07/11/2009 - 10:08
Duas discussões paralelas sobre o caso Azeredo (conto com a ajuda dos procuradores e juízes comentaristas do Blog).
Clique aqui para matérias que saíram hoje sobre o assunto.
1. As provas contra Eduardo Azeredo. Há uma longa entrevista para a Folha em que ele se defende, dizendo que a única prova apresentada sobre sua ligação com o mensalão é o xerox de um recibo falsificado, que sequer o delegado titular do inquérito teria levado em consideração. Seria bom termos a íntegra do relatório do Ministro Joaquim Barbosa.
2. A interferência de Tofolli. Ele pediu vistas do processo para analisar uma prova apresentada – o tal bilhete. Os críticos dizem que a hora de questionar as provas é depois de aceita a denúncia; que ele teria se precipitado e atrasado o início efetivo do inquérito.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Eduardo Azeredo, mensalão, Minas Gerais, PSDB, tucano
14/10/2009 - 07:00
Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.
Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:
1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O primeiro ponto será comparar a biografia do cara (José Serra) com “aquela mulher” (Dilma Rousseff), tirando o caráter plebiscitário das eleições.
2. O ataque à Dilma seguirá o roteiro que já vem sendo cumprido religiosamente pela mídia: focar na sua biografia (certamente realçando a vida guerrilheira), na sua rispidez no trato com as pessoas e colocando em dúvida sua eficiência na condução do PAC. É curioso, porque a marca pessoal mais óbvia de Serra é a rispidez no trato com pessoas e subordinados.
3. Do lado de Serra, a campanha ira focar sua biografia política e as obras que lançará no próximo ano, visando reforçar a imagem de bom gestor.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições. Luiz Gonzalez, José Serra, marqueteiro, PSDB, publicidade, Valor
18/09/2009 - 07:29
Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.
Os elementos que temos:
1. José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.
2. Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: DEM, José Serra, Kassab, PMDB, PSDB
13/09/2009 - 15:33
Por Rodrigo Medeiros
O difícil mesmo será convencer a idiotia neoliberal tupiniquim, que, por sua vez, acredita em concorrência perfeita, racionalidade ilimitada e informação completa, de que o mundo está caminhando para outra direção e sentido. Bom, há também a turma que vive de “tacadas” no mercado financeiro.
Receitas para o desenvolvimento das sociedades organizadas são muitas. Conforme tem escrito há pelo menos uma década Dani Rodrik, as sociedades precisam estar abertas à experimentação e a políticas heterodoxas. A análise econométrica empreendida pelo respectivo acadêmico aponta para o fato de que os países que conseguiram sustentar o processo de crescimento econômico após a Segunda Guerra foram capazes de articular uma ambiciosa política de investimentos produtivos com instituições capazes de lidar com os choques externos adversos, não os que confiaram na mobilidade do capital e na redução indiscriminada de suas barreiras alfandegárias.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: pacto, PSDB, PT
13/09/2009 - 15:20
Por Marcos Doniseti
Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como
“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.”.
Assim, é como se o Aécio estivesse dizendo: não faremos prévias, mas quero ser o candidato do partido.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Aécio Neves, José Serra, previas, PSDB
10/09/2009 - 10:00
Por Filipe Mazzini
Parece que o PSDB entendeu a sinuca de bico que foi colocado no caso do Pre Sal. Se fizer oposição cega corre o risco de ser acusado de anti nacionalista, ou entreguista, nas próximas eleições.
Abaixo notícia da Agência Estado:
PSDB decide não fazer oposição radical a projeto
O PSDB anunciou a decisão de não fazer oposição radical no Congresso aos projetos do governo que definem as regras para a exploração do petróleo do pré-sal. Em vez de se opor à adoção do novo modelo de partilha ou à criação da nova estatal do petróleo – a Petro-Sal -, o partido exigirá do PT que explique as vantagens concretas da mudança, anunciando, por exemplo, quando a Petrobras “capitalizada” baixará os preços da gasolina e do gás de cozinha.
Embora sem fazer oposição ao modelo de partilha, o PSDB assumirá a defesa do sistema atual de concessão, adotado no governo Fernando Henrique Cardoso, mas admite rever o modelo. Os tucanos lembrarão, durante as discussões do pré-sal, que o sucesso do modelo de concessão, de 1998 para cá, foi tão grande que a capacidade de investimento da Petrobras saltou de US$ 4 bilhões anuais para US$ 29 bilhões ao final do ano passado.
“Vamos defender o modelo que julgamos absolutamente exitoso, mas consideramos a hipótese de atualizá-lo e vamos insistir em uma discussão democrática”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Foi o que ficou acertado em reunião da Comissão Executiva Nacional com líderes do partido da Câmara e do Senado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: FHC, pré-sal, PSDB
05/09/2009 - 10:24
Um pequeno exemplo entre o conhecimento direcionado e restrito (porque unidirecional) da mídia e a inteligência difusa da Internet, que começa a se concentrar em blogs.
No lançamento do pré-sal, Lula cutucou a oposição, realçando que o petróleo é de todos, e que, se fosse o PSDB, a riqueza seria entregue a estrangeiros.
Lançou na cerimônia um dos lances mais argutos para as próximas campanhas presidenciais.
A oposição se enrolou toda, conforme se poderá conferir no post “O que Serra pensa do pré-sal”.
O quebra-louças que o PSDB colocou na presidência do partido, senador Sérgio Guerra, saiu dando tiros em defesa do velho modelo. Serra se enrolou todo. Um jornalista afirmou que, para Serra, as leis de agora poderão ser modificadas depois. A outro, Serra declarou que é a favor das regras atuais do pré-sal. Um terceiro ouviu seus principais assessores que disseram reservadamente – para a repórter e para os 200 mil leitores da Folha – que o novo modelo é uma mixórdia, mas que Serra nada dirá para não entrar no jogo do Lula. E, dizendo assim, entraram todos no jogo.
Nos jornais do dia seguinte, os principais analistas políticos comentavam… a grosseria do Lula em cutucar o antecessor em uma cerimônia comemorativa. Onde havia um grande lance estratégico, viram… falta de modos.
Aqui no Blog, o leitor Adroaldo matou de imediato a charada:
Por Adroaldo
A cutucada no PSDB, no seu discurso, foi uma provocação proposital, e eles caíram direitinho. Lula acena para a nação com a possibilidade da sua redenção através da riqueza descoberta. Diz que ela é de todos e tem que ser administrada em proveito de todos, com as prioridades que todos reconhecem como legítimas. Ao mesmo tempo, afirma que, se dependesse do PSDB, ou a riqueza não seria descoberta, ou seria entregue a estrangeiros. E aí vem o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e faz um discurso furioso contra “o cara” que anuncia, com bases sólidas, a grande perspectiva de um futuro melhor para o país.
Lula deve estar rolando de rir. E se o Serra realmente deseja disputar a próxima eleição, vai ter que mandar seus aliados calarem a boca e pararem de dizer besteiras.
Só de ontem para hoje caiu a ficha do chamado jornalismo político.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Lula, modelo, pré-sal, PSDB
29/08/2009 - 10:15
O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição – apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.
Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de queimar recursos do Estado financiando a mídia – que o apoia nos casos de asssassinato de reputação -, de não se importar em desestabilizar a política para alcançar seus objetivos, José Serra tentará recuperar a imagem de candidato programático? O Serra dos Conselhos de Saúde, da ligação com pastorais, das teses econômicas claras não existe mais. Em seu lugar entrou o Serra que comanda Itagibas, Jungmanns, Maias, Reinaldos e o que tem de mais barra-pesada na política e na imprensa brasileiras.
Do Estadão
Estratégia é dar ?visão positiva? sobre programas sociais e esquecer discurso da ”porta de saída”
Wilson Tosta, RIO
O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma “visão positiva” dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá “nem de longe” a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos – apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, José Serra, PSDB
03/07/2009 - 09:38
Da Folha
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão” ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). “O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (…) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas”, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a “desagregação” da Casa.
E reiterou que “Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras”. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: “O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula”.
Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele “não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema”. “Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral.
A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.” (…)
Da Dora Kramer sobre Arthus Virgílio
Agora, se continua na liderança é porque priva da confiança de sua bancada.
Essa história do PSDB se permitir ser levado por esses jogos oportunistas de mídia é veneno na veia, conforme demonstrado nessa tática de tentar se desvencilhar do cadáver a bordo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política, Sem categoria
Tags: FHC, José Serra, PSDB, Sarney, Sérgio Guerra
13/06/2009 - 10:18
Em seu depoimento como testemunha de defesa de Roberto Jefferson, Fernando Henrique Cardoso afirmou que, em seu tempo como presidente, o PT transformava tudo em escândalo. Estava certo. E sua afirmação não foi uma contestação, mas uma crítica.
O tiro no pé foi ter recorrido – como figura maior do PSDB – a uma lógica binária, tiro no pé. Se o PT fez e ganhou, se fizermos, ganharemos.
O PT não ganhou pelo exercício reiterado da escandalização. Essa era a face mais condenável e negativa do partido. Não sei se a face de oposição civilizada garantiria a vitória ao PSDB. Mas certamente seria muito mais legítima e eficaz do que essa visão carbonária, que fez com que a cara do partido fosse Jungman, Itagiba, Virgilio, Álvaro Dias e a parte mais podre do jornalismo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: escândalo, FHC, oposição, PSDB, PT
12/06/2009 - 08:29
Como se monta ou se prorroga uma CPI? Conta-se uma inverdade, cria-se a marola, depois pouco importa se o fato relatado era mentiroso.
Exemplo 1 – O relatório com conclusões falsas que a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) passou para a revista Veja, sobre suposta escuta ambiental no órgão. Era falso. Resultou na prorrogação da CPI do Grampo. Tempos depois, na entrevista concedida à UOL, Gilmar Mendes candidamente admitiu que os dados poderiam ser furados, mas eram “verossímeis”. Em qualquer país com mídia séria, seria um escândalo.
Exemplo 2 – A operação contábil da Petrobras, visando reduzir o pagamento de impostos quando a crise interrompeu a liquidez do sistema financeiro.
Escrevi na época que era bobagem, que toda grande empresa recorre à engenharia fiscal, que a medida tinha fundamentação jurídica, mesmo podendo ser questionada pela Receita.
Hoje, no Valor, matéria de César Felício: “Manobra contábil da Petrobras é usada por grandes empresas, sugere estudo”.
Que estudo é esse? Preparado por José Roberto Afonso, consultor do PSDB para assuntos fiscais e tributários, um dos pais da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diz a matéria:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: CPI, José Roberto Afonso, pré-sal, PSDB
02/06/2009 - 11:30
O aturdimento do editorial do Estadão com o aturdimento do PSDB é curioso. O grande erro do PSDB foi ter embarcado na onda midiática da guerra sem quartel.
O Estadão
A reportagem no Estado de domingo, Para voltar ao poder, PSDB aposta até na neurociência, é um retrato desalentador da desorientação que os anos Lula infligiram à legenda oposicionista que em dias melhores se distinguia por reunir um patrimônio intelectual incomum para os padrões partidários nacionais. Com dois presidenciáveis de peso, o governador paulista José Serra e o seu colega mineiro Aécio Neves, mas desprovido de “discurso”, o sinônimo corrente de mensagem, os tucanos também tateiam em busca de um caminho para chegar ao eleitorado que decidirá a sorte da sucessão de 2010 – os 58 milhões de brasileiros, ou 45% do total de votantes potenciais, que podem escolher tanto um candidato do PT como do PSDB, segundo as pesquisas. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio Neves, Estadão, FHC, José Serra, PSDB
31/05/2009 - 10:49
Do Estadão
Na busca por uma agenda que neutralize a propaganda governista em 2010 e evite a terceira derrota consecutiva em eleição presidencial, o PSDB começou a calibrar seu discurso, baseado em análises de especialistas em “psique” eleitoral e em célebres estrategistas estrangeiros que defendem a emoção como fator determinante na política. A ideia é engavetar o lema da “gerência”, usado na campanha de 2006, e focar na defesa de projetos e iniciativas sociais.
Há cerca de três meses, os tucanos contrataram o cientista político Alberto Carlos Almeida, autor de A Cabeça do Brasileiro e Por que Lula?, para fazer pesquisas que deem um diagnóstico sobre o que o eleitor deseja na próxima disputa. Almeida já produziu duas análises para o PSDB, que foram submetidas à direção do partido e a seus parlamentares. Essas informações têm servido de ponto de partida para a formatação de um discurso que atinja grande parte do eleitor que aprova o governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Comentário
Compare o post de baixo com este. Em nenhum momento o principal candidato do PSDB, José Serra, deu atenção às políticas sociais. Trabalhou com a ideia de que eleitor não tem memória, mandou às favas sua biografia e suas ideias históricas, trocou pelo figurino Maluf de truculência policial. E, agora? O principal candidato do PSDB passou a encarnar a direita do DEM – que sempre causou urticária nos melhores quadros tucanos? Como retomar o discurso social?
O cientista social a quem estão recorrendo é o mesmo cujo livro foi utilizado pela Veja para demonstrar que a elite é ética e o povo não, um monumento à segregação, quando a grande obra política consistiria em unir elite e povo em torno de um projeto comum.
A rigor, a única bandeira consistente do partido continua sendo o modelo de gestão em Minas.
Melhor seria, em vez de neurocientistas, consultar um pai-de-santo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: campanha, Políticas Sociais, PSDB, segurança
05/04/2009 - 19:22
Por Neves
Pra não dizer que o PSDB está marcado por personagens atoladas na lama neoliberal, deixo um endereço que vale a pena ser frequentado. Trata-se de alguém que foi do governo FHC e não se maculou no charco. É uma voz que o partido deveria ouvir mais, principalmente agora diante da crise. Minha dica de sítio de idéias na rede:
http://www.bresserpereira.org.br/
Aos peessedebistas cabem ler mais artigos como este abaixo, um bálsamo depois de ler as bobajadas do Goldman:
A moral e a crise
Luiz Carlos Bresser-Pereira
A crise que hoje enfrenta o capitalismo é econômica, mas suas causas são também políticas e morais. A causa imediata foi a quebra de bancos americanos devido à inadimplência das famílias em relação a dívidas hipotecárias que, em um mercado financeiro cada vez mais desregulado, puderam crescer sem limites porque os bancos se valiam de “inovações financeiras” que lhes permitiam empacotar os respectivos títulos de tal maneira que os novos pacotes pareciam, aos novos credores a quem eram repassados, mais seguros do que os títulos originais. Quando a fraude foi descoberta e os bancos quebraram, a confiança das famílias e empresas, que já estava profundamente abalada entrou em colapso. Elas passaram a se proteger adiando todo tipo de consumo e de investimento, a demanda agregada sofreu uma queda vertical e a crise, que era inicialmente apenas bancária, se transformou em crise econômica. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: Bresser-Pereira, PSDB
05/04/2009 - 09:53
Como ex-partidão, o vice-governador de São Paulo Alberto Goldmann é dos quadros de oposição o que costuma ter melhor diagnóstico sobre o momento político e as estratégias de crítica ao governo.
No momento atual, a bússola do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, tem se comportado como uma biruta de aeroporto. Se se pegar todos os artigos que escreveu nos últimos dois anos e levantar as palavras do ordem, haverá uma miscelânea dos diabos. Solta uma palavra de ordem hoje, os fatos a superam amanhã.
Quando vi o título do artigo de Goldman na Folha “Os equívocos do PT”, julguei que poderia encontrar pontos mais objetivos para o debate político. Ledo engano. Goldman se apegou ao padrão Serra de oposição, que consiste em jogar fora todas as bandeiras que abraçou no passado e se fixar nos temas que estimulem um falso confronto ideológico. Passa-se ao largo do ponto mais vulnerável da política econômica de Lula – a política monetária-cambial e a ineficiência do sistema de crédito, a subordinação do Banco Central ao mercado – porque os aliados preferenciais de Serra passaram a ser essa estrutura de poder (da qual faz parte a chamada grande mídia). Então, vai-se falar o quê? Do Foro São Paulo, óbvio.
Nem Goldman, com toda sua experiência, conseguiu se livrar dessa armadilha mediocrizante.
Leia o artigo e minhas observações. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Alberto Goldman, PSDB, PT
23/02/2009 - 13:25
O Eduardo manda artigo do Paulo Moreira Leite, que explica bem a armadilha em que o PSDB e Serra se meteram.
1. Montaram alianças com a fina flor do neoliberalismo, indo no canto de sereia de FHC.
2. Aliados do neoconservadorismo mais primário, ficaram amarrados para criticar o calcanhar de Aquiles da política econômica de Lula – o Banco Central.
3. Deixaram de lado a visão não ideológica de privatização e estatização. Tornaram-se neoliberais de carteirinha, embora não o fossem anos atrás.
4. Prisioneiros da direita inculta, não conseguem tratar a Bolsa Família e outras políticas sociais da maneira correta: reconhecendo os méritos e propondo aprimoramentos.
5. O que resta? Dossiês, escändalos, factóides. Hoje em dia, embora tivesse os melhores quadros intelectuais da política, sabe-se o que o PSDB faz – CPI dos Grampos, defesa de Dantas, factóides com a Veja -, mas não se sabe o que ele pensa.
6. Não faltaram avisos a Serra antes que cometesse o erro definitivo de sua carreira: grudar-se a FHC e aceitar seus aliados e seu estilo.
Por Eduardo
Artigo do Paulo Moreira Leite – Época
O artigo retrata bem a esquizofrenia atual dos tucanos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: eleições 2010, PSDB, Serra, tucanos
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