iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

09/11/2009 - 18:59

Aos sabidos que não são espertos

Por Horridus Bendegó

Que tal, do Patativa, um Trivial?

De Lula, por Patativa do Assaré, para FHC:

Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.

Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Política Tags: , , , ,
20/10/2009 - 08:20

O cantador do São Francisco

Por Gersier

Vale a pena ver

http://www.youtube.com/watch?v=4gm3P3FmBDk&feature=player_embedded

Por Rodolfo Cabral

O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco.

O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)

O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco. O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: , , ,
26/08/2009 - 12:46

Os poetas do Blog

Por Marcel Moreira

O filho da puta

O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta

Criado no lixo, sem endereço fixo e com mulher prostituta

Metido no vício, marginal de vocação, sem empregado e nem patrão

Deitado na marquise, falando sozinho em seu mundo ilusório

De olhos pesados, dopados, vidrados, tristes

Pela pinga barata sorvida como se fosse uísque

Medroso de dia, corajoso sob a lua

Escarrado quando sai o sol, aparecido quando a noite cai

Sem direito a voto, nem visto, nem veste, nem voz

Sobrevivente de aborto, rubéola, sarampo, cheio de piolho

Coxo de uma perna, anda sem bengala e é cego de um olho

Cheirando a urina e com resto de fezes embaixo da unha comprida

Por amigo um cachorro

Por inimigo, quase todos

Anestesiado de dor

Tem cheiro de morte e tristeza

Tem um pouco de homem

Tem um muito de fome

Tem dias que ele dorme

Tem dias que ele some

E volta danado com Deus

E deita-se em frente à Igreja pra gemer de solidão

O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta

Que ninguém ensinou o que é certo ou errado

Sobrevivente de aborto e abortado do povo

O último de todos, puxado com rodo

Humilhado na terra, não faz a mínima idéia

De que a justiça divina, por demais esquisita

Diz que o céu o espera…

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
06/08/2009 - 17:00

Poesia do Portal

Do Portal Luís Nassif

AO PORTAL

* Por Biagio Grisi

Aqui em Luís Nassif
É portal de economia
Mas tem espaço prá todos
Que entra e sai todo dia.

Se paro e relaciono
Os membros que tem aqui
Tem profissional do rádio
Prá todo dia ouvir.

Engenheiro eu sei que tem
Tem arquiteta na linha
E jornalista também
Até artesão de casainha.

Profissional da tribuna
Que responde por doutor
Não tem homem que una
Defensor e promotor.

Tem poeta e poetisa
Tem outros que não me lembro
Puxando um pouco, estica
Os membros desse portal.

Agora vou terminar
Me despeço com um abraço
Deixando voces no ar
Postando sem embaraço.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Sem categoria Tags: , ,
31/01/2009 - 18:51

Da Ruiva Suplência

Por Renata Nassif

Olá, todos!
Vou liberar os comentários.
Reclamações só com a Chefia! ;o)

Deixo com vocês um poema do Fábio Souza, da Comunidade Verso e Prosa.

CRISE
Crise maldita
Desdita, proscrita.
- Futuro incerto -
Se és infinita
E estás tão perto,
Diz, como eu lavro este deserto?

E um vídeo da excepcional Nina Simone, cantando I loves you, Porgy

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Jazz, Música, Poesia Tags: , ,
17/01/2009 - 17:00

O poeta ranheta

Por romério rômulo

nassif:

em meio aos embates,quero destacar a matéria de “o globo” de hoje sobre o escritor,ex-poeta e dono da estética da provocaçam,sebastião nunes.no caderno prosa & verso.

Da Verso & Prosa, do Globo

Verve iconoclasta

Três lançamentos jogam luz sobre a obra do mineiro Sebastião Nunes, que, aos 70 anos, é cultuado por críticos e escritores

Ele talvez seja o melhor escritor brasileiro do qual você nunca ouviu falar. O mineiro Sebastião Nunes comemorou no mês passado 70 anos de vida e 40 de uma carreira literária da qual poucos tomaram conhecimento, mas que lhe rendeu admiradores como Carlos Drummond de Andrade, Millôr Fernandes e Antonio Candido.

Os três estão entre os leitores fiéis que ao longo dos anos remeteram cheques à casa do autor, em Sabará, para subvencionar as tiragens de poucas centenas de exemplares em que Nunes publicou a maioria das suas obras, combinações inclassificáveis (”já fui acusado até de concretista e de pornográfico”, ironiza) de texto e imagem vendidas pelo correio e editadas em formatos incomuns (uma delas vinha acomodada num pequeno caixão).

Com esses meios modestos de divulgação, ele construiu sua reputação dentro de um círculo reduzido de leitores, do qual fazem parte críticos como Silviano Santiago e Flora Süssekind, e escritores como Sérgio Sant’Anna e Joca Reiners Terron.

Desde a estreia em 1968 com “Última carta da América”, o gosto pela sátira e o tom cáustico lhe valeram também alguns contratempos, com leitores talvez menos esclarecidos, como o governo de Minas Gerais (que recolheu um jornal estatal onde circulava o poema “As rampas do palácio”, reproduzido na página 2). Donos de gráficas se recusaram a publicar um de seus poemas por causa de palavrões.

Três lançamentos recentes permitem que a obra de Sebastião Nunes seja conhecida além do meio em que hoje circula. A editora paulista Altana reeditou no mês passado dois livros dele, “Decálogo da classe média” e “Somos todos assassinos”.

Já a UFMG acaba de mandar para as livrarias “Sebastião Nunes”, de Fabrício Marques, autor de uma tese de doutorado sobre Nunes defendida na UFMG. O livro reúne um estudo crítico, correspondência, entrevistas, um inédito e uma pequena antologia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,
10/01/2009 - 17:12

Da Comunidade Verso & Prosa

Por Renata Nassif

O Blog está fervendo, temas polêmicos, paixões, religiões, guerras…

Para fazer um intervalo, deixo aqui uns versos do Romério Rômulo. Por um acaso, poema que ele dedicou a mim :)

eu faço poesia
porque a vida não basta
e preciso dividir mistérios.
incertos, os marimbondos vazios
me arrastam pela tarde.
o mel da manhã,fel em mim,
entope minhas veias.

quando os solavancos da palavra
vão redimir meu corpo?
quanto de mim é fogo
e terra?
sobram o hiato das pontes,os rios
degenerados. minha manhã dura
só faz o recomeço das coisas.

(para renata)

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Poesia Tags: , , ,
05/01/2009 - 21:50

Da Comunidade Verso & Prosa

Por Renata Nassif

Oi, todos! :)

Feliz Ano Novo a vocês. Que este seja um ano de prosperidade, saúde, amor e realizações. Que seja, também, um ano de paz e crescimento espiritual.

Trago um pouco de poesia – faz tempo que não publico nada por aqui, o Chefe até reclamou! :)

Então, aqui vai: do autor V., da Comunidade Verso e Prosa:

ESQUECIMENTO

Não tenho paciência
Para a contemplação.
Cada quadro dessa galeria
Revela a justeza por que caminho,
As asperezas, as doloridas
Coisas, as jamais calejadas mãos,
Os impossíveis desapegos,
As tantas outras impropriedades
Que esqueço.

Não tenho paciência
Para o sono.
A perfídia do leito
Absorve cada hora perdida,
Cada fio de cabelo,
Os princípios e os fins,
As cãibras e
Os tantos sonhos vãos
Que esqueço.
Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Poesia Tags:
19/12/2008 - 17:31

A poeta e o Blog

Por Lu Dias

LN

Como você muda de casa, menino.
Veja se sossega em algum lugar.
Minha homenagem à casa nova:

BLOG DO NASSA

Você tem sido um amigo querido
Sem jamais pedir nada em troca
Afasta a tristeza e empresta a mão
Quando a vida parece perder o sentido
Estimula a expelir a palavra engasgada
Empresta olhos e ouvidos
Mesmo sendo a escrita
Alegre ou atravessada.

Ouve o que quer e o que não quer
Dependendo de nosso humor ou ironia
Aceita o chato, o sensível, o alegre, o debochado
Exemplo vivo de cordialidade e democracia
Faz-nos sujeitos ao invés de objetos
Chama, alerta, critica, brinca e elogia
Incentiva-nos a ser agentes da própria história
Sem jamais perder a sensibilidade e a euforia. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags:
Voltar ao topo