13/09/2009 - 15:33
Por Rodrigo Medeiros
O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.
Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. Conforme tem escrito há pelo menos uma década Dani Rodrik, as sociedades precisam estar abertas à experimentação e a políticas heterodoxas. A análise econométrica empreendida pelo respectivo acadêmico aponta para o fato de que os países que conseguiram sustentar o processo de crescimento econômico após a Segunda Guerra foram capazes de articular uma ambiciosa política de investimentos produtivos com instituições capazes de lidar com os choques externos adversos, não os que confiaram na mobilidade do capital e na redução indiscriminada de suas barreiras alfandegárias.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: pacto, PSDB, PT
21/08/2009 - 13:02
Por Valdemir Moraes
Nomes históricos do PT dizem que Lula reduziu o partido
ANA FLOR
RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo
Fundadores ou apoiadores do PT no início dos anos 80 ouvidos ontem pela Folha avaliam que o episódio de anteontem no Senado –quando a bancada partidária, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajudou a arquivar denúncias contra José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética– reforçam a noção de que o presidente “reduziu” o PT.
Alguns do entrevistados, após desacordos com a direção do PT ou com Lula, deixaram a sigla entre os anos 80 e 90. O filósofo da USP Wolfgang Leo Maar, que segue apoiando Lula, foi a voz dissonante, ao dizer que o PT “incomoda”.
AIRTON SOARES, advogado e ex-deputado federal, deixou a liderança e a sigla em 1984 por querer votar no Colégio Eleitoral em favor de Tancredo Neves (do qual Sarney era vice), contra a candidatura de Paulo Maluf: “O partido não precisava ter chegado a esse ponto em nome da governabilidade. Mas o equívoco não está aí. Está em existir um governo de coalizão sem um programa. O que existe é um emaranhado de partidos que, à custa não se sabe do quê, decide apoiar projetos do governo. (…) Hoje o partido se confunde com o exercício da Presidência pelo Lula. A popularidade e o prestígio de Lula fazem com que ele seja maior que o partido e, sendo maior que o partido, as confusões se estabelecem”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: históricos, PT
19/08/2009 - 13:34
Por Paulo Kautscher
Em carta, Marina Silva comunica a Berzoini sua saída do PT
A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:
- Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.
Segue a carta na íntegra:
“Brasília, 19 de agosto de 2009
Caro companheiro Ricardo Berzoini,
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/19/marina-silva-nao-e-mais-do-pt/
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Tags: Marina Silva, PT, PV
13/08/2009 - 09:51
Do Estadão
Berzoini não acredita que partido vá exigir devolução do mandato
João Domingos
O PT já dá como certa a decisão da senadora Marina Silva (AC) de deixar o partido para entrar no PV e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como os apelos feitos até agora para que fique foram inúteis, os dirigentes parecem conformados. “De fato, Marina está vivendo um momento de reflexão. Se ela ficar, muito bem; se sair, sabe que terá minha amizade sempre”, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini.
Ele conversou ontem com a ex-ministra do Meio Ambiente e ouviu a mesma justificativa dada a outros petistas: ela está num momento de reflexão, no qual busca novas utopias para o desenvolvimento econômico sustentável, uma grande preocupação com as mudanças climáticas e a necessidade de se adotar uma política de preservação do meio ambiente como estratégia de governo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, Folha, Marina Silva, PT, PV
16/07/2009 - 09:24
Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
Não deixa de ser uma aposta ousada: no momento em que o PMDB é um somatório de desgastes de suas lideranças políticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lança numa cruzada destinada a sustentar nacional e regionalmente cada um deles. Lula tem dado a líderes pemedebistas que são a expressão da política tradicional – de clientelismo, patrimonialismo e mandonismo – uma sustentação cujo aval é sua alta popularidade, a maior conseguida por um presidente da República brasileiro em períodos democráticos. Tem acrescido a ela o apoio resignado de seu partido, o PT. Do ponto de vista tático, pode ser uma jogada de mestre: Lula passa de uma situação em que era refém do PMDB do Senado para outra, em que é credor da bancada pemedebista naquela Casa. Do lado político, todavia, é uma ofensiva que tende a trazer o PT definitivamente para a planície dos partidos tradicionais.
O PT debilitou-se internamente ao longo de dois governos e de um excessivo pragmatismo da direção partidária e do presidente Lula. O auge da crise do partido foi o escândalo do mensalão, em 2005, quando revelações sobre financiamento ilegal de campanha desmistificaram o entendimento de que era ele a força nova no quadro partidário brasileiro. A crise interna foi simultânea à colheita de popularidade de Lula, que cresceu à medida em que se tornavam visíveis os resultados das políticas de distribuição de renda do seu governo. Rompeu-se, assim, o equilíbrio da relação que existia até então, em que o poder das instâncias partidárias e o poder pessoal de Lula tinham quase o mesmo peso. A partir das eleições de 2006, Lula tornou-se politicamente muito maior que o partido.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria
Tags: Lula, PMDB, PT, Valor Econômico
13/07/2009 - 13:27
Da Época
Blog do Ricardo Amaral
Com sua posição ambígua diante de Sarney, os petistas mostraram que não estão preparados para o pós-Lula
Ricardo Amaral
Houve um tempo em que o PT defendia a extinção do Senado. Se tivesse conseguido impor a tese na Constituinte de 1988, o partido teria sido poupado, 21 anos depois, de um de seus piores vexames. Na crise atual do Senado, o PT ficou tão exposto quanto o presidente José Sarney. Na dúvida entre ser governo e brincar de oposição, a bancada petista fez que ia e não foi, recuou sem ter avançado, tramou afastar Sarney e acabou pedindo sua licença – aliás, licença, por favor.
Os senadores petistas não votaram em Sarney para presidir o Senado nem se consideram responsáveis pelos desmandos na administração da Casa. Poderiam ter aproveitado o momento de crise para sair na frente com uma agenda de mudanças reais no meio da disputa política. Com sua posição ambígua, acabaram atraindo para si uma crise que não era deles, mas de um parceiro do governo. Foram enquadrados, como crianças desobedientes, pelo presidente Lula e pela ministra Dilma Rousseff. Ficaram mal com o presidente, com o aliado e com a opinião pública – que obviamente tentavam afagar com o pedido de afastamento de José Sarney.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: PT, Sarney, Senado
03/07/2009 - 12:22
Por Jorge
o PT bobeou nessa crise. Devia ter apresentado um projeto global de reforma do senado. fico espantado com o declínio da capacidade analítica dos parlamentares petistas e mesmo de prefeitos e governadores. A geração dos anos 1990 era muito mais arguta e pró ativa. O poder emburrece.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: crise, PT, reforma, Senado
13/06/2009 - 10:18
Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.
O tiro no pé foi ter recorrido – como figura maior do PSDB – a uma lógica binária, tiro no pé. Se o PT fez e ganhou, se fizermos, ganharemos.
O PT não ganhou pelo exercício reiterado da escandalização. Essa era a face mais condenável e negativa do partido. Não sei se a face de oposição civilizada garantiria a vitória ao PSDB. Mas certamente seria muito mais legítima e eficaz do que essa visão carbonária, que fez com que a cara do partido fosse Jungman, Itagiba, Virgilio, Álvaro Dias e a parte mais podre do jornalismo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: escândalo, FHC, oposição, PSDB, PT
05/04/2009 - 09:53
Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.
No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que escreveu nos últimos dois anos e levantar as palavras do ordem, haverá uma miscelânea dos diabos. Solta uma palavra de ordem hoje, os fatos a superam amanhã.
Quando vi o título do artigo de Goldman na Folha “Os equívocos do PT”, julguei que poderia encontrar pontos mais objetivos para o debate político. Ledo engano. Goldman se apegou ao padrão Serra de oposição, que consiste em jogar fora todas as bandeiras que abraçou no passado e se fixar nos temas que estimulem um falso confronto ideológico. Passa-se ao largo do ponto mais vulnerável da política econômica de Lula – a política monetária-cambial e a ineficiência do sistema de crédito, a subordinação do Banco Central ao mercado – porque os aliados preferenciais de Serra passaram a ser essa estrutura de poder (da qual faz parte a chamada grande mídia). Então, vai-se falar o quê? Do Foro São Paulo, óbvio.
Nem Goldman, com toda sua experiência, conseguiu se livrar dessa armadilha mediocrizante.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Alberto Goldman, PSDB, PT
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