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06/11/2009 - 19:08

Lula e os assassinos do futuro

“Durante muito tempo, ao mesmo tempo em que admirávamos o Brasil nos frustrávamos ao ver que os líderes anteriores ao senhor nunca desperdiçavam a oportunidade de desperdiçar a oportunidade”, afirmou Lorde Robertson. EFE

Por marise

Noticia sobre o premio recebido por Lula. O último parágrafo é importante e diz tudo.

Londres, 5 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje em Londres o prêmio Chatham House, concedido anualmente, como “uma homenagem ao povo brasileiro”, que para ele foi “o principal protagonista da grande transformação” do país.

No discurso de agradecimento ao prêmio, dado à figura que mais contribuiu para melhorar as relações internacionais no último ano, Lula falou das conquistas alcançadas sob sua Presidência e destacou, sobretudo, a capacidade para, pela primeira vez, redistribuir riqueza.

O presidente celebrou o fato de ter conseguido “combinar crescimento com justiça social” e de investir na fórmula de que era “necessário primeiro crescer para depois distribuir”.

Lula citou o espírito pacifista do Brasil, um país segundo ele sem armas de destruição em massa e partidário de um enfoque multilateral mais amplo na esfera internacional.

Por essa razão, voltou a defender um Conselho de Segurança da ONU “reformado e ampliado”, que “reflita a nova correlação de forças internacionais”.

“O Brasil, que ocupa pela décima vez uma cadeira no Conselho, reivindica junto a outros países uma presença permanente neste organismo que tem a grande responsabilidade de zelar pela segurança coletiva da humanidade”, frisou.

Em linhas gerais, Lula pediu novos “mecanismos de Governo estáveis, representativos e eficazes” para enfrentar o novo panorama nascido da superposição de várias crises: a financeira, a econômica, a energética, a ambiental e a alimentícia.

O prêmio foi concedido durante um jantar oferecido em honra do presidente Lula na Banqueting House, habitual nas cerimônias especiais da Whitehall, sede do Governo britânico.

O evento, que encerrou a visita de Lula à capital britânica, teve a presença do ministro da Empresa, Peter Mandelson, do Duque de Kent e de Lorde Robertson, presidente da Chatham House.

Mandelson destacou a importância da figura política e pessoal do presidente. “Não é um exagero dizer que o Brasil que conhecemos hoje é o Brasil de Lula”, afirmou.

Já o presidente da Chatham House explicou que a escolha de Lula para o prêmio teve uma razão fundamental: encontrar a fórmula para explorar com eficácia e equidade o enorme potencial que o Brasil sempre teve.

“Durante muito tempo, ao mesmo tempo em que admirávamos o Brasil nos frustrávamos ao ver que os líderes anteriores ao senhor nunca desperdiçavam a oportunidade de desperdiçar a oportunidade”, afirmou Lorde Robertson. EFE

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
06/11/2009 - 09:23

Os preparativos para a guerra do câmbio

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 06/11/2009

O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.

Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.

***

Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas.

Em 2002 houve refluxo da crise internacional, o Brasil não disponha de superávits comerciais robustos, manifestou-se mais forte a crise das montadoras norte-americanas afetando o mercado internacional de crédito. Foram esses fatos, mais alguns erros de política monetária por parte do Banco Central, que criaram o clima para a explosão do dólar e a ansiedade que dominou os mercados. Mais que a eleição de Lula.

Em 2005, com as contas externas em ordem, o país atravessou a mais prolongada crise política da história – em função do mensalão -, e os mercados ficaram absolutamente tranquilos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Novo Modelo Tags: , , ,
05/11/2009 - 17:52

O autoritarismo popular, segundo FHC

Do Valor Econômico

Autoritarismo popular pelo voto direto

Maria Inês Nassif

05/11/2009

Ao final de sete anos de governo e à véspera de uma eleição em que a sua simples presença de um lado da disputa pode definir a sua sucessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dando um nó na cabeça da oposição. Não só pela sua popularidade, mas pela forma como conseguiu usar essa popularidade para mudar completamente uma agenda política e econômica à qual, no primeiro mandato, parecia amarrado.

À direita e à esquerda, essa mudança de agenda está sendo colocada como autocrática. Todavia, como definir historicamente uma mudança de agenda política e econômica num regime democrático sem a suposição de que existe apoio popular a ela? O apoio é a um presidente ou a um outro projeto de poder? Como desvincular o presidente Lula do seu partido político, o PT, quando a história política de ambos é a mesma (e isso é um fato mesmo se constatando que, depois de quase dois mandatos como presidente num regime presidencialista, Lula tornou-se maior que o PT)? Se projetos políticos não se sucederem no poder, em alternância, o que se pode querer de uma democracia? É personalismo ou projeto político diferenciado uma inversão completa de agenda em relação aos governos anteriores?

A definição – ou acusação – imputada a Lula pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo recente publicada em dois jornais paulistas (”Folha de S. Paulo” e “Estado de S. Paulo”), e reiterada em entrevista ao colunista Vinicius Torres Freire, ontem, na “Folha”, de exercer uma “Presidência imperial”, ou ser o artífice de um estado de “apatia com autoritarismo popular”, não parece plausível. Não dá para “acusar” alguém de ser popular. FHC também o foi no seu primeiro mandato e venceu as eleições para a reeleição no primeiro turno, em 1998. Não dá para “acusar” alguém por estar no poder, se essa pessoa foi eleita. FHC também foi, duas vezes. E, como Lula, também tentou, embora não com tanto empenho, fazer o seu sucessor.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , , ,
05/11/2009 - 10:23

Lula, segundo Mendonça de Barros

Por Calbercan

Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”

Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: , ,
05/11/2009 - 09:45

Os pólos políticos pós-Lula

Do Último Segundo

Coluna Econômica 05/11/2009

Uma grande discussão, no cenário político atual, é saber de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo. Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:

O primeiro engloba as políticas irreversíveis que considera, entre outros, as políticas sociais includentes, o pacto do desenvolvimento, a manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal, o biocombustível, a nova política industrial, ancorada no pré-sal, e o fortalecimento da agricultura.

O segundo são as sementes que vêm sendo lançadas, mas sem muita ênfase, como a prioridade na saúde (focalizado no recurso), o avanço na tecnologia e inovação, o aprimoramento da gestão pública, a desoneração dos investimentos e a racionalização tributária e o apoio às pequenas e microempresas.

O terceiro, onde se dará o embate ideológico, refere-se ao controle do fluxo de capitais.

***

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , , , ,
29/10/2009 - 13:47

Lula e TV Record

Da Folha

Record é vítima de “preconceito”, diz Lula

Em visita a novos estúdios da emissora, no Rio, presidente brinca com câmeras e “filma” Dilma e Cabral

RAPHAEL GOMIDE

DA SUCURSAL DO RIO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que a TV Record, ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, é “vítima de preconceito”, como ele diz já ter sido. A declaração foi feita durante discurso na inauguração de dois estúdios da rede de televisão no centro de produções RecNov (Record Novelas), em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.

Lula mexeu em câmeras e claquetes e, sem saber que microfones à sua volta estavam ligados, perguntou pelo bispo Edir Macedo, fundador da Universal e da Record, que está em viagem à África.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
24/10/2009 - 07:00

O discurso de Lula

Por Ricardo Amaral

O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões

Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse pessoal acha que Lula fala demais e fala bobagem. Só este ano já foram 220 entrevistas e outros tantos discursos nas mais diversas circunstâncias. É natural que deixe escapar frases infelizes, comparações inadequadas, exageros e injustiças. E daí? O dado objetivo é outro: Lula fala para dezenas de milhões, com objetividade e clareza; é ouvido e assimilado como nenhum outro presidente foi antes dele. Por isso incomoda tanto; por isso tentam repercutir o acessório e escamotear o conteúdo.

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21/10/2009 - 08:41

A economia e o discurso público

Do Último  Segundo

Coluna Econômica – 21/10/2009

Na cerimônia de premiação das empresas mais respeitadas do Brasil – pela revista Carta Capital – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou mais alguns pontos na definição do novo modelo de desenvolvimento brasileiro.

É curioso como se processam essas mudanças. O Lula que discursou no evento nada tem a ver com o Lula do início do governo, a não ser no pragmatismo e na capacidade de análise da realidade. Não é um intelectual, um formulador – nem é seu papel. Mas consegue sintetizar o novo modelo de desenvolvimento com uma linguagem tal que pode ser entendido pelo especialista e pelo mais humilde brasileiro.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
18/10/2009 - 10:52

Vale, empresa privada e função pública

Por Luciano

Nassif coloca no teu Blog essa coluna publicada hoje pelo Kennedy Alencar da Folha, ele faz uma reflexão q eu considero muito boa dessa questão VALE/Agnelli/Fundos de Pensão, finalmente alguém q aparece para dar uma opinião sensata e baseada em dados e fatos da mídia.

Da Folha Online

Lula tem o dever de debater rumo da Vale

KENNEDY ALENCAR

Colunista da Folha Online

O presidente da República está certo ao querer discutir as diretrizes da Companhia Vale do Rio Doce. A Vale é uma empresa privada que tem bastante capital de origem pública. Os fundos de pensão de estatais federais e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) são sócios da companhia.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , ,
16/10/2009 - 10:28

Esta manchete é falsa

Da Folha

FolhaTCU

Comentário

Confira o que diz o texto:

“Durante 25 anos este país não cresceu e, pelo fato de ele não crescer, nós fomos criando uma máquina poderosa de fiscalização infinitamente superior à máquina de execução. É como se uma seleção tivesse o time reserva melhor do que a titular”, disse especificamente sobre o TCU.

O que ele faz é um elogio à competência do TCU. Ou não?

Aqui, a íntegra da matéria:

Presidente rebate críticas e diz que “não sabia” de preocupação de governador de SP com o NE

Em discurso, petista ainda comparou transposição à obra feita pelo presidente americano Roosevelt na região do vale do Tennessee

SIMONE IGLESIAS

ENVIADA ESPECIAL A CUSTÓDIA (PE)

Em um raro ataque direto ao presidenciável tucano José Serra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o governador paulista começou a se preocupar com o Nordeste apenas por conta da campanha eleitoral do ano que vem.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais Tags: , , ,
16/10/2009 - 09:15

A volta do círculo vicioso do câmbio

O círculo vicioso do câmbio está dado mais uma vez.

Tem-se o seguinte quadro internacional:

1. Excesso de liquidez e propensão a novas bolhas especulativas.

2. Dúvidas de monta sobre o fim da crise internacional.

3. Desalinhamento das taxas de juros nacionais, com alguns países puxando a alta de juros antes de outros.

Todo esse clima induz à volatilidade cambial no mundo.

Nesse cenário, o Brasil é a bola da vez dos movimentos especulativos. Há fundamentos sólidos para se apostar no Brasil, o reconhecimento de que saiu da crise antes dos demais, o mérito de ter sabido dosar medidas ortodoxas e anticíclicas, a percepção mundial de que será um dos países líderes da economia global nas próximas décadas.

Sobre essa base fundamentalista, ocorre o movimento especulativo que, nos próximos meses, inundará o país de dólares.

Em qualquer país racional, o Banco Central alteraria sua maneira de atuar sobre o câmbio e a política monetária. Por aqui, não só tem reforçado a visão ortodoxa, como tem atuado claramente visando estimular esse jogo especulativo.

Duas manifestações do BC, em países como os Estados Unidos, no mínimo ensejariam a abertura de um processo de responsabilização.

O primeiro, a declaração de um diretor do BC de que a compra de reservas cambiais não reduz a apreciação do real. O segundo, o relatório do BC apontando a possibilidade de elevação dos juros no próximo ano, como reflexo do aumento de despesas públicas – uma afirmação que não tem nenhuma base factual, ainda mais levando-se em conta de que a apreciação do real funciona como elemento anti-inflação.

Nos dois casos, o BC atuou como agente estimulador desse movimento de apreciação cambial.

Agora, se entra em período eleitoral, no qual a apreciação cambial conta votos. Haverá volatilidade no câmbio atrapalhando exportações e investimentos. Mas será contida, no início, pelas reservas cambiais.

No final do ano que vem, os economistas dos candidatos favoritos estarão estudando como sair da armadilha cambial que lhes foi deixada.

Em fins de 1998, o país começava a recuperar o ímpeto reformista, atropelado pelas jogadas cambiais do início do Real. Na ocasião escrevi que a imprudência com o câmbio mataria qualquer veleidade de FHC de fazer um bom governo.

Espero que essa desgraça não se repita agora.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , , ,
13/10/2009 - 07:00

Lula e Serra no enfrentamento da crise

Do Portal Luís Nassif

Do Blog de Eduardo Marques

DIFERENÇAS NO ENFRENTAMENTO DA CRISE.

Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.

O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.

No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
09/10/2009 - 08:13

A disputa na Vale

Clique aqui para um conjunto de matérias de hoje sobre a Vale do RIo Doce.

Para filtrar as notícias:

1. Há, da fato, um mal-estar entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e Lula, em função do comportamento da empresa na crise do ano passado. É bobagem essa história – na Folha de hoje – de que Lula quer a cabeça de diretores tucanos da Vale. É uma simplificação sem base, típica da Folha. O conflito é com Agnelli e não envolve preferências partidárias, mas uma questão de fundo muito mais relevante: como grande empresa nacional, explorando recursos naturais do país, a Vale tem que seguir uma lógica estrita de mercado ou também ser um agente de políticas de Estado? Este será um dos temas cruciais daqui por diante, não apenas em relação à Vale mas a todas as grandes multinacionais brasileiras. Assim como nos EUA, vai ter que se chegar a um modelo de parceria. Os conflitos de agora nascem, justamente, dos atritos decorrentes da busca desse modelo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: , , , ,
09/10/2009 - 08:10

A irresponsabilidade cambial de Lula

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 09/10/2009

Mesmo com todo sua intuição e pragmatismo, no ano passado Lula só não jogou o Brasil em uma nova crise das contas externas graças à crise mundial. O Brasil foi salvo pela crise, que provocou uma redução nas importações e permitiu, pela primeira vez, que a Fazenda tirasse o comando da política econômica das mãos do Banco Central.

No primeiro semestre a deterioração das contas externas era óbvia, nítida. Qualquer projeção mostraria o País indo para a sinuca de bico. Mesmo assim, o Banco Central prosseguiu impassível em sua política de juros acima dos internacionais, permitindo a apreciação do real.

Passada a crise, o jogo volta com força total. E o sucesso internacional de Lula poderá torná-lo mais autista ainda em relação ao câmbio.

***

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
07/10/2009 - 13:30

O jogo de factóides da Folha

Por Wellington Turino Sabbagh

Nassif,

Veja a matéria abaixo: clique aqui.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), considera “fantasiosa e leviana” a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aconselhou, em encontro na semana passada, a não aceitar ser de vice na chapa do também tucano José Serra.

“Sou adversário político do presidente, mas nos respeitamos. Ele jamais me diria isso”, disse Aécio.

Mais uma mentira.

Comentario

A Folha já deu como favas contadas que Aécio aceitara ser vice de Serra. E não era verdade. Agora vem com essa. É um jogo manjado, que ocorre em todas as eleições. Mas ainda não caiu a ficha do jornal sobre como essas jogadas o expõem, nessa era da Internet.

É incrível como não cai a ficha de que esse modo de fazer jornalismo acabou.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia Tags: , , , , ,
05/10/2009 - 14:46

A visão dos correspondentes

Por Veronica Goyzueta

Oi Luis!   Li sua coluna de hoje e concordei totalmente. O Brasil vive um grande momento e estou feliz de ter escolhido o país para viver. É muito bom viver em umpaís em que se percebe a evolução em tão pouco tempo.

Cheguei aqui em 1992 em Brasília, meses antes do Impeachment, vi o Plano Real, a eleição do FHC e a do Lula. É bom poder ver a história dando certo, mesmo que ainda haja muitas pendências e coisas por fazer, é possível ver que estamos em um caminho correto e conseguindo isso em uma democracia.   Há um tempo já que escrevo sobre o boom brasileiro.

Na AméricaEconomia escrevi a matéria “A vez do Brasil”, em dezembro de 2007, tinha proposto para eles uma sobre o boom do nordeste, pois em minhas viagens tenho visto a evolução dessa região durante o governo Lula, tanto nas cidades como em pequenos povoados beneficiados pelo Bolsa Família e outros programas de transferência de renda.

Há um tempo que estava pedindo para o ABC de Madri para escrever sobre o Lula como um líder global e com a vitória de sexta o jornal finalmente me deu essa oportunidade. Pena que no jornal os espaços são sempre muito curtos, mas o fato deles darem essa manchete, já valeu a pena.

Mando a matéria e um grande abraço!

Clique aqui

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
05/10/2009 - 12:56

O quebra-cabeça das eleições

O quebra-cabeças político não é para qualquer um. O repórter colhe dados, informações, rumores e tem dificuldade para entender o jogo, quando há a necessidade de deduzir as peças que faltam. O analista recolhe dados incompletos, monta um quebra-cabeça com algumas peças, deduz as peças que faltam, para chegar à conclusão final.

O bom repórter, se não for analista, acaba se confundindo com os sinais.

É o que ocorre no Valor de hoje, com a matéria que afirma que a intenção da estratégia eleitoral de Lula é inviabilizar a candidatura José Serra.

O repórter juntou peças e raciocínios, alguns corretos, alguns incompletos, para chegar a uma conclusão errada.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições Tags: , , , ,
05/10/2009 - 08:00

Sim, nós podemos

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 04/10/2009

Estava almoçando com um amigo banqueiro quando veio a notícia de que o Rio de Janeiro havia sido escolhido cidade-sede das próximas Olimpíadas. Mandou abrir um vinho em comemoração. De manhã, um funcionário dele, em Copenhagem, mandou email informando que na cidade só se falava em Lula, uma euforia completa apenas pela presença de Lula por lá.

No restaurante, as mesas comemoraram pedindo vinhos e champagnes. Nas ruas, uma população orgulhosa do feito brasileiro. No Blog, centenas de comentários de leitores orgulhosos de serem brasileiros, finalmente orgulhosos de serem brasileiros, repito.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: , ,
05/10/2009 - 07:02

Das mesquinharias históricas

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
28/09/2009 - 20:43

O mundo fora do aquário da mídia

Por Alberto Porém Jr.

Olha o prêmio fresquinho para o Lula!

Lula receberá Prêmio Chatham House 2009 no dia 5 de novembro

(AFP) – há 29 minutos

LONDRES, Reino Unido — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber o prestigioso Prêmio Chatham House 2009 por sua contribuição à “estabilidade e integração na América Latina e por seu papel na resolução de crises regionais”, informou o centro de estudos britânico.

Lula receberá o prêmio em uma cerimônia prevista na capital britânica no próximo dia 5 de novembro, segundo o centro, que recompensa anualmente a figura política que fez “a contribuição mais significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia Tags: ,
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