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	<title>Luis Nassif &#187; PSDB</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>A oposição dependendo de Serra</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 10:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
26/11/2009
Decisão deve afunilar nas mãos de um só

O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><big></big><big></big><big>Do Valor Econômico</big></strong></p>
<blockquote><p>Maria Inês Nassif<br />
26/11/2009</p></blockquote>
<p><big></big><big><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5966397/nas-eleicoes-de-2006-quatro-pessoas-decidiram-o-candidato-do-psdb-para-2010,-a-decisao-e-so-de-serra">Decisão deve afunilar nas mãos de um só</a></big></p>
<p>O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM e do PPS sobre o candidato tucano com mais votos nas pesquisas, José Serra, para que ele decida até o final do ano se será o candidato a presidente da República pela coligação. As informações de dentro do bloco oposicionista já apontavam a tendência registrada na pesquisa CNT-Sensus trazida a público essa semana, cujos dados foram coletados entre 16 e 20 de novembro.</p>
<p>Moveram as pressões sobre Serra: o fato de os índices de intenção de voto em Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula e do PT, estarem subindo devagar, mas sustentadamente; a lenta e constante queda de Serra nas pesquisas de intenção de voto; a constatação de que a candidatura de Ciro Gomes (PSB) produziu, sim, estrago nas intenções de voto à oposição, em especial se o candidato for o governador de São Paulo; a percepção de que Dilma saiu de uma posição de fragilidade, logo após um traumático tratamento de saúde &#8211; durante o qual manteve pouca exposição pública e índices quase declinantes de intenções de voto &#8211; para outro, em que assumiu a sua posição de candidata e se manteve ao lado de Lula, caracterizando-se como aquela a quem os simpatizantes do presidente devem transferir o voto.</p>
<p><span id="more-39791"></span>Uma ala do PSDB menos ligada a Serra e o DEM estão contrariados, mas de qualquer forma interessados em que a candidatura de oposição se resolva logo, equacione seus problemas originais e consiga retomar o Palácio do Planalto com a sustentação da mesma aliança que deu a vitória ao presidente Fernando Henrique Cardoso em duas eleições. Mas os dois grupos se ressentem de que a ausência, no cenário político, de uma candidatura efetiva da oposição tem dificultado até as tentativas regionais de articulação para subtrair apoios do PMDB, que será o principal aliado do PT nas eleições do ano que vem. O PMDB, como é tradição em todas as eleições, tem potencial de ir rachado para o palanque de Dilma. Se rachar muito, o apoio a Dilma pode ser derrubado na convenção e ela não terá o tempo de propaganda eleitoral gratuita do PMDB. Se rachar pouco, isso pode, ainda assim, subtrair votos da candidata governista. A ausência de um nome em favor do qual a negociação de traição possa acontecer, todavia, dificulta bem as coisas. O PT e seus aliados, pelo fato de terem uma candidata já definida e um grau reduzido de divisão, anteciparam-se também na articulação de alianças. Têm alguns palmos de vantagem em relação à oposição nesse particular.</p>
<p>Outros dados devem ser agregados a esses que mobilizam as pressões de Serra pelos seus aliados. A postulação de dois candidatos do PSDB e a concentração da decisão em apenas um deles pode produzir as mesmas fissuras das eleições passadas. Em 2006, a decisão de candidatura do PSDB ficou concentrada em Fernando Henrique, José Serra, Tasso Jereissatti e Aécio Neves. José Serra foi o escolhido, não quis correr riscos, abriu espaço para a postulação de Geraldo Alckmin e as principais lideranças praticamente abandonaram o candidato no meio do processo eleitoral. Não foi uma solução de unidade. Agora, com dois candidatos &#8211; Aécio Neves e José Serra -, a decisão se afunilou mais ainda: está nas mãos de Serra. Uma única pessoa deve decidir o rumo que grande parte da oposição vai tomar, com chances de não querer correr nenhum risco e decidir abrir espaço para Aécio Neves, mas entregar o partido rachado para seu adversário interno. Na hipótese de resolver ser candidato, Serra também pode não levar os votos dados a Aécio no segundo colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Nenhuma das opções, pelo fato de a decisão se afunilar novamente, garante a unidade partidária &#8211; embora os demais partidos de oposição não tenham outra opção a não ser a de apoiar qualquer um dos dois pré-candidatos tucanos.</p>
<p>Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</p>
<blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b05c18e9-524d-8994-bfbe-eef376769483" alt="" /></div>
</blockquote>
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		<title>Tofolli e o caso Azeredo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/07/tofolli-e-o-caso-azeredo/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 12:08:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Azeredo]]></category>
		<category><![CDATA[mensalão]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
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		<description><![CDATA[Duas discussões paralelas sobre o caso Azeredo (conto com a ajuda dos procuradores e juízes comentaristas do Blog).

Clique aqui para matérias que saíram hoje sobre o assunto.

1. As provas contra Eduardo Azeredo. Há uma longa entrevista para a Folha em que ele se defende, dizendo que a única prova apresentada sobre sua ligação com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas discussões paralelas sobre o caso Azeredo (conto com a ajuda dos procuradores e juízes comentaristas do Blog).</p>
<p><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000036049?nocover=true" target="_blank">Clique aqui</a> para matérias que saíram hoje sobre o assunto.</p>
<p>1. As provas contra Eduardo Azeredo. Há uma longa entrevista para a Folha em que ele se defende, dizendo que a única prova apresentada sobre sua ligação com o mensalão é o xerox de um recibo falsificado, que sequer o delegado titular do inquérito teria levado em consideração. Seria bom termos a íntegra do relatório do Ministro Joaquim Barbosa.</p>
<p>2. A interferência de Tofolli. Ele pediu vistas do processo para analisar uma prova apresentada &#8211; o tal bilhete. Os críticos dizem que a hora de questionar as provas é depois de aceita a denúncia; que ele teria se precipitado e atrasado o início efetivo do inquérito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O marqueteiro de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/14/o-marqueteiro-de-serra/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições. Luiz Gonzalez]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[marqueteiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Valor]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.

Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:

1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.</p>
<p>Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:</p>
<p>1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O primeiro ponto será comparar a biografia do cara (José Serra) com “aquela mulher” (Dilma Rousseff), tirando o caráter plebiscitário das eleições.</p>
<p>2. O ataque à Dilma seguirá o roteiro que já vem sendo cumprido religiosamente pela mídia: focar na sua biografia (certamente realçando a vida guerrilheira), na sua rispidez no trato com as pessoas e colocando em dúvida sua eficiência na condução do PAC. É curioso, porque a marca pessoal mais óbvia de Serra é a rispidez no trato com pessoas e subordinados.</p>
<p>3. Do lado de Serra, a campanha ira focar sua biografia política e as obras que lançará no próximo ano, visando reforçar a imagem de bom gestor.</p>
<p><span id="more-35730"></span>4. Em relação a Ciro Gomes, a tendência será  de minimizar seu papel. Gonzales retoma o mote de “nanico” para se referir a Ciro, já utilizado por Serra. Aliás, para quem conhece intimamente o governador, essa retórica de desqualificar o adversário minimizando-o foi repassada – e seguida religiosamente &#8211; para os dois parajornalistas da Veja incumbidos por ele de fuzilar seus adversários.</p>
<p>5. Embora não contemplada na entrevista, provavelmente se levantará a tese da infiltração petista na máquina pública, que tem bom apelo junto a uma parte do eleitorado classe média.</p>
<p>6. Há uma estratégia que Gonzales não explicitada, mas que seguramente será empregada a granel nessa campanha: a criação de dossiês, verdadeiros ou falsos, pouco importa, a serem exaustivamente utilizados pela mídia partidária.</p>
<h3>A contra-ofensiva</h3>
<p>Como o jogo ainda não foi combinado com os adversários, vamos tentar avaliar como se comportarão os russos em campo.</p>
<p>Em relação às estratégias pró-Dilma:</p>
<p>1. Pelas conversas que tenho com diversos setores (especialmente saneamento e habitação), vencidos os obstáculos ambientais e de falta de projetos (no caso do saneamento) e acertados os contratos de financiamento (no caso do habitacional) 2010 será o ano de vôo de cruzeiro. Há inúmeras obras a serem mostradas; e inúmeras obras que não sairão do papel. Cada lado puxará a brasa para sua sardinha.</p>
<p>2. Desfazer a imagem de Dilma guerrilheira, autoritária e mentirosa será desafio menor.  Ao contrário de agora, haverá tempo na campanha gratuita para mostrar mais o lado pessoal de Dilma. Quanto à gestora, provavelmente será apresentada como alguém que ajudou a conferir ao governo Lula o pique administrativo que lhe faltava e a lançar o país no mundo.</p>
<p>O segundo desafio será desconstruir a imagem criada pela mídia para Serra: a do gestor competente, preocupado com a responsabilidade fiscal, defensor do mercado e do social (por conta das recordações da atuação na Saúde).</p>
<p>Há uma obra relevante de Serra parlamentar, mas de baixa eficácia popular. Já seu trabalho no Ministério da Saúde tem apelo concreto. Será difícil para a contrapropaganda atacá-lo, mesmo porque algumas das heranças de sua gestão (envolvimento de assessores diretos com as máfias da Saúde) prosseguiram no governo Lula.</p>
<p>Assim, a discussão sobre sua eficiência administrativa se concentrará na avaliação de sua gestão como governador de São Paulo que até agora tem sido magnificamente blindada pela mídia.</p>
<p>Serra vestiu o figurino político que era de Paulo Maluf (vendendo a ideia de bom administrador, preocupado apenas com grandes obras e medidas populistas-conservadoras visando sensibilizar a classe média), porém fiscalmente responsável e ainda sem os escândalos de Maluf.</p>
<p>Seus calcanhares-de-Aquiles:</p>
<p>1. No campo das obras, deixará incompleta grande parte da sua vitrine: as obras viárias. Enfrentou os mesmos problemas do PAC – demora em licenciamento ambiental, falta de planejamento para as desapropriações. De certo modo, a exposição desses problemas amenizará as críticas quanto à morosidade do PAC. Além disso, os adversários mostrarão a participação de recursos federais nas obras paulistas.</p>
<p>2. O Serra bom administrador é lembrança do passado – especialmente na Secretaria da Fazenda de São Paulo, na atividade parlamentar e na parte visível de sua atuação na Saúde. Na Prefeitura e no Estado (que são realidades administrativas mais complexas) é nítida a fragilidade administrativa de Serra, incapacidade de enxergar gestão além das obras. Recorre a métodos arcaicos de administração, não aprendeu a trabalhar em gestão colegiada ou em processos, não inovou uma prática administrativa sequer (com exceção do governo eletrônico), nos seus discursos parece não ter idéia sobre o que está sendo feito por seus secretários. Agindo assim, foi incapaz de mobilizar a Europa brasileiro para um projeto moderno de desenvolvimento. Mas são temas para públicos especializados, assim como o estilo autoritário e centralizador do governador. Provavelmente a crítica mais eficiente será sobre a falta de cara do governo Serra.</p>
<p>3. O aparelhamento da máquina estadual por quadros do PSDB nada fica a dever aos quadros federais pelo PT. E os esquemas com fornecedores são mais amplos e arraigados, já que o PSDB está há mais anos em São Paulo, onde é poder hegemônico e homogêneo &#8211; sem a heterogeneidade da administração federal. Aliás, apenas no governo Alckmin abriram-se brechas para fornecedores de fora do esquema, muito mais pela falta de experiência de gerenciamento político de Alckmin. Mesmo assim, é uma realidade difícil de ser descrita na propaganda pela TV. Provavelmente a Internet cumprirá esse papel de disseminador desse lado do Serra, poupado pela mídia convencional.</p>
<p>4. O ataque maior deverá se concentrar na falta de sensibilidade social do governo Serra, associando-o ao governo FHC. Essa tarefa será facilitada pela perda de identidade do PSDB, que, mesmo depois de Serra e Aécio governadores, andou à reboque da supina vaidade de FHC. Hoje é um partido tão dependente de FHC quanto o PT de Lula. Só que Lula tornou-se Ás de Ouro e FHC terminou mico.</p>
<p>Nesse particular, será uma campanha engraçada: os marqueteiros do PT jogando FHC no colo de Serra; e os marqueteiros de Serra espanando e gritando “tira esse mico daqui”.</p>
<p>Nessa linha, haverá profusão de elementos, como a crise na segurança paulista, os indicadores de educação, a falta de políticas sociais eficientes, a demora em aderir ao programa habitacional do governo federal, a venda da Nossa Caixa, o preço dos pedágios. Como demonstrou Alckmin em sua campanha, a venda de empresas públicas ainda recebe avaliação negativa dos eleitores.</p>
<p>5. A imagem do Serra desenvolvimentista poderá ser atacada mostrando a lentidão exasperante para adotar medidas anti-crise. Enquanto o governo federal reduzia o IPI para manter a economia funcionando, Serra implantava a substituição tributária, aumentando a arrecadação paulista em detrimento da federal (bancada por contribuintes de todos os estados, incluindo São Paulo). Ou seja, foi “esperto”, em um momento que exigia solidariedade.</p>
<p>6. A imagem do Serra decidido poderá ser confrontada com dois vacilos imperdoáveis: a greve na USP e da Polícia Civil. Nos dois casos, sua insegurança permitiu com que a crise extrapolasse até o conflito físico. Depois, recuou rapidamente da intransigência inicial, mostrando fraqueza. Nos dois tempos, incapacidade de administrar conflitos. Aliás, a perspectiva de quatro anos de guerra, com Serra eleito &#8211; com movimentos sociais, com críticos, com setores não alinhados &#8211; é um fantasma que atormenta todos os que testemunharam a paciência e habilidade políticas de FHC e Lula. Mas provavelmente não terá apelo eleitoral.</p>
<p>7. A imagem do Serra responsável com as contas públicas deverá ser combatida de várias maneiras: os gastos exorbitantes com propaganda; as compras de assinaturas e material didático de empresas jornalísticas aliadas; a venda de ativos públicos para pavimentar suas obras; o avanço sobre receitas futuras (como a venda de dívidas ou da folha de pagamento dos funcionários).</p>
<p>8. Em relação a escândalos e dossiês, antes da Internet havia mais espaço para Serra atuar nessa área. Mesmo assim, o caso Lunnus (contra Roseana Sarney) afetou sua imagem junto a setores formadores de opinião. De qualquer modo, com o combustível eleitoral, tapiocas e mensalões tendem a ser desenterrados, mas dos dois lados. Assim como na área federal, há um bom estoque de escândalos a serem explorados na área estadual. No caso dos escândalos contra o governo, explorados pela mídia aliada de Serra; dos escândalos contra Serra, ou através da Internet ou de candidaturas auxiliares.</p>
<h2>Do Valor</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5865167/serra-vai-ganhar--guerra-de-biografias" target="_blank">&#8220;Serra vai ganhar guerra de biografias&#8221;</a></h3>
<p>Caio Junqueira, de São Paulo</p>
<p>Luiz González, 56 anos, paulistano, neto de espanhóis da Galícia, deverá ser o principal estrategista da campanha do governador de São Paulo, José Serra, a presidente em 2010. É o marqueteiro preferido dos tucanos paulistas. Sua ascensão no marketing político foi concomitante à consolidação do PSDB no governo estadual. Já se vão 15 anos desde que fez a campanha de Mário Covas, em 1994, mesmo ano em que trabalhou para Serra, que disputava o Senado. Quatro anos depois, ajudava Covas a se reeleger. Em 2000, perdeu com Alckmin na prefeitura, mas o fez governador dois anos depois. Voltaria a trabalhar para Serra na campanha à prefeitura em 2004 e ao governo do Estado em 2006, quando atuou para Alckmin na disputa presidencial. No ano passado, elegeu Gilberto Kassab (DEM) prefeito.</p>
<p>Foi em sua agência Lua Branca, detentora de contratos de publicidade tanto com a Prefeitura de São Paulo quanto com o governo paulista, que ele recebeu o Valor para uma entrevista, explicitou sua estratégia que, a exemplo do governo, é de polarização entre Serra e Dilma &#8211; &#8220;Só que o embate não vai ser entre Lula x FHC, mas entre a biografia de um realizador e a de uma desconhecida&#8221;. A seguir, trechos da entrevista:</p>
<p><!--more--></p>
<p>Valor: O senhor não teme a transferência de votos de Lula para Dilma?</p>
<p>Luiz González: Aqui em São Paulo ou em Caetés (cidade pernambucana em que Lula nasceu)? Em Caetés haverá mais. A pergunta é: quanto Lula vai transferir nos lugares onde a informação é menos variada, chega mais devagar e as pessoas dependem mais do Estado? Quanto isso pesa mais do que a admiração que as pessoas possam ter por um cara como o Serra e a expectativa de que com ele o lugar onde o eleitor vive melhora? Lula fez campanha para Marta. Foi para o palanque e resultou em quê? Nada. Não levantou meio ponto porque o eleitor aqui é atento.</p>
<p>Valor: Mas e no resto do país?</p>
<p>González: Alckmin era desconhecido nacionalmente, enfrentava um mito que tinha disputado as cinco últimas eleições e que havia feito um governo em que a economia ia bem. Agora está invertido. A Dilma é desconhecida, o Serra é mais conhecido e tem mais biografia. Dilma precisa mostrar o que o governo fez. Pode subir até certo ponto, mas para subir para valer tem que expor a pessoa.</p>
<p>Valor: Foi a privatização que derrotou o Alckmin?</p>
<p>González: Eu nunca saí de um estúdio tão festejado como naquele dia do debate da Bandeirantes. Não só os políticos mas também os coleguinhas. E eu sabia que tinha dado errado. Tinha falado pra ele: não faz isso. Foi ali que ele perdeu a eleição. Colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso. O público fala: &#8216;Quem é esse cara? Tô desconhecendo&#8217;. E teve também a reação do Lula no segundo turno. Fez a famosa reunião no Palácio do Planalto com 17 ministros, despachou um para cada Estado e escalou quatro para aparecerem no &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, &#8220;Jornal Hoje&#8221;, &#8220;Jornal Nacional&#8221; e &#8220;Jornal da Globo&#8221;. Várias entrevistas do PT metendo a ripa no Alckmin e do nosso lado ninguém. O Tasso (Jereissati) estava no interior do Ceará, o Sérgio Guerra, em Pernambuco, o César Maia sumiu. Consegui o Heráclito Fortes para dar uma coletiva. Se você dá uma entrevista às 15h eu tenho que dar outra às 15h30. Esse é o jogo. E o nosso foi um desastre.</p>
<p>Valor: A força do Lula no Nordeste também não foi decisiva?</p>
<p>González: Não foi apenas no Nordeste. Uma grande derrota que ele sofreu foi no Amazonas. Perdemos em Minas, que tem 10 milhões de eleitores, por 1 milhão de votos. No Amazonas, que tem 2 milhões, perdemos por 900 mil votos. Amazonas virou Minas, que é o terceiro colégio eleitoral do país, porque os dois candidatos da base do Alckmin, Arthur Virgílio e Amazonino Mendes, brigaram o tempo todo e nenhum deles conseguiu defender o candidato da acusação de que ele acabaria com a Zona Franca.</p>
<p>Valor: Em 2010, o comando de Lula sobre a campanha não fará a diferença?</p>
<p>González: Uma coisa é o Lula outra é essa mulher [Dilma] que ninguém sabe de onde veio. Estou colocando como caricatura o discurso, mas no fundo é o seguinte: será que as pessoas estão dispostas a aguentar o PT mais quatro anos sem o Lula? Sem o Lula ficam só os Waldomiros [Waldomiro Diniz, ex-assessor do Planalto flagrado em vídeo recebendo propina]. O Lula foi preservado nessa coisa toda, e sem ele como é que fica?</p>
<p>Valor: O senhor aposta numa campanha pela biografia, mas não acha que o governo vai se pautar por temas como Bolsa Família, crédito popular, valorização do salário mínimo?</p>
<p>González: Mas para cuidar disso aí você prefere esse cara aqui ou essa mulher [Dilma] que ninguém conhece? Tudo isso vai continuar e vai melhorar porque onde esse cara [Serra] põe a mão dá certo. Veja só, como ministro: 300 hospitais reformados. Como deputado: tirou o seguro-desemprego do papel. Como ministro da Saúde: fez os genéricos. Como governador: fez três vezes mais metrô que todo mundo. Onde ele põe a mão dá certo. Vai dar certo com aposentadoria, com salário mínimo, água encanada porque ele é um realizador, tem credibilidade, melhora a vida das pessoas por onde passa. E do lado de lá? Quem é? Ninguém sabe.</p>
<p>Valor: E o PAC e o pré-sal?</p>
<p>González: Eles vão mostrar o PAC, nós vamos mostrar que o PAC não existe. Está tudo parado. A vantagem da campanha política é que o contraditório é exercido todos os dias. Cada um fala o que quer, ouve o que não quer e o eleitor julga. Por isso a campanha não é publicitária, é jornalística. Quanto tem para o pré-sal? São 5 bilhões de barris a US$ 40 dólares o barril. US$ 200 bilhões. Por que não põe US$ 100 bilhões na saúde agora? Ah, não existe? Pensei que tivesse. Não estão falando que a Petrobras está sendo capitalizada com 5 bilhões de barris?</p>
<p>Valor: A aposta, então, é que na disputa entre biografias o Serra leve?</p>
<p>González: O Serra é o favorito, tem grandes chances de ganhar. A Dilma passou a ter problemas com a entrada do Ciro [Gomes] e da Marina. Será uma surpresa se ela decolar. O governo acha que vai ser um plebiscito Lula versus não-Lula, ou Lula versus FHC, mas nós não vamos deixar. Não é isso. É a biografia do Serra contra a da Dilma. E daí o nosso japonês é melhor do que o japonês dos outros. Serra foi deputado constituinte, senador, secretário de Estado, ministro duas vezes, prefeito, governador. Tudo o que ele fez alicerça o que vai prometer. Isso dá credibilidade, confiança. E é uma figura nacional.</p>
<p>Valor: Como contrabalançar o Norte e o Nordeste?</p>
<p>González: Uma questão central na campanha é que Serra não pode perder Sul e Sudeste. Não é à toa toda essa movimentação em São Paulo. Eles não são trouxas, precisam de alguém que tire votos do Serra aqui. Uns cinco, seis pontos. Todo esse jogo com o [Gabriel] Chalita é entre PSB e PT porque tem que tirar uns 4 milhões de votos do Serra aqui. O Nordeste é fundamental, é importante, mas acho que nunca se pode perder suas cidadelas. O negócio é que não se pode perder de muito lá e ganhar bem aqui. Serra é tido no Nordeste como o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve.</p>
<p>Valor: O PMDB é crucial?</p>
<p>González: Se o PMDB for para o governo nos prejudica bastante porque tempo de TV é importante.</p>
<p>Valor: O fato de o PMDB ter as maiores bancadas no Congresso e o maior número de prefeitos não é importante também?</p>
<p>González: Não. Isso não é garantido, pois ninguém sabe se eles vão ajudar mesmo. Alguns só ajudam se receberem recurso material, outros até ajudam adversários. O PMDB de Pernambuco é diferente do de Goiás, que é diferente do Rio. Há a possibilidade remota, mas existente, de eles fecharem com o Serra. Aí nossa chance aumenta muito. A possibilidade em que acredito: o PMDB não vai para ninguém. Aí zera e a eleição fica polarizada entre Serra e Dilma. Mas até o início da campanha ela vai sofrer com matérias que ela não emplaca. Alguém do PT em off criticando, dizendo que o gênio dela é ruim, que ela briga com todo mundo. Só bastidores. Ela vai sofrer com isso.</p>
<p>Valor: E o Ciro?</p>
<p>González: Não emplaca. Primeiro porque não vai ter tempo de TV. Vai ter PSB e mais o tempo igualitário, que vai dar uns dois minutos e meio. Sabe qual a leitura do público? ´Aquele pequenininho lá não vai governar porque não consegue agregar. Tem dois que são pra valer e dois nanicos´. Segundo porque ele é verborrágico e alguém vai provocá-lo. Pode ser o Serra ou até mesmo a Dilma, porque pode se travar uma disputa entre ela e o Ciro pelo segundo lugar. Para nós é o melhor cenário. Isso se o Ciro não tiver cometido nenhum deslize verborrágico, o que eu não acredito.</p>
<p>Valor: E a Marina?</p>
<p>González: É uma candidata interessante, bacana, com história bacana, com aura de seriedade. A única coisa que a prejudica neste momento é o pouco tempo de TV. É pouco para expor as ideias, convencer, seduzir e apaixonar. O eleitor também avalia a capacidade de fazer alianças pelo tempo de TV. A tradução do pouco tempo é esse: o cara não tem força. Ela tende a murchar também.</p>
<p>Valor: Aqui em São Paulo o PSDB faz sucessor sem atropelos?</p>
<p>González: São Paulo sempre é uma eleição complicada. É um lugar com opinião pública forte, gente informada, urbanizada, antenada. Mas acho difícil para a oposição mesmo porque não sei quem é o candidato.</p>
<p>Valor: O Palocci pode ser competitivo em São Paulo?</p>
<p>González: Será um erro se ele sair. Tem uma série de coisas de quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto que ainda não foram resolvidas, assim como o caso do caseiro Francenildo que também não foi resolvido na opinião pública.</p>
<p>Valor: E a disputa entre os tucanos? Alckmin lidera as pesquisas, mas o meio político prefere Aloysio Nunes Ferreira, com dois pontos nas pesquisas. É difícil alavancar o Aloysio?</p>
<p>González: Você pergunta o que é mais difícil, não a minha preferência. Mesmo porque, essa é uma questão partidária e não me caberia opinar. Mas é óbvio que é mais difícil pegar alguém com 3 ou 5 pontos e lutar morro acima para levar a 20, 25 pontos e forçar o segundo turno do que pegar um candidato com 50 pontos, ex-governador do Estado.</p>
<p>Valor: O que é mais determinante ao voto?</p>
<p>González: Tem uma tese do professor João Albuquerque, da USP, defendendo que 15% votam por identificação, o mesmo percentual, por oposição e 70% por expectativa de benefício futuro. A questão central é como se cria uma identificação com o candidato e se desperta no eleitor a confiança de que ele é capaz de melhorar sua vida.</p>
<p>Valor: A internet vai ser importante em 2010?</p>
<p>González: A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.</p>
<p>Valor: Por que?</p>
<p>González: Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios &#8211; 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.</p>
<p>Valor: Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?</p>
<p>González: Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.</p>
<p>Valor: O que o senhor achou da reforma eleitoral recém-aprovada?</p>
<p>González: Lamentável. O Congresso perdeu a oportunidade de limpar as regras eleitorais, de deixar o pleito mais livre. Por exemplo: não se pode usar imagem externa nas inserções ao longo da programação, nos comerciais. Mas se pode usar imagem externa nos programas grandes, em bloco. Qual o motivo?</p>
<p>Valor: Quais são os outros problemas da reforma?</p>
<p>González: A reforma instituiu um &#8220;liberou geral&#8221; nas coligações. Agora é possível, na mesma circunscrição eleitoral, fazer coligações que se contradizem. Essa emenda do &#8220;liberou geral&#8221; para as coligações atende a estratégia governista. Nos últimos anos, prevaleceu a norma que impedia o uso de um espaço eleitoral no rádio e na TV por um candidato a outro cargo. Mesmo assim, em 2006 Lula &#8220;invadiu&#8221; grande parte das campanhas estaduais, principalmente onde o candidato a governador do PT era fraco. Foi parcialmente punido por isso, com perda de tempo de TV. Nem todas as &#8220;invasões&#8221; foram descobertas a tempo de se acionar o TSE. Na eleição de 2010, as campanhas estaduais estão autorizadas a veicular &#8220;imagem e voz&#8221; do candidato a presidente, ou de militante político nacional. Traduzindo: é a licença para Lula e Dilma&#8221; invadirem&#8221; os tempos de propaganda de candidatos a governador, senador e deputados. Vai ser uma festa. Infelizmente, a oposição deixou passar. Vamos ver o que o TSE diz sobre o assunto.</p>
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		<title>O quebra-cabeças Kassab</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 10:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
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		<description><![CDATA[Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.

Os elementos que temos:

1.	José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.

2.	Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.</p>
<p>Os elementos que temos:</p>
<p>1.	José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.</p>
<p>2.	Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.</p>
<p><span id="more-33611"></span>3.	Na Prefeitura, aparentemente exorbitou. Na área imobiliária houve concessões maiores que nos tempos de Paulo Maluf. Ontem, explodiu a notícia de que todos os processos que passavam por ele estão sendo submetidos a um pente-fino, depois de sua saída.</p>
<p>4.	Kassab perde o rumo e sai criando dificuldades em todas as áreas-chave da relação financiadores de campanha-prefeitura. Endureceu na merenda escolar, está endurecendo no lixo, atuou em cima dos fretamentos, pagou a Eletropaulo ao mesmo tempo em que reduzia recursos para a varrição. Politicamente, os movimentos são desastrosos. E fogem completamente do bom senso que ele sempre havia demonstrado até agora.</p>
<p>5.	Ao mesmo tempo, políticos do PSDB sopram para jornalistas que Serra demitiu Kassab do posto de candidato ao governo do Estado.</p>
<p>Por esses movimentos, há muitos indícios de conflitos em torno de financiamento de campanha. É guerra surda, porém pesada.</p>
<p>Acontece que, no momento, o Kassab é uma espécie de última esperança do DEM. É o único membro do partido a ocupar um cargo relevante, a Prefeitura de São Paulo, chave não apenas pela vitrine que representa mas pelo potencial de arrecadação de fundos partidários. Ou seja, o destino do DEM está amarrado ao de Kassab em São Paulo e à aliança com Serra.</p>
<p>Por outro lado, Lula avança na consolidação da aliança com o DEM-2 (o PMDB). Serra tem mais afinidade com o PMDB, mas está perdendo o barco. Pior: com a fritura de Kassab, com a anulação completa do Guilherme Afif Domingos em seu Secretariado, o sinal que passa é que não é leal com aliados.</p>
<p>Em suma, baixada a espuma dos factóides e escândalos federais, o que se observa são sinais de crise próxima na aliança PSDB-DEM.</p>
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		<title>O improvável pacto desenvolvimentista</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 18:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[pacto]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rodrigo Medeiros
O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.

Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Rodrigo Medeiros</h2>
<p>O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.</p>
<p>Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. Conforme tem escrito há pelo menos uma década Dani Rodrik, as sociedades precisam estar abertas à experimentação e a políticas heterodoxas. A análise econométrica empreendida pelo respectivo acadêmico aponta para o fato de que os países que conseguiram sustentar o processo de crescimento econômico após a Segunda Guerra foram capazes de articular uma ambiciosa política de investimentos produtivos com instituições capazes de lidar com os choques externos adversos, não os que confiaram na mobilidade do capital e na redução indiscriminada de suas barreiras alfandegárias.</p>
<p><span id="more-33139"></span>Em síntese, os países devem buscar alargar suas margens de manobra no concerto das nações e experimentar políticas de desenvolvimento capazes de levar em conta suas especificidades e interesses.</p>
<p>A suposta separação entre Estado e mercado não se sustenta como um fato nas realidades vividas pelas sociedades organizadas mais desenvolvidas. Nota-se, ademais, que a cooperação pelo desenvolvimento econômico estrutura relacionamentos duradouros entre ambos, pouco importando em alguns casos qual agremiação política encontra-se à frente do governo nacional. A respectiva divisão do trabalho e a coordenação dos processos inovadores extrapolam a abstrata perspectiva do equilíbrio involuntário.</p>
<p>Tais fatos deveriam ser objeto de reflexões para o debate de 2010. PSDB e PT poderiam convergir em uma agenda progressista para o Brasil? Por que não?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>As prévias tucanas</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 18:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[previas]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcos Doniseti
Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como
“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marcos Doniseti</h2>
<p>Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como</p>
<blockquote><p>“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.”.</p></blockquote>
<p>Assim, é como se o Aécio estivesse dizendo: não faremos prévias, mas quero ser o candidato do partido.</p>
<p><span id="more-33135"></span>Notícias:</p>
<p>Serra e Aécio fazem acordo para evitar prévias</p>
<p>Agência Estado</p>
<p>Não haverá eleições prévias no PSDB para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem.</p>
<p>O acordo tático entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do PSDB, está estabelecido numa frase: “Nada de disputa entre nós”.</p>
<p>No pacto entre os dois governadores não há uma definição de candidato para a cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura Serra como a mais provável. O que define, porém, as prévias como desnecessárias é o acerto de que um terá o apoio do outro para a definição do candidato titular.</p>
<p>Na quarta-feira, em entrevista concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu de público a hipótese de se adotar outro “instrumento de escolha”, que não as prévias, como chegou a sugerir um “conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais”, desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O PSDB e o pré-sal</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/10/o-psdb-e-o-pre-sal/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 13:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Filipe Mazzini
Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.

Abaixo notícia da Agência Estado:

PSDB decide não fazer oposição radical a projeto

O PSDB anunciou a decisão de não fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Filipe Mazzini</span></strong></h2>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/brasil-janio-quadros.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-32965" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/09/brasil-janio-quadros.jpg" alt="" /></a>Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.</p>
<p>Abaixo notícia da Agência Estado:</p>
<p>PSDB decide não fazer oposição radical a projeto</p>
<p>O PSDB anunciou a decisão de não fazer oposição radical no Congresso aos projetos do governo que definem as regras para a exploração do petróleo do pré-sal. Em vez de se opor à adoção do novo modelo de partilha ou à criação da nova estatal do petróleo &#8211; a Petro-Sal -, o partido exigirá do PT que explique as vantagens concretas da mudança, anunciando, por exemplo, quando a Petrobras “capitalizada” baixará os preços da gasolina e do gás de cozinha.</p>
<p>Embora sem fazer oposição ao modelo de partilha, o PSDB assumirá a defesa do sistema atual de concessão, adotado no governo Fernando Henrique Cardoso, mas admite rever o modelo. Os tucanos lembrarão, durante as discussões do pré-sal, que o sucesso do modelo de concessão, de 1998 para cá, foi tão grande que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de US$ 4 bilhões anuais para US$ 29 bilhões ao final do ano passado.</p>
<p>“Vamos defender o modelo que julgamos absolutamente exitoso, mas consideramos a hipótese de atualizá-lo e vamos insistir em uma discussão democrática”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Foi o que ficou acertado em reunião da Comissão Executiva Nacional com líderes do partido da Câmara e do Senado.</p>
<p><span id="more-32964"></span>Tanto Guerra quanto o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG), se dizem convencidos de que o PT e o presidente Lula querem montar uma “armadilha” eleitoral para a oposição no debate e, a partir daí, construir um discurso de campanha para a ministra da Casa Civil e candidata presidencial Dilma Rousseff. “O governo adotou um discurso nacionalista para pôr a oposição nas cordas e está tentando passar a impressão de que somos uma ameaça ao pré-sal. Precisamos desmontar essa conversa fiada”, afirmou Sérgio Guerra, na reunião de hoje.</p>
<p>Os tucanos avaliam que um embate com o governo sobre o petróleo do pré-sal não é conveniente. “Não se trata de querer confrontar partidos em projetos eleitorais, porque esta questão é técnica e deve ser tratada com sobriedade”, disse o senador.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Uma das maiores perdas políticas para o país foi a descaracterização do PSDB. De partido programático, tornou-se apenas um aglomerado pautado por uma mídia que só sabe externar bordões e requentar escândalos.</p>
<p>Por trás dessa degradação está algo mais profundo: o caráter de patrimonialismo político do PSDB, que faz com que não se promovam novas lideranças, novos quadros políticos, mas apenas técnicos. O último líder do partido a estimular novas lideranças foi Franco Montoro. Depois dele, opta-se por essa loucura de colocar um partido com aspirações à presidência sob a presidência de um senador totalmente despreparado.</p>
<p>Não há lideranças capazes de promover o aggiornamento do Fernandismo que contaminou o partido de maneira irreversível.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Análise de etiqueta, em vez de política</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/05/analise-de-etiqueta-em-vez-de-politica/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 13:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[modelo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
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		<description><![CDATA[Um pequeno exemplo entre o conhecimento direcionado e restrito (porque unidirecional) da mídia e a inteligência difusa da Internet, que começa a se concentrar em blogs.

No lançamento do pré-sal, Lula cutucou a oposição, realçando que o petróleo é de todos, e que, se fosse o PSDB, a riqueza seria entregue a estrangeiros.

Lançou na cerimônia um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pequeno exemplo entre o conhecimento direcionado e restrito (porque unidirecional) da mídia e a inteligência difusa da Internet, que começa a se concentrar em blogs.</p>
<p>No lançamento do pré-sal, Lula cutucou a oposição, realçando que o petróleo é de todos, e que, se fosse o PSDB, a riqueza seria entregue a estrangeiros.</p>
<p>Lançou na cerimônia um dos lances mais argutos para as próximas campanhas presidenciais.</p>
<p>A oposição se enrolou toda, conforme se poderá conferir no post <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/04/o-que-serra-pensa-do-pre-sal/" target="_blank">&#8220;O que Serra pensa do pré-sal&#8221;</a>.</p>
<p>O quebra-louças que o PSDB colocou na presidência do partido, senador Sérgio Guerra, saiu dando tiros em defesa do velho modelo. Serra se enrolou todo. Um jornalista afirmou que, para Serra, as leis de agora poderão ser modificadas depois. A outro, Serra declarou que é a favor das regras atuais do pré-sal. Um terceiro ouviu seus principais assessores que disseram reservadamente &#8211; para a repórter e para os 200 mil leitores da Folha &#8211; que o novo modelo é uma mixórdia, mas que Serra nada dirá para não entrar no jogo do Lula. E, dizendo assim, entraram todos no jogo.</p>
<p>Nos jornais do dia seguinte, os principais analistas políticos comentavam&#8230; a grosseria do Lula em cutucar o antecessor em uma cerimônia comemorativa. Onde havia um grande lance estratégico, viram&#8230; falta de modos.</p>
<p>Aqui no Blog, o leitor Adroaldo matou de imediato a charada:</p>
<h3><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/02/os-macunaimas-na-politica/" target="_blank">Os macunaímas da política</a></h3>
<h3>Por Adroaldo</h3>
<blockquote><p>A cutucada no PSDB, no seu discurso, foi uma provocação proposital, e eles caíram direitinho. Lula acena para a nação com a possibilidade da sua redenção através da riqueza descoberta. Diz que ela é de todos e tem que ser administrada em proveito de todos, com as prioridades que todos reconhecem como legítimas. Ao mesmo tempo, afirma que, se dependesse do PSDB, ou a riqueza não seria descoberta, ou seria entregue a estrangeiros. E aí vem o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e faz um discurso furioso contra &#8220;o cara&#8221; que anuncia, com bases sólidas, a grande perspectiva de um futuro melhor para o país.</p></blockquote>
<blockquote><p>Lula deve estar rolando de rir. E se o Serra realmente deseja disputar a próxima eleição, vai ter que mandar seus aliados calarem a boca e pararem de dizer besteiras.</p></blockquote>
<p>Só de ontem para hoje caiu a ficha do chamado jornalismo político.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O PSDB atrás do discurso</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/29/o-psdb-atras-do-discurso/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/29/o-psdb-atras-do-discurso/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 13:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição - apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.

Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição &#8211; apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.</p>
<p>Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de queimar recursos do Estado financiando a mídia &#8211; que o apoia nos casos de asssassinato de reputação -, de não se importar em desestabilizar a política para alcançar seus objetivos, José Serra tentará recuperar a imagem de candidato programático? O Serra dos Conselhos de Saúde, da ligação com pastorais, das teses econômicas claras não existe mais. Em seu lugar entrou o Serra que comanda Itagibas, Jungmanns, Maias, Reinaldos e o que tem de mais barra-pesada na política e na imprensa brasileiras.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090829/not_imp426471,0.php" target="_blank">PSDB q<span style="text-decoration: underline"></span>uer abandonar crítica a projetos de Lula</a></h3>
<p>Estratégia é dar ?visão positiva? sobre programas sociais e esquecer discurso da &#8221;porta de saída&#8221;</p>
<p>Wilson Tosta, RIO</p>
<p>O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma &#8220;visão positiva&#8221; dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá &#8220;nem de longe&#8221; a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos &#8211; apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.</p>
<p><span id="more-32646"></span>Agora, os tucanos deverão abandonar as críticas ao programa e reconhecer que seu desenvolvimento foi correto. &#8220;A orientação do partido é dar essa visão positiva dos programas, reconhecer os programas do governo Lula, elogiar o que têm de positivo e desenvolver propostas. Nada que tenha a ver com aquela história de porta de saída. Porta de saída é tudo que a gente precisa para se dar mal. Não é nada&#8221;, disse Guerra.</p>
<p>Com medo de perder votos, o PSDB, assim, abandonará uma das principais críticas que fazia à área social do governo Lula &#8211; a de que seus programas tornariam os beneficiários dependentes da ajuda e sem alternativas para ter uma vida econômica sem ajuda do Estado. O senador comandou reunião da bancada federal tucana para discutir as eleições de 2010, no Hotel Sheraton Barra, da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.</p>
<p>Guerra disse que todos ou quase todos os programas sociais foram inventados pelo PSDB (que governou o País de 1995 a 2002) e desenvolvidos pelo presidente Lula, com cujo governo acabaram identificados. &#8220;Achamos que o desenvolvimento foi correto. Isso é verdade&#8221;, elogiou. &#8220;O que vamos ter é propostas para essa área social, muito precisas.&#8221; Ele afirmou que, em 2006, no segundo turno, foi organizado no Nordeste um &#8220;projeto de massificação da ideia&#8221; de que o PSDB, se vencesse, acabaria com os programas sociais.</p>
<p>YEDA</p>
<p>Em análise reservada sobre a situação do partido nos Estados, Guerra avaliou que, no Rio Grande do Sul , onde a governadora tucana Yeda Crusius enfrenta acusações de corrupção, &#8220;acendeu a luz vermelha&#8221;. O alerta foi causado por pesquisas eleitorais indicando que, no Estado, a pré-candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, ultrapassou o provável postulante tucano, governador José Serra, que estaria sofrendo desgaste por causa da crise política enfrentada pela governadora.</p>
<p>Uma assessoria do comando nacional tucano foi imposta a Yeda, revelou Guerra, que esteve recentemente com a governadora. &#8220;Ela precisa aceitar a ampla reforma de seu governo&#8221;, disse, em exposição para os deputados e senadores.</p>
<p>No Rio, o lançamento da pré-candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV fez surgir novos problemas, segundo o senador. O PSDB não aceita que o deputado Fernando Gabeira (PV) seja candidato a governador com dois palanques &#8211; um com Marina, outro com Serra. Cerca de 30 parlamentares tucanos participaram do encontro, que começou na quinta-feira e terminou ontem.</p>
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		<title>Toma que o filho é teu</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 12:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Da Folha
Petista foi leviano ao criticar PSDB, diz FHC
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer "ganhar o Senado no tapetão" ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000010035?nocover=true" target="_blank">Petista foi leviano ao criticar PSDB, diz FHC</a></h3>
<p>CATIA SEABRA<br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer &#8220;ganhar o Senado no tapetão&#8221; ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). &#8220;O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (&#8230;) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas&#8221;, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a &#8220;desagregação&#8221; da Casa.</p>
<p>E reiterou que &#8220;Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras&#8221;. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: &#8220;O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula&#8221;.</p>
<p>Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele &#8220;não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema&#8221;. &#8220;Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral.</p>
<p>A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.&#8221; (&#8230;)</p>
<h3>Da Dora Kramer sobre Arthus Virgílio</h3>
<blockquote><p>Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada.</p></blockquote>
<p>Essa história do PSDB se permitir ser levado por esses jogos oportunistas de mídia é veneno na veia, conforme demonstrado nessa tática de tentar se desvencilhar do cadáver a bordo.</p>
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		<title>FHC e o erro da causalidade</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 13:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[escândalo]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
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		<description><![CDATA[Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.

O tiro no pé foi ter recorrido - como figura maior do PSDB - a uma lógica binária, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.</p>
<p>O tiro no pé foi ter recorrido &#8211; como figura maior do PSDB &#8211; a uma lógica binária, tiro no pé. Se o PT fez e ganhou, se fizermos, ganharemos.</p>
<p>O PT não ganhou pelo exercício reiterado da escandalização. Essa era a face mais condenável e negativa do partido. Não sei se a face de oposição civilizada garantiria a vitória ao PSDB. Mas certamente seria muito mais legítima e eficaz do que essa visão carbonária, que fez com que a cara do partido fosse Jungman, Itagiba, Virgilio, Álvaro Dias e a parte mais podre do jornalismo.</p>
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		<title>Estudo do PSDB desmascara sua CPI</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[CPI]]></category>
		<category><![CDATA[José Roberto Afonso]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Como se monta ou se prorroga uma CPI? Conta-se uma inverdade, cria-se a marola, depois pouco importa se o fato relatado era mentiroso.

Exemplo 1 - O relatório com conclusões falsas que a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) passou para a revista Veja, sobre suposta escuta ambiental no órgão. Era falso. Resultou na prorrogação da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se monta ou se prorroga uma CPI? Conta-se uma inverdade, cria-se a marola, depois pouco importa se o fato relatado era mentiroso.</p>
<p><span style="color: #888888">Exemplo 1</span> &#8211; O relatório com conclusões falsas que a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) passou para a revista Veja, sobre suposta escuta ambiental no órgão. Era falso. Resultou na prorrogação da CPI do Grampo. Tempos depois, na entrevista concedida à UOL, Gilmar Mendes candidamente admitiu que os dados poderiam ser furados, mas eram &#8220;verossímeis&#8221;. Em qualquer país com mídia séria, seria um escândalo.</p>
<p><strong>Exemplo 2</strong> &#8211; A operação contábil da Petrobras, visando reduzir o pagamento de impostos quando a crise interrompeu a liquidez do sistema financeiro.</p>
<p>Escrevi na época que era bobagem, que toda grande empresa recorre à engenharia fiscal, que a medida tinha fundamentação jurídica, mesmo podendo ser questionada pela Receita.</p>
<p>Hoje, no Valor, matéria de César Felício: <a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQojSgoQ_-qeoZ0k" target="_blank">&#8220;Manobra contábil da Petrobras é usada por grandes empresas, sugere estudo&#8221;.</a></p>
<p>Que estudo é esse? Preparado por José Roberto Afonso, consultor do PSDB para assuntos fiscais e tributários, um dos pais da Lei de Responsabilidade Fiscal.</p>
<p>Diz a matéria:</p>
<blockquote><p><span id="more-31060"></span>Estopim para a criação de uma CPI no Senado, a manobra contábil da Petrobras, que deixou de recolher três meses de contribuições, reforçando seu caixa em R$ 4 bilhões este ano, pode ter sido seguida pela maioria dos grandes contribuintes do País. Um estudo preparado pelo economista José Roberto Afonso, consultor do PSDB, com base em dados coletados no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que tem acesso ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), detalha a queda na arrecadação tributária federal no primeiro quadrimestre deste ano, que é desproporcional à redução do PIB . Enquanto o Produto Interno Bruto teve uma redução de 1,8% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período no ano passado, as receitas federais tiveram uma redução de 7,2% de janeiro a abril, percentual que sobe a 8,7%, caso se retirem as receitas previdenciárias. Em termos absolutos, houve uma perda de R$ 11 bilhões.</p></blockquote>
<blockquote><p>(&#8230;) Um sinal neste sentido é a retração maior na arrecadação do IRPJ pelo lucro real, regime de recolhimento das grandes companhias. Enquanto o IR do lucro real caiu 19% até abril, a arrecadação do imposto pelo lucro presumido, regime das pequenas e médias empresas, cresceu 4,6% no mesmo período. &#8220;Uma hipótese para explicar o resultado é que grandes contribuintes estejam deixando de recolher para ter mais acesso a crédito, com mecanismos de compensação tributária&#8221;, observa o texto. Entre os pequenos e médios contribuintes o desempenho é diverso em função do menor acesso a ferramentas de compensação tributária.</p></blockquote>
<blockquote><p>(&#8230;)  Os dados mostram que, mesmo depois da Petrobras encerrar a sua compensação tributária e voltar a recolher as contribuições em abril, a arrecadação federal acelerou a queda: de retração de 4,4% em março para 8,8% em abril, quando comparada com igual mês no ano anterior, o que pode ser um indicativo de que os mecanismos de compensação tributária foram seguidos por outras grandes empresas.</p></blockquote>
<blockquote><p>(&#8230;)  O estudo mostra ainda outro sinal de queda desproporcional da arrecadação, ao abordar as instituições financeiras. A redução no primeiro quadrimestre da estimativa mensal do lucro no IRPJ deste setor foi de 28%.</p></blockquote>
<p>Ou seja, o PSDB sabe que a denúncia é um factóide, sabe que traz intranquilidade para o país em um momento de esforço nacional para superar a crise, sabe que lança suspeitas sobre o partido, de que os interesses em jogo são a regulamentação do pré-sal, mas segue em frente.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O PSDB que poderia ter sido</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 14:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[O aturdimento do editorial do Estadão com o aturdimento do PSDB é curioso. O grande erro do PSDB foi ter embarcado na onda midiática da guerra sem quartel.
O Estadão
O aturdimento do PSDB
A reportagem no Estado de domingo, Para voltar ao poder, PSDB aposta até na neurociência, é um retrato desalentador da desorientação que os anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O aturdimento do editorial do Estadão com o aturdimento do PSDB é curioso. O grande erro do PSDB foi ter embarcado na onda midiática da guerra sem quartel.</p>
<h2>O Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRItSwoQiJTch5ok" target="_blank">O aturdimento do PSDB</a></h3>
<p>A reportagem no Estado de domingo, Para voltar ao poder, PSDB aposta até na neurociência, é um retrato desalentador da desorientação que os anos Lula infligiram à legenda oposicionista que em dias melhores se distinguia por reunir um patrimônio intelectual incomum para os padrões partidários nacionais. Com dois presidenciáveis de peso, o governador paulista José Serra e o seu colega mineiro Aécio Neves, mas desprovido de &#8220;discurso&#8221;, o sinônimo corrente de mensagem, os tucanos também tateiam em busca de um caminho para chegar ao eleitorado que decidirá a sorte da sucessão de 2010 &#8211; os 58 milhões de brasileiros, ou 45% do total de votantes potenciais, que podem escolher tanto um candidato do PT como do PSDB, segundo as pesquisas.<span id="more-30898"></span></p>
<p>Em português claro, os tucanos não sabem nem o que dizer nem como dizê-lo. De tal modo Lula conseguiu assumir a paternidade da política econômica e dos projetos sociais implantados sobretudo no segundo mandato do presidente Fernando Henrique que 67% dos entrevistados numa sondagem para este jornal, em 2007, apontavam o seu sucessor como o maior responsável pela estabilidade da economia. E vá um tucano dizer a qualquer dos 45 milhões de beneficiários do Bolsa-Família que o programa descende em linha direta do Bolsa-Escola do governo FHC e a reação variará entre a incredulidade e o escárnio. Melhor faria, como Serra e Aécio já afirmaram que farão, se elogiasse a benesse e prometesse ampliá-la.</p>
<p>(&#8230;) Mas Lula não teria conseguido sequestrar a política nacional e ditar os termos das disputas eleitorais se, depois de desperdiçar a sua melhor oportunidade, no auge das denúncias do mensalão, quando ele cogitou seriamente de desistir da reeleição, os tucanos não tivessem sido acometidos de uma catatonia desmoralizante. Agora, diante de um prato feito &#8211; os vexames em série proporcionados pelos políticos no Congresso e respaldados pela complacência cínica do presidente da República -, o máximo que os tucanos fizeram foi ecoar burocraticamente, e olhe lá, as denúncias da imprensa. (&#8230;)</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Quanto terminaram as eleições de 2006, escrevi várias vezes sobre o tema. A campanha sistemática da mídia, tentando derrubar o governo Lula, cansara. O novo tempo seria o da política.</p>
<p>Acreditava que com José Serra em São Paulo, Aécio Neves, em Minas e Lula em Brasília, haveria a possibilidade dos negociadores se imporem sobre os guerreiros.</p>
<p>O que o leitor não queria ewra justamente a manutenção desse clima de guerra artificial, alimentado fundamentalmente pela grande mídia.</p>
<p>Quando escrevi a coluna abaixo, Serra me telefonou. No começo, acenou com a possibilidade de fundar um novo partido, desvencilhando-se da herança fernandista.  Depois, disse que, em geral, concordava com minhas ideias, mas agora não: FHC era seu amigo e aliado.</p>
<p>Nos anos seguintes, pegou o que de pior a herança fernandista tinha. Deslumbrou-se como um neófito com o canto de sereia de certo colunismo de guerra, passou a se valer cada vez mais de blogueiros de esgoto para atingir adversários, passou a dedicar a maior parte do seu tempo a articular as Vejas, Globos, Jungmans, Itagibas da vida, e se esqueceu da política e da gestão, abandonou suas raízes para vestir o figurino da direita raivosa.</p>
<p>Como diz um amigo comum, Serra é inteligente para algumas coisas. Mas é politicamente burro.</p>
<p>Agora vem o Estadão questionar que o PSDB não sabe o que quer. Nâo sabe porque foi atrás, entre outros, do Estadão. E o que faltou ao PSDB, segundo o jornal? Ter aproveitado o momento certo para derrubar Lula. Incareditável!</p>
<p>Obviamente a coluna abaixo foi escrita em um momento em que acreditava que Serra tivesse estofo de estadista.</p>
<h2>Do Blog</h2>
<p>29/10/2006 &#8211; 11:28<br />
<a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2006/10/29/o-terceiro-tempo/" target="_blank"></a></p>
<h3><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2006/10/29/o-terceiro-tempo/" target="_blank">O Terceiro Tempo</a></h3>
<p>Essas eleições são as mais importantes dos últimos 17 anos, por marcar definitivamente o fim da era Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>O estilo FHC, da dubiedade programática, significava acenar com algum espaço para os desenvolvimentistas, fazer o jogo interno do partido, com a clara intenção de anulá-los como força autônoma, e mantê-los debaixo da asa do mercadismo avassalador da PUC-Rio.</p>
<p>Esse mesmo estilo foi adotado por Lula, ao apostar na polarização Palocci-Dirceu. A Dirceu era permitida a retórica; a Palocci, a caneta. Nos dois casos, FHC e Lula, terceirou-se a política econômica para essa entidade mística chamada Mercado, acreditando que qualquer outra forma de gestão econômica significaria populismo, desequilíbrio fiscal, volta aos anos 80 (bordão predileto desse pessoal).</p>
<p>Terceirizou-se, mas a política econômica não entregou o que prometeu: desenvolvimento.</p>
<p>Do lado da oposição, segunda-feira FHC vestirá o pijama, assumem José Serra e Aécio Neves, e poderá haver a recuperação do primado da Política sobre o Mercado.</p>
<p>Até agora, Aécio tem tentado brandir a bandeira gerencial. O que fez em Minas Gerais é importante do ponto de vista de gestão, mas insuficiente do ponto de vista de projeto nacional. Aécio entendeu uma das pernas do novo modelo político &#8211; a gerencial -, mas não tem nenhuma definição conhecida sobre todas as demais &#8211; a dimensão da política econômica, das políticas sociais, inserção do Brasil no mundo etc.</p>
<p>De seu lado, há muitos anos José Serra já era visto como o quadro mais preparado do PSDB. Tem história, idéias, quadros e, desde 1994, era o lado do PSDB que representava a modernização com responsabilidade fiscal e engajamento social.</p>
<p>Em 1994, a eleição de FHC jogou Serra para segundo plano, e congelou o que se poderia chamar de &#8220;serrismo&#8221;, que crescia a olhos vistos desde fins dos anos 80.</p>
<h3>A árvore e o parasita</h3>
<p>Desde então, desenvolveu-se essa relação política entre ele e FHC que, um dia, ainda será dissecada por algum especialista em psicologia pública (se é que existe a matéria).</p>
<p>Enquanto presidente, FHC deu &#8220;oportunidades&#8221; a Serra, no início como Ministro do Planejamento sem voz; depois, como Ministro da Saúde, sem voz política, mas com visibilidade nacional.</p>
<p>O cargo de Ministro garantiu a Serra o cacife para manter-se como o grande homem do partido, após o próprio FHC. Mas garantiu a FHC manter por perto &#8211; e sem voz política &#8211; a pessoa que ele sabia ser o único em condições de ser uma alternativa de poder muito mais completa e consiste que o fernandismo.</p>
<p>Quando o reinado FHC foi chegando ao fim, em 2002, FHC passou a adotar uma relação parasitária explícita com Serra. Este se tornou a árvore; FHC o parasita, a planta que orna a árvore, deixa-a mais bonita até, mas suga as suas seivas. (Atenção: não estou desrespeitando FHC chamando-o de parasita; o termo se refere a um tipo de relação pessoal, muito associada ao fenômeno biológico).</p>
<p>Lançou-o candidato à sua sucessão em 2002, mas operou insistentemente contra sua candidatura. Agora, dá entrevistas e lança iscas em direção à árvore, admitindo-o como o melhor quadro do partido. Ao mesmo tempo, acena com a guerra como estratégia política. Em quadro de guerra, o parasita comanda a árvore; em quadro de negociações políticas e redefinições programáticas, a árvore comanda. Caindo na armadilha da relação parasitária, e da guerra, a árvore seria subjugada pelo parasita.</p>
<p>Mais ainda. A dubiedade programática de FHC já sugou todas as energias do galho PSDB. Depois de deixar o governo, FHC deixou de ser o includente, o que juntava todas as forças debaixo da sua asa, e conseguia com seu pragmatismo e habilidade anular todas as idéias, pasteurizar todas as posições. Sua imagem ficou indelevelmente ligada a um estilo de elitismo superficial, mas suficientemente poderoso para estigmatizar quem se aproxime politicamente dele.</p>
<p>Parece claro que haverá a reorganização partidária &#8211; que antecipei aqui há algumas semanas. Mas será com um novo partido, pela impossibilidade de dissociar o PSDB da pesada herança fernandista.</p>
<p>Não há maneira da árvore sobreviver, se mantida essa relação com o parasita. Homem de lealdades, Serra vacilará até o último instante em aceitar um rompimento, ainda que político, com o amigo. Mas não acredito que haja outra alternativa.</p>
<h3>A volta do pêndulo</h3>
<p>Os próximos anos serão indelevelmente marcados pela volta do pêndulo, pelo fim das simplificações programáticas e pela compreensão do país como um todo.</p>
<p>As idéias-força do próximo tempo terão, como ponto central, a reconciliação da política com o povo, o primado da Política sobre o Mercado, a visão do país como uma realidade complexa em que já nos tornamos, com algumas idéias-força que terão que ser compatibilizadas.</p>
<p>1. A campanha atual mostrou o extraordinário divórcio entre princípios de modernização e o pensamento da opinião pública majoritária. A privatização foi demonizada, em si, princípios de gestão desmoralizados junto a grande parte da população eleitora. Esses valores terão que ser recuperados, mas dentro de uma nova ótica. As novas lideranças terão que demonstrar que modernização e eficiência são ferramentas para melhorar a vida de todos.</p>
<p>2. O primado das políticas sociais. A inclusão social é peça central na recuperação do conceito de Nação. Não se pode permitir essa falsa dicotomia entre carga de impostos e gastos sociais. Tem que ser entendida como possibilidade de ampliação do mercado interno, de passo essencial para a construção de uma futura grande nação, não apenas por seus aspectos econômicos, mas por permitir o exercício da solidariedade nacional.</p>
<p>3. Projeto nacional de desenvolvimento. A nova bandeira precisará casar a idéia do desenvolvimento nacional juntando crescimento, solidariedade social e eficiência gerencial. Terá que haver um projeto nacional suficientemente abrangente para juntar trabalhadores e empresas, grande empresariado nacional e multinacional instalado aqui com pequenas empresas, movimentos sociais e projetos modernizadores. A maneira de romper com essa divisão que marcou as eleições, entre ricos e pobres, é acenar com um projeto de desenvolvimento suficientemente claro, que permita a cada ator se ver nela, saber onde contribuir e como ganhar.</p>
<p>Se o novo partido em gestação que vem por aí conseguir empunhar essa bandeira, mudará a história do país. Pela primeira vez em doze anos se terá um partido com clareza programática. A força dessa clareza programática permitirá à oposição criar uma alternativa real de poder político; e empurrará o governo Lula para romper com o estilo FHC que marcou os últimos quatro anos.</p>
<p>Enfim, o país entrará no terceiro tempo podendo, pela primeira vez, reunir condições concretas para romper com o pacto da estagnação que marcou oito anos de governo FHC e quatro de governo Lula.</p>
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		<title>O PSDB social x PSDB policial</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 13:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Estadão
Para voltar ao poder, PSDB aposta até em neurociência
Na busca por uma agenda que neutralize a propaganda governista em 2010 e evite a terceira derrota consecutiva em eleição presidencial, o PSDB começou a calibrar seu discurso, baseado em análises de especialistas em "psique" eleitoral e em célebres estrategistas estrangeiros que defendem a emoção como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQmISgoQ-c_GtZkk#SDQwUSwoQqY6mtpkk" target="_blank">Para voltar ao poder, PSDB aposta até em neurociência</a></h3>
<p>Na busca por uma agenda que neutralize a propaganda governista em 2010 e evite a terceira derrota consecutiva em eleição presidencial, o PSDB começou a calibrar seu discurso, baseado em análises de especialistas em &#8220;psique&#8221; eleitoral e em célebres estrategistas estrangeiros que defendem a emoção como fator determinante na política. A ideia é engavetar o lema da &#8220;gerência&#8221;, usado na campanha de 2006, e focar na defesa de projetos e iniciativas sociais.</p>
<p>Há cerca de três meses, os tucanos contrataram o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor de A Cabeça do Brasileiro e Por que Lula?, para fazer pesquisas que deem um diagnóstico sobre o que o eleitor deseja na próxima disputa. Almeida já produziu duas análises para o PSDB, que foram submetidas à direção do partido e a seus parlamentares. Essas informações têm servido de ponto de partida para a formatação de um discurso que atinja grande parte do eleitor que aprova o governo Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Compare o post de baixo com este. Em nenhum momento o principal candidato do PSDB, José Serra, deu atenção às políticas sociais. Trabalhou com a ideia de que eleitor não tem memória, mandou às favas sua biografia e suas ideias históricas, trocou pelo figurino Maluf de truculência policial. E, agora? O principal candidato do PSDB passou a encarnar a direita do DEM &#8211; que sempre causou urticária nos melhores quadros tucanos? Como retomar o discurso social?</p>
<p>O cientista social a quem estão recorrendo é o mesmo cujo livro foi utilizado pela <strong>Veja</strong> para demonstrar que a elite é ética e o povo não, um monumento à segregação, quando a grande obra política consistiria em unir elite e povo em torno de um projeto comum.</p>
<p>A rigor, a única bandeira consistente do partido continua sendo o modelo de gestão em Minas.</p>
<p>Melhor seria, em vez de neurocientistas, consultar um pai-de-santo.</p>
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		<title>O PSDB órfão</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 22:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[Bresser-Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Neves
Pra não dizer que o PSDB está marcado por personagens atoladas na lama neoliberal, deixo um endereço que vale a pena ser frequentado. Trata-se de alguém que foi do governo FHC e não se maculou no charco. É uma voz que o partido deveria ouvir mais, principalmente agora diante da crise. Minha dica de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Neves</h2>
<p>Pra não dizer que o PSDB está marcado por personagens atoladas na lama neoliberal, deixo um endereço que vale a pena ser frequentado. Trata-se de alguém que foi do governo FHC e não se maculou no charco. É uma voz que o partido deveria ouvir mais, principalmente agora diante da crise. Minha dica de sítio de idéias na rede:</p>
<p><a href="http://www.bresserpereira.org.br/" target="_blank">http://www.bresserpereira.org.br/</a></p>
<p>Aos peessedebistas cabem ler mais artigos como este abaixo, um bálsamo depois de ler as bobajadas do Goldman:</p>
<h3>A moral e a crise</h3>
<p>Luiz Carlos Bresser-Pereira</p>
<p>A crise que hoje enfrenta o capitalismo é econômica, mas suas causas são também políticas e morais. A causa imediata foi a quebra de bancos americanos devido à inadimplência das famílias em relação a dívidas hipotecárias que, em um mercado financeiro cada vez mais desregulado, puderam crescer sem limites porque os bancos se valiam de &#8220;inovações financeiras&#8221; que lhes permitiam empacotar os respectivos títulos de tal maneira que os novos pacotes pareciam, aos novos credores a quem eram repassados, mais seguros do que os títulos originais. Quando a fraude foi descoberta e os bancos quebraram, a confiança das famílias e empresas, que já estava profundamente abalada entrou em colapso. Elas passaram a se proteger adiando todo tipo de consumo e de investimento, a demanda agregada sofreu uma queda vertical e a crise, que era inicialmente apenas bancária, se transformou em crise econômica.<span id="more-29828"></span></p>
<p>Essa explicação é razoável, mas, dado que no seu centro está a questão da confiança, pergunto: será que a confiança foi perdida por motivos meramente econômicos &#8211; pela dinâmica do ciclo econômico, pela natureza intrinsecamente instável do capitalismo &#8211; ou na base da crise está uma questão política e moral? É verdade que o sistema econômico capitalista é instável, mas desenvolvemos durante todo o século 20 uma série de instituições que, todos esperavam, fossem capazes de reduzir substancialmente a gravidade das crises. E, de fato, no pós-guerra, nos &#8220;30 anos gloriosos do capitalismo&#8221; (1945-1975) &#8211; tempos do novo Estado social e da macroeconomia keynesiana &#8211; as crises perderam frequência e intensidade, as taxas de crescimento econômico foram elevadas e a desigualdade econômica diminuiu.</p>
<p><a href="http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=3052" target="_blank">Continua aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A dificuldade do discurso alternativo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/04/05/a-dificuldade-do-discurso-alternativo/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 12:53:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Goldman]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.

No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.</p>
<p>No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que escreveu nos últimos dois anos e levantar as palavras do ordem, haverá uma miscelânea dos diabos. Solta uma palavra de ordem hoje, os fatos a superam amanhã.</p>
<p>Quando vi o título do artigo de Goldman na Folha &#8220;Os equívocos do PT&#8221;, julguei que poderia encontrar pontos mais objetivos para o debate político. Ledo engano. Goldman se apegou ao padrão Serra de oposição, que consiste em jogar fora todas as bandeiras que abraçou no passado e se fixar nos temas que estimulem um falso confronto ideológico. Passa-se ao largo do ponto mais vulnerável da política econômica de Lula &#8211; a política monetária-cambial e a ineficiência do sistema de crédito, a subordinação do Banco Central ao mercado &#8211; porque os aliados preferenciais de Serra passaram a ser essa estrutura de poder (da qual faz parte a chamada grande mídia). Então, vai-se falar o quê? Do Foro São Paulo, óbvio.</p>
<p>Nem Goldman, com toda sua experiência, conseguiu se livrar dessa armadilha mediocrizante.</p>
<p>Leia o artigo e minhas observações.<span id="more-29819"></span></p>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSIxSwoQx8m2sYck" target="_blank">Os equívocos do PT<br />
</a></h3>
<p>A RESOLUÇÃO política do Diretório Nacional do PT de 10/2, que se propõe a analisar a crise econômica internacional, seus desdobramentos no Brasil e sua influência nos debates da sucessão presidencial é um documento que, além de simplista, é revelador.</p>
<p>Nele o PT se recusa a fazer a análise de maneira profunda, preferindo sentenciar: &#8220;Estamos diante de uma crise do sistema capitalista como um todo, na forma neoliberal que assumiu nos últimos 30 anos&#8221;. É isso mesmo?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">É uma primeira confusão. As eleições de 2010 não estarão julgando programas do PT, mas de Lula &#8211; e Goldman sabe que há uma diferença.<br />
</span></p>
<p>O mundo experimentou de 2003 a 2007 o mais intenso ciclo de expansão econômica da história, e o Brasil se beneficiou da globalização da economia mundial, com bem menos eficiência, é verdade, que países como China, Índia, Coreia do Sul e Rússia.<span style="text-decoration: underline"><br />
</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline">Olha a confusão. Aqui ele está criticando os resultados da política econômica implementada sob hegemonia do Banco Central. Confira mais adiante.</span></p>
<p>É fato, porém, que o sistema capitalista sofre crises cíclicas e que a atual foi precipitada pelos riscos assumidos pelos mercados financeiros e agravada por deficiências na regulamentação das suas atividades exercida pelas agências governamentais de controle.</p>
<p>Agora, acreditar, como faz o PT, que a crise significa um tiro de morte no sistema de produção capitalista é uma aposta que não possui nenhuma aderência à realidade. Mesmo porque inexiste hoje no mundo qualquer alternativa de organização do sistema econômico que não nos moldes da economia de mercado, com graus diferenciados de intervenção estatal -não só necessária como legítima.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Acreditar que o eleitor vai acreditar que Lula é contra o sistema capitalista não possui nenhuma aderência com a realidade &#8211; </span><span style="text-decoration: underline">- para usar as palavras de Goldman &#8211; </span><span style="text-decoration: underline">.<br />
</span></p>
<p>Diferentemente do que pensa o PT, a superação da crise, dada sua profundidade e seu alcance, passa por uma reforma profunda das atividades financeiras em escala global e na redefinição de atividades econômicas nos países desenvolvidos, rompendo-se as cadeias de subsídios e ineficiências explicitadas por ela.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Pergunta: o que Lula tem enfatizado nos encontros internacionais?<br />
</span></p>
<p>Ao PT, que se coloca como arauto de um projeto de &#8220;horizonte socialista&#8221;, exaltado na resolução, cabe a reflexão, ainda que tardia, sobre o desaparecimento no final do século passado dos regimes socialistas e comunistas do Leste Europeu. O que o PT pretende alcançar? Qual é o outro modelo econômico-social de que fala o PT?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">É a volta do Foro São Paulo. Não cola.<br />
</span></p>
<p>É a volta à economia centralizada e seus mirabolantes e ineficazes planos quinquenais, com a presença esmagadora do Estado? É a instituição do regime político de partido único a conduzir todas as atividades político-econômicas? Ou é a simples troca de um projeto de nação por um projeto de poder, conforme denunciou Frei Betto em recente entrevista?</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Nem Goldman conseguiu escapar da armadilha dos argumentos da guerra fria. Eita armadilha em que Serra meteu a oposição, ao se aliar à Veja e ao subordinar-se ao discurso de FHC.<br />
</span></p>
<p>Encontramos na resolução petista a seguinte afirmação: &#8220;Os neoliberais que nos antecederam no governo do Brasil, que ainda governam Estados brasileiros e cidades muito importantes, que têm forte presença no Congresso Nacional (&#8230;)&#8221;. Ora, ora, ora, se não são os vícios de uma esquerda de pensamento antidemocrático se manifestando na expressão &#8220;ainda&#8221;.</p>
<p>Como se as conquistas do recente processo de democratização do país -o pluripartidarismo e a convivência de vários partidos no comando de Estados e municípios- fossem uma excrescência, e não a normalidade da vida democrática, e como se ao governo Lula se opusesse apenas uma corrente do pensamento político nacional.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Sérgio Motta propunha vinte anos de hegemonia. Faz parte da lógica de TODOS os partidos políticos, propor a vitória em todos os níveis sobre os adversários. Novidade seria se essa política estivesse sendo implementada no governo, com intuito ditatorial.</span></p>
<p>Ora, ninguém minimamente lúcido, no Brasil ou no mundo, deseja uma recessão econômica. Os empresários porque, com ela, perdem muito dinheiro, e os trabalhadores porque perdem o emprego. Logo, a luta contra a recessão não é um privilégio petista. Agora, afirmar que a crise pode apressar a transição para o tal horizonte socialista, conforme afirma a resolução, não passa de delírio.</p>
<p>Se o governo Lula seguiu uma direção correta, foi ter-se mantido na trilha aberta pelo governo FHC de controle da inflação, responsabilidade fiscal, aumento da participação da iniciativa privada nos projetos de infraestrutura e fortalecimento do sistema financeiro nacional.<span style="text-decoration: underline"><br />
</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline">Viu só a contradição inevitável? Porque o país foi a economia que menos cresceu no período de bonança global, se a receita estava certa? Como elogiar a continuidade da política econômica e, ao mesmo tempo, criticar os resultados? Falta de reformas explicaria? Ora, o próprio Serra sempre defendeu que instrumentos macroeconômicos são muito mais relevantes do que as reformas para criar um ambiente de crescimento.</span></p>
<p>Mas batizar com novos nomes programas em andamento (o PAC é isso) ou assumir como sua a criação de projetos gestados no passado pode funcionar no campo da propaganda, mas não esconde a verdade: o que o governo Lula tem de melhor foi e é a continuidade -em uma fase de grande desenvolvimento da economia mundial, que se iniciou em 2003 e durou até 2008- de esforços do governo anterior, algo que o governo Lula se recusa a reconhecer. Até quando vão fugir das responsabilidades com as dificuldades por que passa o país?</p>
<p>Eis aqui a minha modesta contribuição ao debate ideológico. Estou convicto de que a sociedade brasileira deve travar esse debate para 2010 e optar entre um projeto de poder de exclusividade de um grupo político ou um projeto de país com foco na justiça social, comprometido com a ampliação dos espaços democráticos e de cidadania.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Não adianta. O fantasma de FHC não permite discursos alternativos por parte do PSDB. É uma pena. Antes de virar governador, José Serra tinha ideias claras sobre os erros de política econômica dessa &#8220;herança virtuosa&#8221; de FHC. Abandonou-as todas. Vez por outra, o ectoplasma do velho Serra ressurge em alguma crítica tímida ao modelo. Mas cadê os projetos alternativos, as novas idéias, cadê os quadros técnicos (que existem) no PSDB? É tudo esse simplismo vulgar do comunismo x capitalismo, da estatização x livre mercado, do Foro São Paulo, de Fidel, Venezuela, que está sendo martelado há anos sem provocar a mínima comoção, a não ser em parcelas inexpressivas do eleitorado.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A perda de rumo tucana</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/23/a-perda-de-rumo-tucana/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 16:25:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>
		<category><![CDATA[tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Eduardo manda artigo do Paulo Moreira Leite, que explica bem a armadilha em que o PSDB e Serra se meteram.

1. Montaram alianças com a fina flor do neoliberalismo, indo no canto de sereia de FHC.

2. Aliados do neoconservadorismo mais primário, ficaram amarrados para criticar o calcanhar de Aquiles da política econômica de Lula - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Eduardo manda artigo do Paulo Moreira Leite, que explica bem a armadilha em que o PSDB e Serra se meteram.</p>
<p>1. Montaram alianças com a fina flor do neoliberalismo, indo no canto de sereia de FHC.</p>
<p>2. Aliados do neoconservadorismo mais primário, ficaram amarrados para criticar o calcanhar de Aquiles da política econômica de Lula &#8211; o Banco Central.</p>
<p>3. Deixaram de lado a visão não ideológica de privatização e estatização. Tornaram-se neoliberais de carteirinha, embora não o fossem anos atrás.</p>
<p>4. Prisioneiros da direita inculta, não conseguem tratar a Bolsa Família e outras políticas sociais da maneira correta: reconhecendo os méritos e propondo aprimoramentos.</p>
<p>5. O que resta? Dossiês, escändalos, factóides. Hoje em dia, embora tivesse os melhores quadros intelectuais da política, sabe-se o que o PSDB faz &#8211; CPI dos Grampos, defesa de Dantas, factóides com a Veja -, mas não se sabe o que ele pensa.</p>
<p>6. Não faltaram avisos a Serra antes que cometesse o erro definitivo de sua carreira: grudar-se a FHC e aceitar seus aliados e seu estilo.</p>
<h2>Por Eduardo</h2>
<p>Artigo do Paulo Moreira Leite &#8211; Época</p>
<p>O artigo retrata bem a esquizofrenia atual dos tucanos.<span id="more-29023"></span></p>
<p>&#8220;Alguns acreditam no PSDB. Outros preferem duendes&#8221;<br />
SEG, 23/02/09POR EPOCA || TAGS POLÍTICA</p>
<p>Sou do tempo em que algumas pessoas colavam um plástico no vidro dos automóveis: &#8220;Eu acredito em duendes!&#8221;</p>
<p>Hoje, os duendes saíram dos automóveis para assumir a identidade do PSDB.</p>
<p>Apenas um partido de existência improvável pode viver a situação em que os tucanos se encontram hoje.</p>
<p>Os tucanos governam estados importantes, como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul. Tem uma boa bancada de deputados e senadores influentes.</p>
<p>Entre grandes empresários, muitos são petistas de carteira, em função de óbvias contingências políticas &#8211; e tucanos de coração.</p>
<p>O problema é que os tucanos não sabem quem será seu candidato a sucessão de Lula, embora um deles seja o primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto e já tenha o apoio declarado do segundo maior partido de oposição.</p>
<p>Os tucanos não conseguem ter uma atuação coerente na Câmara de Deputados, onde um terço da bancada está sempre contra a maioria.</p>
<p>E ainda nem falamos do principal: embora seja um partido de oposição, com o maior índice de acadêmicos per capta de nossa vida pública, o PSDB ainda não conseguiu produzir uma crítica útil nem relevante sobre o mandato e meio do governo Lula.</p>
<p>Não falta opinião &#8211; do contra, de preferência. Mas falta trabalho, pesquisa, argumento &#8211; aquilo que vai convencer o eleitor indeciso, sedimentar a opinião, consolidar a crítica.</p>
<p>Além de artigos &#8211; brilhantes ou não &#8211; que suas estrelas publicam em jornais, a título individual, não sabemos o que o PSDB acha, de verdade, sobre o Bolsa-Família.</p>
<p>Nem o que pensa sobre os juros de Henrique Meirelles que, por sinal, foi eleito deputado pelos tucanos.</p>
<p>Qual seu balanço das primeiras medidas que a equipe econômica para enfrentar a crise internacional? Não sabemos.</p>
<p>Desse jeito, será dificil entender por que o PSDB quer convencer o eleitor a conduzí-lo de volta ao Planalto.</p>
<p>O partido trabalha como se a lei de gravidade estivesse sempre a seu favor e o Palácio do Planalto fosse eu destino histórico.</p>
<p>Pode ser que a crise econômica ajude. Mas os impasses de Barack Obama mostram que uma tragédia pode ajudar a ganhar uma eleição mas não ajudam a fazer um bom governo.</p>
<p>Não tenho nada contra quem acredita em duendes. Só não acho que devem ser confundidos com eleitores de carne e osso.</p>
]]></content:encoded>
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	</channel>
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