Livros didáticos e moralismo
Por Jorge Furtado
Não engulo esta onda moralista sobre a suposta “pornografia” dos textos dos livros didáticos paulistas. Já li um abobado chamando Manoel de Barros de pornográfico, cruzes.
Episódio semelhante aconteceu em Porto Alegre, na primeira prefeitura petista, que apoiou a publicação de uma excelente revista em quadrinhos (Dum-Dum) e levou pau da direita que julgava a revista indecente.
Agora é a esquerda que bate em Serra por causa de uma frase de um poema de um livro “não ame, estupre”. Não li o livro mas me parece que o contexto da frase era o da ironia. Frases pinçadas de Hamlet ou Macbeth podem parecem pornografia ou incitação ao crime.
Este discurso moralista é assustador, é o que a esquerda tem de pior.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: Jorge Furtado, livros didáticos, Manoel de Barros
