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20/11/2009 - 09:14

A conversa de Lula e dona Canô

Por Nilson Fernandes

Nassif, li esta notícia no Diário de Pernabuco.

Na terça, à noite, Lula tomou a iniciativa e ligou para a casa da família de Caetano. “Atendi e do outro lado veio a mensagem da secretária: “Boa noite, é do gabinete do presidente, ele queria falar com a dona Canô”, relata Rodrigo, que atendeu a ligação. ” Passei para o quarto, onde minha mãe estava”. De acordo com ele, a ligação durou “pouco mais de cinco minutos”. Lula disse que soube que dona Canô queria falar com ele e quis tranquilizá-la, “não fique chateada, não fique preocupada, porque gosto muito da senhora e gosto do Caetano também”, disse, de acordo com Rodrigo. “Está tudo bem, essas coisas acontecem”. O presidente também manifestou o desejo de “dar um abraço” na matriarca hoje, quando estará em Salvador para participar das comemorações do dia da consciência negra. ” Minha mãe foi dormir mais tranquila e emocionada”, diz Rodrigo, que disse não saber se será possível promover o encontro entre o presidente e ela. ” Agora, definitivamente, esse assunto está esclarecido com todos as partes e encerrado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
20/11/2009 - 08:56

O filme sobre Lula e o jornalismo tapioca

A Folha “descobriu” que empresas patrocinadoras do filme do Lula têm algum tipo de negócio com o governo. São algumas das maiores empresas brasileiras, como Volkswagen, OAS, JBS Friboi, Odebrecht, e assim por diante. E por “negócios” entenda-se desde compras irrelevantes do governo (R$ 31 milhões que a VW vendeu ao Ministério da Defesa) até obras, financiamentos do BNDES, incentivos fiscais, prestação de serviços.

Pergunto: qual empresa brasileira, dentre as 50 maiores, não têm nenhum negócio com o governo? Abaixo vai uma relação das maiores empresas privadas não-financeiras. Aponte uma que não tenha negócios com o governo. Aliás, pode incluir nesse pacote a Abril (que vende assinaturas e livros didáticos para o MEC), a Globo (através da Fundação Roberto Marinho e dos contratos de publicidade), a Folha (que recebe publicidade oficial, como os demais órgãos da imprensa).

Seria um furo se descobrisse algum grande grupo sem negócios com o governo.

Vale (Mineração), Usiminas (Siderúrgica), BrOi (Telecomunicações), Gerdau (Metalúrgica), CSN (Siderúrgica), CPFL (Energia), Braskem (Química), Redecard (Serviços), Embraer (Aviação), Votorantim (Vários).

Da Folha

Patrocinadores de “Lula” têm verba federal

Sete das 17 empresas que ajudaram a bancar o filme receberam R$ 407 milhões neste ano em contratos com o governo

Outras cinco financiadoras da obra sobre a vida de Lula obtiveram financiamentos do BNDES; empresas dizem não ver problema em ajuda

RUBENS VALENTE

DA REPORTAGEM LOCAL

PAULO GAMA

DA REDAÇÃO

A maior parte das 17 empresas patrocinadoras do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que deve entrar no circuito comercial em 1º de janeiro, mantém negócios com os ministérios e bancos do governo federal. Apenas em 2009, sete dessas empresas receberam cerca de R$ 407 milhões em pagamentos diretos da União por conta de obras, aquisição de equipamentos e outros serviços.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cinema Tags: , , ,
19/11/2009 - 13:37

A entrevista de Lula para a Argentina

Por  Jussara

Vale a pena ver esta entrevista do Presidente Lula para a TV Pública argentina.

http://www.youtube.com/watch?v=a7rFtlIN0QA&feature=related

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
18/11/2009 - 09:46

Da filha de Olga Benário para Lula

Por Aton Fon

Exmo. Sr. Presidente da República

Luiz Inácio Lula da Silva.

Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás, sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo Sr. Carlos Lungarzo da Anistia Internacional (em anexo), na certeza de que seu compromisso com a defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por minha mãe e minha família.

Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
17/11/2009 - 10:10

Delfim e o movimento dos sem propostas

Por comentador

Acho que o Brasil vai desembarcar é do PSDB. Vejam o que Delfim Netto diz sobre Lula x FHC no Valor Econômico de hoje.

(favor enviar o link)

Do Valor Econômico

Antonio Delfim Netto

Palavrório assustador

Um brasileiro que tivesse adormecido em 2002 e só acordado em 2009 teria enorme dificuldade para entender o que está acontecendo. O presidente Fernando Henrique Cardoso, que governara oito anos (1995-2002) graças a uma mudança constitucional cavada a duras penas e por métodos muito pouco recomendáveis havia realizado uma série de reformas que iniciavam um processo de governança responsável.

As dificuldades de 1998 que levaram o país ao FMI (e as condicionalidades do seu empréstimo), exigiram uma mudança da política fiscal: 1º ) a construção de um superávit fiscal primário adequado para; 2º ) redução da relação dívida/PIB e sua manutenção em níveis aceitáveis; 3º ) a aprovação de uma lei de responsabilidade fiscal que colocaria um pouco de ordem nas finanças da Federação; e 4º ) reduzir o tamanho do Estado com privatizações aceleradas. Na política monetária mudou-se a direção do Banco Central e escolheu-se um sistema de metas inflacionárias com câmbio flutuante. Nenhuma dessas medidas era novidade ou foi “inventada” pelo governo brasileiro. De fato, a parte fiscal é a “receita do FMI” para todos os países emergentes que por dificuldades externas acabariam (sem o seu apoio) tendo de declarar-se insolventes. Os detalhes de como esse empréstimo foi aprovado no FMI são hoje conhecidos. Ficou evidente que a vontade do governo americano (presidente Clinton) foi decisiva para superar as “objeções técnicas” dos europeus. Estávamos em plena campanha eleitoral e um “default” certamente produziria uma desintegração do governo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , , ,
17/11/2009 - 09:50

FHC se compara a Lula

Por comentador

Nassif, eu já havia proposto que você nos propusesse a oportunidade de fazer uma comparação democrática aqui no blog entre os governos Lula e FHC. Aproveitando que FHC nos brindou com essa pérola de dizer que não há diferença entre os seu governo e o de Lula,que tal fazermos uma comparação entre todos os pontos, que, penso, irão balizar o próximo governo? (cá para nós, se não houvesse diferença, o país teria se quebrado com essa crise)

FH: ‘Que diferença há entre o meu governo e o de Lula? Muito pouca’

Ao “El País”, ex-presidente diz “faltar gás” a Dilma e que Marina é “interessante”

Em entrevista publicada domingo no jornal espanhol “El País”, o ex-presidente Fernando Henrique disse que não vê diferenças entre a política econômica de sua gestão e a do governo Lula. “Que diferença há entre o meu governo e o de Lula no modelo econômico? Muito pouca. É basicamente social-democrata, com respeito ao mercado, sabendo que o mercado não é o todo, e políticas sociais eficazes.

Todos aprendemos a fazer políticas sociais, o Chile aprendeu, o México aprendeu, o Brasil aprendeu, o Uruguai já tinha…”, disse, em entrevista concedida em 14 de setembro, em São Paulo, mas só publicada anteontem, após sua participação na Conferência Anual do Clube de Madri, do qual é membro.

Temas polêmicos ficaram de fora, mas comentários foram registrados: “Cardoso prefere o ‘off the record’ ao falar das por vezes complicadas relações de Lula e seu partido com (Hugo) Chávez; da necessidade de que o Brasil assuma a liderança regional e global que lhe corresponde, ‘mesmo que tenha que tomar decisões antipáticas’; das chances do candidato de seu partido, José Serra, nas eleições de 2010 — ‘se fossem hoje, ganharia sem dúvida’ — e das dificuldades da pré-candidata do governo, Dilma Rousseff, para ter a mesma capacidade de mediação de Lula nas distintas correntes do PT. Por sinal, está custando muito deslanchar nas pesquisas: ‘Já está em campanha há tempos, mas não tem gás, e lhe complica a candidatura de Marina Silva, que é uma ecologista interessante’”.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
16/11/2009 - 09:34

Lula e o mensalão

Por Sanzio

A Folha mente (prá variar).

Ao comentar, em editorial de hoje, a entrevista do presidente Lula ao Kennnedy Alencar, ontem à noite, diz que “Pelo que ficou sugerido, recairia sobre o publicitário Marcos Valério a suspeita de que, dadas suas ligações anteriores com o PSDB, tratou de envolver o PT numa armadilha, visando ao impeachment do presidente. Nada seria mais inconvincente do que essa explicação -que, de resto, não eximiria o PT da disposição, nada inocente, de participar do esquema concebido pelo publicitário. Lula não foi adiante nessa fabulação -e teve tanta desfaçatez para construí-la quanto para dissipá-la numa nebulosa de evasivas.”

O que Lula disse sobre o mensalão foi que existia uma CPI dos correios, por causa de um sujeito que foi acusado de praticar corrupção por causa de R$ 3 mil, que foi transformada na CPI do PT. Quando o Kennedy menciona o nome de Marcos Valério, ele diz que este não veio do PT, e sim de outras campanhas, mas que mesmo assim não acusa ninguém, pois tudo está para ser julgado.

Disse que acha que existe um mistério a ser desvendado, que foi a tentativa de golpe no governo, que só não foi adiante pelo medo das oposições do que poderia acontecer no país (sugerindo uma convulsão social); que dinheiro para ajudar partidos em campanha eleitoral foi colocado como sendo “mensalão”; que era uma prática denunciada em 1998 por conta da aprovação do projeto de reeleição. E diz “a gente esquece com muita facilidade”.

aqui o link do trecho:

http://www.youtube.com/watch?v=R3Ztwpg9-3g

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
14/11/2009 - 08:14

Dilma e o apagão, sem edição

De Lula:  Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”

Por Luciano Prado

Nassif,

A imprensa tem vinculado notícias sobre declarações da ministra Dilma Rousseff que não correspondem ao que de fato ela declarou sobre o blecaute.

Pelo bem da verdade e com o fito de informar corretamente a sociedade, acho de suma importância a publicação da entrevista onde a ministra fala detalhadamente sobre o assunto.

A descontextualização e as deturpações de declarações não servem aos interesses da população.

Ainda bem que existem internet e You Tube.

Por Marcos P.B.

A voz da Dilma e do Lula sobre o blecaute :


Sobre o jornalismo de hipóteses

Por Lima

Presidente Lula fala dos “especialistas” de catástrofes da mídia televisiva principalmente:

Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”

Imperdível

Por daSilvaEdison

Nassif,

A FSP continua apostando na desinformação.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia, Política Tags: , , , ,
13/11/2009 - 10:00

O personalismo nas eleições brasileiras

Por Comentador

Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.

Do Estadão

Por que Dilma será a nova presidente

Carlos Pio

Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.

Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições Tags: , , , , ,
12/11/2009 - 09:09

Dos mestres para o aluno FHC

Por Jose de Abreu

Da Folha

ANTONIO DELFIM NETTO

Lulismo?

SURPREENDIDA COM a recuperação da economia brasileira e o imenso protagonismo de Lula no cenário internacional, cuja visibilidade interna é a aprovação de sua administração por três de cada quatro brasileiros, a oposição parece presa a um quadro de catalepsia.

Isso certamente não ajuda a continuidade do progresso institucional que conseguimos desde a Constituição de 1988 e que começa a nos distinguir claramente de alguns de nossos parceiros da América Latina. Estes insistem em repetir velhos erros do passado. Tentam curto-circuitos que a história mostrou levar a incêndios, mas não ao crescimento econômico sustentável.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
10/11/2009 - 14:29

O país da tropicália

Do Estadão

Tropicália, sob o signo do escorpião

José Celso Martinez Corrêa

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: , , , , ,
10/11/2009 - 14:00

Eleição 1989

Nilson Fernandes

Nassif, o Collor em entrevista sobre os 20 anos da eleição de 1989 para UOL canta Lula-lá. Por favor coloca o link que eu não sei. Abs.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm

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10/11/2009 - 11:28

Lula e a paz no Oriente Médio

Por Paulo Zilberman

Nassif, eu confesso que quando votei no Lula não achava que ele seria visto como uma voz conciliadora e relevante nas relações internacionais:

do estadão:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,presidente-de-israel-vem-ao-brasil-conter-infiltracao-do-ira,463396,0.htm

da ap:

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1127153.html

ou

http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/10/world/AP-LT-Brazil-Israel.html?_r=1

Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia Tags: , ,
09/11/2009 - 18:59

Aos sabidos que não são espertos

Por Horridus Bendegó

Que tal, do Patativa, um Trivial?

De Lula, por Patativa do Assaré, para FHC:

Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.

Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Política Tags: , , , ,
09/11/2009 - 14:00

O Brasil e o encontro de Copenhagem

Paulo de Freitas Dias Filho

Ótima análise do Alon Feuerwerker sobre como deveria ser o posicionamento do Brasil durante o encontro sobre o clima, em Copenhagen:

A boa cautela de Lula (08/11)

É bom que o presidente da República esteja cauteloso nas discussões sobre o papel do Brasil na Conferência do Clima. E é curioso que os críticos do “protagonismo a qualquer custo” sejam agora os primeiros a exigir de Luiz Inácio Lula da Silva que coloque o Brasil na linha de frente das medidas contra o aquecimento global. É a dança da política.

O debate está claro desde o começo. Se o aquecimento global é mesmo um problema grave, e se deve ser enfrentado globalmente, é preciso saber para quem irá a conta. O lógico será repassá-la aos que, até o momento, mais se beneficiaram do progresso humano. Se é mesmo verdade que o mundo não suportaria a globalização dos padrões europeu e americano de consumo, que os americanos e europeus se contenham, para começo de conversa.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente Tags: , , , ,
08/11/2009 - 21:39

Guilherme Motta e a arte de não juntar as peças

Atenção, pessoal, a comentarista Simonse trouxe o link de uma entrevista do Guilherme Motta ao Valor onde suas idéias, mesmo sendo questionáveis, seguem linhas de raciocínio mais claras. A nota está no pé deste post.

Confesso um certo desânimo em analisar entrevistas do tipo da que o professor Carlos Guilherme Motta concedeu hoje ao Estadão.

Motta fez sucesso nos anos 70 ou 80, quando pretendeu escrever uma obra monumental, uma espécie de enciclopédia do pensamento intelectual brasileiro. Era uma obra arraigadamente uspcentrista, na qual se permitia idiossincrasias pessoais – especialmente contra ninguém mais do que Sérgio Buarque de Hollanda, contra quem mantinha uma certa competição.

No afã de desmerecer Buarque de Hollanda e consagrar a USP, chegou a considerar a “História da Literatura Brasileira”, de Antônio Cândido como uma brasiliana de nível superior. Depois, estimulou uma falsa competição entre Antonio Cândido e Gilberto Freyre, visando desqualificar o pensador nordestino – visto por ele como “de direita”.

Nos dois casos, deixou Antonio Cândido em má situação, por pretender usá-lo como aríete justamente contra duas de suas maiores admirações intelectuais. O professor Antônio Cândido é cioso da sua relevância intelectual e suficientemente crítico para não pretender ombrear-se com suas duas admirações.

Na entrevista ao Estadão, Guilherme Motta mostra uma dificuldade comum a historiadores que, vindos de uma visão tradicional da matéria, não conseguem entender as novas dinâmicas do momento, em cima da bucha. Relaciona uma série enorme de conceitos, definições, fatos descosturados, incapaz de alinhavá-los e organizar o todo.

Não sejamos injustos: talvez não tenha conseguido o espaço necessário porque a entrevista visava obviamente cumprir uma pauta pré-determinada. Recentemente saiu uma entrevista assim com o Renato Lessa – que, desde o primeiro momento, duvidei que tivesse sido fiel ao seu pensamento (e não havia sido, de fato).

A entrevista fica isso, então:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira Tags: , , ,
06/11/2009 - 19:08

Lula e os assassinos do futuro

“Durante muito tempo, ao mesmo tempo em que admirávamos o Brasil nos frustrávamos ao ver que os líderes anteriores ao senhor nunca desperdiçavam a oportunidade de desperdiçar a oportunidade”, afirmou Lorde Robertson. EFE

Por marise

Noticia sobre o premio recebido por Lula. O último parágrafo é importante e diz tudo.

Londres, 5 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje em Londres o prêmio Chatham House, concedido anualmente, como “uma homenagem ao povo brasileiro”, que para ele foi “o principal protagonista da grande transformação” do país.

No discurso de agradecimento ao prêmio, dado à figura que mais contribuiu para melhorar as relações internacionais no último ano, Lula falou das conquistas alcançadas sob sua Presidência e destacou, sobretudo, a capacidade para, pela primeira vez, redistribuir riqueza.

O presidente celebrou o fato de ter conseguido “combinar crescimento com justiça social” e de investir na fórmula de que era “necessário primeiro crescer para depois distribuir”.

Lula citou o espírito pacifista do Brasil, um país segundo ele sem armas de destruição em massa e partidário de um enfoque multilateral mais amplo na esfera internacional.

Por essa razão, voltou a defender um Conselho de Segurança da ONU “reformado e ampliado”, que “reflita a nova correlação de forças internacionais”.

“O Brasil, que ocupa pela décima vez uma cadeira no Conselho, reivindica junto a outros países uma presença permanente neste organismo que tem a grande responsabilidade de zelar pela segurança coletiva da humanidade”, frisou.

Em linhas gerais, Lula pediu novos “mecanismos de Governo estáveis, representativos e eficazes” para enfrentar o novo panorama nascido da superposição de várias crises: a financeira, a econômica, a energética, a ambiental e a alimentícia.

O prêmio foi concedido durante um jantar oferecido em honra do presidente Lula na Banqueting House, habitual nas cerimônias especiais da Whitehall, sede do Governo britânico.

O evento, que encerrou a visita de Lula à capital britânica, teve a presença do ministro da Empresa, Peter Mandelson, do Duque de Kent e de Lorde Robertson, presidente da Chatham House.

Mandelson destacou a importância da figura política e pessoal do presidente. “Não é um exagero dizer que o Brasil que conhecemos hoje é o Brasil de Lula”, afirmou.

Já o presidente da Chatham House explicou que a escolha de Lula para o prêmio teve uma razão fundamental: encontrar a fórmula para explorar com eficácia e equidade o enorme potencial que o Brasil sempre teve.

“Durante muito tempo, ao mesmo tempo em que admirávamos o Brasil nos frustrávamos ao ver que os líderes anteriores ao senhor nunca desperdiçavam a oportunidade de desperdiçar a oportunidade”, afirmou Lorde Robertson. EFE

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06/11/2009 - 09:23

Os preparativos para a guerra do câmbio

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 06/11/2009

O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.

Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.

***

Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas.

Em 2002 houve refluxo da crise internacional, o Brasil não disponha de superávits comerciais robustos, manifestou-se mais forte a crise das montadoras norte-americanas afetando o mercado internacional de crédito. Foram esses fatos, mais alguns erros de política monetária por parte do Banco Central, que criaram o clima para a explosão do dólar e a ansiedade que dominou os mercados. Mais que a eleição de Lula.

Em 2005, com as contas externas em ordem, o país atravessou a mais prolongada crise política da história – em função do mensalão -, e os mercados ficaram absolutamente tranquilos.

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05/11/2009 - 17:52

O autoritarismo popular, segundo FHC

Do Valor Econômico

Autoritarismo popular pelo voto direto

Maria Inês Nassif

05/11/2009

Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela forma como conseguiu usar essa popularidade para mudar completamente uma agenda política e econômica à qual, no primeiro mandato, parecia amarrado.

À direita e à esquerda, essa mudança de agenda está sendo colocada como autocrática. Todavia, como definir historicamente uma mudança de agenda política e econômica num regime democrático sem a suposição de que existe apoio popular a ela? O apoio é a um presidente ou a um outro projeto de poder? Como desvincular o presidente Lula do seu partido político, o PT, quando a história política de ambos é a mesma (e isso é um fato mesmo se constatando que, depois de quase dois mandatos como presidente num regime presidencialista, Lula tornou-se maior que o PT)? Se projetos políticos não se sucederem no poder, em alternância, o que se pode querer de uma democracia? É personalismo ou projeto político diferenciado uma inversão completa de agenda em relação aos governos anteriores?

A definição – ou acusação – imputada a Lula pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente publicada em dois jornais paulistas (”Folha de S. Paulo” e “Estado de S. Paulo”), e reiterada em entrevista ao colunista Vinicius Torres Freire, ontem, na “Folha”, de exercer uma “Presidência imperial”, ou ser o artífice de um estado de “apatia com autoritarismo popular”, não parece plausível. Não dá para “acusar” alguém de ser popular. FHC também o foi no seu primeiro mandato e venceu as eleições para a reeleição no primeiro turno, em 1998. Não dá para “acusar” alguém por estar no poder, se essa pessoa foi eleita. FHC também foi, duas vezes. E, como Lula, também tentou, embora não com tanto empenho, fazer o seu sucessor.

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05/11/2009 - 10:23

Lula, segundo Mendonça de Barros

Por Calbercan

Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”

Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: , ,
05/11/2009 - 09:45

Os pólos políticos pós-Lula

Do Último Segundo

Coluna Econômica 05/11/2009

Uma grande discussão, no cenário político atual, é saber de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo. Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:

O primeiro engloba as políticas irreversíveis que considera, entre outros, as políticas sociais includentes, o pacto do desenvolvimento, a manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal, o biocombustível, a nova política industrial, ancorada no pré-sal, e o fortalecimento da agricultura.

O segundo são as sementes que vêm sendo lançadas, mas sem muita ênfase, como a prioridade na saúde (focalizado no recurso), o avanço na tecnologia e inovação, o aprimoramento da gestão pública, a desoneração dos investimentos e a racionalização tributária e o apoio às pequenas e microempresas.

O terceiro, onde se dará o embate ideológico, refere-se ao controle do fluxo de capitais.

***

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , , , ,
29/10/2009 - 13:47

Lula e TV Record

Da Folha

Record é vítima de “preconceito”, diz Lula

Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e “filma” Dilma e Cabral

RAPHAEL GOMIDE

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é “vítima de preconceito”, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.

Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
24/10/2009 - 07:00

O discurso de Lula

Por Ricardo Amaral

O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões

Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse pessoal acha que Lula fala demais e fala bobagem. Só este ano já foram 220 entrevistas e outros tantos discursos nas mais diversas circunstâncias. É natural que deixe escapar frases infelizes, comparações inadequadas, exageros e injustiças. E daí? O dado objetivo é outro: Lula fala para dezenas de milhões, com objetividade e clareza; é ouvido e assimilado como nenhum outro presidente foi antes dele. Por isso incomoda tanto; por isso tentam repercutir o acessório e escamotear o conteúdo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , ,
21/10/2009 - 08:41

A economia e o discurso público

Do Último  Segundo

Coluna Econômica – 21/10/2009

Na cerimônia de premiação das empresas mais respeitadas do Brasil – pela revista Carta Capital – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou mais alguns pontos na definição do novo modelo de desenvolvimento brasileiro.

É curioso como se processam essas mudanças. O Lula que discursou no evento nada tem a ver com o Lula do início do governo, a não ser no pragmatismo e na capacidade de análise da realidade. Não é um intelectual, um formulador – nem é seu papel. Mas consegue sintetizar o novo modelo de desenvolvimento com uma linguagem tal que pode ser entendido pelo especialista e pelo mais humilde brasileiro.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
18/10/2009 - 10:52

Vale, empresa privada e função pública

Por Luciano

Nassif coloca no teu Blog essa coluna publicada hoje pelo Kennedy Alencar da Folha, ele faz uma reflexão q eu considero muito boa dessa questão VALE/Agnelli/Fundos de Pensão, finalmente alguém q aparece para dar uma opinião sensata e baseada em dados e fatos da mídia.

Da Folha Online

Lula tem o dever de debater rumo da Vale

KENNEDY ALENCAR

Colunista da Folha Online

O presidente da República está certo ao querer discutir as diretrizes da Companhia Vale do Rio Doce. A Vale é uma empresa privada que tem bastante capital de origem pública. Os fundos de pensão de estatais federais e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) são sócios da companhia.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , ,
16/10/2009 - 10:28

Esta manchete é falsa

Da Folha

FolhaTCU

Comentário

Confira o que diz o texto:

“Durante 25 anos este país não cresceu e, pelo fato de ele não crescer, nós fomos criando uma máquina poderosa de fiscalização infinitamente superior à máquina de execução. É como se uma seleção tivesse o time reserva melhor do que a titular”, disse especificamente sobre o TCU.

O que ele faz é um elogio à competência do TCU. Ou não?

Aqui, a íntegra da matéria:

Presidente rebate críticas e diz que “não sabia” de preocupação de governador de SP com o NE

Em discurso, petista ainda comparou transposição à obra feita pelo presidente americano Roosevelt na região do vale do Tennessee

SIMONE IGLESIAS

ENVIADA ESPECIAL A CUSTÓDIA (PE)

Em um raro ataque direto ao presidenciável tucano José Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governador paulista começou a se preocupar com o Nordeste apenas por conta da campanha eleitoral do ano que vem.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , , ,
16/10/2009 - 09:15

A volta do círculo vicioso do câmbio

O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.

Tem-se o seguinte quadro internacional:

1. Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.

2. Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.

3. Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.

Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.

Nesse cenário, o Brasil é a bola da vez dos movimentos especulativos. Há fundamentos sólidos para se apostar no Brasil, o reconhecimento de que saiu da crise antes dos demais, o mérito de ter sabido dosar medidas ortodoxas e anticíclicas, a percepção mundial de que será um dos países líderes da economia global nas próximas décadas.

Sobre essa base fundamentalista, ocorre o movimento especulativo que, nos próximos meses, inundará o país de dólares.

Em qualquer país racional, o Banco Central alteraria sua maneira de atuar sobre o câmbio e a política monetária. Por aqui, não só tem reforçado a visão ortodoxa, como tem atuado claramente visando estimular esse jogo especulativo.

Duas manifestações do BC, em países como os Estados Unidos, no mínimo ensejariam a abertura de um processo de responsabilização.

O primeiro, a declaração de um diretor do BC de que a compra de reservas cambiais não reduz a apreciação do real. O segundo, o relatório do BC apontando a possibilidade de elevação dos juros no próximo ano, como reflexo do aumento de despesas públicas – uma afirmação que não tem nenhuma base factual, ainda mais levando-se em conta de que a apreciação do real funciona como elemento anti-inflação.

Nos dois casos, o BC atuou como agente estimulador desse movimento de apreciação cambial.

Agora, se entra em período eleitoral, no qual a apreciação cambial conta votos. Haverá volatilidade no câmbio atrapalhando exportações e investimentos. Mas será contida, no início, pelas reservas cambiais.

No final do ano que vem, os economistas dos candidatos favoritos estarão estudando como sair da armadilha cambial que lhes foi deixada.

Em fins de 1998, o país começava a recuperar o ímpeto reformista, atropelado pelas jogadas cambiais do início do Real. Na ocasião escrevi que a imprudência com o câmbio mataria qualquer veleidade de FHC de fazer um bom governo.

Espero que essa desgraça não se repita agora.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , , ,
13/10/2009 - 07:00

Lula e Serra no enfrentamento da crise

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de Eduardo Marques

DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.

Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.

O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.

No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
09/10/2009 - 08:13

A disputa na Vale

Clique aqui para um conjunto de matérias de hoje sobre a Vale do RIo Doce.

Para filtrar as notícias:

1. Há, da fato, um mal-estar entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e Lula, em função do comportamento da empresa na crise do ano passado. É bobagem essa história – na Folha de hoje – de que Lula quer a cabeça de diretores tucanos da Vale. É uma simplificação sem base, típica da Folha. O conflito é com Agnelli e não envolve preferências partidárias, mas uma questão de fundo muito mais relevante: como grande empresa nacional, explorando recursos naturais do país, a Vale tem que seguir uma lógica estrita de mercado ou também ser um agente de políticas de Estado? Este será um dos temas cruciais daqui por diante, não apenas em relação à Vale mas a todas as grandes multinacionais brasileiras. Assim como nos EUA, vai ter que se chegar a um modelo de parceria. Os conflitos de agora nascem, justamente, dos atritos decorrentes da busca desse modelo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , , , ,
09/10/2009 - 08:10

A irresponsabilidade cambial de Lula

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 09/10/2009

Mesmo com todo sua intuição e pragmatismo, no ano passado Lula só não jogou o Brasil em uma nova crise das contas externas graças à crise mundial. O Brasil foi salvo pela crise, que provocou uma redução nas importações e permitiu, pela primeira vez, que a Fazenda tirasse o comando da política econômica das mãos do Banco Central.

No primeiro semestre a deterioração das contas externas era óbvia, nítida. Qualquer projeção mostraria o País indo para a sinuca de bico. Mesmo assim, o Banco Central prosseguiu impassível em sua política de juros acima dos internacionais, permitindo a apreciação do real.

Passada a crise, o jogo volta com força total. E o sucesso internacional de Lula poderá torná-lo mais autista ainda em relação ao câmbio.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
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