10/05/2009 - 14:30
É curioso o artigo do ex-Ministro Pedro Malan, no Estadão de hoje, sobre a crise internacional.
Muitas de suas críticas cabem como uma luva à sua condução da política econômica no período 1994-1999.
Diz ele:
(….) O que importa é que todos reconhecem hoje os elementos fundamentais da excessiva complacência que levou à situação atual e que tinha, a meu ver, quatro pilares, os três primeiros amplamente debatidos. O quarto, não, e foi dali que vieram, infelizmente, as graves e lamentáveis surpresas desta crise e do pânico que gerou.
O primeiro pilar de complacência foi erigido sobre a suposta sustentabilidade de um padrão de desequilíbrios globais, sem redução dos gastos domésticos (e/ou depreciação cambial) nos principais países deficitários (EUA, mas também Inglaterra, Espanha, Austrália, França, Itália), e aumento da demanda doméstica e/ou apreciação cambial nos principais países superavitários (China, Japão, Alemanha, Rússia, Noruega, Arábia Saudita). Como disse Herbert Stein, “se uma situação não pode ser sustentada, ela não o será”.
Todo o dilema do período 94-99 repousava nessa loucura. Se há um desequilíbrio externo crescente, cria-se uma situação insustentável. Ou se jogava o país em uma recessão braba ou se desvalorizava o câmbio. Malan permitiu que a situação explodisse em 1999 praticando uma política econômica em que o único agente era a política monetária do BC. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: estado mínimo, Pedro Malan
25/03/2009 - 09:21
No mesmo evento da Fecomercio, Pedro Malan e Gustavo Franco defenderam a política cambial – que gerou uma dívida pública que durante 15 anos drenou recursos de áreas essenciais para o mercado financeiro – alegando não ter certeza sobre os efeitos inflacionários de uma desvalorização cambial.
Apresentam como atenuante o que é prova maior de fracasso da sua política econômica – adiaram por 8 anos um ajuste inevitável, gerando um passivo descomunal. E fizeram isso porque o governo FHC nunca teve como foco o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, os investimentos públicos. A ideologia reinante era dar tudo para o mercado, que o desenvolvimento viria como decorrência.
A crise global do modelo é a comprovação maior de um erro monumental de estratégia política. Erro, aliás, se se pensar em projeto de desenvolvimento de país. Para os objetivos de FHC – criar uma estrutura de poder baseada na força econômica dos gestores financeiros -, era a estratégia correta.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQ0ZDR64Mk
Por João Paladino
Incrível como toda aquela lógica se resumia a isso…ao medo da inflação. E os modelos teóricos, e a arrogância, e as viagens, os ternos, as festas, as entrevistas, e a badalação, Petrobrax, Vale, CC5, a pose de “infant terrible”, a barba por fazer…tudo, tudo, HOJE, se resume a isso: medo da inflação. A devastadora política cambial: era só medo a inflação. E ai de quem pensasse o contrário: eram os “neobobos”. É assombrosa a cara-de-pau desse povo. É tão difícil assim reconhecer o erro? É impossível assumir a culpa pelo estrago? Cadê os estudos econômicos? Se a teoria econômica serve para alguma coisa, que seja empregada agora para quantificar o desastre ocasionado, nãos pelas pessoas, vá lá…mas pelo “medo da inflação”. Onde estão os econometristas? Mostrem o mal causado pelo medo da inflação. Para que esse erro não se repita. Essas pessoas conseguem dormir bem? Ou ainda são assombradas pelo medo da inflação? Eta falácia grosseira! Há famílias acampadas em volta de Tegaste? Ah, deixa que os bárbaros cuidam delas…não vamos abrir os portões não, temos medo da inflação, ops, da invasão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: Gustavo Franco, Pedro Malan