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14/09/2009 - 11:09

A visão insuportável da tolerância

De repente, sem que procurasse, um petardo caiu na cobertura da mídia. Um italiano branco, casado com uma pernambucana negra e apaixonado pela filha mestiça de oito anos, é vítima de racismo. Dois deformados morais não conseguem aceitar que um branco estrangeiro possa ter amor paterno por uma filha negra de oito anos.

O italiano é preso, acusado de pedofilia, em um episódio de repercussão internacional. Nenhum funcionário do hotel, nenhum hóspede confirmou a versão dos dois deformados morais. O italiano é colocado em condicional e faz um apelo para a imprensa do seu país não descontar a agressão na comunidade brasileira – à qual pertence sua mulher e sua filha.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura Tags: , ,
11/09/2009 - 16:11

Depois do italiano, a volta à normalidade

Por Ubaldo, o Paranóico

Caro Nassif,

Veja a que nível chega a histeria hipócrita de nossa sociedade. Enquanto o tal italiano vai preso (acusado de estupro!) pelo fato de dar um “selinho” na filha, à luz das Praias do Ceará, essas outras meninas ficaram restritas a uma página de jornal, sem a mínima repercussão, e sem nehum “moralista” para mandar prender algum político…

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=668827

O link está com data de 11.09. mas a data certa é 7.09 (dia da Independência!).

Observe, no final do artigo (logo abaixo do nome do jornalista, encimando o quadro “comente essa matéria), há um anúncio (à esquerda do quadro) com os seguintes dizeres: “Ache a mulher ideal – Milhares de perfil (sic) de mulheres para todas as idades”. É de doer, não é não?

Comentário

Como é anúncio Google, é possível que já não esteja quando acessarem a página.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
10/09/2009 - 18:40

Reparando (parcialmente) uma injustiça

Por Carioca

Nassif.

Finalmente sinais de bom senso.

O Globo posa agora de não concordar com as atitudes da delegada. Dá a entender que ela é que queria botar fogo no circo e torrar o italiano.

Justiça concede liberdade ao italiano acusado de beijar a filha de 8 anos

Publicada em 10/09/2009 às 18h02m VerdesMares, O Globo

FORTALEZA – A juíza substituta da 12ª Vara Criminal do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza (CE), Cristiane Maria Martins Pinto de Faria, concedeu liberdade provisória ao italiano acusado de beijar na boca a filha de 8 anos na Praia do Futuro. A decisão seguiu o parecer do promotor de Justiça Amsterdan de Lima Ximenes sobre o caso. A titular da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Ivana Timbó, deve concluir o inquérito ainda nesta quinta-feira.

A juíza Cristiane de Faria impôs algumas condições para a concessão do habeas corpus, entre elas o retorno imediato do acusado à Itália, onde ele possui residência fixa, não mudar de endereço sem a autorização da Justiça, não se ausentar por mais de 8 dias da casa e comparecer a todos os autos processuais até o dia do julgamento. O estrangeiro estava internado no Hospital Gênesis com hipertensão.

O advogado do italiano, Flávio Jacintho, considerou que a Justiça corrigiu um erro ao conceder nesta quinta-feira a liberdade a seu cliente. Segundo o advogado, houve um grande erro no caso.

- A Justiça corrigiu um grande erro. O pai estava beijando a filha, como é comum na Europa. Essa decisão (de libertar o italiano) já era esperada. Agora, a expectativa é que o inquérito seja arquivado – disse Jacintho na tarde desta quinta-feira.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
09/09/2009 - 08:39

O país da delação

Por roubrdario diniz valerio

Criou-se uma paranoia sobre pedofilia, lei maria da penha,etc, que ser homem já é principio de suspeição. Na justiça a palavra de possíveis vitimas são provas inquestionáveis. Suspeitos são condenados com base exclusivamente com base nos depoimentos de policiais que realizaram as prisões. Em compensação policiais são condenados e expulsos das corporações com base apenas no depoimento de possíveis vitimas de arbitrariedades.

Enfim, é uma loucura o que estamos assitindo no ambito de nosso sistema de controle social: policia, justiça, ouvidorias, MP. È rezar para nada nos aconteça em termos de alegações ou denuncias anonimas. Quem frequenta o meio como nós, advogados, temos calafrios só de imaginar o que pode acontecer com qualquer um de nós.

Por claudio rodrigues

Caro Nassif,

Redobrados parabéns por manter a posição de defesa intransigente da liberdade em detrimento da suposição e do falso moralismo. A questão aqui vai muito além do comportamento da mídia no episódio. Trata-se do gérmen de um fenômeno social que entreabre as portas para o precipício e as trevas. Todos passam a ser suspeitos em seus padrões comportamentais e sujeitos ao encarceramento até que provem a sua inocência num dos aspectos mais importantes de nossa condição humana – a nossa afetividade. Este mal precisa ser denunciado e combatido tenazmente.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
08/09/2009 - 22:57

Continua o filme de horror em Fortaleza

Clique aqui para ler matéria de O Globo sobre o depoimento dos funcionários. É assustador o clima que se criou para condenar o italiano.

O ponto relevante da história é se alguém mais (além do casal brasiliense) viu o italiano trocar beijos libidinosos com a filha de 8 anos.

A matéria abre com algo absolutamente irrelevante, para fomentar o linchamento.

Eles confirmaram que o empresário estava a sós na piscina com a menina, sem a mãe, quando foi acusado de beijar e tocar as partes íntimas da menina por um casal de Brasília.

A mulher disse que estava na piscina. Estar na piscina não significa necessariamente estar na água. Nunca entro na água e sempre digo que estava na piscina do clube, quando acompanho minhas filhas. Apegaram-se a esse detalhe irrelevante para colocar como ponto mais importante do depoimento.

O que interessava no depoimento dos funcionários, era se eles confirmavam as tais cenas libidinosas:

O gerente da barraca, uma garçonete e os dois monitores foram citados no depoimento do casal de Brasília que denunciou o caso à polícia. Por essa razão a delegada considerava que o testemunho deles era “imprescindível”.

O que eles disseram:

No depoimento à polícia, os funcionários disseram que não viram nenhum comportamento estranho ou que lhes chamasse a atenção. Em entrevista no início da semana, o gerente da barraca, Heitor Batista, afirmou que um monitor que fazia a segurança dos banhistas na piscina teria presenciado apenas um “selinho” entre pai e filha, chegando a assegurar que não se tratava de “beijo de língua”.

A garçonete foi igualmente enfática:

A garçonete Raimunda Silva Germana argumentou que também é mãe e que se tivesse visto algo estranho, teria chamado a polícia ou o supervisor da casa.

Ora, conclui-se que a acusação não foi confirmada. Engano. Segundo a delegada, se os funcionários não viram nada, não acrescentaram nada no depoimento.

Mas (a delegada) admitiu que “não alterou muita coisa”.

- Ninguém viu nem o selinho – disse a delegada Ivana Timbó, da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca), onde o inquérito tramita em sigilo.

Não alterou porque não confirmou o pré-julgamento do italiano. É uma aberração.

Outra declaração dos funcionários:

Segundo os monitores, o italiano ficou a maior parte do tempo no lado raso da piscina brincado de jogar a menina para o alto em direção ao fundo. Um dos monitores teria dito que não se distancia nenhum minuto da piscina e que faz parte do seu trabalho observar todo movimento de adultos com crianças.

Nem isso adiantou. Se não confirmar o que esses depravados esperam, o depoimento não vale.

E a filha?

A menina foi visitá-lo pelo menos uma vez no hospital onde está internado desde domingo depois que passou mal com hipertensão arterial. De acordo com o advogado Flávio Jacinto, a criança está se culpando pelo que ocorreu com o pai e deixou isso claro ao prestar depoimento à psicóloga e à assistente social da Dceca, na semana passada.

Quando perguntada se entendia o que estava acontecendo, segundo o advogado, ela teria respondido: “eu dei dois beijos no meu pai e criei essa confusão toda”.

Não há nenhuma outra testemunha confirmando as acusações. Mas isso também não importa à delegada:

Segundo a delegada, isso não significa necessariamente que outros não viram algo.

- Muita gente ainda prefere não se envolver nesse tipo de coisa, disse.

Por Mari Nassif

É um barbaridae sem tamanho. Trabalhei para a ONG Word Childhood e estranhei no início, o foco de trabalho deles: orientar diversas escalas da sociedade paa reconhecer e proteger o menor em situação de risco. Eu achava meio “periférico” demais para o assunto, acreditava que eles deveriam atuar na linha de frente, no combate direto à pedofilia – hoje, após um caso como este, entendo que esta orientação é de suma relevância para reconhecer os verdadeiros lobos maus das histórias.

Triste delegada que acabou com uma família, incitou o preconceito da forma mais nojenta e expos uma criança que desfrutava da parceria e intimidade de seu pai, um bem mais que precioso – desfrutava, no passado. Pobre delegada.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
08/09/2009 - 18:03

O “Deliverance” cearense

Confiram o depoimento da funcionária da barraca, negando qualquer ato libidinoso.

Depois, o da testemunha de acusação. Ouçam o que esse sujeito diz. Que o italiano beijou duas vezes a menina (em 30 minutos) e ficou amarrando o biquini da moça, olhando de lado, como se estivesse fazendo algo ilícito.

É vergonhoso manter o sujeito preso por conta desse depoimento.

Daqui para frente, é esperar que esse clamor selvagem, amplificado pela cobertura, não influencie as outras testemunhas a mudarem seu depoimento.

Ou clique aqui.

Vejam esse absurdo, da delegada. Parece uma cena de pesadelo do filme “Deliverance” (”Amargo Pesadelo”), aquele filme em que alguns amigos resolvem fazer canoagem e vão dar no centro da pré-história.

Aqui, o “Deliverance” norte-americano.

Por André Borges Lopes

Acusações de abuso sexual baseadas em depoimentos enfáticos e “convincentes” como o desse turista, somadas à “ação exemplar” de um delegado que gostava de dar entrevistas na televisão, destruíram gratuitamente pelo menos meia dúzia de vidas no caso da Escola Base em Março de 1994.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia, Sem categoria Tags: , ,
07/09/2009 - 19:09

Raio-X de um linchamento

É possível que apareça alguma testemunha-chave que prove que o italiano é, de fato, um pedófilo. De minha parte, duvido.

Vamos a algumas matérias sobre o tema, publicadas hoje pela mídia, para identificar a fragilidade do que se tem até agora. E mostrar, didaticamente, os recursos da mídia para esquentar um clima de linchamento. O que se observa, na matéria abaixo, é o mesmo estoque de recursos primários – mas eficientes para uma opinião pública desarmada – usado em tantos outros linchamentos.

Clique aqui para matéria de O Globo, baseada em outra da Agência Brasil.

O que tem  de objetivo a matéria:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
07/09/2009 - 17:51

A psicologia da delação

Esse caso do italiano é exemplar por permitir traçar o perfil psicológico do chamado delator público – aquele que se empenha no exercício da delação amparado por leis. É um tipo similar ao que eu costumava chamar de “assassinos na legalidade” – aqueles cidadãos que, sentindo que alguém transgrediu alguma regra ou lei, aproveitavam para exercitar seus instintos mais animalescos contra o presumível culpado. No meu livro “O jornalismo dos anos 90″ descrevo vários casos em que o linchamento se fazia supostamente amparado pela legalidade – com leis ou o clamor das ruas fornecendo o salvo-conduto para o linchamento.

O italiano estava na piscina com a filha, a esposa e amigos. Foi delatado por um casal – que a televisão protegeu, não identificando, do mesmo modo como se protege a quem delata grandes criminosos.

Os delatores estavam escudados em uma causa legítima em si: o combate à pedofilia que assola as capitais do nordeste. Com essa bandeira sagrada, se viram no direito de emitir julgamento sobre as carícias que o pai fazia em sua filha de 8 anos. Não se tratava de nenhum ato oculto, dissimulado. O pai estava fazendo carinhos em um local público. Todas as testemunhas que assistiram não viram nenhum sinal de libidinagem. Prevaleceu o julgamento moral de dois deformados, que viram sinais de luxúria onde todos os demais viram sinais de carinho paterno, que apresentaram como prova dois beijos que o pai deu na filha no intervalo de 30 minutos.

Como prende-se uma pessoa, traumatiza-se sua filha, baseado em um julgamento moral de dois anônimos – que  podem ser os deformados morais da história?

Pinçando o que saiu nos jornais, pinçando mesmo, porque nenhum teve a coragem de ir a fundo investigar as razões dessas testemunhas, fica claro o somatório de detalhes que alimentou seu preconceito: o pai é italiano; a mãe uma negra brasileira; a filha, uma mulata. De 8 anos. É impossível um pai branco ter carinho por uma filha mulata. O preconceito era contra a filha.

De nada adiantaram os atenuantes, de nada adiantaram as demais testemunhas negando terem visto qualquer ato malicioso. A malícia está na cabeça dos pervertidos. A juíza terceirizou o julgamento moral e permitiu a prisão do pai, permitiu que ele fosse arrancado do convívio da família e jogado num xadrez.

No Recife, os advogados tentaram um habeas corpus com um desembargador. Só poderia dar depois de consultada a juíza – que não trabalha no feriado. E uma criança traumatizada esperando o final da folga dos meritíssimos.

Alguns comentários, aqui no Blog, de pessoas estranhas, dão  boa dimensão de como é moldado esse comportamento fascista, típico para estimular delatores.

Um deles garantiu que, se comprovado que não é pai biológico, a culpa estará provada. Outra se baseou na lógica monofásica: a pedofilia é praticada por estrangeiros; o pai é estrangeiro; logo, só pode ser pedófilo.

Não adianta o exercício da razão, a busca de evidências, o raciocínio em cima do que saiu. À priori é culpado. Como diz uma outra ET, nos comentários, melhor errar por excesso do que por falta de punição. Como se o excesso fosse virtude, e não um possível erro que penalizou fortemente uma família inteira.

No episódio Escola Base, uma mãe desequilibrada levou o filho para ser analisado por uma psicóloga irresponsável, que estimulou o menino a fantasiar episódios que não ocorreram. Nada aconteceu com os delatores.

Nesse episódio, muito provavelmente o italiano foi vítima de dois deformados morais. Nada acontecerá com eles. Porque delataram tendo como álibi a defesa de crianças contra pedófilos – mesmo que a pedofilia, no episódio, só existisse na sua imaginação.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
24/06/2009 - 11:44

Uma decisão absurda

Atualização importante

Do Estadão

STJ absolve 2 por pagar prostitutas adolescentes

Mariângela Gallucci

Em uma decisão polêmica, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concluiu que não comete exploração sexual quem contrata prostitutas menores de idade. Os ministros da 5ª Turma rejeitaram a possibilidade de acusar dois clientes que pagaram para fazer sexo com adolescentes e confirmaram decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de Mato Grosso do Sul, que já os havia absolvido.

Os réus foram acusados de contratar os serviços de três garotas de programa que estavam num ponto de ônibus. O TJ rejeitou a acusação de exploração sexual, alegando que as adolescentes já eram prostitutas conhecidas. De acordo com a decisão, a responsabilidade penal dos acusados seria grave se eles tivessem iniciado as meninas na prostituição. O caso chegou ao STJ porque o Ministério Público recorreu. O MP argumentou que o fato de as meninas serem prostitutas não exclui exploração sexual. Para o STJ, o cliente “ocasional”, que contrata uma adolescente que já é prostituta, não pode ser acusado de submetê-la à prostituição ou à exploração sexual.

Comentário

É incompreensível essa decisão do STJ. Tem-se um mercado criminoso, a exploração de menores de idade. Esse mercado tem duas pontas: os aliciadores e os consumidores. Ao contrário da droga – na qual os consumidores podem ser considerados dependentes e tendem a prejudicar apenas a si mesmo – sexo com crianças é considerado crime.

O tratamento dado a esses consumidores é um estímulo a essa deformação, torna menos arriscado o comércio. Afinal, como identificar quem foi o responsável pela prostituição das crianças? A prória existência desse mercado tornará mais difícil a recuperação dessas crianças.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: ,
06/03/2009 - 15:08

Os pedófilos de Catanduva

Por Richard Pedicini

Prezado Sr. Nassif,

O atual linchamento de um “rede de pedófilos” em Catanduva é mais uma re-edição do caso da Escola Base.

Escrevi, hoje, do caso no Observatório da Imprensa: clique aqui.

Há novidades, que só servem para reforçar a convicção que isso é mais uma maluquice.

Atualizando, enquanto na sexta-feira, seis dos oito acusados não foram reconhecidos pelas “vitimas”, ontem foi recapitulado o episódio do “reconhecimento da mansão”.

No caso atual, o reconhecimento se sustenta somente na palavra de um pai – que quer ficar anônimo. No caso da Escola Base, foi um “advogado da acusação” que queria o conforto do anonimato para lançar suas versão mentirosa de reconhecimento de uma “mansão”.

O pai ainda disse que a filha reconheceu duas casas na mesma rua. Que “rede” é isso que utilizaria imóveis vizinhos, duplicando os riscos? Não tem sentido. E esta segunda casa nunca foi mencionada antes.

Fotos foram encontradas, “jogadas em um matagal próximo do casa do borracheiro”. (clique aqui). Seria que, com tanto barulho, o borracheiro não teria encontrado um fósforo? Ele está preso faz tempo; as fotos sobreviveram a chuva como? E as fotos não são das crianças de Catanduva – senão, alguém teria dito – e fotos de crianças nuas não é crime. Não se precisa procurar-las em matagais, se encontra até na coluna social da Folha de S.Paulo.

Neste caso também a mãe tem problemas psicológicos comprovados: “sindróme de pánico”.

Sobre o borracheiro, quem sabe? Mas confrontando um Senador da República, ele manteve sua inocência. (clique aqui)

E ele tem a presunção de inocência. Por minha parte, preferia defender um culpado, do que acusar um inocente. “Rede de pedofilia”, com certeza, não há nada que sustenta.

Foi sua voz que derrubou o castelo de cartas no caso da Escola Base.

A atenção que o senhor deu ao caso Colina do Sol em janeiro foi de utilidade imensa (um atualização daquele caso saio no Consultor Jurídico, domingo: clique aqui.

Sua voz fala bem mais alto do que minha. Se poderia dar uma conferida neste caso, seria uma benção para este pessoal sendo caçado com “armas de mídia de massa” em Catanduva.

Por Adriano Alves Pinto

O caso da Escola Base faz…. escola: clique aqui sobre o caso Madeleine.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
28/01/2009 - 10:54

Um caso confuso de pedofilia

Um caso estranho, o desse casal de americanos acusado de pedofilia. Os argumentos do americano são bem mais convincentes do que o de Abdelmassih.

Da Folha

Libertado, acusado de pedofilia afirma ser vítima de preconceito

GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM TAQUARA (RS)

Libertado após 13 meses de prisão, o piloto aposentado da Marinha dos EUA Frederic Calvin Louderback, 65, diz que não há provas que sustentem as acusações de pedofilia a que responde na Justiça e que pessoas foram coagidas a testemunhar contra ele.

O americano diz que se sente “discriminado” e critica a polícia e o sistema judiciário.
Ele e a mulher, Barbara Louise Anner, 73, e o casal de brasileiros André Herdy, 36, e Cleci Ieggli da Silva, 35, são acusados de atentado violento ao pudor, corrupção de menores, formação de quadrilha e produção e divulgação de imagens de sexo com crianças e adolescentes.

Os quatro, que vivem na comunidade naturista Colina do Sol, em Taquara (73 km de Porto Alegre), respondem ao processo em liberdade após um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul neste mês.

Leia trechos da entrevista, de uma hora, concedida à Folha em um restaurante na cidade. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags:
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