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25/10/2009 - 09:45

Judas e a vice-presidência

Putzgrila! Tinha que vir o Luiz Felipe de Alencastro, de Paris, para colocar a discussão sobre “Judas” no ponto que interessa: os riscos que podem representar para o futuro governo a definição do vice-presidente errado. Ou de, como Judas pode comprometer a Ressurreição.

Da Folha

Os riscos do vice-presidencialismo

LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

A fala de Lula sobre Jesus aliado a Judas deu lugar a um extravagante debate teológico. Mas a questão essencial é mais terra a terra

T ÊM SIDO bastante debatidas as convergências e as complementaridades das políticas econômicas e sociais dos governos FHC e Lula.

Pouco se disse, entretanto, sobre a estabilidade institucional assegurada pelo sistema de dois turnos e pela reeleição dos dois presidentes.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , ,
23/10/2009 - 14:00

Os 12 Apóstolos de FHC

Por Neves

Quanta blasfêmia. Toda essa polêmica começou pelo acerto antecipado do PMDB com a candidatura Dilma. Então, para descobrir quem são os judas na jogada, fui pesquisar o governo FHC e alguns apóstolos que o acompanharam. É certo que Jesus não faria acordo com ateu, principalmente um que se associa aos Demos mas, por enquanto, Lula também não fechou acordo com o Fariseu Henrique Cardoso:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Ministros_do_Governo_FHC

“… com a reforma ministerial implementada por Fernando Henrique Cardoso, Renan Calheiros foi indicado pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA) para ocupar o Ministério da Justiça, em substituição a Íris Resende, que se desincompatibilizara para concorrer ao governo do estado de Goiás. Apesar das resistências ao seu nome, uma vez ter sido ele líder do ex-presidente Fernando Collor, a indicação foi mantida e Renan tomou posse no dia 7 de abril de 1998″.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
25/09/2009 - 14:00

Filiação de Henrique Meirelles

Do Valor

Meirelles acerta sua filiação ao PMDB

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acertou ontem sua filiação ao PMDB com o presidente nacional licenciado do partido, Michel Temer (SP), mas seu futuro eleitoral depende ainda de conversas que deve ter hoje com o presidente do PMDB de Goiás, Adib Elias, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , , , , ,
18/09/2009 - 07:29

O quebra-cabeças Kassab

Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.

Os elementos que temos:

1. José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.

2. Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições Tags: , , , ,
16/07/2009 - 09:24

Aposta Ousada do Presidente Lula

Do Valor Econômico

Uma aposta ousada do presidente Lula

Maria Inês Nassif

Não deixa de ser uma aposta ousada: no momento em que o PMDB é um somatório de desgastes de suas lideranças políticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lança numa cruzada destinada a sustentar nacional e regionalmente cada um deles. Lula tem dado a líderes pemedebistas que são a expressão da política tradicional – de clientelismo, patrimonialismo e mandonismo – uma sustentação cujo aval é sua alta popularidade, a maior conseguida por um presidente da República brasileiro em períodos democráticos. Tem acrescido a ela o apoio resignado de seu partido, o PT. Do ponto de vista tático, pode ser uma jogada de mestre: Lula passa de uma situação em que era refém do PMDB do Senado para outra, em que é credor da bancada pemedebista naquela Casa. Do lado político, todavia, é uma ofensiva que tende a trazer o PT definitivamente para a planície dos partidos tradicionais.

O PT debilitou-se internamente ao longo de dois governos e de um excessivo pragmatismo da direção partidária e do presidente Lula. O auge da crise do partido foi o escândalo do mensalão, em 2005, quando revelações sobre financiamento ilegal de campanha desmistificaram o entendimento de que era ele a força nova no quadro partidário brasileiro. A crise interna foi simultânea à colheita de popularidade de Lula, que cresceu à medida em que se tornavam visíveis os resultados das políticas de distribuição de renda do seu governo. Rompeu-se, assim, o equilíbrio da relação que existia até então, em que o poder das instâncias partidárias e o poder pessoal de Lula tinham quase o mesmo peso. A partir das eleições de 2006, Lula tornou-se politicamente muito maior que o partido.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria Tags: , , ,
22/03/2009 - 15:35

PMDB do bem também faz mal

Na curiosa classificação de Jarbas Vasconcellos, existe o PMDB do Mal, e o PMDB do Bem. Quando soltou acusações contra o do mal, não incluiu o deputado Eliseu Padilha. E por uma razão muito simples. Em 2002, quando Jarbas comandou a blitzkrieg que derrotou Itamar Franco na convenção do partido, houve barganhas de todo lado com o governo federal, lideradas por Jarbas, candidato a vice de José Serra. E o principal articulador da fisiologia era o Ministro dos Transporte Eliseu Padilha.

Na IstoÉ desta semana, Eliseu é acusado em uma operação da Polícia Federal, de fazer lobby para uma empresa de engenharia, com informações privilegiadas do BNDES, PAC e DNIT.

Do Estadão

Deputado é acusado de fraude

Revista revela que Eliseu Padilha (PMDB-RS) é investigado em inquérito sigiloso no STF

Carlos Rollsing, PORTO ALEGRE

A última edição da revista IstoÉ traz denúncias contra o ex-ministro dos Transportes e deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), que supostamente praticou tráfico de influência e fraude em licitações de obras de infraestrutura que interessariam a MAC Engenharia. O inquérito tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal.

A publicação teve acesso aos relatórios da Polícia Federal que revelariam o depósito de R$ 267 mil pela empresa na conta da Fonte Consultoria Empresarial, da qual Padilha e sua esposa Maria Emília são sócios. O também deputado José Otávio Germano (PP-RS) é citado como suposto fornecedor de informações privilegiadas em favor da MAC Engenharia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
12/03/2009 - 20:48

A propaganda do PMDB

Por Felipe Bertoni

A propaganda eleitoral do PMDB de hoje é engraçadíssima. Entre artistas tocando o hino do Brasil com ritmos tupiniquins, aparecem figuras extremamente caricatas (o “peão”, o “mineiro”, o “sertanejo”) elogiando o PMDB por ter sido o único partido que a ARENA aceitou na ditadura militar. Em determinado momento, aparece o “pobre”, falando bem do bolsa-família, de maneira tão superficial que, se fosse o PT, todo mundo estaria de cabelo em pé em casa. “O bolsa família é bão porque bota comida na mesa do povo”, fala o pobre. Depois afirma: “ainda dizem que é esmola”.

Colocando nesses termos, PARECE esmola mesmo.

Não existe absolutamente NENHUM conteúdo na propaganda política do PMDB.

Talvez espelhando a ideologia de seus pares.

Comentário

É uma cópia malfeita, uma caricatura daquele vídeo institucional, acho que da Embratur, com o Hino Nacional interpretado por vários gêneros de música brasileira – aquele, sim, um dos mais belos vídeos que já assisti,

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags: ,
20/02/2009 - 08:32

Caso Jarbas: conteúdo ou motivação?

No seu artigo de hoje em O Globo, o Merval Pereira admite o óbvio: que o sistema partidário brasileiro induz ao fisiologismo mais amplo, que a cooptação do PMDB por Lula, denunciada por Jarbas Vasconcellos, ocorreu com Fernando Henrique Cardoso. Enfim, constavava o óbvio: que todos os gatos são pardos. Para mostrar uma diferençazinha, diz que Lula demora mais que FHC para defenestrar os suspeitos.

Não é o caso de usar o argumento como forma de não-ação, mas de ir ao centro da questão, que é o sistema eleitoral-partidário brasileiro.

Antes de ontem, a Dora Kramer, no Estadão, questionava essa história de se buscar as motivações da entrevista do Jarbas. O que valia, segundo ela, era o conteúdo. Que conteúdo? Acusações genéricas sobre temas de conhecimento geral?

A única novidade era o fato de supostamente ser o desabafo de um homem justo, um varão de Plutarco que jamais recorrreu a tais métodos. Quase chorei ouvindo o Arnaldo Jabor perpetrar uma de suas crônicas brilhantes sobre a indignação do homem justo.

Quando se sabe que Jarbas imputa aos aliados do atual governo as mesmas práticas das quais ele era agente principal, junto ao PMDB, no governo FHC, a única importância da entrevista é permitir entender a motivação por trás dela.

O sábio Golbery do Couto e Silva dizia que a verdade era enfadonha: tinha apenas um ângulo. A mantira, não, revelava mil nuances sobre o mentiroso e suas motivações.

Agora, cá para nós, ouvir o Eduardo Cunha criticando o Jarbas Vasconcellos é de doer. Alguém apontou um artigo pós-Jarbas denunciando as manobras do PMDB com o Fundo Real Grandeza, de Furnas. Aí não se trata de denúncia de PIG, nem de armações amarelas da Veja: é risco na veia com o dinheiro dos trabalhadores de Furnas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
17/02/2009 - 19:42

Jarbas Vasconcelos, a vestal

Por Rafael Nardini

Nassif,

Não sei se você viu, mas têm duas entrevistas (Quércia e Sérgio Guerra) concedidas ao Terra Magazine recentíssimas e anteriores à entrevista de Jarbas à Veja, que escancaram essa indignação seletiva do senador
pernambucano.

Terra – Dentro do partido (PMDB), quem são as pessoas certas para articular a aliança com o PSDB?
Quércia – O Jarbas Vasconcelos, líder do PMDB em Pernambuco, é um exemplo. Temos muitas possibilidades.

Clique aqui.

Comentário

Da Folha de 11.11.2001

Fala sobre as articulações do PMDB governista para barrar a candidatura de Itamar Franco. Olha só quem faz parte do grupo das vestais:

Entrincheirado na Fundação Ulysses Guimarães, presidida por Moreira Franco, o grupo trabalha na formação de uma frente anti-Itamar. Entre os membros fundadores estão o próprio Moreira, que saiu do Planalto para não deixar as impressões digitais de Fernando Henrique Cardoso na articulação, Eliseu Padilha, que deixa o Ministério dos Transportes nesta semana, e os governadores Jarbas Vasconcelos (PE) e Joaquim Roriz (DF).

De Folha 10.11.2001

Nesse dia, Jarbas Vasconcellos critica a pouca flexibilidade de Itamar para negociar com o PSDB e o PFL.

Agência Folha – Na possibilidade de Itamar ser o candidato, qual seria a opção dos governistas?
Jarbas – Acho que o PMDB deve ter disposição de sentar à mesa para discutir com os outros partidos, PSDB, PFL. Coisa que o Itamar Franco não cogita, não aceita.

Agência Folha – E se Michel Temer vencer?
Jarbas – Pode ser o candidato e terá flexibilidade para discutir isso que acabei de colocar.

Da Folha 09.10.2001

Aqui, se mostra o grupo de Jarbas articulando a aliança com o Planalto. A matéria informa que Jarbas deverá ser o candidato para derrotar Itamar. O partido aproveita para apresentar a fatura a ser cobrada de FHC.

Por atender diretamente a Estados e municípios, onde se concentram os interesses eleitorais dos parlamentares, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano é considerada muito mais interessante que o Ministério do Desenvolvimento Agrário, uma fonte de problemas.

Em 2002 -ano de eleições gerais-, os investimentos previstos da SDU apenas em saneamento, habitação e urbanismo somam mais de R$ 1 bilhão. A manutenção dessa “mina de votos”, como é a chamada no partido, será a primeira exigência da ala governista do PMDB para tentar derrotar a candidatura presidencial de Itamar Franco na prévia partidária prevista para 20 de janeiro.

Por João Carlos

Da Folha

São Paulo, domingo, 24 de junho de 2001

PMDB fiel e FHC contam votos anti-Itamar

Articulada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, uma aliança de cinco dos seis governadores do PMDB … para tentar tirar fôlego da candidatura … Itamar Franco.

O presidente aceitou o plano peemedebista depois de se encontrar no começo do mês com o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos. Cotado para vice do ministro tucano José Serra (Saúde) … Segundo Henrique Alves, “o discurso de Itamar é um discurso contra o PMDB que está no governo há seis anos”. … A idéia é usar o poder de cargos e convênios federais para seduzir convencionais pró-Itamar.

De Eugênio Bucci, no Observatório da Imprensa

Considerações Ética sobre a repercussão da entrevista

(…) Não adianta dizer que as palavras do senador pernambucano decorrem de uma jogada de marketing político para promovê-lo. Elas são mais do que isso. São uma explosão, mais que um desabafo tão calculado assim. Jogadas de marketing procuram lidar com efeitos controláveis, ao menos controláveis aos olhos de seus artífices, e essa entrevista destampa um poço de demônios que correrão soltos pelos gabinetes. Sem controle de ninguém. Não dá para ter segurança quanto às conseqüências. Só o que dá para saber é que Jarbas disse a verdade, a sua verdade, no mínimo, uma verdade que não suportava mais guardar. Essa entrevista é uma peça jornalística respeitável. Aqui, porém, não vou cuidar de nenhuma análise das “amarelas”. Vou tratar apenas da repercussão ética que elas começam a alcançar. (…)

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
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