01/11/2009 - 18:55
Da Folha
Diretor e ex-diretores da Eletrobrás foram denunciados por desvio de recursos públicos enquanto ocupavam cargo na companhia
Empresa, que contratou escritório particular apesar de ter quadro de advogados, alega respaldo em estatuto para justificar o pagamento
ANDRÉA MICHAEL
ANDREZA MATAIS
HUDSON CORRÊA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A Eletrobrás pagou R$ 1 milhão pela defesa de um diretor e dois ex-diretores acusados pelo Ministério Público Federal de usar seus cargos na estatal para desviar verbas públicas.
Eles foram investigados pela Polícia Federal na Operação Navalha e denunciados pelo Ministério Público, em 2008, sob a acusação de praticar os crimes de quadrilha, desvio de recursos, gestão fraudulenta e participação em esquema de fraudes a licitações.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: advogados, Eletrobrás, honorários, Nélio Machado, Operação Navalha
08/02/2009 - 11:59
Atualizado
O macaco em loja de louças que articula as ações de Daniel Dantas continua quebrando louças.
Fica até cansativo. Denuncia-se a ação articulada de órgãos da imprensa ligados a Dantas. Para não deixar que seus críticos sejam desmentidos, no momento seguinte os suspeitos articulam outra ação ao vivo e em cores, com todo mundo relevante acompanhando o caso. É como se estivesse em um palco e os atores fizessem uma chacrinha para combinar alguma manobra sem se dar conta de que as cortinas já se abriram e a platéia inteira está testemunhando.
É incompreensível tanto amadorismo!
Veja só:
1. Conjunto de resoluções do STF beneficiando os criminosos de colarinho branco. Conseguiram a vitória mais completa até agora. No momento da vitória, não passem recibo. Mas a síndrome do escorpião fala mais alto. Parece que a vitória sobe à cabeça e querem aproveitar a comemoração para fechar a fatura completa: a anulação da Satigraha e a liquidação dos inimigos. Todas as vezes que procederam assim, deram tiro de bazuca no pé. Mas não aprendem.
2. Simultaneamente a essa decisão, o advogado Nélio Machado simula um afastamento da defesa de Dantas. Na sequencia, novo festival da matérias.
3. O óbvio Consultor Jurídico solta várias matérias contra ABIN, contra a Satiagraha, conforme comentaristas já reportaram.
4. A óbvia Veja – que não deu uma nota sequer sobre o maior bloqueio de recursos da história, por autoridades judiciais internacionais – , pega uma matéria requentada (a tal reunião do general Jorge Félix com a ABIN em novembro) e procede ao cozidão costumeiro.
A Época já tinha dado essa matéria em novembro.
Veja consegue a gravação da reunião e cria do nada a mesma matéria. O general usa o termo “vazar a reportagem” nitidamente com o propósito de apontar quem foi a pessoa que originou a matéria.
O que diz o trecho que a revista quer utilizar para se inocentar do episódio do grampo:
Infelizmente, série muito grande de vazamentos, ocasionado por colegas de vocês, desde vazamento que deu origem a toda essa celeuma, essa reportagem (ABIN grampeou o Ministro) foi vazada por um colega de vocês, está claramente na reportagem. E consta aqui o repórter que fez a matéria, o Policarpo, teria informado a PF quem vazou a matéria.
Consta aqui que foi a mesma pessoa que vazou a outra reportagem que vazou na IstoÉ. Como vocês são homens e mulheres de inteligência, podem procurar saber quem foi.
A imprensa tem lado, infelizmente tem lado. E muitas vezes o lado não é o nosso lado. De modo que essas coisas saem e frequentemente são distorcidas e se voltam contra nós.
De forma que vamos fazer nosso trabalho progressivamente, sentimos que as coisas estão mudando, embora haja vazamentos até seletivos e interpretações seletivas também,. De modo que precisamos tomar cuidado e deixar que o tempo e o encerramento dos inquéritos coloque as coisas nos devidos lugares.
É crível supor que, se houvesse grampo clandestino da ABIN contra o presidente do STF, o general Félix admitiria em conversa com o corpo de funcionários da ABIN, oficialmente gravada e cujo teor ele mesmo admite que poderia ser vazado?
Francamente, não entendo esse suicídio editorial da revista. Quando mais remexe, pior fica.
Vá a esse endereço para ler as matérias: http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRJ6SgoQicupg_Uj Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Consultor Jurídico, Nélio Machado, Satiagraha, Veja
06/02/2009 - 08:09
Da Folha
CASO OPPORTUNITY
Criminalista gaúcho assume defesa de Dantas na Satiagraha
ANA FLOR
DA REPORTAGEM LOCAL
O advogado que encabeçou a defesa do banqueiro Daniel Dantas desde a deflagração da Operação Satiagraha da Polícia Federal, em 8 de julho de 2008, se afastou do caso. Nélio Machado será substituído pelo também criminalista Andrei Zenkner Schmidt, cujo escritório tem sede no Rio Grande do Sul.
A assessoria de imprensa do Opportunity informou que a decisão de se afastar temporariamente do caso foi de Machado, mas que ele continua no banco. O motivo seria seu suposto monitoramento por agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e por policiais federais em 2008. Em outubro, o advogado pediu à Procuradoria-Geral da República que apurasse indícios de investigação ilegal a seu respeito. Ele teria sido monitorado em Brasília e São Paulo. Chegou a ser acusado de encontrar assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. (…)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0602200914.htm
Comentário
O mero monitoramento não seria suficiente para o afastamento do advogado. É evidente que se chegou a algo que comprometeu sua continuação à frente do caso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Nélio Machado, Satiagraha
16/01/2009 - 19:45
Matéria do Estadão, sobre a investigação da corregedoria da Polícia Federal em relação à Satiagraha. A matéria diz que o delegado Protógenes espionou o notório advogado Nélio Machado (clique aqui).
Diz a matéria do óbvio Fausto Macedo:
“O inquérito deverá ser concluído em março. Protógenes deverá ser indiciado por quebra de sigilo funcional.”
Na repercussão, quem o Estadão vai ouvir? Surpresa: Delegado e deputado Marcelo Itagiba:
Itagiba afirmou que a Satiagraha, operação da PF que resultou na prisão temporária de Dantas, foi marcada por “abusos de poder”. “O caso é grave pois viola o Estado democrático de direito”, lamentou. “O episódio reforça os abusos de poder praticados no decorrer da Satiagraha tanto por parte da Abin quanto do delegado da PF”, afirmou.
Na avaliação de Itagiba, a revelação de que Protógenes espionou o advogado de Dantas reforça que “o poder precisa ser controlado”. “As pessoas acham que os fins justificam os meios. Os fins não podem justificar os meios. O Estado não pode cometer os mesmos crimes com a justificativa de que está atrás de criminosos.”
O “furo” do Fausto, que lhe permitiu acusar Protógenes de “quebra de sigilo funcional”, se baseou em uma informação vazada de um relatório sigiloso, de um inquérito em andamento, obtida graças à quebra do sigilo funcional. É o país da piada pronta.
Só para que não pairem dúvidas: o inquérito da PF tem o intuito claro de anular a Satiagraha, não de salvá-la, como originalmente anunciado.
Antes disso, até vídeos pornográficos em computadores da ABIN foram utilizados pelo titular do inquérito – imediatamente reverberado pelos deputados da CPI do Grampo.
Dos ataques anônimos
Aí vai um comentário foi colocado no Blog no dia 9 passado. Não entendi o que quis dizer, o que vem a ser “acusados secundários” mas deixo registrado. Pode ser que algum novo episódio esclareça o significado desse “acusados secundários” ou indique novos vazamentos e armações. Obviamente o email é falso.
Ricardo Chaer
rickchaer@ig.com.br
LN,
Diga a seus baba-ovos o porquê não comenta os acusados secundários.
Para não comprometer sua torneira-quente, não? Que o diga Demarco.
Veja as próximas Vejas, e verá!
Essas armações se dão em plena era da Internet, dos Blogs, da circulação ampla da informação. Mas continuam agindo como se vivessem os velhos tempos das armações impunes.
Não é à toa que, com praticamente todos os grandes veículos endossando Gilmar, Dantas e Nélio, tenham perdido tão bisonhamente a batalha da comunicação.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia
Tags: Estadão, Fausto Macedo, Nélio Machado, Protógenes, Satiagraha