é eleger Dilma presidente. Para isso, terá de ceder posições ao PMDB nas disputas estaduais, além da vaga de vice-presidente na chapa.</p>
<p>O mais forte sintoma dessa política de subordinação são as articulações para que o ex-ministro Ciro Gomes, do PSB, dispute o governo de São Paulo. Uma pesquisa do PSB mostrou que Ciro teria 20% dos votos para governador do Estado, mas não é isso que interessa. A ideia é plantar o ex-ministro no território eleitoral de José Serra, numa tentativa permanente de tirá-lo do foco da eleição presidencial, o que seria muito útil para Dilma. Ciro gosta mais de atrapalhar a vida de Serra que de ganhar eleições, e cumpriria com prazer esse papel. Tudo bem para Dilma, mas nesse arranjo o PT teria de abrir mão, pela primeira vez, de disputar o governo de São Paulo, berço do partido e ninho de suas estrelas. Em nome do &#8220;projeto maior&#8221;, como dizem seus dirigentes, o PT pode mesmo pagar mais esse tributo ao pragmatismo, além de apoiar candidatos do PMDB no Rio e, talvez, em Minas Gerais.</p>
<p>O problema real do PT não é o que ele terá de fazer em 2010, mas o que ele vai ser em 2011, quando o país não terá mais um presidente chamado Lula com 80% de popularidade. Se Dilma vencer as eleições, ela vai precisar de partidos de verdade para sustentar seu governo, dispostos a pagar o preço político e assumir responsabilidades. Se o eleito for Serra ou Aécio, o PT terá de recuperar a energia perdida dos tempos de oposição. Em nenhum desses papéis será permitido agir com a ambiguidade dos senadores petistas diante de José Sarney.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/13/o-pt-a-crise-do-senado-e-o-pos-lula/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>53</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gol aberto e o PT não chutou</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/03/gol-aberto-e-o-pt-nao-chutou/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/03/gol-aberto-e-o-pt-nao-chutou/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 15:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31438]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Jorge
o PT bobeou nessa crise. Devia ter apresentado um projeto global de reforma do senado. fico espantado com o declínio da capacidade analítica dos parlamentares petistas e mesmo de prefeitos e governadores. A geração dos anos 1990 era muito mais arguta e pró ativa. O poder emburrece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Jorge</span></strong></h2>
<p>o PT bobeou nessa crise. Devia ter apresentado um projeto global de reforma do senado. fico espantado com o declínio da capacidade analítica dos parlamentares petistas e mesmo de prefeitos e governadores. A geração dos anos 1990 era muito mais arguta e pró ativa. O poder emburrece.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/03/gol-aberto-e-o-pt-nao-chutou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>91</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FHC e o erro da causalidade</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/13/fhc-e-o-erro-da-causalidade/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/13/fhc-e-o-erro-da-causalidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 13:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[escândalo]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31078]]></guid>
		<description><![CDATA[Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.

O tiro no pé foi ter recorrido - como figura maior do PSDB - a uma lógica binária, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.</p>
<p>O tiro no pé foi ter recorrido &#8211; como figura maior do PSDB &#8211; a uma lógica binária, tiro no pé. Se o PT fez e ganhou, se fizermos, ganharemos.</p>
<p>O PT não ganhou pelo exercício reiterado da escandalização. Essa era a face mais condenável e negativa do partido. Não sei se a face de oposição civilizada garantiria a vitória ao PSDB. Mas certamente seria muito mais legítima e eficaz do que essa visão carbonária, que fez com que a cara do partido fosse Jungman, Itagiba, Virgilio, Álvaro Dias e a parte mais podre do jornalismo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/13/fhc-e-o-erro-da-causalidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>107</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A dificuldade do discurso alternativo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/05/a-dificuldade-do-discurso-alternativo/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/05/a-dificuldade-do-discurso-alternativo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 12:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Goldman]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=29819]]></guid>
		<description><![CDATA[Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.

No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.</p>
<p>No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que escreveu nos últimos dois anos e levantar as palavras do ordem, haverá uma miscelânea dos diabos. Solta uma palavra de ordem hoje, os fatos a superam amanhã.</p>
<p>Quando vi o título do artigo de Goldman na Folha &#8220;Os equívocos do PT&#8221;, julguei que poderia encontrar pontos mais objetivos para o debate político. Ledo engano. Goldman se apegou ao padrão Serra de oposição, que consiste em jogar fora todas as bandeiras que abraçou no passado e se fixar nos temas que estimulem um falso confronto ideológico. Passa-se ao largo do ponto mais vulnerável da política econômica de Lula &#8211; a política monetária-cambial e a ineficiência do sistema de crédito, a subordinação do Banco Central ao mercado &#8211; porque os aliados preferenciais de Serra passaram a ser essa estrutura de poder (da qual faz parte a chamada grande mídia). Então, vai-se falar o quê? Do Foro São Paulo, óbvio.</p>
<p>Nem Goldman, com toda sua experiência, conseguiu se livrar dessa armadilha mediocrizante.</p>
<p>Leia o artigo e minhas observações.<span id="more-29819"></span></p>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSIxSwoQx8m2sYck" target="_blank">Os equívocos do PT<br />
</a></h3>
<p>A RESOLUÇÃO política do Diretório Nacional do PT de 10/2, que se propõe a analisar a crise econômica internacional, seus desdobramentos no Brasil e sua influência nos debates da sucessão presidencial é um documento que, além de simplista, é revelador.</p>
<p>Nele o PT se recusa a fazer a análise de maneira profunda, preferindo sentenciar: &#8220;Estamos diante de uma crise do sistema capitalista como um todo, na forma neoliberal que assumiu nos últimos 30 anos&#8221;. É isso mesmo?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">É uma primeira confusão. As eleições de 2010 não estarão julgando programas do PT, mas de Lula &#8211; e Goldman sabe que há uma diferença.<br />
</span></p>
<p>O mundo experimentou de 2003 a 2007 o mais intenso ciclo de expansão econômica da história, e o Brasil se beneficiou da globalização da economia mundial, com bem menos eficiência, é verdade, que países como China, Índia, Coreia do Sul e Rússia.<span style="text-decoration: underline"><br />
</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline">Olha a confusão. Aqui ele está criticando os resultados da política econômica implementada sob hegemonia do Banco Central. Confira mais adiante.</span></p>
<p>É fato, porém, que o sistema capitalista sofre crises cíclicas e que a atual foi precipitada pelos riscos assumidos pelos mercados financeiros e agravada por deficiências na regulamentação das suas atividades exercida pelas agências governamentais de controle.</p>
<p>Agora, acreditar, como faz o PT, que a crise significa um tiro de morte no sistema de produção capitalista é uma aposta que não possui nenhuma aderência à realidade. Mesmo porque inexiste hoje no mundo qualquer alternativa de organização do sistema econômico que não nos moldes da economia de mercado, com graus diferenciados de intervenção estatal -não só necessária como legítima.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Acreditar que o eleitor vai acreditar que Lula é contra o sistema capitalista não possui nenhuma aderência com a realidade &#8211; </span><span style="text-decoration: underline">- para usar as palavras de Goldman &#8211; </span><span style="text-decoration: underline">.<br />
</span></p>
<p>Diferentemente do que pensa o PT, a superação da crise, dada sua profundidade e seu alcance, passa por uma reforma profunda das atividades financeiras em escala global e na redefinição de atividades econômicas nos países desenvolvidos, rompendo-se as cadeias de subsídios e ineficiências explicitadas por ela.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Pergunta: o que Lula tem enfatizado nos encontros internacionais?<br />
</span></p>
<p>Ao PT, que se coloca como arauto de um projeto de &#8220;horizonte socialista&#8221;, exaltado na resolução, cabe a reflexão, ainda que tardia, sobre o desaparecimento no final do século passado dos regimes socialistas e comunistas do Leste Europeu. O que o PT pretende alcançar? Qual é o outro modelo econômico-social de que fala o PT?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">É a volta do Foro São Paulo. Não cola.<br />
</span></p>
<p>É a volta à economia centralizada e seus mirabolantes e ineficazes planos quinquenais, com a presença esmagadora do Estado? É a instituição do regime político de partido único a conduzir todas as atividades político-econômicas? Ou é a simples troca de um projeto de nação por um projeto de poder, conforme denunciou Frei Betto em recente entrevista?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Nem Goldman conseguiu escapar da armadilha dos argumentos da guerra fria. Eita armadilha em que Serra meteu a oposição, ao se aliar à Veja e ao subordinar-se ao discurso de FHC.<br />
</span></p>
<p>Encontramos na resolução petista a seguinte afirmação: &#8220;Os neoliberais que nos antecederam no governo do Brasil, que ainda governam Estados brasileiros e cidades muito importantes, que têm forte presença no Congresso Nacional (&#8230;)&#8221;. Ora, ora, ora, se não são os vícios de uma esquerda de pensamento antidemocrático se manifestando na expressão &#8220;ainda&#8221;.</p>
<p>Como se as conquistas do recente processo de democratização do país -o pluripartidarismo e a convivência de vários partidos no comando de Estados e municípios- fossem uma excrescência, e não a normalidade da vida democrática, e como se ao governo Lula se opusesse apenas uma corrente do pensamento político nacional.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Sérgio Motta propunha vinte anos de hegemonia. Faz parte da lógica de TODOS os partidos políticos, propor a vitória em todos os níveis sobre os adversários. Novidade seria se essa política estivesse sendo implementada no governo, com intuito ditatorial.</span></p>
<p>Ora, ninguém minimamente lúcido, no Brasil ou no mundo, deseja uma recessão econômica. Os empresários porque, com ela, perdem muito dinheiro, e os trabalhadores porque perdem o emprego. Logo, a luta contra a recessão não é um privilégio petista. Agora, afirmar que a crise pode apressar a transição para o tal horizonte socialista, conforme afirma a resolução, não passa de delírio.</p>
<p>Se o governo Lula seguiu uma direção correta, foi ter-se mantido na trilha aberta pelo governo FHC de controle da inflação, responsabilidade fiscal, aumento da participação da iniciativa privada nos projetos de infraestrutura e fortalecimento do sistema financeiro nacional.<span style="text-decoration: underline"><br />
</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline">Viu só a contradição inevitável? Porque o país foi a economia que menos cresceu no período de bonança global, se a receita estava certa? Como elogiar a continuidade da política econômica e, ao mesmo tempo, criticar os resultados? Falta de reformas explicaria? Ora, o próprio Serra sempre defendeu que instrumentos macroeconômicos são muito mais relevantes do que as reformas para criar um ambiente de crescimento.</span></p>
<p>Mas batizar com novos nomes programas em andamento (o PAC é isso) ou assumir como sua a criação de projetos gestados no passado pode funcionar no campo da propaganda, mas não esconde a verdade: o que o governo Lula tem de melhor foi e é a continuidade -em uma fase de grande desenvolvimento da economia mundial, que se iniciou em 2003 e durou até 2008- de esforços do governo anterior, algo que o governo Lula se recusa a reconhecer. Até quando vão fugir das responsabilidades com as dificuldades por que passa o país?</p>
<p>Eis aqui a minha modesta contribuição ao debate ideológico. Estou convicto de que a sociedade brasileira deve travar esse debate para 2010 e optar entre um projeto de poder de exclusividade de um grupo político ou um projeto de país com foco na justiça social, comprometido com a ampliação dos espaços democráticos e de cidadania.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Não adianta. O fantasma de FHC não permite discursos alternativos por parte do PSDB. É uma pena. Antes de virar governador, José Serra tinha ideias claras sobre os erros de política econômica dessa &#8220;herança virtuosa&#8221; de FHC. Abandonou-as todas. Vez por outra, o ectoplasma do velho Serra ressurge em alguma crítica tímida ao modelo. Mas cadê os projetos alternativos, as novas idéias, cadê os quadros técnicos (que existem) no PSDB? É tudo esse simplismo vulgar do comunismo x capitalismo, da estatização x livre mercado, do Foro São Paulo, de Fidel, Venezuela, que está sendo martelado há anos sem provocar a mínima comoção, a não ser em parcelas inexpressivas do eleitorado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/05/a-dificuldade-do-discurso-alternativo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>35</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
