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21/11/2009 - 14:27

O editorialista do Estadão abandona o rigor

Por laercio monteiro

Caro Nassif, observe o editorial do Estadao: “Surrupio de Dinheiro Público”, pag A3 do Estadao de hoje. Com a chamada “Com mercadorias roubadas e dinheiro público, o MST faz sua féria”.

O editorial é apelativo e mentiroso. Lendo o texto vemos que ele abrange dois assuntos diferentes.

Primeiro a condenação  de dois membros do MST, flagrados vendendo mercadorias que teriam sido roubadas em uma invasão. Imaginemos por exemplo, que dois funcionarios da Agência Estado sejam flagrados  vendendo mercadoria roubada; a manchete dos jornais seria “Com mercadorias roubadas o Estadão faz sua féria”?

Depois, apresenta o caso da Agência Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), dirigida pelo “militante petista” Bruno Maranhão, condenado pelo TCU a devolver R$2,2 milhões que não teriam sido utilizados para os fins estabelecidos. Segundo o próprio editorial, a Anara é ligada ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), e não ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A acusação do jornal não tem pé nem cabeça.

A discussão do assunto no é importante. A grande imprensa continua na sua  cruzada contra os movimentos sociais.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
31/10/2009 - 07:00

A invasão dos sem terra

Vamos a algumas considerações sobre os sem terra em São Paulo.

Recentemente fui jurado de um prêmio de qualidade do governo do Estado de São Paulo. Um dos competidores era o ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo), encarregado do programa de reforma agrária estadual.

Apresentou o projeto e seu representante foi inquirido pelos jurados.

O projeto, em si, consistia na montagem de um sistema pela Internet, que permitia o cadastramento de todas as famílias, organizando a fila de tal maneira que quem não conseguisse lote em um projeto, continuaria na fila para o outro.

Antes, era uma guerra, porque as famílias precisavam se cadastrar em vários locais.

O sistema apaziguou os sem terra de São Paulo. Cessaram as invasões, o nível de ansiedade reduziu o de cooperação aumentou. Perguntei sobre o relacionamento das diversas organizações dos sem-terra com o ITESP. Era ótima, foi a resposta. O único problema era a excessiva morosidade da Justiça para desapropriar terras devolutas.

Esse é o nó. Não se trata de avançar sobre propriedades produtivas ou com o registro de posse comprovado. O grande fator de ansiedade, provocando invasões, era a demora em desapropriar terras que, por lei, se destinam à reforma agrária.

O representante do ITESP – órgão do estado de São Paulo – afiançou que, muitas vezes, as movimentações dos sem terra eram essenciais para tirar a Justiça da letargia secular.

É essa a questão central a ser trabalhada pelo governo de São Paulo, União, Poder Judiciário e entidades agrárias.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , , , ,
24/10/2009 - 18:44

Contra a CPI do MST

O novo desenho do país está dado.

Tem que ser suficientemente amplo e plural para caber a grande empresa e o pequeno empreendedor, o sistema financeiro e os movimentos sociais, o agronegócio e a agricultura familiar, as políticas industriais e a Bolsa Família.

Esse é o desenho de país moderno que se pretende. E peça chave nessa montagem é o repúdio a toda forma de radicalização, parta de quem partir.

O MST é um movimento jovem. Como todo movimento político infante, tem a fase de radicalização. E tem a fase do amadurecimento.

Conheci a Universidade MST uns dois anos atrás e fiquei impressionado com o trabalho que fazem. Nas poucas conversas que tive com o Stédile me pareceu um intelectual sólido e um belo organizador de um mundo à parte – com a cultura MST, as pequenas propriedades do MST.

Sem conhecer intimamente o movimento, me pareceu um avanço em relação a práticas de outros tempos, quando convocavam desempregados urbanos para ocupações, em troca da promessa de terra.

Por outro lado, pelo que me informam não há uniformidade política no MST. Há todo um processo de amadurecimento que, mais à frente, irá levar à institucionalização do movimento, como um partido à esquerda representando o último segmento dos excluídos do país.

Há duas formas de se tratar o MST. Uma, jogá-lo na ilegalidade. Outro, ter paciência – sem abrir mão da disciplina da lei – aguardando seu amadurecimento, a construção da rede econômica de pequenas propriedades, a organização comunitária e, futuramente, o partido político que irá enriquecer o espectro político brasileiro – ao lado de novos partidos que surgirão mais à direita ou mais à esquerda.

Popr Fernando M.A.

Só uma dúvida, a CPI é de qual MST?

MST é uma sigla que a imprensa usa para tudo, mas que não corresponde a toda a verdade, pois existe o “Movimento dos Sem Terra” (que anda quieto), o Movimento Libertário dos Sem Terra”, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra” (este é o grupo que motivou a CPI) e assim por diante, o qual são grupos diferentes, o que distingue a quem é ligado, ao PT, ao PSOL, a Igreja Católica (normalmente são os libertários), ao PSDB (sim, os tucanos tem ou tinha seu grupo de sem terra), chegando a existir mais de um deles por estado (já ouvi catorze deles num estado só, o que não imagino como é possível).

Novamente pergunto, qual deles será investigado? Se focar em todos nenhum deles terá profundidade alguma e será completamente inútil.

Do Portal Luís Nassif

Intelectuais fazem manifesto contra CPI do MST

• Postado por Cabocla

Assinam o documento personalidades como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo e Emir Sader

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Intelectuais do Brasil e do exterior divulgaram nesta sexta-feira, 23, um manifesto em defesa dos Movimento dos Sem-Terra (MST) e contra a CPI criada nesta semana para investigar supostas irregularidades na repasse de verbas públicas para a organização. De acordo com o documento, está em curso no Brasil “um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST”. No fundo, diz o texto, “prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira”.

Entre os signatários do manifesto aparecem os escritores Eduardo Galeano, do Uruguai, e Luiz Fernando Veríssimo. Também estão na lista o crítico literário e professor aposentado Antonio Candido, o cientista político Chico de Oliveira e o filósofo Paulo Arantes. Até o final da tarde de desta sexta-feira, cerca de cem pessoas já haviam assinado o manifesto, que está circulando por diversos países. Em Portugal ele ganhou a adesão do sociólogo Boaventura de Souza Santos, um dos ideólogos do Fórum Social Mundial.

Continua

Por Neves

Postei ontem e repito:

Manifesto em defesa do MST

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

http://resistir.info/brasil/manifesto_mst_out09.html

Quem quiser assinar o manifesto

http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais Tags: ,
15/10/2009 - 13:35

O IBGE e os assentamentos

Por Rui Daher

É um assunto complexo. Em muitos artigos de minha coluna semanal no TERRA MAGAZINE (clique aqui), tenho defendido a importância e os incentivos à agricultura familiar contra a sanha das CNA, SRB, bancada ruralista, etc.

Boa parte dos incentivos está centrada no MDA (Desenvolvimento Agrário) com resultados positivos. Assim como é óbvio que a referida pesquisa do IBOPE é meia-boca e oportunista diante de importantes decisões iminentes – Reforma do Código Florestal, Índices de Produtividade – e de alopradas intervenções do MST, também é verdade que a situação dos assentamentos não é muito diferente do que concluiu a pesquisa.

O próprio Gustavo reconhece e justifica isso. Erra, no entanto, ao sugerir comprovação através do Censo Agropecuário 2006, do IBGE, embora este sim seja um trabalho sério e conclusivo.

Erra porque a situação dos assentamentos é completamente diferente daquela das pequenas propriedades agrupadas na rubrica “agricultura familiar”. E, no Censo, o IBGE juntou as duas, o que fez confundir um segmento produtivo – embora também desassistido – com um precário e de características bem diferentes.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , , , ,
07/10/2009 - 10:39

MST X Cutrale

Em Observação

Por Nilson Fernandes

Nassif, o INCRA informa que a fazenda Santo Henrique pertence a União por integrar o antigo Núcleo Colonial Monção e sua retomada aguarda decisão juducial. O Núcleo Monção tem origem em 1909. Foi constituído por um grupo de fazendas, parte comprada pela União e parte recebida em pagamento de dívidas da Companhia de colonização São Paulo e Paraná. No total estas fazendas somavam aproximadamente 40 mil hectares, abrangendo partes dos municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

Nassif, o INCRA tem mais de cincoenta ações contra a CUTRALE no município de Ourinhos. O Juiz DA 2ª Vara de Lençóis Paulista ao conceder a reintegração de posse baseu-se entre outros documentos em um ofício do Comandante da PM de Bauru. O MST disse que não saí.de terras griladas pela CUTRALE.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
31/08/2009 - 08:35

O novo republicanismo: evangélicos e MST

Por Felipe Vargas Zillig

Dentro do panorama de consolidação da existência de uma linha política nos moldes do patriotismo constitucional republicano, dois movimentos sociais , igrejas evangélicas e MST, merecem análise.Qual seria o comportamento destes movimentos que se caracterizam por girarem mais em torno de si próprios que se preocuparem em se inserirem na sociedade e em todo o bojo de discussões nacionais.

As igrejas evangélicas tem a característica de libertação de seus fiéis, através do incentivo a melhoria das condições financeiras dos mesmos aliado ao argumento do fortalecimento espiritual, promovem discussões ontológicas , desprezando as discussões epistemológicas tendo porem a ocorrência do FENÔMENO que a medida que os fiéis vão se libertando dos vícios , dificuldades sentimentais e situação econômica precária muitos começam a ter uma independência maior em relação as lideranças religiosas que tinham no momento de adesão ao movimento religioso .A tendência seria este movimento imprimir marcas conservadoras, porem do conservadorismo das classes mais baixas, diferente do conservadorismo antigo dirigido pelas classes mais altas, estas ligadas hoje a outras forças políticas. Esta parcela da sociedade , conservadores das classes mais baixas, hoje estão ligadas aos políticos oriundos da igreja que não tem se envolvido em escândalos de desvio de dinheiro público, diferentemente dos políticos conservadores tradicionais.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais, Política Tags: ,
29/08/2009 - 14:50

O Clube dos Arapongas

Por Vladimir

O governador Serra e sua revista de apoio,a Veja,poderiam explicar o grampo sem aúdio do ministro do STF e do senador de goiás.

Em matéria desta semana,sempre do mesmo jornalista (?),esta revista tem a cara-de-pau de divulgar a quebra do sigilo fiscal de ONGs ligadas ao MST,dizendo cabalmente que a revista teve “acesso” às contas de ONGs ligadas a entidade e,a partir deste início,faz todo tipo de exercícios mirabolantes para incriminar a entidade.

Pequeno trecho da matéria:

“VEJA teve acesso às movimentações bancárias de quatro entidades ligadas aos sem-terra. Elas revelam como o governo e organizações internacionais acabam financiando atividades criminosas do movimento

De Policarpo Junior e Sofia Krause”

Comentário

Policarpo Jr é ligado aos velhos arapongas do ex-SNI que ainda continuam na ABIN. É de sua lavra e de seu amigo araponga aquela maluquice sobre dinheiro das FARCs na campanha política (leia aqui o capítulo que escrevi na série sobre a Veja).

O esquema é manjado e foi aplicado na matéria sobre as FARCs. Um araponga qualquer, herdeiro direto da Guerra Fria, produz um documento irrelevante em que diz que ouviu de alguém que disse para alguém que alguém disse. Depois, procura o Policarpo, que é pau para toda a obra.

Aí o Policarpo produz matérias atribuindo aos órgãos oficiais o relatório do maluquete da guerra fria. E a Veja, que perdeu qualquer discernimento sobre jornalismo, dá espaço aos dois arapongas.

Obviamente, Serra nada tem a ver com o clube dos arapongas, dos quais Policarpo é presidente honorário.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
21/08/2009 - 22:10

A morte do sem terra

Por beatriz

Oi Nassif

É com muita tristeza que escrevo pra ti hoje, um dia de luto para o RS. Estamos retornando ao século XIX? Estamos a mercê de um desgoverno que permite a morte no campo, não por grileiros, a morte saiu das mãos daqueles que teriam que defender a vida dos cidadãos gaúchos. Choro, choro lágrimas de dor ao ver as imagens do Elton alvejado pelas costas, sem ter o direito de se defender. Choro, choro lágrimas de dor pela família de Elton. Choro também pelos meus filhos, por viverem em um Estado que permite a morte de Elton. Nassif, minha dor e de muitos gaúchos é grande e a revolta é maior, espero que os brasileiros de bem rezem por nós e que Deus nos ilumine e nos proteja. Um abraço.

Por Flavio

Clique aqui.

Nassif, as fotos acima são o resultado de três fatores:

- a mudança de postura do governo do estado, que passou a tratar o MST como bandidos, utilizando a Brigada Militar de forma truculenta, com denúncias de agressões descabidas e até tortura por parte do MST, dando a impressão para a sociedade o MST não deve ser respeitado;

- a atuação de parte de integrantes do judiciário atuando ilegalmente na tentativa de indiciar o MST como organização criminosa, com manipulação dos seus integrantes, escolas de formação de “guerrilheiros’ e quadrilha:

- a atuação engajada do grupo RBS fazendo com que seus veículos de comunicação desinformem a opinião pública, desconstruido com imagens e meias verdades a atuação do MST, omitindo a forma de atuação da brigada militar, instalando o terror na sociedade, não fazendo a investigação jornalística imparcial para os dois lados do conflito, usando termos leves para a atuação do governo e termos pesados para os atos do MST.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais, Sem categoria Tags: , , , ,
27/07/2009 - 13:24

O que pensa o MTST

Do Fórum de Discussões do Portal Luís Nassif

Sinais de Fumaça – Dialogando com todo mundo e o mundo inteiro

* Publicado por Liu Sai Yam

Segue o texto integral de reflexão formulada pela coordenação política MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que, ao lado de outros movimentos legitimamente nascidos de carências concretas dos totalmente desassistidos de políticas públicas, e totalmente apartados de estatísticas economicistas fragmentárias, transita o dificil, porem firme terreno da arregimentação política a oferecer renitente resistência ao avanço predatório do capital, construindo práxis diária apoiada na busca de unidade, na consolidação teórica e no enfoque realista, pragmático, do que há para se combater e construir, desatrelado mas não apartado de instâncias partidárias, governamentais, organizativas. Explicitam-se claramente os caminhos convergentes de movimentos de base com organizações trabalhadoras, partidos de esquerda e sindicatos. Clama por unidade, não antagonismo.

São sinais de fumaça a sinalizar aos caras-pálidas que a história ainda está em pleno andamento – a despeito do inconformismo dos muitos candidatos a coveiro – e que o processo econômico nada representa, ou representa tudo, face ao imprescindivel engajamento político, à necessidade cada vez mais presente de transformar estruturalmente, e não apenas retocar.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: ,
05/03/2009 - 08:31

A morosidade nas desapropriações

Por Gustavo Souto de Noronha

Trabalho no INCRA – órgão responsável pela reforma agrária e algumas informações relevantes sobre ocupações de terras e convênios com entidades ligadas ao MST e outros movimentos sociais.

É de uma estranheza absurda o CNJ pedir prioridade aos processos envolvendo ocupações de terra quando a grande maioria (não digo todas, mas quase a totalidade) as ocupações ocorrem já vistoriadas pelo INCRA consideradas improdutivas e normalmente já decretadas de interesse social para fins de reforma agrária.

Muitas destas áreas são ocupadas porque apesar de o INCRA ajuizar a ação de desapropriação a justiça federal não concede a prioridade (prevista em lei e não por uma resolução do CNJ) para os processos de desapropriação para fins de reforma agrária. Ou seja, uma parte significativa do conflito agrário desapareceria se não fosse a morosidade da justiça. Exemplo concreto, se todas as áreas que o INCRA do Rio de Janeiro está com a desapropriação paralisada na Justiça fossem liberadas, TODAS as famílias acampadas no estado poderiam ser assentadas. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
04/03/2009 - 11:40

Procurador Geral contra Mendes

Por Fernando

Caso vc não tenha visto, segue a resposta do PGR sobre as ultimas manifestações do Gilmar Mendes.

MP não tem preconceito, diz procurador-geral da República sobre o MST

Comentário se contrapõe a declarações de Gilmar Mendes sobre sem terra.

Procurador afirma que MP tem agido em relação aos conflitos no campo.

Diego Abreu Do G1, em Brasília

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse nesta terça-feira (3) que “o Ministério Público não tem preconceito”, em referência à forma como o órgão age nas investigações referentes aos conflitos agrários. Souza deu a declaração após ser questionado se concorda com a forma como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tratou o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
02/03/2009 - 09:19

Gilmar Mendes pré-julgando-se

Por LPorto

Percebi que há pessoas que não sabem, mas quem pediu esta investigação (sobre De Sanctis) da corregedoria foi GM

Quem necessita de corregedoria urgente é este Ministo.

Nassif leia com atenção.

Marco Antonio, observe sobre a medida provisória !

Comentário

Trechos principais do artigo (íntegra na sequência):

A tal de medida provisória aguarda julgamento nos escaninhos do próprio STF, presidido pelo Dr. Gilmar. Há uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) pendente de decisão e, em se tratando de Adin, segundo o RISTF (Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), o presidente, Dr. Gilmar, votará.

(…) O ministro Gilmar tomou posse no STF em junho de 2002. Entre janeiro de 2000 e a posse era o advogado-geral da União e, antes, sub-chefe da Casa Civil da Presidência da República para Assuntos Jurídicos. Pois é… Na época era o titular do dever de defender a constitucionalidade da MP que agora irá julgar… Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém! Prudência… Juris(prudência) é assim que se dá o nome à ação dos juízes… menos açodamento… não aos pré-julgamentos! Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
28/02/2009 - 18:45

Aquilo deu nisso – 3

De O Globo

MST invade fazenda de Daniel Dantas e diz que é protesto contra Gilmar Mendes

Publicada em 28/02/2009 às 17h47m
Flávio Freire, O Globo

SÃO PAULO – Cerca de 200 famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram, na madrugada deste sábado (28), a fazenda Espírito Santo, no município de Eldorado dos Carajás, sudeste paraense. As terraspertencemà Agropecuária Santa Bárbara, uma das empresas do Grupo Opportunity, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas.

A coordenação do MST na região informou que a invasão foi um protesto às recentes declarações do ministro do STF, Gilmar Mendes, de que repasses de verbas públicas ao movimento são ilegais. Os sem terra garantiram que não houve violência durante a ocupação, e que os funcionários da empresa que opera naquela área têm livre acesso para entrar ou sair da propriedade quando quiserem. A manifestação de Gilmar Mendes foi o que provocou a invasão.

- Essa é uma ação em protesto às manifestações públicas de Gilmar Mendes “Dantas” – disse o coordenador da ocupação em Eldorado dos Carajás, Charles Trocate, fazendo um trocadinho ao incluir ao nome do ministro o sobrenome de Daniel Dantas. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
28/02/2009 - 11:06

Aquilo deu nisso – 2

Atualizado

Por EDSON MEDEIROS

Xi, acho que o Gilmar mexeu com o pessoal errado, hein! Acho que ia “chamar as falas” o MST e que ficariam todos quietinhos.

De O GLOBO

MST diz que não usou ‘nenhum centavo’ de dinheiro público e chama Gilmar Mendes de ‘Berlusconi tupiniquim’

SÃO PAULO – A direção nacional do MST afirmou nesta sexta-feira, em nota, que o movimento “nunca usou um centavo de dinheiro público” para ocupar terras. Dirigente nacional do movimento, João Paulo Rodrigues, atribuiu a culpa pela distribuição de verbas a ONGs ao governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O líder sem-terra também fez duros ataques ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes,(…)

A nota de João Paulo acusa ainda Gilmar Mendes, de ser “o mais novo líder da direita brasileira”, um “Berlusconi tupiniquim”. (…)

“É ágil para defender o patrimônio, mas lento para defender vidas. Ataca os povos indígenas, os quilombolas, os direitos dos trabalhadores, os operários e defende os militares da ditadura militar. Enfim, agora a direita brasileira tem seu Berlusconi tupiniquim. E ele opina sobre tudo e sobre todos. Aliás, ele está devendo para a opinião pública brasileira, uma explicação sobre a rapidez como soltou o banqueiro corrupto Daniel Dantas”, diz o líder na nota. (…)

Comentário

O inusitado não é a maneira como João Paulo Rodrigues se refere ao presidente da Suprema Corte. É o fato de que, depois da exposição midiática, da falta de limites, da falta de escrúpulos em se valer de um cargo que não é propriedade dele (a presidência do Supremo),da insistência despudorada em defender única e exclusivamente direitos de poderosos, Gilmar Mendes fazer por merecer. Ele ficou vulnerável ao julgamento de qualquer movimento a quem competiria a ele julgar. Ele, não: o Supremo. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , ,
26/02/2009 - 16:18

O ping (pong) do Globo com seus leitores

Tenho dito aqui que a grande mídia terá enorme dificuldade para tratar com o jornalismo interativo pois significará abrir mão do poder de manipular conclusões.

Confira que exemplo mais didático.

O Globo publicou a matéria do Rainho sobre Gilmar Mendes e Dantas. Houve muitos comentários. A partir deles, o jornal fez uma matéria com o título:

Leitores do site do GLOBO criticam invasões do MST após declarações de Gilmar Mendes

Leia a matéria. Depois leia os comentários que peguei na home do jornal. São cinco comentários, dentre os dez publicados. Não cheguei a ler os 100 ou 200 comentários, mas é gritante a diferença entre a amostragem dos comentários, na própria home do jornal, e a seleção feita nessa matéria.

O ping de O Globo

Publicada em 26/02/2009 às 13h24m
O Globo

RIO – As críticas feitas pelo ministro Gilmar Mendes às invasões realizadas por movimentos sem-terra durante o carnaval , entre elas as lideradas por José Rainha, dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mobilizou leitores, que deixaram mais de 200 comentários no site do GLOBO. Gilmar Mendes disse que as ações extrapolam os limites da legalidade e, em referência indireta ao governo federal, ressaltou que a lei impede o poder público de financiar esses grupos.

A leitora Paula Soares Vieira criticou os sem-terra e classificou o movimento como uma organização de esquerda criada alimentada para dar suporte ao governo:

” Só no ano passado (o MST) embolsou mais de R$ 50 milhões do nosso dinheiro.Toda aquela gente é transportada e alimentada com esse dinheiro para criar desordem rural ”

“Só no ano passado (o MST) embolsou mais de R$ 50 milhões do nosso dinheiro.Toda aquela gente é transportada e alimentada com esse dinheiro para criar desordem rural e bater palmas nos comícios petistas. O governo tem muita terra para fazer reforma agrária sem que haja a necessidade de invadir o patrimônio privado, que é garantido por lei”.

Celso Costa Pinheiro fez críticas às invasões, assim como o ministro, e condenou as invasões apoiando-se em um dos fundamentos básicos do capitalismo, o do direito à propriedade privada :

“Até que enfim uma voz lúcida e sem compromissos partidários levanta-se contra do MST. Vamos ver agora se a sociedade, pressionando o Estado, faz finalmente este processar e condenar os criminosos que invadem as fazendas. Somos um país capitalista, e por isso tem que haver o respeito a propriedade privada e a segurança jurídica.

Para Cláudio Luiz da Silva Barretto, o movimento já não tem mais a legitimidade que tinha quando surgiu, há 25 anos. O leitor, alinhado com o comentário de Paula Soares Vieira, manifestou-se e opinou sobre a relação do governo com o movimento:

“O MST deixou de ser legítimo há muito tempo. Já foram noticiadas em vários veículos de mídia as atividades, contas e “filosofia” desse grupo. Curioso que uma autoridade tenha tocado nesse assunto dessa forma – é clara a tolerância e negligência do governo”

Já o leitor Marcello Castro de Lima Oliveira foi um pouco mais radical nas críticas:

“Após anos de tolerância e conivência com o terrorismo travestido de movimento social, por parte do PT, que o mantém e do PSDB, que o tolera, eis que, finalmente, se levantou uma voz para por fim a esse estado crônico de criminalidade. Chega desse terrorismo liderado por Stédile e Rainha e financiado por Lula”

Mas houve quem ponderou, como o leitor Álvaro Carvalho Galvão Gomes de Mattos:

” O senhor ministro deveria lembrar que a Constituição diz que a reforma agrária deve ser feita e que se isso já tivesse ocorrido não existiriam desculpas para qualquer tipo de invasão ”

“Se a sociedade tolera deve ser por que ela entende e tem como legítimos as ações de um grupo marginalizado e excluído de todo e qualquer processo político, por falta de acesso a terra, educação, saneamento, excluídos tecnológicos, excluídos da informação”

E Matheus Martins de Sousa concluiu fazendo coro por uma reforma agrária, razão da luta do MST:

“O senhor ministro deveria lembrar que a Constituição diz que a reforma agrária deve ser feita e que se isso já tivesse ocorrido não existiriam desculpas (nem necessidade) para qualquer tipo de invasão”.

O pong dos leitores

Jose Geraldo Ferreira Netto
26/02/2009 – 15h 44m

Este Ministro Digo: Gilmar ” Mentes a Bessa “, desculpe o trocadilho, más é de propósito. Este Ministro não gosta de ser contariado nem pelos seus párias, ele é do tipo, eu digo o que é verdade e fim de papo, será que ele esta sempre com a razão nas suas decisões de carater superior; no caso do Daniel Dantas o negócio é o outro : poder financeiro sobrepoem a dita e tão falada JUSTIÇA dos comuns versos a justiça dos hábeas corpus dos ricos, elite esta que o Sr. Gilmar Mentes a Bessa protege.

LucaNeoni
26/02/2009 – 15h 43m

Se liga Rainha !

O Gilmarzão é compadre do Dantas.

Tá entendido ?

MauroRio
26/02/2009 – 15h 43m

Cadeia para os dois – Dantas e Rainha, esta deveria ter sido a decisão do STF. Lugar de ladrão, corrupto, corruptor, conivente, invasor, bandido de qualquer espécie, com ou sem colarinho, com ou sem faixa no peito, é na cadeia.
E quem pensa que é o sr. Rainha para criticar decisões proferidas pelo STF, mesmo partidas do sr. Gilmar Mendes, que é uma vergonha para a instituição?
Pau neles. E nos outros, que permanecem impunes, às nossas custas.

Tutas
26/02/2009 – 15h 38m

Quem que este Rainha acha que é?
Tem colarinho branco? Tem?
Justiça rápida para ele.

Martelin
26/02/2009 – 15h 35m

O suspeitíssimo Gilmar Mendes, que preside o fácil STF e atende a pedidos do Demóstenes Torres pelo telefone grampeado (que coisa horrível), ao alfinetar o PT, perdeu mais uma oportunity para ficar quieto. Não é aceitável que o órgão máximo do judiciário passe a sensação de injustiça e de venalidade.

É aceitável que no STF nem todos sejam juristas excepcionais, mas é inaceitável pairar desconfiança. O PT não merece o poder, o Lula não merece o prestígio e o Gilmar merece cadeia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
26/02/2009 - 15:54

Aquilo deu nisso

Por luciano

Nassif,
Notícia do Globo:

Rainha pede a Gilmar tratamento que teve Daniel Dantas

O líder dissidente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, rebateu nesta quinta-feira as acusações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que criticou na quarta-feira a violência do movimento e disse que as autoridades não podem tolerar as invasões .

Rainha, que liderou a ocupação de 21 fazendas no Pontal do Paranapanema durante o carnaval , cobrou do ministro o mesmo tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity e acusado de corrupção, durante a Operação Satiagraha , da Polícia Federal, no ano passado.

Dantas foi preso duas vezes, mas acabou solto após habeas corpus concedidos por Mendes. Ele foi condenado em dezembro a dez anos de prisão pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis.

- Nós estamos lutando pela dignidade humana e o ministro não pode nos dar tratamento diferenciado ao que deu, por exemplo, a Daniel Dantas. Não se pode deixar os ricos sempre a favor da lei e condenar os pobres por se valerem de lutas – disse o líder dissidente do MST.

Por andrei barros correia

Estamos anestesiados, condicionados, viciados. Juiz julga e fica calado sobre o que julga. Juiz é aquele personagem em que ficam mal a ânsia de protagonismo, o indecoro, a falta de pudor.

Verifica a adequação de fatos a moldes legais. Interpreta os moldes legais segundo regras que não foram inventadas ontem, no botequim da esquina.

Política pública, opção política, isso está a cargo dos representantes do povo.

Estamos tão anestesiados que consumimos acriticamente o discurso de ocupação de espaços institucionais vazios. Isso é uma impossibilidade conceitual. Não há espaços institucionais vazios. Há funções mal desempenhadas.

Ou bem se vive um estado de direito, e não se invadem espaços, ou não se o vive, e se invadem espaços.

Gilmar Mendes, como outros ministros, são simplesmente indignos de o serem.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , , ,
25/02/2009 - 22:40

Gilmar, o MST e as tramóias

Invasões de terra pelo MST ou por quem quer que seja são assuntos da Justiça, sim.

Ao se meter no tema e, na condição de presidente do Supremo Tribunal Federa (STF), exortar a uma ação do Ministério Público, Gilmar Mendes volta a atropelar as normas de discrição e de não intromissão em assuntos de outros poderes, que deveria caracterizar o STF.

E o faz na condição de suspeito de ter participado de duas possíveis tramóias: o tal grampo de sua conversa com o senador Demóstenes Torres; e o relatório sobre a tal escuta ambiental no Supremo.

Essa escuta não existiu, foi uma falsificação endossada por ele. O grampo, se existiu, jamais foi apresentada uma prova sequer que consubstanciasse o pré-julgamento de Gilmar Mendes, atribuindo-o à ABIN. Ao usar esses factóides como álibi para atacar todos os poderes que ousaram enfrentar Daniel Dantas, Mendes lançou a sombra da suspeição sobre o Supremo.

Pergunto: tem Judiciário neste país? Tem Ministério Público? Tem algum poder que faça Gilmar responder pelos atos que cometeu? Espero que, terminado o inquérito da Polícia Federal, cesse essa desmoralização diuturna a que Gilmar está submetendo a até então mais preservada das instituições brasileiras: o Supremo.

Por Roberto Kodama

Bem, Dna. Hillary Clinton comprou a versão da escuta do STF. Tá lá no relatório anual sobre direitos humanos do departamento de Estado dos EUA, no capítulo sobre violação de privacidade: clique aqui.

Ah! Não esqueceram da Satiagraha, no capítulo sobre corrupção e transparência governamental:

“Em 8 de julho de Polícia Federal desarticulou um esquema de crime organizado, através de uma operação que desde 2004, identificou a lavagem de dinheiro, evasão fiscal, conspiração, e outros crimes envolvendo fundos públicos. No final do ano a investigação estava em curso, vários altos funcionários são  suspeitos de envolvimento, mas nenhum tinha sido punido. Em 2 dezembro,  um juiz federal condenou o proprietário do Banco Opportunity a 10 anos de prisão por corrupção. “

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
24/02/2009 - 10:54

As 2 mil famílias de Rainha

É curiosa essa invasão do Pontal por 2 mil famílias lideradas pelo José Rainha. Pelo que sei Rainha não é bem aceito pelas correntes majoritárias do MST nem dispõe do poder de mobilização dos seus adversários no movimento.

Aí fica a curiosidade: de onde vieram essas duas mil famílias e como chegaram? Uma boa dica de reportagem.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais Tags: ,
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