Nassif & Amigos, ele é Valdonis. Aqui, tocando sua sanfona e cantando “Sonho de Ícaro”, num clipe bem-bolado com a Esquadrilha da Fumaça. Ah! A música é de Pisca e Claudio
Existem destinos e circunstâncias que mudam a história. A convergência da morte de Eleazar de Carvalho em 1996 com a vontade do governo de São Paulo de reviver a então abandonada Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e a ambição de John Neschling de dotar o Brasil de um organismo sinfônico de categoria internacional já está gravada para sempre nos nossos ouvidos e espíritos agradecidos.
O “CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA” promoverá no próximo mês de Dezembro (de 7 a 12) 2 concursos, ambos com um primeiro prêmio de R$10.000,00, oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura. Um deles será o “II CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para FLAUTA” e o outro o “V CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para PIANO”.
Horário: das 14:00 às 22:00, sempre na CASA MÁRIO de ANDRADE, na rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP.
“Agustín Barrios faz parte da alma brasileira. Não existe um só violonista brasileiro que não conheça ‘La Catedral’, que não tenha aprendido nos estudos de Barrios” (Luis Nassif. In: Violões do Brasil).
João Rabello é filho de Paulinho da Viola, neto de César Faria e, pelo lado materno, sobrinho de Rafhael Rabello. Mas já é fera em seu instrumento.
Nassif, a resposta mais contundente à Caetano Veloso veio de forma simples e também surpreendente, pois veio lá do blog do tucano Josias de Souza. Um vídeo do YouTube com Caetano cantando Calúnia, da Dalva de Oliveira :
Seção Musical em homenagem à semana inglesa do Presidente Lula, da serie British Dance Bands : De 1925 a 1940 Londres foi a a capital dos jantares elegantes ao som de famosas orquestras de dança que tocavam nos principais hoteis como Mayfair e Savoy e em night clubs como Kit Kat, foram em torno de 30 conjuntos entre os quais os mais conhecidos eram Bert Ambrose, Ray Noble, Jack Hylton, Harry Roy, Jack Payne, Jay Wilbur, Billy Cotton, Jack McDermott, Lew Stone, Fletcher Henderson, Roy Fox
etc., as orquestras tinham quase sempre cantores não fixos, como Al Bowlly, Vera Lynn, Elsie Carslile, Anne Shelton, Marjorie Kingsley, Rita Williams, Dan Donovan, Les Allen e uma estrela de quem tratarei em outro post, Frances Day, cuja vida de amores daria um belo filme, entre os seus casos teve Anthony Eden, futuro Primeiro Ministro, Eduardo VIII, futuro Rei e Lord Louis Mountbatten, primo do Rei e o ultimo Vice-Rei da India.
As orquestras tocavam em ambientes aonde era obirgatorio o traje a rigor, que era o padrão londrino para jantar nas classes altas, as orquestras tambem gravavam bastante e muitas delas eram contratadas da BBC.
As orquestras birtanicas eram bem diferentes das americanas, a musica sempre mais suave e menos estridente, o padrão londrino era especifico mas muitos musicos americanos tocavam na Inglaterra, alguns moraram lá por décadas mas o publico era inglês e a musica tinha um estilo inconfundivel, mesmo quando o compositor era americano, como a que Ray Noble toca no video abaixo, composição de Cole Porter.
Nassif,
Durante a minha já longínqua juventude, ouvia numa rádio aqui de Sorocaba (SP), uma melodia que sempre considerei belíssima. Lembra muito o ritmo tipico da Andaluzia, que eu não se precisar qual é. A orquestra que a interpretava era a de Victor Silvester. O nome da música descobri há poucos dias: é Toreador et Andalouse e o seu compositor e quem a compôs foi Arthur (ou Anton) Rubinstein, aquele pianista famoso…
A gravação original era em 78 r.p.m. Ao que consta, não foi registrada em LP, nem em CD. Alguém teria essa preciosidade para nos mostrar ?
Fim de semana musical, da serie Grandes Pianistas de Musica Ligeira, para mim o maior da segunda metade do seculo XX, George Feyer.
Nascido em Budapest, estudou musica classica na Academia Liszt, aonde foi colega de turma de Sir Georg Solti, regente da Filarmonica de Londres. Formado em 1932, passou a tocar piano em grandes hoteis europeus, especialmente em Paris, aonde era o pianista favorito do ex-Rei Eduardo VIII, o Duque de Windsor. Em 39 voltou à Hungria para proteger a familia, a guerra se aproximava, foi feito prisioneiro pelos alemães (era judeu) e acabou no campo de concentração de Bergen Belsen, de onde foi libertado no fim da guerra. Depois de muitas aventuras conseguiu ir para Nova York, via Venezuela e de NY nunca mais saiu, foi o pianista mais famoso do circutio elegante da grande cidade.
Seu primeiro emprego foi no Hotel Delmonico, depois no celebre Carlyle, aonde ficou por 12 anos e tinha como substituto nas férias Bobby Short, que ficou no seu lugar por 34 anos, o mesmo Bobby Short que tocou tantas vezes em São Paulo.. Do Carlyle Feyer foi para o Hotel Stanhope e de lá para o Waldorf Astoria, aonde o encontrei pela ultima vez no Hideaway Room em 1982. Estava em perfeita forma e teve a gentileza de me autografar seu ultimo long play Essentials of George Gershwin, que guardo com carinho. Feyer teve muitos discos lançados no Brasil, pela Cia. Brasileira de Discos, tenho quase todos, sempre o titulo de “Ecos”, de Viena, de Budapest, de Paris, da America Latina, de Minha Infancia, etc. Mas considero seus tres melhores discos os da decada de 80, Essentials of Gershwin, idem de Jerome Kern e idem de Cole Porter,albuns duplos que infelizmente não vi em CD. Feyer faleceu em 2001 em Nova York, um homem elegante, refinado, personagem do Velho Mundo, uma categoria de pianistas ligeiros que não se verá mais.
Abaixo “Ecos de Paris”
Sr. Luiz, meu pai é professor de violão e seresteiro. Ele canta músicas de Vicente Celestino e devido alguns problemas de saúde teve que parar, mais agora ele resolveu retornar e eu estou tentando divulga-lo para shows, poderia me ajudar me passando nomes de lugares que ainda gostam de ouvir músicas desse e de outros cantores da época de ouro da rádio?
Nassif & Amigos, a voz não é assim uma brastemp, mas a
verve poética é de arrepiar e sua obra é extensa. Com Vcs,
Fausto Nilo (e de Quixeramobim). Abs.
Ideval Anselmo nasceu em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, São Paulo, e começo sua trajetória no samba 1969, desfilando com o Camisa Verde e Branco o enredo que hoje virou quase um hino da agremiação: “Biografia do Samba – O samba através dos tempos”. Em sua primeira tentativa como compositor de sambas de enredo, em 1972, também na escola de samba Camisa Verde e Branco, emplacou o samba “Literatura de Cordel”. Depois teve muitos sambas interpretados nos desfiles do grupo especial (23 no total) nas diferentes passarelas do samba da cidade: Av. São João, Av. Tiradentes e Pólo Cultural Anhembi. Ao lado de parceiros, como Zelão, Miro, Jordão, Carlinhos, Soró e outros, criou alguns dos clássicos que marcaram história do carnaval e do samba de São Paulo, como “Narainã”, “A Lua” e “Cabaré”. Já consagrado o maior campeão de sambas de enredo de são Paulo, em novembro de 2005, foi convidado a integrar a Embaixada do Samba Paulistano, com quem gravou o CD na coleção Memória do Samba Paulista. No mesmo projeto gravou o disco, ainda inédito, “Ideval Anselmo e Zelão”.
Nassif, com o intuito de aliviar as distensões, reforço a sugestão de ontem:
A VIDA SÓ PROSPERA NA DIVERSIDADE – OU TUDO ESTÁ INTERRELACIONADO
Nos dias em que a tv globo, que não representa o nosso globo, através de infelizes opiniões ajuda a provocar uma desventura entre alguns portugueses ofendidos e uns poucos brasileiros intometidos, para acalmar o ânimo de gregos e baianos, sugiro uma parceria de uma brasileira (Cássia Eller) com um argentino (Victor Biglione) interpretando uma estadunidense (Janis Joplin) homenageando famosa marca alemã (Mercedes Benz).
Nassif, gostaria de registrar e lamentar o falecimento de Leon Barg, importante pesquisador e mais importante colecionador de discos antigos do Brasil, que através da Revivendo mantinha vivo a história da música brasileira.
Abraço
Comentário
Uma enorme perda para a música brasileira, enorme mesmo.
Meu universo musical limitado me impediu de conhecer mais da cantora Odetta que, acabo de saber, faleceu em dezembro de 2008. A mulher tinha uma fibra! Essa versão de The Midnight Special é muito bacana:
E, para complementar, aí vai uma versão da mesma música com o Creedence… Rock muito louco….
Que tal um trivial do João Gilberto para esse fim de semana?
Mesmo reconhecendo que o embrião da batida do violão nasceu com o mestre Garoto, foi o grande João Gilberto Prado Pereira de Oliveira quem esculpiu essa obra primorosa, que transborda brasilidade.
Pra enfraquecer o complexo de vira-lata que atinge tantos jornalistas e políticos, ouçamos Pra Que Discutir Com Madame:
Depois, uma cena fantástica de cumplicidade e talento entre pai e filha, com Diga:
Por fim, o encontro de gênios, com sorrisos morotos e cúmplices de quem sabe que o que estão fazendo ninguém faria igual, com Tom e João executando Garota de Ipanema:
Abaixo, o “link”
que acabo de conseguir
no YouTube, da música
do FOLCLORE MINEIRO:
AMO-TE MUITO (…)
Esta música é de autoria
do saudoso Maestro JOÃO CHAVES,
líder do GRUPO DE SERESTA
JOÃO CHAVES, de Montes Claros, MG.
Dizem os amigos mais
chegados de JK que a música
dele preferida era AMO-TE MUITO,
e não É A TI FLOR DO CÉU,
ou PEIXE VIVO,
como dizem alguns.
A PEC da Música avançou. A Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais da Câmara aprovou o relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição 98/07 – mais conhecida como PEC da Música – de autoria do deputado Otavio Leite.
A proposta elimina impostos sobre os CDs e DVDs produzidos no Brasil, que contenham obras de brasileiros ou interpretadas por brasileiros – o que poderá gerar uma redução de cerca 25% nos preços para o consumidor. A iniciativa beneficiará também as mídias digitais. “Hoje, ao baixar músicas pelo celular, o consumidor paga 35% de imposto. Um absurdo contra a cultura nacional”, diz Otavio.
Como divulguei na aba de Eventos desse Portal aconteceu, ontem a noite (14/09/09), na cidade de Teresina (PI), na Oficina da Palavra, mais uma edição do projeto – “Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais – Violão Brasileiro” -, desenvolvido pelo Sesc, apresentando os violonistas Marcello Fernandes e Henrique Annes.
Graças ao trabalho voluntário e dedicado de Cláudia Tulimoschi, agora já é possível ouvir alguns programas com perfis biográficos de artistas portugueses que fizeram carreira no Brasil. O podcast Mundo Fado Brasil vem fazendo um importante trabalho de resgate e preservação da música portuguesa. Pena não contar com o patrocínio de quem pode auxiliar, membros da colônia luso-brasileira, que se interessam somente por assuntos que rendem lucro!
Quem me ensinou como a coisa funciona foi minha mãe que, diga-se de passagem, me ligou quando já estava morta há quase um ano.
Distraído pelo burburinho da cidade, eu passava por um telefone e ele tocava. Eu não percebia. Mas foram tantas as vezes que isso aconteceu que, meio cismadão, acabei atendendo.
Gaúcha e meio impertinente, a Neli foi logo dizendo:
-Beto: É a tua mãe. Desculpe insistir dessa maneira, mas se ligo na tua casa poderiam grampear nosso papo. Sabes estes tempos de dedoduragens tecnológicas? Enfim, iriam achar estranho mãe morta falar com filho vivo e , quem sabe, averiguar tua pessoa (já tão inutilmente dantes averiguada). continua
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.