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20/10/2009 - 08:14

Governo x multinacionais brasileiras

Do Último Segundo

Coluna Econômica 20/10/2009

A caminhada do país rumo a um papel mais relevante no cenário mundial esbarra em alguns problemas culturais entranhados. Um deles é a visão provinciana, de quem não consegue entender as relações entre governos e grandes empresas.

Grandes multinacionais são extensão dos governos nacionais.

Lembro-me de um episódio, anos atrás, em que um presidente da Volkswagem do Brasil – austríaco – teceu algumas considerações sobre o “apagão” energético. A reação transbordou as críticas contra a Volks e quase se tornou um caso diplomático.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , ,
30/08/2009 - 13:29

Porque eles amam o Brasil

Por Marcos Doniseti

Nassif, as remessas de lucros dos países emergentes estão salvando as grandes empresas multinacionais.

Notícia:

Por Jornal do Brasil

Remessa de lucros: emergentes tiram múltis da crise financeira

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
22/07/2009 - 11:26

A estratégia chinesa

Do Estadão

China vai usar reservas para comprar empresas

A China vai usar suas reservas internacionais, que já superam os US$ 2,132 trilhões, para expandir e apoiar aquisições de empresas no exterior pelas companhias chinesas, afirmou Wen Jiabao, o primeiro-ministro chinês. “Devemos acelerar a execução de ?estratégias de saída? e combinar o uso de reservas de divisas com a ?saída? das nossas empresas”, disse a diplomatas chineses, segundo informou o jornal britânico ?Finantial Times?.

O governo quer que as empresas chinesas aumentem sua participação nas exportações mundiais, disse Wen. A estratégia de saída da crise para a China é o incentivo aos investimentos e aquisições no exterior, principalmente por grandes grupos industriais, de propriedade estatal, como a PetroChina, Chinalco, China Telecom e o Banco da China.

Qu Hongbin, economista-chefe do HSBC na China, disse: “Esta é a primeira vez que ouvimos falar de uma articulação oficial dessa política de apoio direto às companhias para compra de ativos offshore”.

Os investimentos diretos chineses em empresas não-financeiras em outros países aumentaram para US$ 40,7 bilhões no último ano. Em 2002, eram de apenas US$ 143 milhões.

Wen não antecipou quanto das reservas será destinado para as operações, mas Qu Hongbin disse que a medida será parte de uma estratégia para reduzir a dependência chinesa dos títulos americanos e do dólar como moeda de reserva.

“Essa é a diversificação de reserva em um sentido mais amplo. Em vez de acumular divisas e ativos financeiros de curto prazo, o governo quer que o País acumule ativos corporativos reais de longo prazo”, disse. Grupos de propriedade estatal, particularmente dos setores petrolífero e de recursos naturais, têm reforçado a sua caça aos ativos de empresas à venda em consequência da crise global.

Comentário

Esta história de melhor dos BRICs está trazendo uma falsa ilusão ao Brasil. Não há visão estratégica consolidada sobre inserção internacional, sobre melhoria do valor agregado das exportações. O Ministério de Ciências e Tecnologia tem uma boa visão sobre o tema, assim como o BNDES. Mas não há uma política que sistematize todos esses pontos e transforme em política de Estado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
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