19/11/2009 - 10:17
Em Observação
Por El Cabezon
Todo mundo FOI com a Visanet?
Bancos de investimento, a CVM, o Bacen e os Ministérios da Justiça e Fazenda, imprensa e uma pergunta de R$8 bilhões: quem sabia com antecedência das mudanças nas regras do mercado de cartões ocorridas logo após o IPO do Visanet?
Parece muito conveniente o momento escolhido para a abertura de capital da Visanet e o anúncio recente de mudanças nas regras do mercado de cartões de crédito. O IPO ocorreu em julho/09 e movimentou algo em torno de R$8 bilhões, beneficiando cerca de 20 bancos nacionais e estrangeiros de médio e grande porte, que colheram os frutos do IPO como vendedores de ações e/ou como coordenadores da operação.
Em 30/09/09, menos de 90 dias após o IPO, foi anunciado o conjunto de medidas para aumentar a competição no setor. Dentre as diversas mudanças, que já vinham sendo estudadas há anos (há estudos no site do Bacen em parceira com os Ministérios da Fazenda e da Justiça datados de 2006), destaca-se o fim da exclusividade no credenciamento de estabelecimentos.
O impacto sobre os investidores é enorme. A Visanet mudou até de nome para se enquadrar à nova realidade, passando a se chamar Cielo. Vultosos investimentos em marketing estão sendo e ainda serão desembolsados para concretizar essa mudança. Além disso, matéria no Valor de 18/11 informa que a previsão de queda com receitas de aluguel de máquinas POS é de 20%, de queda da receita com comissão sobre vendas é de 15%, e que a participação de mercado da companhia deve cair de 47% para 36%.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios
Tags: Banco Central, cartões, CVM, IPO, mudanças, Visanet
23/08/2009 - 17:00
Por H. C. Paes
Caro Nassif,
conquanto sua análise percuciente da quizumba atual seja correta, a conclusão do terceiro artigo me parece ingênua.
A situação que você descreve de guerra sem quartel é um desfecho inevitável de qualquer ciclo político cujos personagens operem em interesse próprio (o que se a aplica a essencialmente todos os ciclos políticos das democracias representativas de coalizão ocidentais).
Um autor que só conheço de fonte indireta, G. W. Hegel, percebeu um padrão de atitudes de agentes independentes que leva, inexoravelmente, a um colapso total ou parcial do sistema em que esses agentes operam. A isso ele deu o nome de “List der Vernunft”, ou argúcia da razão.
Esse conceito me fascina desde que li sobre ele num editorial da Internet a respeito da política anglo-saxã no Oriente Médio. Segundo Hegel – e isso muito antes de toda essa rasgação de seda em torno dos gênios da teoria dos jogos -, em circunstâncias em que todos agem de forma a garantir o seu em prejuízo ao outro, o processo histórico é conduzido a um novo equilíbrio à revelia das vontades dos agentes, e fora de seu controle. Se entendi corretamente, isso equivale a dizer: “Quando todos agem irracionalmente, a razão se impõe, freqüentemente por vias calamitosas”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: crise, Hegel, mudanças, teoria do caos
08/07/2009 - 19:35
Por Vivi
Nassif, que tal iniciar uma discussão sobre as mudanças que gostaríamos de ver implementadas no Senado? Sabemos muito bem que quem está lá não quer mudanças, e elas só acontecerão por um movimento externo, da sociedade civil. Em vez de só reclamar (e com toda a razão), temos que começar provocar as mudanças, não é mesmo. Aí vai a minha contribuição inicial:
1. redução do mandato para 4 anos;
2. extinção de suplentes: se o senador sair, perde a cadeira e assume o segundo colocado nas eleições;
3. fim das mordomias (pagamentos vitalícios de saúde e outras benesses)
4. divulgação via internet de todos os gastos de cada senador, em tempo real…
Sei que já é querer demais, mas eu acabaria até com os políticos profissionais, pemitindo que eles pudessem ter no máximo duas legislaturas seguidas, depois teriam que ficar uns 5 anos em “quarentena”, e só depois desse prazo poderia tentar se eleger novamente.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: mudanças, reforma, Senado
19/02/2009 - 12:13
Do Estadão
Serra apresenta projeto de alterações no MP
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-apresenta-projeto-de-alteracoes-no-mp,326701,0.htm
AE – Agencia Estado
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SÃO PAULO – O governador José Serra (PSDB) deu início a um processo de reforma dentro do Ministério Público de São Paulo. Por meio de projeto de lei complementar, Serra quer alterar oito artigos da Lei Orgânica da instituição abrindo caminho para os promotores de Justiça concorrerem ao cargo de procurador-geral de Justiça – posto hoje restrito aos procuradores.
O governador também abre as portas do Conselho Superior, permitindo aos promotores se candidatarem a seis cadeiras do colegiado que controla arquivamento de inquéritos civis, inclusive os do procurador-geral, e decide sobre promoções e remoções na carreira. O conselho tem 11 integrantes, todos procuradores, e é presidido pelo procurador-geral. É a mais ampla reforma já promovida na instituição que detém competência constitucional para investigar improbidade e corrupção na administração pública.
O projeto de Serra chegou ontem ao Órgão Especial do Colégio de Procuradores, formado pelos 20 mais antigos e por 20 eleitos. Depois, o texto deverá seguir para a Assembleia Legislativa. A proposta tem grande impacto na promotoria porque a participação no processo eleitoral interno é antiga aspiração da classe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-apresenta-projeto-de-alteracoes-no-mp,326701,0.htm
Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: Ministério Público, mudanças, São Paulo
21/01/2009 - 10:26
Um bom levantamento das mudanças em curso nos Estados Unidos, em artigo de Conor Dougherty, The Wall Street Journal, publicado pelo Valor:
• Os EUA estão bem avançados em tornar-se um país com uma “maioria de minorias”, onde menos de metade dos habitantes será de brancos de ascendência européia , o que despertará questões de identidade e coesão nacionais.
• Empregos de boa remuneração na indústria de transformação continuarão a desaparecer, como vem acontecendo há décadas, mas agora empregos bem pagos no setor financeiro provavelmente também desaparecerão.
• Entre as faixas etárias de maior crescimento está a de americanos entre 55 e 64 anos; esse aumento ressalta o crescente ônus do sistema de saúde e de aposentadoria.
• Os americanos estão mais apreensivos do que em décadas sobre seu futuro econômico.
• A cultura também está em fase de mudança. Mais americanos buscam suas notícias e entretenimento na internet, uma mudança que transformou setores da mídia influenciadores de opiniões e cultura.
• Embora um porcentual maior de americanos gradue-se em universidades, o diploma não assegura salários crescentes.
• Muitas mudanças são para melhor, com a perspectiva de melhores relações raciais e o abrandamento de tensões regionais.
• Os americanos estão poupando mais – mudança que será dolorosa no curto prazo, mas poderá gerar uma reserva de capital para criação de empregos e investimento.
• A recessão poderá reduzir o desnível entre os ricos e todos os demais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: EUA, mudanças
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