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08/11/2009 - 10:15

O homem que subornava juízes

O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série “O Caso de Veja“. Nesse episódio específico, na sub-série “O Caso da Folha”, especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.

No capítulo “A Imprensa e o Estilo Dantas” descrevo a maneira como Humberto Braz – presidente da Brasil Telecom, indicado por Daniel Dantas – operava o esquema da imprensa. Uma das chaves era Eduardo Raschkovsky.

Hoje, O Globo narra as percipécias de Eduardo Raschkovsky, lobista incumbido de influenciar o Tribunal de Justiça do Rio. Clique aqui para ler a matéria.

Em maio de 2005, a juíza Márcia Cunha, do Rio, deu ganho de causa aos fundos de pensão para romper com o contrato guarda-chuva, que garantia poderes absolutos a Daniel Dantas.

Logo em seguida, a juíza acusou Eduardo Raschkovsky de ter lhe feito uma proposta de suborno.

Imediatamente, a Folha enviou ao Rio a repórter Janaína Leite, depois de ter recebido um dossiê contra a juíza, preparado provavelmente pelo esquema de Dantas. Foi um dos capítulos mais baixos dessa tenebrosa parceria da mídia com Dantas. Munida de um conjunto de elementos inconsistentes, sem uma acusação fundamentada sequer, Janaína submeteu a juíza a um massacre sem quartel, impiedoso, que mereceu ampla repercussão na Folha, que você pode conferir clicando aqui. Posteriormente, O Globo e a própria Folha (através de Elvira Lobato) narraram as peripécias de Raschkovsky e o massacre de Márcia Cunha.

Posteriormente, Janaína apareceria na Operação Satiagraha conversando com Dantas na intimidade – e inclusive informando-o que tinha “acabado com o Nassif”, após os ataques que sofri de seu Blog.

A atuação de Janaína, durante todo esse períodos de matérias pró-Dantas, foi totalmente avalizada pelo Editor de Dinheiro Sérgio Malbergier e pelo diretor de redação Otávio Frias Filho.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , , , ,
21/05/2009 - 14:24

O caso Márcia Cunha

Por José Roberto Tourinho

A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta quarta-feira (20/5), aumentar a indenização imposta à Opportunity Equity Partners Administradora de recursos Ltda., do grupo Opportunity, à juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial. O grupo vai recorrer da decisão.

Os desembargadores Gilberto Rêgo e Rogério Oliveira entenderam que os processos movidos pelo Opportunity contra a juíza, após uma decisão desta contra o grupo, extrapolaram o direito de petição. “É verdade que o direito de petição não gera dever de indenizar. Contudo, isso não quer dizer que não há limites”, disse Rêgo. Para o desembargador, o direito de reclamar não pode ser um meio de perseguição.

“Nunca vi um juiz ser tão absurdamente perseguido só porque decidiu contra interesse da parte”, disse o desembargador Rogério Oliveira. Para ele, o Poder Judiciário não pode dar guarida a esse tipo de atitude. Há, diz, um sistema jurídico que é o do recurso.

À princípio, o desembargador Gilberto Rêgo votou para manter a decisão de primeira instância e a condenação da empresa em R$ 100 mil. Mas reconsiderou seu voto depois de Oliveira votar por aumentar o valor para R$ 200 mil. Segundo Oliveira, a repercussão do caso, que já foi conhecido por todos, ainda vai continuar.

Comentário

A Folha foi cúmplice desse assassinato de reputação, quando abriu espaço para que Janaína Leite – claramente ligada a Daniel Dantas – cometesse uma das mais vergonhosas páginas do jornalismo brasileiro.

Clique aqui para ler o capítulo da série “O Caso de Veja” que aborda essa vergonha. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , ,
23/01/2009 - 10:50

A ação de Nahas

Do Estadão

Justiça do Rio nega indenização de R$ 10 bilhões pedida por Naji Nahas

Carolina Freitas

A Justiça do Rio negou uma indenização de R$ 10 bilhões ao empresário Naji Nahas. A juíza Márcia Cunha, da 2ª Vara Empresarial do Rio, julgou improcedente o pedido de indenização por danos materiais e morais. Além de não conceder a indenização, ela ainda condenou Nahas a pagar R$ 1 milhão de honorários aos advogados das rés: as bolsas de valores do Rio (BVRJ) e de São Paulo (Bovespa), hoje unidas na BM&FBovespa. O advogado de Nahas, Sílvio Tostes, já anunciou que vai recorrer da decisão.

Comentário

A juíza Márcia Cunha foi a mesma que sofreu tentativa de assassinato de reputação por parte de Daniel Dantas, valendo-se da repórter Janaína Leite e do espaço que lhe foi aberto na “Folha”.

A indenização se referia às perdas que teve com a quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Dei um longo depoimento para o livro-biografia de Eduardo da Rocha Azevedo, então presidente da Bovespa (e que salvou a Bolsa de São Paulo da quebra), sustentando que a quebra de Nahas se deveu à sua própria imprudência.

Nahas montou um sistema de captar empréstimos no mercado para aplicar na Bolsa, contando com a diferença de prazos entre a compra e a liquidação (pagamento) das ações. Com a Bolsa em alta, esse sistema funcionava. Mas não resistiria à queda.

Acontece que estávamos em pleno Plano Verão (o desastre concebido por Maílson). Uma semana depois de anunciado, o plano fazia água e havia sinais de que a inflação iria se acelerar. Com isso, tornava-se inevitável a elevação dos juros, furando a bolha circular de Nahas.

Não havia como escapar do desastre.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
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