22/09/2009 - 12:37
Em sua exposição, Luiz Carlos Bresser-Pereira reforçou o discurso que desenha há tempos, sobre a incapacidade de se aumentar investimentos internos com poupança externa.
Mostrou gráficos que comprovam que, nos 6 primeiros anos do governo FHC, 55% dos capitais externos entravam na forma de investimento. No entanto, não aumentou em nada a taxa de investimento da economia, que continuou estacionada em 17% do PIB.
A partir de 2002, com o superávit nas contas correntes, aumenta o crescimento e o investimento.
Com os dados apresentados, Bresser procura desmontar a identidade contábil na qual se baseia os cabeças-de-planilha, de que o país precisa de déficit nas contas externas, como contrapartida ao aumento do investimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: Bresser-Pereira, câmbio, investimento, poupança
17/09/2009 - 08:10
Do Último Segundo
Coluna Econômica – 17/09/2009
A nova proposta de tributação da caderneta de poupança é mais simples do que a proposta anterior.
A grande questão da poupança é que sua remuneração acompanha a TR (uma média das taxas de juros dos CDBs) mais 0,5% de juros ao mês, ou 6,17% ao ano. Enquanto as taxas de juros nominais da economia estavam em dois dígitos, não havia problema. À medida que a taxa Selic (que serve de base para as demais) caiu abaixo dos 10 pontos criou um problema em relação às grandes movimentações financeiras.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: poupança, tributação
24/08/2009 - 07:15
Do Último Segundo
Coluna Econômica – 24/08/2009
O quadro econômico se mostra assim:
1. Desde junho a economia brasileira vem se recuperando consistentemente. A recuperação poderia ter sido mais intensa se o câmbio não desestimulasse as exportações de manufaturados.
2. A economia ocidental parece ter batido no fundo do poço e esboça alguma reação, que poderá contrabalançar a provável perda de ritmo da economia chinesa, depois que políticas contra-cíclicas seguraram-na de uma queda maior.
3. Ainda há enormes dúvidas no horizonte. O sistema financeiro internacional continua disfuncional, sem normalizar os créditos e empoçando novamente a liquidez em fundos hedge.
4. Prosseguem os movimentos especulativos com moedas, afetando principalmente o real.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia, Novo Modelo
Tags: crise, investimento, poupança, próximo ciclo
23/08/2009 - 09:51
Boa entrevista de Natália Paiva, para a Folha, com o Nobel de Economia Joseph Stiglitz.
Da Folha
Para ele, recuperação dos EUA ainda é muito frágil e vai levar muito tempo para o mercado de trabalho se recuperar
Economista diz que quase nada foi feito para “impedir que continuemos reféns no futuro” da interdependência das instituições financeiras
NATÁLIA PAIVA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mesmo que a recessão técnica esteja perto do fim, ainda há um longo caminho rumo à recuperação econômica -é o atraso entre os instrumentos de medição econômica que temos (como o PIB) e o bem-estar da população, que precisa de emprego e renda para sentir que, de fato, a recessão acabou.
Após a melhora do setor financeiro e do ajuste de estoques, a economia encara seu problema fundamental: a destruição do motor global, o modelo de consumo dos EUA, disse o economista Joseph Stiglitz, da Universidade Columbia, em entrevista por telefone de sua casa em Nova York.
FOLHA – Economistas e analistas dizem que a recessão americana deve ter terminado em julho, e o BC dos EUA afirmou que a atividade econômica do país já se normaliza. Houve exagero, no ano passado, sobre a extensão que a crise teria ou agora há otimismo excessivo?
JOSEPH STIGLITZ – (…) Mas, para a maioria das pessoas e mesmo para muitos economistas, a definição de recessão tem a ver com a restauração da economia, o que significa você conseguir trabalho. O desemprego, na verdade, ainda deve crescer e talvez significativamente. Há vários riscos rondando o setor financeiro.
Então, mesmo que temporariamente a economia se normalize ou até mesmo cresça, a recuperação ainda é muito frágil e vai levar muito tempo para o mercado de trabalho se recuperar. Os EUA tiveram uma bolha no mercado imobiliário que apoiou um boom de consumo.
No estouro da bolha, o consumo que apoiava a economia americana -e a do resto do mundo- teve de diminuir, com os índices de poupança indo de zero para 5%, 6%. As pessoas poupavam muito pouco porque esperavam o aumento da renda por meio da valorização do preço das casas. Isso não mais existe. Parte considerável dos americanos agora perde dinheiro com suas casas. Mesmo que os bancos estivessem totalmente recuperados -e não estão-, eles estariam poupando mais. O modelo de consumo americano foi destruído.
Isso tudo significa que em médio prazo a economia americana tem problemas fundamentais. Além disso, temos o total derretimento do setor financeiro pós-15 de setembro [quebra do Lehman Brothers], e nós tivemos um ajuste de estoques como resultado da consequente desaceleração da economia. O pior aspecto do congelamento do setor financeiro e do ajuste de estoques talvez tenha se encerrado. Mas isso significa que estamos de volta ao problema fundamental de fundo: o que sustentou a economia americana antes da crise era o consumo, por meio de uma bolha no mercado imobiliário que agora foi destruída.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: consumo, economia EUA, Joseph Stiglitz, poupança
03/08/2009 - 13:18
Do Valor
João Basilio Pereima Neto e Fábio Dória Scatolin
Crescimento de longo prazo depende mais da mudança tecnológica e da produtividade do que da existência de poupança
O Brasil historicamente tem adotado a estratégia de financiar o crescimento econômico com poupança externa. No passado recorreu a empréstimos e a investimento estrangeiro direto (IED). Mais recentemente recorreu a fluxos de capital financeiro especulativo e IED. Como resultado, colheu um pífio crescimento nos últimos 20 anos e desnacionalizou cerca de 25% do PIB. O regime monetário mundial pós-Bretton Woods, a atual crise e o corrente aumento de risco e incerteza nos fluxos de capitais têm gerado um intenso debate sobre a conveniência e sustentabilidade desta estratégia de desenvolvimento no futuro.
Os governos de Getúlio Vargas (1950-1954), Juscelino Kubitschek (1956-1960) e o II Programa Nacional de Desenvolvimento (1975-1979) são um marco divisor na história econômica do país pela intensa mudança estrutural que impuseram à economia e pela afirmação de um projeto nacional. Nestes três episódios o país optou por financiar o crescimento com poupança externa e definiu um padrão de relacionamento e dependência à comunidade financeira internacional que permanece até hoje. Nos três ciclos, o modelo combinou aumento da demanda doméstica e importações, câmbio valorizado, investimento industrial público e privado e utilização da poupança externa como fonte de financiamento dos déficits em transações correntes. Mas a principal fonte de crescimento não foi propriamente a poupança, e sim o aumento de produtividade no período. O Brasil viveu até os anos 1970 o mesmo processo que Robert Solow observou nos EUA, onde dois terços do crescimento até os anos 1950 seriam explicados pelo progresso tecnológico.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: crise cambial, Economia, poupança, Valor
22/05/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 22/05/2009
Muitas vezes se fala em investimento, poupança, pecúlio para a aposentadoria mas, em geral, há pouca sensibilidade para os efeitos dos juros e da poupança em relação aos benefícios futuros.
Vamos a alguns exemplos para perceber como, para prazos longos, os menores movimentos e valores afetam os resultados.
Mudando o valor poupado
Situação 1 – alguém que consegue poupar R$ 500,00 por mês durante 120 meses. Depois, pretende sacar mensalmente uma quantia que lhe garanta 120 meses de benefícios. Levando em conta apenas os juros da poupança (6, 17% ao ano), conseguiria tirar R$ 904,00 por mês pelos 120 meses seguintes. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: capitalização, poupança, Previdência
21/05/2009 - 17:18
Aproveitando as experiências com as planilhas online, ai vai uma tabela que lhe permitirá estimar valores de poupança, prazos e valores de pecúlio.
O modelo é simples. Tem cinco variáveis:
1. Poupança mensal.
2. Meses de contribuição (isto é, de poupança).
3. Meses de benefício (quanto tempo você prevê que necessitará do pecúlio).
4. Valor do benefício a ser retirado mensalmente.
5. Taxa de juros anual tanto no período de poupança quanto de pecúlio.
Você coloca na coluna das HIPÓTESES os valores que desejar.
Colocando um X em uma das hipóteses, a planilha calculará automaticamente qual o seu valor, para se ajustar aos demais.
Por exemplo, você quer poupar R$ 1.000,00 por mês por 120 meses. Depois, quer receber R$ 2.000,00 por mês. Quanto tempo durará o saldo acumulado? Você coloca um X na célula C5 e o sistema calculará o prazo que durará seu dinheiro.
Ou então quer depositar R$ 1.000,00 por 180 meses e quer saber quanto poderá sacar por 120 meses. Nesse caso coloca o X em C6 e aparecerá o valor R$ 3.206,00.
Testem. Se der algum pepino, me avisem.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Matemática Financeira, Sem categoria
Tags: pecúlio, poupança, simulação
17/05/2009 - 09:54
De O Globo
PANORAMA ECONÔMICO
Miriam Leitão
Nilton tem uma caderneta de poupança para a educação dos netos. Já juntou R$ 117 mil. Mandou email para a CBN para saber se teria que pagar imposto de renda. No site do “Bom Dia Brasil”, uma telespectadora contou que foi demitida e depositou o FGTS na caderneta. Queria saber se haveria exceção para ela. A diferença com outras mudanças de regras é que, agora, as dúvidas chegam por e-mail.
No mais, é tudo igual àquelas alterações feitas na época pré-internet. As mudanças repentinas e confusas de regras, os planos que fracassaram porque foram anunciados antes e pensados depois, as normas que não contemplam as múltiplas situações da vida real, tudo parecia estar de volta na semana passada.
(…) Nilton não terá como fugir, por mais nobre que seja o motivo pelo qual está poupando.
Terá que pagar imposto que vai incidir sobre a rentabilidade de R$ 67 mil do dinheiro da educação dos netos.
É curioso esse tipo de comparação. Se o Nilton está com uma poupança de R$ 117 mil, exclusivamente para a educação futura dos netos, é evidente que o conjunto de rendimentos dele é muito maior. Mirian fala em rentabilidade de R$ 67 mil sobre uma aplicação de R$ 117 mil. Errou na vírgula. Deve ser R$ 6,7 mil de rentabilidade. Sabe qual o IR máximo que o Nilson vai pagar? Pouco coisa além de R$ 200,00.
(…) Terão todos esses 894.856 poupadores que excedem os emblemáticos R$ 50 mil que torcer para que os juros não caiam, porque a queda dos juros aumentará seu imposto.
Os outros donos de caderneta terão que se limitar aos R$ 50 mil, não poupar nada mais, porque em lei estará um valor imutável a partir do qual se paga imposto de renda. Serão punidos se pouparem mais.
Meu Deus do céu! O sujeito poupa R$ 50.000,00. Ganha R$ 3.360,00 (arredondando) de juros, mais R$ 300,00 de correção monetária pela TR. Não paga IR. Aí ele resolve poupar mais R$ 50.000,00, ficando com R$ 100.000,00. Ganhará mais R$ 3.360,00 em juros, dobrando o que ganhava antes. E terá que pagar R$ 175,00 de IR. E a Mirian considera isso uma punição, a ponto de sugerir que ele não poupe mais nada além dos R$ 50.000,00 isentos. Ou seja, ele deixará de receber mais R$ 3.360,00 de juros para não ser “punido” com um IR de R$ 175,00. Há limites para o terrorismo, que em linguagem corriqueira se chama de “senso de ridículo”. Antes de submeter as mudanças da poupança a sessões de tortura, a Mirian mandou os números saírem da sala para não haver testemunhas.
Comentário
Um pedido a vocês. Cada vez que questiono artigos ou análises, estou rebatendo ideias e conceitos. Mas muitos se inflamam e aproveitam os posts para desancar os polemizados. Vamos ficar no campo das ideias e conceitos, sem ataques de cunho pessoal.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Mirian Leitão, poupança
15/05/2009 - 13:13
Conforme vocês conferiram em outros posts, à medida que a Selic for caindo, será diminuído o fator de redução da parte tributável dos juros da poupança.
Cria-se uma situação curiosa. Como o pequeno poupador não será tributado, chegará o momento em que a poupança dele renderá mais do que a Selic.
No caso dos grandes investidores – alíquota máxima de IR -, supondo que a TR fique em 0,03% ao mês, à medida que caia a Selic, cai sua remuneração na poupança, mas cai também o diferencial entre a taxa Selic e a da poupança – que, grosso modo, corresponde à taxa de administração do banco.
Com a TR a 0,03%. a remuneração líquida anual da poupança isenta continuará sendo de 7,11% independentemente do valor da Selic.
No caso dos poupança sujeita à maior tributação, com a Selic a 9,5%, a poupança renderá liquidamente 6,85% – uma diferença de 2,98%. Com a Selic a 7%, a poupança renderá 6,24%, ou apenas 0,25% de diferença.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: poupança, Selic
15/05/2009 - 10:33
Por Romanelli
Nassif
Nem tudo que parece é …sei de sua preocupação com a NÃO AGRESSÃO e pela defesa da lisura
Mas até quando conviveremos passivamente com esta falta de ética na política ?
afinal, no caso tratado abaixo, de quem partiu a VERDADEIRA agressão?
CARTA aberta ao povo brasileiro
No país da IMPUNIDADE:
Como pode um Deputado Federal ter MENTIDO em rede de Rádio e TV e nada ter-lhe acontecido?
Como pode o mesmo, talvez tentando salvar seus interesses pequenos, não corar em sua tentativa CONSCIENTE de jogar o país inteiro num atoleiro?
-Este CARA tem o direito de querer ser um BRASILEIRO?
É pra isso que brigamos contra a ditadura, pelo fim da censura, pelo direito a CIDADANIA dado a maioria? Pra que estas criaturas pequenas se aproveitassem e tripudiassem com a cara da gente impunemente?
-CARO deputado, o senhor tinha provas do que dizia outro dia da TV e no rádio, sobre a poupança, em cadeia nacional? Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: bloqueio, Collor, poupança, Raul Jungman
15/05/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 15/05/2009
A mudança na tributação da caderneta de poupança visou impedir uma revoada de recursos dos fundos de investimento, quando a taxa Selic baixar mais ainda. Hoje em dia a maior parte das contas é de pequenos poupadores, que formam um colchão estável, permitindo a concessão de financiamentos de longo prazo. Não seria oportuno revoadas de capitais especulativos entrando e saindo da poupança. As mudanças passam a taxar as grandes aplicações – justamente as que procuram mais os fundos de investimento e papéis privados.
Por outro lado, a decisão beneficia claramente as instituições que administram recursos de terceiros. A remuneração do investidor é dada pela valorização da carteira de papéis menos a taxa de administração. Em geral, tais taxas deveriam ficar em 0,5% ao ano sobre o patrimônio. Nos últimos tempos, aumentaram para 1,5%.
Com os juros caindo e a competição da poupança, os administradores seriam obrigados a reduzir suas taxas de administração. Com o refresco dado pelo governo, poderão se apropriar do diferencial aberto. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: poupança, Selic
07/05/2009 - 13:36
Por anarquista
Meu sogro é caseiro e roceiro de um sítio nas proximidades de Poços de Caldas.Uma pessoa sem alfabetização.É crente do Jornal Nacional e do ”zum zum zum” de quem faz coro.
Pro meu desgosto a Master me comunica: Meu pai tirou o dinheirinho dele da poupança( 1 200 reais) com medo de perde-lo.
Fiquei louco da vida e tentei explicar que aquele deputado que criou essa fantasia,não passava de um aproveitador. A Master é ”Malandra” e concordou,mas acrescentou: Agora está feito.
Pensava eu, que meu sogro era o único que acreditou na leviendade de um deputado e que ainda teve repercussão imensa na “”imprensa”” que forma opiniões de leigos.
Mas agora leio em letras garrafais no Uol:
“”Poupadores elevam saques da caderneta a quase R$ 1 bi em abril””
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u561917.shtml
Então fico pensando: Pode um cara desses ficar impune? Pra ser contra o governo( como eu) precisa destruir credibilidades ou inventar coisas?
Raul Jungmann precisava ser tão irresponsável assim?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: poupança, PPS, Raul Jungmann
24/03/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 24/03/2009
O Brasil nunca conviveu com taxas de juros anuais inferiores a dois dígitos. Até meados do semestre é possível que a taxa Selic (a chamada taxa básica de juros da economia) chegue lá. Não significa que o custo do dinheiro será reduzido. Há um conjunto de fatores – incluindo a pouca competição no segmento bancário – que segura as taxas.
Redução de juros é pré-condição para qualquer política de crescimento sustentado que o país pretenda ter.
Mas a redução da remuneração na ponta do investidor traz uma série de consequências para a economia como um todo.
***
Uma delas – que já vem sendo ventilada pela imprensa – é a diferença de remuneração entre a caderneta de poupança (que paga TR + 6% ao ano) e dos fundos que se baseiam na Selic. O receio é que, com a poupança pagando mais, haja uma migração em massa dos fundos, ou dos títulos públicos, para a poupança. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: investimento, juros, poupança
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