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13/11/2009 - 08:11

Os diagnósticos sobre o próximo tempo

Por Jotavê

O Luiz Carlos Mendonça de Barros faz hoje uma explicitação do ponto de vista da oposição que, por sua clareza, é valiosa. O argumento, se entendi bem, é o seguinte: neste momento, é crucial aumentar o nível de poupança do país, para possibilitar um salto de desenvolvimento capaz de atender à demanda futura. Sem isso, a inflação volta. Para isso, o Governo tem que diminuir seus gastos correntes e diminuir os estímulos ao consumo.

A explicitação infelizmente para por aí. Não diz onde, nem como deveriam ser feitos os cortes. É preciso que não aceitemos o travamento da discussão nesses termos. As perguntas que temos a obrigação de fazer são as seguintes:

1. Quanto ao diagnóstico. É verdade mesmo que devemos aumentar a taxa de poupança do país?

2. Quanto aos medicamentos. Se for verdade, onde devem ser feitos os cortes? No Bolsa Família? No reajuste do salário mínimo? Na Previdência?

3. Mudar a política de juros e de câmbio é uma saída? Se for, Dilma Rousseff é uma candidata comprometida com mudanças nessa área? Ou será que ela anuncia apenas a continuidade da política que herdamos de Pedro Malan e Antônio Palocci?

Da Folha

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

Apagão: um sinal dos deuses?

Vamos continuar com a farra do boi do crescimento do consumo ou vamos dar um freio de arrumação?

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags:
06/11/2009 - 09:23

Os preparativos para a guerra do câmbio

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 06/11/2009

O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.

Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.

***

Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas.

Em 2002 houve refluxo da crise internacional, o Brasil não disponha de superávits comerciais robustos, manifestou-se mais forte a crise das montadoras norte-americanas afetando o mercado internacional de crédito. Foram esses fatos, mais alguns erros de política monetária por parte do Banco Central, que criaram o clima para a explosão do dólar e a ansiedade que dominou os mercados. Mais que a eleição de Lula.

Em 2005, com as contas externas em ordem, o país atravessou a mais prolongada crise política da história – em função do mensalão -, e os mercados ficaram absolutamente tranquilos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Novo Modelo Tags: , , ,
05/11/2009 - 10:23

Lula, segundo Mendonça de Barros

Por Calbercan

Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”

Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo Tags: , ,
23/10/2009 - 09:03

O câmbio e o Banco Central

Da Folha

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

Ainda a questão do real valorizado

Finalmente o governo agiu para tentar estancar, ou ao menos reduzir, a queda do dólar em relação ao real

VOLTO MAIS uma vez à questão da valorização do real. Finalmente o governo resolveu agir para tentar estancar -ou pelo menos reduzir- a queda do dólar em relação à nossa moeda. O leitor da Folha já conhece meu pensamento em relação a esse assunto. Discordo dos analistas que não consideram isso um problema e me preocupo muito com o fortalecimento do real. Principalmente enquanto durar a posição atual da China em relação à sua moeda e a política monetária do Federal Reserve nos Estados Unidos.

Portanto parece-me correta a posição do ministro Guido Mantega de tentar interferir na formação da taxa de câmbio. Vivemos um período em que as autoridades de economias importantes estão atuando nos mercados de câmbio. O yuan chinês, mantido artificialmente constante em relação ao dólar, é, de longe, o fator externo mais relevante por trás da valorização do real e de outras moedas de países emergentes.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , ,
04/09/2009 - 13:10

A crítica consistente

Do Valor

Mendonça de Barros teme efeitos do real valorizado

Ana Paula Grabois, do Rio
04/09/2009

O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros criticou ontem o governo pela ausência de alternativas para os problemas que podem acontecer devido ao real valorizado, especialmente sobre a indústria nacional. Na sua avaliação, o dólar continuará em desvalorização no mundo com o aumento do déficit fiscal americano depois dos gastos nos pacotes anti-crise.

“A crise traz mudança estrutural muito forte no mundo e o Brasil vai ser arrastado. Minha grande preocupação para os próximos anos é o Brasil se transformar em um país exportador de commodities e perder toda a base industrial que foi criada depois das dificuldades que sabemos”, disse Mendonça de Barros, durante seminário promovido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégia e Desenvolvimento, na UFRJ.

O economista, ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, não poupa o atual governo na condução da política econômica. Vê a ausência de uma política industrial voltada para absorver os impactos negativos do câmbio valorizado. “Há uma certa euforia, diria até incontida, no governo de que nós estamos a salvo. A ignorância econômica que grassa no governo não nos faz ver os problemas que vamos enfrentar no futuro”, disse.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , ,
06/03/2009 - 09:12

O Haiti (e Sodoma) é aqui

Da Folha

Sodoma e Gomorra

(

http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSNYDAoQ4p3L3P0j

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

A economia que sairá desta crise será diferente da de hoje, mas como e quando isso acontecerá é impossível prever

(…) Mas os fatos revelados pelos jornais e pelos canais de televisão nos Estados Unidos chocam e revoltam. E a razão principal da revolta do americano médio é a de ter o governo que resgatar, com trilhões de dólares do Tesouro, empresas privadas. Mais ainda, em uma sociedade em que qualquer tentativa do governo em interferir na vida dos cidadãos é considerada socialismo, o que se vê hoje é absolutamente inaceitável. Para um observador atento, esse clima de decepção e revolta está presente no dia-a-dia da imprensa americana.

Os detalhes escabrosos dos ganhos com bônus e outros instrumentos de participação nos lucros dos bancos americanos são inaceitáveis. De forma ainda discreta, os americanos começam a entender que a origem dessa farra do boi está no centro de sua ideologia. O desmonte do aparato regulatório e fiscalizador do sistema financeiro foi feito no pressuposto dessa luta entre o lado bom -o setor privado- contra o mau, representado pelo Estado.

Comentário

Ainda vou enviar para o Luiz Carlos um exemplar de “Os Cabeças de Planilha”. Como o mais inteligente membro do financismo nativo (sem ironia), ele ainda fará mea culpa e e uma enorme doação para a Santa Casa de Pouso Alegre.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
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