29/06/2009 - 15:28
Paulo Maurício Machado
Cana dura: Madoff foi condenado a 150 anos de prisão por maior fraude da história.
O financista americano Bernard Madoff foi condenado nesta segunda-feira a 150 anos de prisão pela fraude de US$ 65 bilhões através de uma pirâmide financeira.
A pirâmide de Madoff, 71, é considerada a maior fraude financeira da história, superando a quebra fraudulenta da empresa americana de energia Enron, em 2001 – ela declarou falência após reconhecer que havia contabilizado centenas de créditos como operações de compra e venda, com prejuízo de US$ 63,4 bilhões.
A punição era a maior possível para os 11 crimes praticados na montagem e manutenção da pirâmide e foi determinada pelo juiz federal Denny Chin, da Corte Federal de Manhattan, em Nova York.
Os advogados de defesa de Madoff tinham pedido uma condenação por 12 anos – ele não poderia ser absolvido porque era réu confesso. Já os promotores foram atendidos no pedido de pena máxima. (…)
Do Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/29/madoff+e+condenado+a+150+anos+de+prisao+7013931.html
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: Madoff, subprime
13/03/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 13/03/2009
Bernard Maddof deu um golpe de US$ 65 bilhões no mundo. Menos de um ano depois de descoberto está preso. Ontem houve uma audiência e ele saiu de lá algemado até uma cela pequena. O juiz distrital Denny Chin Madoff considerou que Madoff poderia fugir, já que é prevista uma pena de 150 anos para ele. Madoff foi ao Tribunal com um colete à prova de bala, tal a fúria do público que cercou o local – parte deles, vítima de seus golpes.
Apesar de declaração de arrependimento, não divulgou o nome de familiares que participaram do golpe, nem de investidores que tinham recursos de origem duvidosa aplicados com ele.
Maddof estava livre após pagar fiança de US$ 10 milhões. O juiz revogou a fiança. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: Daniel Dantas, efeito Ponzi, Madoff
15/02/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 13/02/2009
A pirâmide de Bernard Madoff – o ex-presidente da Nasdaq autor de um rombo de US$ 50 bi no mercado mundial – deixou várias vítimas no Brasil.
Tempos atrás, em meu Blog (www.luisnassif.com.br), a comentarista Bianca Feijó já havia antecipado vários pontos que agora começam a vir à tona.
O maior representante de Madoff no Brasil era Bianca Hagler, do grupo Fairfield Greenwich Group), filha de Alex Haegler. A família é milionária, com trânito em Milão, Londres, Madri, Genebra e Rio de Janeiro.
Tia de Bianca, Mônica Haegler é casada com o americano Walter Noel – melhor amigo e sócio há 20 anos de Bernard Madoff. E os Haegler têm relações de parentesco com Jorge Paulo Lehman, da Inbev.
Foi através da família da esposa, que Walter trouxe a pirâmide Madoff para o Brasil. Por aqui, a distribuição dos produtos ficou a cargo do Banco Safra, com sede também na Europa e nos Estados Unidos.
Os primeiros clientes foram frequentadores do Country Club, do Rio de Janeiro. Devido ao tombo, os Haegler foram proibidos de continuar frequentando o clube.
***
A posição mais delicada é a do Banco Safra. Para aplicar nos fundos Madoff, o Safra montou em abril de 2006 uma empresa, a ZEUS PARTNERS LIMITED, com sede nas Ilhas Virgens. A empresa é controlada em 100% pelos Safra e seu board é constituído por Gerard Vila, Michael Paton and Charles Galliano.
O custodiante da companhia é o Banco Safra de Gibraltar. E a companhia se responsabiliza pela avaliação da origem dos recursos depositados – para evitar qualquer risco de se envolver com dinheiro ilegal.
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É aí que o jogo começa a complicar para o lado dos Safra.
Há cerca de uma centena de investidores no Zeus Partners. Conforme divulguei em meu blog, o diretor de CRM (sistemas de gerenciamento de clientes) de um grande portal, por exemplo, perdeu US$ 3.015.431,98; um ex-dirigente do Banco Santos (que está com os bens bloqueados) tinha US$ 1.073.435,35 em sua conta; o diretor executivo de TI de uma empresa média de informática tinha fabulosos US$ 13.270.567,51; e uma funcionária de TI da Secretaria da Fazenda de São Paulo US$ 565.129,15.
Todos esses casos são, no mínimo, indicativos de possível lavagem de dinheiro.
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Nos prospectos do Safra, não havia nenhuma indicação de que o dinheiro seria aplicado no exterior, em fundos Madoff.
Mais que, isso, Nova York destinou ao caso o promotor Robert Morgenthal de Manhathan, o mesmo que atuou, por lá, no caso Banestado – que envolvia um banco nova-iorquino e está por trás do bloqueio de dinheiro do Opportunity Fund.
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A crise global acelerou um processo que era irreversível, mas fica sendo tocando lentamente: a desmontagem do enorme caldeirão das aplicações internacionais, no qual se misturavam de aplicações legal a caixa dois, passando por dinheiro de crimes políticos, de golpes corporativos e do submundo dos doleiros.
É mais um capítulo desse enorme jogo financeiro que se formou ao longo dos últimos trinta anos e que agora começa a implodir. Quebras, golpes, vítimas, todo esse caldeirão ajuda a reforçar a ação dos sistemas de repressão nacionais, agora atuando em conjunto em torno da chamada cooperação internacional.
Comentário
A quem estranhou o repeteco do assunto. Tenho uma coluna diária, que sai em vários jornais, onde, às vezes, aproveito material divulgado durante o dia pelo Blog. Daí a repetição de alguns temas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Madoff, Safra, Zeus
13/02/2009 - 18:43
Por Bianca Feijó
Olá Luís
Conheço a família Haegler, envolvida neste rolo do Madoff.
O que sei é que a maior representante de Madoff no Brasil é minha xará, Bianca Haegler (gerente de marketing no Brasil do grupo Fairfield Greenwich Group), assim como seu pai Alex Haegler.
A família Haegler é milionária e tem bom trânsito em Milão, Londres, Madri, Genebra e Rio de Janeiro.
A tia de Bianca Haegler, Mônica Haegler, é casada com o americano Walter Noel – melhor amigo e sócio há 20 anos de Bernard Madoff.
Pela família da esposa Mônica, Walter introduziu essa pirâmide no Brasil e os lesados são de vários bancos: Safra (da Europa e EUA), Santander, HSBC.
Para iniciar a pirâmide entre os brasileiros a família Haegler utilizou o bom relacionamento que possuía no Country Club Carioca. O que soube hoje pelo Estado de SP (caderno 2) é que este clã Haegler está proibido de entrar no tal clube, tamanho o número de clientes que foram lesados.
A Bianca me disse que desconhecia totalmente o tipo de aplicação que vendia, que os gerentes foram todos enganados por Madoff e seus asseclas.
Antes que me esqueça, a família Haegler tem amizade e grau de parentesco com o dono da Inbev, Jorge Paulo Lemann (corre, à boca pequena, ser um dos lesados).
Aqui o site da Fairfield Greenwich Group com um recadinho nada animador pra quem investiu milhões.
https://www.fggus.com/
Por Stanley Burburinho
Uma coisa que esqueci de dizer no meu comentário anterior a este para não cometer uma injustiça: a família Haegler é bastante discreta e avessa à exposição nas mídias. O fato do Madoff ter feito besteira não significa que os Haeglers são desonestos. Muito pelo contrário, todos por aqui sabem da lisura dos Haeglers e nunca ninguém ouviu falar qualquer coisa que desabonasse qualquer membro dessa família. O próprio Sr. Walter Noel, marido da Sra. Bianca, perdeu com o Madoff a bagatela de sete bilhões de dólares.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Hagler, Madoff, Noel
12/02/2009 - 11:00
Os Safra estão vivendo provavelmente a fase mais difícil da sua história. Já passaram por outros momentos difíceis. No período João Goulart chegaram a vender sua financeira, com receio da estatização. Depois, viveram uma fase áurea, graças à proximidade com o general Golbery do Couto e Silva.
Nos anos 80 era, de longe, o banco mais avançado da praça ao lado do Citibank. Liderado por Bahia Sobrinho, grande dirigente de banco (que, depois, se estreparia como sócio de um pequeno banco do nordeste), o Safra formou gerações de grandes bancários brasileiros.
Perderam o bonde nos anos 90. Entraram em uma fria com a celular BCP. Mas, agora, em curto espaço de tempo, perdem um dinheiro enorme nas aventuras da Aracruz com derivativos. E, com o fundo Madoff, passam a correr risco sério.
Seu fundo Safra Zeus aplicava no Madoff. E nem todos, dos cerca de uma centena de investidores, podem comprovar a origem do dinheiro. Em muitos casos, há suspeita de que não seja dinheiro provenientes de atividades legais em um momento em que a cooperação internacional rastreia toda sorte de capitais suspeitos.
O diretor de CRM de um grande portal, por exemplo, perdeu US$ 3.015.431,98 com Zeus-Madoff. Um ex-dirigente do Banco Santos tinha US$ 1.073.435,35 em sua conta. O diretor executivo de TI de uma empresa média de informática tinha fabulosos US$ 13.270.567,51. E uma funcionária de TI da Secretaria da Fazenda de São Paulo US$ 565.129,15.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Madoff, Safra
05/02/2009 - 15:00
Por ataíde
para quem quiser procurar “brasileiros” na ” lista do madoff” segue o link: clique aqui.
Comentário
É uma lista em um documento em 169 páginas. Provavelmente é de um inquérito em andamento. Mas é sempre bom ter um pé atrás, principalmente não se sabendo a origem da informação.
Olha uma das pérolas:
FOR ACCOUNT OF BANQUE JACOB SAFRA (GIBRALTAR) C/O BANQUE JACOB SAFRA (GIBRALTAR)
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Madoff
20/12/2008 - 19:21
Por Ivan Giacomelli
Nassif,
Sabe o golpe do Madoff? Lá nos EUA esse tipo recebe o nome de “Esquema Ponzi”, “homenagem” ao italiano Charles Ponzi que criou o esquema logo depois da 1ª guerra mundial. Quando a pirâmide de Ponzi caiu, ele foi preso e depois deportado para a Itália, mas morreu no Rio de Janeiro sem nenhum tostão. Não é interessante? Dá uma bela reportagem ou até mesmo um livro…
Detalhes no NYT de hoje: clique aqui (http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/subjects/f/frauds_and_swindling/ponzi_schemes/index.html?inline=nyt-classifier)
Comentário
Temos um pioneiro, o inventor das felipetas. Quem se lembrar de mais dados dele, vamos enriquecer esse compêndio dos grandes golpes.
Miguel
Sobre as felipetas (filipetas) eu desconheço, mas lembro do Carnê Fartura, idealizado por um húngaro chamado Peter Kellemen que também escreveu um livro “Brasil para Principiantes. Um dia sumiu do Brasil com todo o dinheiro arrecadado nesse Carnê Fartura….
“Meu carnê Fartura? Que loucura!!” dizia a propaganda em desenho animado de um cidadão sendo assaltado por alguém que exigia que lhe passasse o seu. Alguém lembra?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Madoff
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