“Clarín” e “La Nación” chegaram atrasados às bancas. Agressão coincide com conferência da imprensa em Buenos Aires.
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional
Um protesto do sindicato de caminhoneiros da Argentina impediu por algumas horas a circulação dos dois principais jornais argentinos, o “Clarín” e o “La Nación”, na manhã deste sábado (7).
O “Clarín” afirma que o episódio é o mais grave de uma série de ataques de sindicatos vinculados ao governo da presidente Cristina Kirchner.
As agressões coincidem com o início de uma conferencia em Buenos Aires com a participação de mais de 500 editores e diretores de jornais e emissoras de rádio e TV da América do Sul.
Os editores afirmam que, em muitos países, os governos estão tomando estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação.
Neste domingo (8) será divulgado um relatório que mostra o agravamento da situação no continente.
Na Venezuela , o governo do presidente Hugo chaves mandou fechar neste ano 34 emissoras de rádio. Em Honduras, o governo interino de Roberto Micheletti também fechou emissoras de rádio e TV. No Equador , o presidente Rafael Correa, mandou abrir, em maio deste ano, processos que podem obrigar o canal Teleamazonas, um dos mais antigos do país, a fechar as portas.
Durante o seminário, representantes dos jornais nacionais Folha de São Paulo, O Globo e a Associação nacional de Jornais, assinaram a Declaração de Hamburgo, documento firmado por empresários de comunicação em todo o mundo que defende mudanças nos direto de proteção a propriedade intelectual.
O objetivo do documento é para evitar que provedores de internet continuem usando o trabalho autoral de jornalistas sem pagar pelo serviço. A declaração afirmando que, a longo prazo, a prática ameaça a produção de conteúdo de qualidade e a existência do jornalismo independente.
“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.
Aí sim você tocou no ponto fundamental da coisa.
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Passou da hora dos demais Estados repercutirem suas próprias peculiaridades..
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Não tem como dois centros estaduais ditarem comportamentos, conceitos e idéias a todo o país.
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Faço uma crítica tanto ao governo federal…que não descentraliza o poder NEM A PORRETE…
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(uma das grandes críticas que faço ao governo, diga-se de passagem – a centralização do poder)
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E não dá um pio contra o oligopólio das teles…
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E ao estadual…que deveria investir mais na Rede Educativa..
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Falta coragem e oportuidade para debater esse assunto…
A vez de Lula pautar a imprensa, durante a Expocatadores( Exposição Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis), 29/10:
“Vocês(jornalistas) têm aqui a oportunidade de fazer a matéria da vida de vocês. Se vocês esquecerem a pauta do editor e se embrenharem no meio desta gente; escolham um, qualquer um, para vocês conversarem sobre a vida deles, sobre o sonho deles(…)
(…)E aí vocês vão compreender porque a figura do chamado formador de opinião pública, que antes decidia as coisas nesse país, já não decide mais. É porque esse povo já não quer mais intermediário, esse povo tem pensamento próprio(…) E o que é mais importante, esse povo gente, adquiriu o gosto de uma palavra chamada CIDADANIA(…)”
Pierre Haski, editor chefe do site Rue.89.com, criado por jornalistas oriundos da grande mídia francesa, afirmou nesta quarta-feira no maior fórum de jornalismo da América Latina, realizado no Itaú Cultural, em São Paulo, que o jornalismo passa por uma crise moral. Citou uma pesquisa francesa, de um mês atrás, em que 62% não confiam em seus jornalistas em seu país.
“Através da internet, buscamos saída para essa crise. A falta de confiança dos leitores pode ser reconstituída na internet. A conversa com os leitores pode melhorar isso. Nós tivemos muita sorte de ser o primeiro jornal eletrônico diário a ser publicado dessa forma e com esse tipo de pensamento na França”, disse.
Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e “filma” Dilma e Cabral
RAPHAEL GOMIDE
DA SUCURSAL DO RIO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é “vítima de preconceito”, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.
Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África.
Os jornais não tomam jeito. Aqui, matéria do Estadão decretando o fracasso do projeto Nova Luz – um sistema de desapropriações que permitiria ao setor imobiliária a reconstrução do centro de São Paulo.
O fracasso é debitado na conta do prefeito Gilberto Kassab. E se tivesse sido um sucesso?
Clique aqui para Blog do vereador Floriano Pessaro (do PSDB) mostrando que a Nova Luz era comandada por Andréa Matarazzo e o pai era Serra.
Um dos fenômenos mais ridículos dessa longa noite de insanidade política dos últimos anos, foi a terceirização da política pelo PSDB (clique aqui para ler post sobre o tema).
Aqui analisei esse fenômeno, que é facilmente explicável:
José Serra assumiu a herança de FHC. Juntos, vieram colunistas políticos e econômicos adeptos da internacionalização, do suposto papel civilizatória dos mercados, do racionalismo vesgo contra qualquer forma de gastos sociais, tendo como tacape um iPod que repetia mantras, slogans e refrões. Jamais conseguiram entender o pais como um todo, composto de mercados eficientes, sim, mas também de políticas públicas, políticas sociais, indústria, agricultura, movimentos sociais.
As idéias de Serra não batiam com o reducionismo deles. Em vez de cumprir o papel de líder, convencendo-os de que os tempos mudaram, de que esse neoliberalismo exacerbado era coisa velha até para os mercadistas empedernidos, que política e política econômica são feitas com pragmatismo e não com ideologização de porta de banco de investimento, o neo-Serra decidiu não entrar em nenhuma dividida. E se eximiu da função básica de qualquer candidato a líder: fornecer o fio condutor das idéias capaz de organizar o discurso de seus liderados.
Prezados, esta decisão judicial – caso Estadão, é primorosa. Leitura obrigatória que o Estadão não forneceu aos seus “leitores”.
Um dos valiosos trechos :
“No presente feito, ressalte-se que a própria parte, empresa de expressão jornalística que é, tem feito o mais amplo e irrestrito uso do seu poderio junto à opinião pública e a inúmeras outras instituições ligadas à imprensa nacional e internacional, veiculando, reiteradamente, uma equivocada ou quiçá distorcida interpretação da decisão desta Relatoria, mesmo após notificada do seu inteiro teor, ao viso de moldar uma verdadeira via de exceção, extrajudicial, a seu talante, em seu próprio benefício, para registro de sua exacerbada reação a uma decisão judicial, que se mostra sobejamente fundamentada, havendo, portanto, a nítida intenção – até aqui frustrada – de causar intimidação a um detentor da indeclinável garantia constitucional da independência, no lídimo exercício da judicatura.
A mídia do eixo Rio-São Paulo se tornou a maior ameaça à liberdade de expressão no país. Estão jogando fora décadas de luta geral contra a ditadura e pelas liberdades civis. Sua ignorância, arrogância, falta de limites, permitindo a consolidação do estilo Veja em todos os jornais está levando a isso: confronto com todos os poderes e com parte expressiva da opinião pública.
Nassif, tomando como fato a impossibilidade desses jornalistas deixarem de ser manipulados mudando de emprego ou algo parecido, sugere que se discuta a ampliação do mercado de trabalho, sobretudo, nas novas mídias muito menos comprometidas. Mas, como, se na internet, por exemplo, a possibilidade de remuneração é tão limitada, inexistente ou sub-avaliada?
Comentário
O mercado de trabalho está às vésperas de uma revolução. Com o fim do monopólio da notícia pela mídia, toda associação empresarial, grande empresa, partido político, sindicato, ONGs, municípios, passarão a ser geradores de notícias.
Hoje em dia eles são apenas geradores de fatos – que, para virar notícia, depende da publicação em um jornal. No novo modelo, todos produzirão notícias e haverá jornais, sites e Blogs organizadores. Para obter informação sobre o agronegócio no centro-oeste, muito melhor consultar o site de uma cooperativa de lá – desde que tenha os dados organizados e confiáveis – do que aguardar a notícia de jornal que dificilmente virá de forma correta.
O mesmo sobre a cidade do interior da Bahia, sobre a ONG da Amazônia, sobre a entidade que foi atacada pela mídia.
Os casos pioneiros da UFMG (respondendo aos ataques do Estado de Minas) e o Blog da Petrobras são apenas o início do processo.
O País de hoje é totalmente diferente daquele de um ano atrás. O Lula de agora nada tem a ver com o ultracauteloso e ortodoxo presidente do ano passado.
Esses cortes históricos são curiosos. Na música popular, por exemplo, o Brasil de 1930 era totalmente diferente do de 1929, mesmo sendo o mesmo. É como se um conjunto de ideias novas, conceitos novos que estavam encobertos viessem à tona.
No campo econômico, a crise acabou com inúmeros dogmas responsáveis pela anorexia econômica brasileira, por essa maluquice da opinião pública midiática entrar em pânico a cada respiro de crescimento do País.
“O principal assessor de comunicação de Obama, David Axelrod, foi ao programa dominical “This Week”, da ABC, e defendeu a decisão da Casa Branca de passar a tratar a Fox News como partido político, não jornalismo:
“Mr. Rupert Murdoch tem talento para fazer dinheiro, e eu entendo que sua programação é voltada a fazer dinheiro. Só o que argumentamos é que eles não são um canal de notícias de verdade.
Não só os âncoras, mas a programação.
Não é notícia de verdade, mas forçar um ponto de vista.
E nós vamos tratá-los assim, e outras organizações jornalísticas deveriam tratá-los assim”.
O chefe da casa civil, Rahm Emanuel, sublinhou, também ontem na CNN, que outras organizações não deveriam “deixar-se guiar pela Fox News”.
O Carlos Castilho colocou em seu blog no Observatório da Imprensa um post (A imprensa entre o “quarto poder” e o “quarto partido”) em que ele pela primeira vez aborda diretamente o tema da politização da imprensa.
Algumas passagens valem a pena serem ressaltadas:
“está ficando cada vez mais claro que os conglomerados empresariais da mídia estão decididos a levar seu esforço de sobrevivência também para o terreno da política institucional, transformando o conceito de “quarto poder” de um poder vigilante para um poder participante, ou seja, um partido político de fato e não de direito.”
“O que se nota é que a estratégia de sobrevivência passa pela politização da imprensa na medida em que esta trata de alavancar seus interesses imediatos por meio da pressão política — seja de forma direta, como é o caso do canal Fox News, seja pela aliança com partidos conservadores, como é o caso da Itália, Venezuela e até mesmo da Inglaterra.”
“No Brasil, a oposição dos grandes jornais e emissoras de televisão ao governo do presidente Lula já ultrapassou os limites da função fiscalizadora que fundamentava a idéia de “quarto poder”. Passou a ser uma estratégia para tentar esticar o mais possível os benefícios estatais à mídia visando ganhar tempo para a reorganização corporativa destinada a manter posições do jogo político na nova realidade digital.”
“Esta é a única explicação possível para a grande imprensa nacional “pegar no pé” de Lula por qualquer motivo, mesmo admitindo que o empresariado nacional não tem queixas maiores do presidente e que o governo do PT deu ao setor privado tudo aquilo que ele queria e muito mais. Não se trata de uma trama golpista, que alguns estigmatizaram na sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista), mas de uma ação calculada dentro do jogo do poder.”
“Em sua estratégia de ação partidária para sobreviver à crise estrutural da mídia, a imprensa corre risco de deixar de ser vista como um vigilante “quarto poder” para se transformar num “quarto partido” , tão desacreditado quanto os demais.”
Das afirmações do texto, eu acho que a que mereceria um reparo é aquela em que o autor se esquece de que golpes também são ações calculadas dentro do jogo de poder.
No mais, as questões levantadas pelo Castilho vão ao encontro do que tem sido discutido neste blog e em outros preocupados com a democratização da mídia.
Quando iniciei a série sobre a Veja, das poucas críticas que me afataram foi a do Castilho no Observatório – considerando a série apenas picuinha entre jornalistas. Afetaram porque tenho respeito por sua opinião. Depois, alertado por uma enxurrada de comentários, Castilho teve a dignidade de ler a série e retificar a visão inicial.
Depois, sua própria capacidade de análise o fez chegar às mesmas conclusões expostas na série. De minha parte, apenas confirma a boa impressão que sempre tive de seus escritos.
A tese da politização da mídia como estratégia de negócios visando combater os novos competidores, finalmente, é vitoriosa, dentre os especialistas que se dedicam a analisar o fenômeno.
O que vem acontecendo com você leva-nos a duas conclusões relativas ao papel social da grande mídia nas sociedades modernas e ao novo contexto inaugurado pela rede.
No mesmo dia em que o tal juiz resolveu, sabe-se lá com quais argumentos, “esquecer” todos os abusos cometidos pela revista Veja, com o sentido explícito de tentar silenciar seu trabalho…nesse mesmo momento, distante milhares de quilômetros daqui, nos EUA, Obama abria o verbo contra a postura absolutamente partidária, desrespeitosa e interesseira da Fox.
Na mesma semana, soubemos, também, dos resultados de uma auditoria internacional sobre a atividade dos barões da midia no Equador; da reação selvagem à lei de imprensa na Argentina, e continuamos vendo a defesa indecente do golpe em Honduras por alguns órgãos de comunicação brasileiros.
Nassif, com o intuito de aliviar as distensões, reforço a sugestão de ontem:
A VIDA SÓ PROSPERA NA DIVERSIDADE – OU TUDO ESTÁ INTERRELACIONADO
Nos dias em que a tv globo, que não representa o nosso globo, através de infelizes opiniões ajuda a provocar uma desventura entre alguns portugueses ofendidos e uns poucos brasileiros intometidos, para acalmar o ânimo de gregos e baianos, sugiro uma parceria de uma brasileira (Cássia Eller) com um argentino (Victor Biglione) interpretando uma estadunidense (Janis Joplin) homenageando famosa marca alemã (Mercedes Benz).
Nassif, duas notícias sobre o Brasil, no New York Times e na BBC Brasil destcam nossa liderança emergente na Gestão Social e nas Artes.
A matéria do New York Times (http://www.nytimes.com/) de hoje – “Some Poor Nations Succeeeding in Fighting Hunger”, cita o relatório da ActionAid International que fez um ranking dos países mais bem sucedidos no caomabte à fome. Dentre os emergentes, aparece o BRASIL COMO LÍDER NO COMBATE À FOME, e o índice de 73% de redução da subnutrição infantil. O jornal revela que isto se deve ao investimento intensivo em políticas sociais.
Na BBC há outro destaque: ARTE EM DEBATE: CHEGOU A VEZ DO BRASIL NO MERCADO INTERNACIONAL”? Segundo Tanya Barson, curadora de arte latino-americana da galeria britânica Tate Modern, a arte brasileira tem hoje impacto muito mais amplo no circuito interanacional do que em qualquer outro momento de sua história.” (detalhes em http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/2009/10/090622_arte_brasileira_mv.shtml)
Não sei se já foi objeto de debate, eu acompanho o blog quase diariamente e nada vi, mas foi reconhecida a repercussão geral da questão atinente à competência da aforamento de ações relativas a blog’s. Segue o link do processo pertinente: clique aqui.
Independente do mérito do caso em questão (algo me diz que tem a ver com repercussão da reportagem da VEJA a respeito das apostilas COC, embora seja especulação minha), deve-se perceber que a decisão balizará toda a conduta judiciária a ser tomada a partir de agora: o que for decidido nesse caso valerá para todos os demais.
Discute-se se a ação deve ser aforada no domicílio do autor ou do réu (no caso, o blogueiro). Isso deve ser observado: não haverá julgamento do mérito, apenas da competência para apreciação da ação.
Imagine, Nassif, ações pipocando no Brasil todo contra ti. A matéria é importante.
Nassif, falando em intrigas midiáticas, parece que a Casa Branca enfim declarou guerra ao canal Fox News!! Inclusive já o chama de extensão do partido republicano ou um “partido de opsição” e não mais como um “canal de notícias”
Mais sobre isso pode ser conferido no site do New York Times, aqui: clique aqui.
O bicho tá pegando por lá.
Quem sabe alguém do Palácio do Planalto não se inspire e também comece a nomear os bois daqui….
Comentário
A matéria entrevista Anita Dunn, porta-voz da Casa Branca, que é clara:
“Como eles estão empreendendo uma guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, não precisamos fingir que esta é a maneira que as organizações de notícias legítimas se comportam”.
Segundo um executivo da Fox (que falou em off) a orientação dada pelo presidente da empresa era a de “não brigar com pessoas que gostam de lutar” – tática extraordinariamente similar à da revista Veja.
Li, de Paul Craig Roberts, Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, gostei e passo adiante:
“Nos dias de Marx, a religião era o ópio das massas. Hoje são os media. Basta ver a informação dos media que facilita a capacidade da oligarquia financeira de iludir o povo”.
Leiam “Trabalho morto: Marx e Lenine reconsiderados”
Começa assim:
“O capital é trabalho morto, o qual, como um vampiro, vive apenas para sugar o trabalho vivo, e quanto mais sobreviver, mais trabalho sugará”. – Karl Marx
Se Karl Marx e V. I. Lenine hoje estivessem vivos, seriam os principais candidatos ao Prémio Nobel de Ciência Económica.
Marx previu a miséria crescente dos trabalhadores e Lenine previu a subordinação da produção de bens à acumulação de lucros do capital financeiro com a compra e venda de instrumentos de papel. As suas previsões são de longe superiores aos “modelos de risco” aos quais tem sido atribuído o Prémio Nobel e estão mais próximos da moeda do que as previsões do presidente do Federal Reserve, de secretários do Tesouro dos EUA e de economistas nobelizados tais como Paul Krugman, o qual acredita que mais crédito e mais dívida são a solução para a crise económica.
A mídia é a arma principal desse modelogo ideológico da financeirização da economia. As demais forças do país – setores produtivos, organizações sociais, movimentos sociais, demandas regionais – só passarão a ter voz política quando aprenderem a utilizar o potencial das novas mídias.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.