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	<title>Luis Nassif &#187; Palma de Ouro</title>
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	<description>Sobre economia, polÃ­tica e notÃ­cias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>Lembranças de Anselmo Duarte</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 16:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Anselmo Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Jabor]]></category>
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		<category><![CDATA[Jairo Arco e Flexa]]></category>
		<category><![CDATA[Palma de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ivan Lessa
Conheci demais o Anselmo. Desde que, em 1950, fizemos um filme na Atlântida (pode checar no IMDB e há os primeiros 20 minutos no YouTube). Tremendo moleque, engraçadíssimo, inteligente, papo sensacional. Anos 60, muita conversa no Fiorentina. Ele, como eu, morava ali no Leme. Simpaticíssima e mais do que justo seu lembrete e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Ivan Lessa</h2>
<p>Conheci demais o Anselmo. Desde que, em 1950, fizemos um filme na Atlântida (pode checar no IMDB e há os primeiros 20 minutos no YouTube). Tremendo moleque, engraçadíssimo, inteligente, papo sensacional. Anos 60, muita conversa no Fiorentina. Ele, como eu, morava ali no Leme. Simpaticíssima e mais do que justo seu lembrete e, eu ousaria dizer, homenagem. Abração do admirador e leitor habitual. Ivan</p>
<h2>Por jairo arco e flexa, de sp</h2>
<p>Permitam-me um comentário muito pessoal sobre esse paulista de Salto, que se tornou famoso com os filmes da Atlântida carioca.</p>
<p>Até estrear na direção com a comédia “Absolutamente Certo!” Anselmo era víitima de uma campanha impiedosa de grande número de críticos, que faziam de tudo para desmoralizá-lo.</p>
<p>Implicavam com sua pinta de galã, seu sucesso junto às mulheres, com o que consideravam sua falta de cultura, chamando-o de canastrão para baixo.</p>
<p>Quando “Absolutamente Certo!”, filme do qual, além de ser o diretor, era também o autor do argumento e o protagonista, fez um enorme e inesperado sucesso, a maioria dos críticos teve, com diria Zagalo, “que engoli-lo”.</p>
<p>Mas quando Anselmo anunciou que iria adaptar para as telas a premiada peça de Dias Gomes “O Pagador de Promessas”, os ataques recomeçaram.</p>
<p><span id="more-37891"></span>No dizer de seus críticos, era muita ousadia um diretor cuja única realização havia sido uma simples comédia, encarar uma das peças de maior sucesso do teatro brasileiro, que havia sido encenada de forma magnífica por Flávio Rangel.</p>
<p>E não é quem em seu segundo trabalho Anselmo emplacou a Palma de Ouro em Cannes, prêmio até então inédito para o Brasil, proeza que até hoje nenhum outro diretor conseguiu repetir?</p>
<p>Mas a inveja, ah, a inveja… O pessoal do Cinema Novo do Rio não admitia o sucesso do paulista de Salto, ex-galã da Atlântida e da Vera Cruz, dois símbolos do cinema que os cinemanovistas detestavam.</p>
<p>Não há nada de parcial nisso que escrevo, sou amigo de muitos diretores do Cinema Novo carioca, mas foi exatamente isso que aconteceu. Eles, muito chegados ao pessoal dos cadernos de cultura dos jornais cariocas, fizeram de tudo para ignorar o prêmio, e, quando era obrigados a falar dele, tentar desvalorizá-lo.</p>
<p>Arnaldo Jabor, um dos expoentes do CN, reconheceu numa entrevista, que ele e seus colegas conseguiram “botar água no chope do Anselmo”.</p>
<p>Poucos anos depois, Anselmo, como ator, também calaria a boca de seus críticos, com uma atuação memorável como o vilão de “O Caso dos Irmãos Naves”, filme de Luis Sérgio Person que tinha Juca de Oliveira e Raul Cortez vivendo os dois personagens do título, vítimas de perseguição policial e de um clamoroso erro judiciário.</p>
<p>Detalhe curioso de Anselmo como ator: pouquíssimas vezes atuou na TV e nem pensava em fazer teatro, por um problema de inibição e pela enorme dificuldade (ou falta de disposição) em decorar textos longos.</p>
<p>Apesar disso, era um improvisador fantástico. Em mesas de bares e restarurantes, quando desandava a contar “causos” de sua vida e da carreira (a maioria, obviamente inventados), prendia a atenção de todos com suas narrativas. Era um autêntico “one man show”.</p>
<p>Um de seus pontos altos era a narrativa, aperfeiçoada e refinada a cada vez que voltava a contá-la, de como havia jogado por alguns minutos ao lado de Pelé e Garrincha num amistoso da seleção brasileira em algum pequeno país da Europa e da África.</p>
<p>Todo mundo sabia que aquilo era uma enorme mentira, e mesmo assim todo mundo prendia a respiração enquanto Anselmo criava pausas e suspense lembrando como convencia o técnico da seleção a colocá-lo em campo.</p>
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		<title>A morte do galã maior</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 11:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Anselmo Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[falecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Palma de Ouro]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Stanley Burburinho
Acabou de dizer na CBN que o Anselmo Duarte faleceu hoje.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anselmo Duarte Bento (Salto, 21 de abril de 1920) é um ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a Palma de Ouro em Cannes, única concedida a um filme brasileiro, com O Pagador de Promessas, que também concorreu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Stanley Burburinho</h2>
<p>Acabou de dizer na CBN que o Anselmo Duarte faleceu hoje.</p>
<p>Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.</p>
<p>Anselmo Duarte Bento (Salto, 21 de abril de 1920) é um ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a Palma de Ouro em Cannes, única concedida a um filme brasileiro, com O Pagador de Promessas, que também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como Absolutamente Certo e Vereda da Salvação, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do Cinema Novo, sua carreira entrou em declínio e não acompanhou seu imenso talento. Membro do júri Festival de Cannes em 1971</p>
<p>(…)</p>
<p>Nome completo Anselmo Duarte Bento</p>
<p>Data de nascimento 21 de abril de 1920 (89 anos)</p>
<p>Local de nascimento Salto São Paulo</p>
<p>Ocupação Diretor, roteirista, escritor, produtor</p>
<p>Festival de Cannes Palma de Ouro: 1962 O Pagador de Promessas”</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anselmo_Duarte" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Anselmo_Duarte</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Dia desses fui almoçar com uma filha no Center 3. Vi Anselmo Duarte  sozinho, alquebrado, olhando os cartazes dos cinemas de lá. Avisei a filha: aquele é o maior galã da história do cinema brasileiro.</p>
<p>Foi mais que isso: diretor que primeiro projetou o cinema brasileiro no mundo, com a direção de &#8220;O Pagador de Promessas&#8221;, Palma de Ouro do Festival de Cannes. Fez uma pequena carreira internacional, trabalhando como galã ao lado da menina Marisol &#8211; que fazia muito sucesso na época.</p>
<p>Sugiro um bom levantamento para homenageá-lo com o Trivial de hoje.</p>
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