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07/11/2009 - 16:50

Opportunity: o preço do silêncio

Por Antonio

Nassif,

Eu trabalho no mercado financeiro há bastante tempo.

Li hoje uma nota na revista ISTOÉ que mostra que a vida do Dantas não deve estar tão fácil assim. A nota (em uma revista que é bastante suspeita em assuntos relacionados a Daniel Dantas) diz que ele distribuiu 100% dos lucros do banco para os funcionários. Isso não existe. Nenhum empresário (muito menos banqueiro) faz isso para “motivar” o time. Dantas está na verdade “comprando o silêncio” do seu time quando começam as notícias que a PF identificou os investidores do Opportunity Fund.

Ora, quem melhor que os funcionários de Dantas para fazer uma “delação premiada”?

A nota da ISTOÉ:

FINANÇAS

Mão aberta

O Opportunity distribuiu nesta semana 100% do lucro que obteve em outubro entre os seus funcionários. A generosidade é inédita no setor bancário. Os empregados de Daniel Dantas nunca se sentiram tão gratos ao patrão.

Comentário

Os dois ataques que sofri da Veja, no início dessa escalada suicida da revista com Daniel Dantas, foram pagos com seis páginas de publicidade em cada edição. O colunista incumbido dos ataques, Diogo Mainardi, depois confessou ter mantido relacionamento estreito com Dantas. Contava prosa, com a ingenuidade típica dos amadores deslumbrados.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
28/09/2009 - 10:50

O caso Opportunity e a Folha

Da Folha

Telecom Italia espionou várias teles no país

Em depoimentos à Justiça italiana, ex-executivos da TI revelam que Vivo, Telefônica e Telmex também foram investigadas

Entre as diversas atividades clandestinas estavam a invasão de computadores de empresas concorrentes e o furto de documentos

LEONARDO SOUZA

VALDO CRUZ

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em depoimentos à Justiça italiana obtidos pela Folha, ex-executivos da Telecom Italia (TI) revelam, em detalhes, que a operação de espionagem montada pela companhia no Brasil era muito mais abrangente do que se imaginava.

Sabia-se desde 2004 da guerra de contrainteligência entre a TI e o Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, pelo controle da Brasil Telecom, que contratara a agência de investigação Kroll para bisbilhotar os italianos, atingindo também integrantes do alto escalão do governo Lula. Pela primeira vez, contudo, vêm a público no Brasil relatos da atividade clandestina contra outras companhias: Vivo, Telefônica e Telmex (Claro e Embratel).

Continua

Comentário

Alguns comentários:

1. A notícia é velha. É o tal relatório italiano que a Veja vivia alardeando. Está disponível há mais de ano nos sites da Justiça italiana. Já mereceu ampla reportagem da Carta Capital. A única informação relevante é tentar levantar qual a motivação da Folha para ressuscitar notícia velha, correndo um claro risco de imagem.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
03/08/2009 - 09:09

O dinheiro do crime organizado

Com a matéria do Leandro Fortes, na Carta Capital desta semana (mostrando esquentamento de dinheiro em operações de desapropriação do governo Cabral, no Rio) e com a de Rubens Valente, da Folha (que publico abaixo) a situação do Opportunity torna-se insustentavel.

Na de Valente tem-se as evidências de algo sobre o qual se vem escrevendo a tempos: o fato dos fundos offshore terem passado a disputar a clientela do crime organizado. E uma informação relevante, sobre o funcionário do Banco Central, acusado de levar propinas por aplicar as reservas em ouro no Desdner Bank. É a primeira vez que leio a confirmação de algo que era bastante comentado na época, especialmente na gestão pré-Armínio no Banco Central: os critérios do banco para a aplicação das reservas.

É importante anotar que há muitos anos era de conhecimento público a existência de investidores brasileiros nos fundos offshore do Opportunity – o que contrariava a legislação do mercado de capitais, do Banco Central e da Receita Federal. Nem a imprensa, nem as autoridades se mexeram para sequer investigar as denúncias.

Apenas uma dúvida: esse material constava do inquérito original do Satiagraha ou foi agregado agora, de outros inquéritos sobre lavagem de dinheiro que já corriam na Polícia Federal?

Lembro que a Teletime e a Carta Capital ficaram sozinhas nessa fronteira. Na grande imprensa, apenas eu escrevi sobre o tema.  O Teletime foi processado pelo Luiz Leonardo Cantidiano (ex-presidente da CVM e diretor de empresas offshore de Dantas), com apoio dos grandes escritórios de direito societário do Rio, e quatro vezes por Daniel Dantas. A Carta Capital, por Dantas.

Da Folha

PF aponta lavagem de dinheiro por meio de fundo do Opportunity

Perícia descreve como doleiros brasileiros teriam enviado US$ 19 mi para Cayman em sistema fora do controle do BC

Relatório da Satiagraha diz que pelo menos 15 cotistas do fundo respondem por crimes financeiros; grupo nega as acusações da PF

RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
07/07/2009 - 10:34

O relatório de De Grandis

A Folha dá uma ampla matéria sobre a nova denúncia do MInistério Público contra Daniel Dantas.

Dantas abasteceu caixa do mensalão, diz Procuradoria

Ministério Público acusa banqueiro do Opportunity e mais 13 pessoas de sete crimes

DA REPORTAGEM LOCAL

A Procuradoria da República em São Paulo ofereceu denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas e 13 pessoas por suposto envolvimento em sete crimes diferentes, dentre os quais gestões temerária e fraudulenta e evasão de divisas. Pediu a abertura de três inquéritos policiais, um deles específico sobre a fusão, no ano passado, das empresas de telefonia Brasil Telecom e Oi/Telemar, que deu origem à maior tele do país.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
08/04/2009 - 18:33

Se vocês pensam que a PF foi embora…

Por Tereza Ramos

A PF realiza busca no Opprtunity em S. Paulo

Ação da PF foi mencionada nesta tarde por deputados na CPI dos Grampos durante depoimento de Protógenes

Rita Cirne, da Central de Notícias, Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo

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SÃO PAULO - A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira, 8, o cumprimento de mandados de busca e apreensão na sede do banco Opportunity, de Daniel Dantas, no Rio de Janeiro. Anteriormente, a PF havia informado que cumpriria mandados em São Paulo, o que acabou não sendo confirmado. Os mandados foram expedidos pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo .

De acordo com os agentes, a ação policial seria um desdobramento da Operação Satiagraha. A operação têm como objetivo a apreensão de livros fiscais de registro obrigatório da contabilidade dessas empresas.

Comentário

Obviamente o pedido de busca e apreensão foi feito pelo novo titular da Satiagraha, Delegado Ricardo Saadi.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
26/01/2009 - 18:26

OS US$ 2 bi do Opportunity

O bloqueio dos fundos do Opportunity em vários países pode ter vários desdobramentos, poucos favoráveis ao fundo e seus cotistas.

Quem quiser recuperar seus recursos terá que comprovar que eles foram legalmente declarados no Brasil. Se não declarou, não tem como comprovar que é dele. Ou então poderá requerer o recurso e pagar uma multa de 150% sobre o valor bloqueado. Obviamente, ninguém irá querer.

A alegação dos advogados de Daniel Dantas – de que o dinheiro é procedente da venda da Brasil Telecom para a Telemar – não ajuda em muito. Se o dinheiro saiu via doleiros, sem passar pelo Banco Central é dinheiro frio, crime de evasão e lavagem de dinheiro.

Mesmo comprovando que o dinheiro pago tem origem legal, o Opportunity esbarra em outro problemaço: confirmar que os cotistas do fundo são entidades legais e não apenas empresas de fachada.

Ou seja, o Opportunity Zain pode ser uma entidade regular; os fundos administrados pelo Opportunity que investem na Zain podem ser regulares. mas os quotistas desses fundos (investidores estrangeiros) podem ser fachada.

Provavelmente o inquérito foi por aí. Se os donos das das offshores (de fachada) que investem nos fundos forem detidas por brasileiros, esses brasileiros terão que pagar impostos no Brasil. Se não declararam que têm essas empresas, elas -e todos seus investimentos no Brasil – são podres.

É quase certo que o Opportunity terá que dar adeus a esses US$ 2 bi.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: ,
24/01/2009 - 18:17

O grampo no BNDES

Aproveitando o momento, pesquisei também, no acervo digital da Veja, as famosas fitas do BNDES, que revelavam os acertos com Daniel Dantas em 1999. É um documento interessante para os dias de hoje.


Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
24/01/2009 - 11:04

Veja e os US$ 2 bi

Não é uma notícia banal: é o maior bloqueio de recursos brasileiros da história, um dos maiores de todo o movimento mundial de combate ao crime organizado.

Mas a editoria de Brasil, da Veja, achou mais importante as seguintes matérias:

1. A Cartilha dos Guerrilheiros do MST.

2. Alckmin se alia a Serra (notícia que todos os jornais e sites e blogs deram durante a semana).

3. Newtão reclama: “Sou muito mais rico”, sobre a fortuna do ex-governador mineiro Newton Cardoso.

4. Pará: irmão de governadora acusado de molestar criança.

5 Terrorismo: “Caso Battisti pode ser decidido pelo Supremo” (notícia velha).

Nada que não possa ser atribuído a coincidências. Na semana passada Veja enalteceu Tarso, pelo caso Battisti, elogiou várias Lula e Dilma. Muitos leitores comentaram que parecia que o acordão havia sido selado.

No meio da semana explode a apreensão dos US$ 2 bi.

Veja nada noticia. Aliás, apenas ela e a IstoÉ deixaram de noticiar. E faz uma matéria especial sobre Battisti, desmentindo os elogios ao Tarso, que saíram na própria Carta do Editor.

Já disse algumas vezes: não seria possível desvendar essa trama intrincada não fosse o extraordinário amadorismo das peças centrais desse jogo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
20/12/2008 - 11:57

Sobre Satigrahas e lixos

No dia em que a Polícia Federal constatou que não há nenhuma prova sobre a existência do tal grampo no Supremo, a Folha deu destaque absoluto à entrevista de Gilmar Mendes – que não tem uma informação relevante sequer – e escondeu a nota sobre o fato em que há suspeita de um crime contra o Estado.

Como se explica?

Na página 2, o seguinte artigo de  Mário César Carvalho, na Folha, sobre “O lixo da PF”.

Veja o que ele escreveu:

(…) Na mais importante investigação do ano, num caso que junta eventuais crimes financeiros e lavagem internacional de dinheiro, suspeita de corrupção e tráfico de influência na ante-sala do presidente Lula, a PF fracassou.

O maior sintoma desse fracasso foi a decisão da cúpula da polícia de refazer o inquérito depois de três anos de investigação. Refazer inquérito é coisa de ditadura, de polícia pretoriana. Parece encomenda dos donos do poder para calar desafetos ou evitar que a investigação chegue à ante-sala do presidente.

(…) O resultado dessa combinação é um inquérito esquálido em fatos e adiposo em adjetivos. O silêncio do Ministério Público diante de tantos indícios de irregularidades da PF mostra que os fiscais do poder cochilam justamente no momento em que mais se precisa deles.

Dentro da PF, a palavra mais delicada a que se referem ao inquérito de Protógenes é lixo. É conversa corrente entre delegados que boa parte das provas devem ser anuladas pelas instâncias superiores da Justiça por causa das ilegalidades.

(…) É essa polícia mais republicana e mais técnica que saiu ferida na Satiagraha. A baixa qualidade da investigação mostra que a PF ainda não tem um padrão de qualidade, só para usar uma imagem cara à Globo. Uma polícia errática, com investigações cuja qualidade varia conforme o titular de plantão, é atalho para a impunidade. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
20/12/2008 - 11:02

O guardião de Dantas

A revista abriga uma falsificação – o grampo por escrito. Não dá uma linha sobre o fim do inquérito da Polícia Federal, que reforçou as suspeitas de que o grampo foi inventado.

Com isso, torna-se suspeita de crime contra o Estado. Na hipótese benigna, por ter acreditado em uma armação. Na hipótese robusta, por ter montado a armação. O mesmo se aplica ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes que, no mínimo, pode ser acusado de ter incorrido em pré-julgamento para gerar uma crise institucional. Em país sério, seria afastado do cargo por seus pares.

Os trechos de grampos até agora divulgados pela Satiagraha mostram jornalistas conversando com Dantas. Como o caso da Janaína Leite, dizendo a Dantas que “acabei com Nassif”. E Dantas mostrando preocupação pelo fato de Diogo Mainardi ter desembestado e aberto a guarda – provavelmente quando perdeu o rumo no episódio do Relatório Italiano e acabou divulgando o PDF e se desmacarando.

A revista não esclarece se os jornalistas gravados foram flagrados em atividade legal. Suspeita-se que não.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
20/12/2008 - 09:54

Da série “eu não existo sem você”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
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