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08/11/2009 - 14:00

A luta pela auto-suficiência em fertilizantes

Por General Hans

Nassif

A Vale investe em minas de Potássio no Canadá, Argentina e em vários outros países.

No Brasil, tem algumas pequenas jazidas exploradas em Sergipe que atende uma pequena parcela do consumo brasileiro.

A estratégia da Vale fica clara: produzir o Potássio em outros países e exportar o mesmo para o Brasil. São muitos bilhões de dólares que o Brasil, desnecessariamente, despende nas importações.

A lógica do mercado – maximizar o lucro no menor prazo – prevalece sobre o desenvolvimento do Brasil.

O Potássio é essencial para os bio-combustíveis e a produção de alimentos pela agricultura.

Interessante é que as maiores jazidas se encontram no Canadá e é lá que a Vale está investindo, e muito, na exploração deste mineral estratégico.

ELDORADO DO POTÁSSIO ATRAI PETROBRAS À AMAZÔNIA

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – Considerada a última grande fronteira da exploração de potássio no mundo, a região do encontro entre os rios Madeira e Amazonas será reativada ainda este mês, com o início das perfurações da Potássio do Brasil, empresa de capital canadense. A região, que pode conter a terceira maior reserva mundial do minério, é considerada estratégica pelo governo, que caminha para promover um retorno da Petrobrás à mineração, 20 anos após a extinção da Petromisa, subsidiária que atuava no segmento.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura Tags: , , ,
30/01/2009 - 16:40

As minas de potássio da Vale

Por Alexandre

Boa tarde, Nassif,

Eu lembro que há algum tempo atrás, salvo engano, você havia comentado sobre a necessidade do Brasil adquirir controle sobre fontes de fósforo, potássio e nitratos, pois são fundamentais para reduzir a dependência externa de nossa agroindústria dos humores de fornecedores internacionais de adubos.

Essa notícia (clique aqui) anuncia que a Vale comprou minas de potássio da Rio Tinto, minas localizadas na Argentina e no Canadá.

Acho essa notícia muito importante, você já havia comentado antes que se nossas multinacionais tivessem se privado de desfrutar da farra dos derivativos, hoje poderíamos comprar empresas e ativos internacionais estratégicos à preço de banana (acho que o exemplo que você citou foi os nossos cafeicultores junto com seus pares colombianos comprarem a Starbucks).

Junto com a fusão VCP e Aracruz (criando a maior produtora de celulose do mundo), essa aquisição não seria a primeira de uma longa série que marcaria uma nova fase de internacionalização e crescimento das multinacionais brasileiras? Tenho esperanças que sim, que o Brasil sairá maior desta crise do que entrou.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: , ,
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