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06/11/2009 - 09:23

Os preparativos para a guerra do câmbio

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 06/11/2009

O último grande desafio do governo Lula será romper com a lógica da política monetária e cambial. Há uma série de sinais no ar, mostrando que em breve haverá um ataque mais consistente contra o encarecimento do real.

Para Lula, a lógica política sempre teve prevalência sobre a lógica econômica. Não é prerrogativa sua: com FHC também foi assim. Essa lógica fez com que, no seu governo, Lula sempre procurasse minimizar as zonas mais sensíveis de atrito, dentre as quais a principal era o mercado financeiro. Esse poder desestabilizador ficou nítido nas eleições de 2002.

***

Não se trata de uma conspirações, mas de circunstâncias que tornam o mercado mais sensível. Esse quadro surge sempre que aumenta a vulnerabilidade externa – isto é, quando o país passa a necessitar do mercado financeiro para fechar suas contas.

Em 2002 houve refluxo da crise internacional, o Brasil não disponha de superávits comerciais robustos, manifestou-se mais forte a crise das montadoras norte-americanas afetando o mercado internacional de crédito. Foram esses fatos, mais alguns erros de política monetária por parte do Banco Central, que criaram o clima para a explosão do dólar e a ansiedade que dominou os mercados. Mais que a eleição de Lula.

Em 2005, com as contas externas em ordem, o país atravessou a mais prolongada crise política da história – em função do mensalão -, e os mercados ficaram absolutamente tranquilos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Novo Modelo Tags: , , ,
25/10/2009 - 09:29

Coutinho defende menos gastos

Por Marcos Doniseti

Nassif, o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, agora, está defendendo a contenção dos gastos públicos (de custeio) para que o Brasil ‘possa crescer mais’. Coutinho defende a elevação da taxa de investimentos do país para 25% do PIB.

Notícia:

Do Estadão

Governo deve segurar gastos públicos para manter crescimento, diz Coutinho

Presidente do BNDES vê a ideia como parte de uma nova agenda para o País, mas ressalva que se trata de uma opinião pessoal

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, acha que o governo precisará segurar os gastos de custeio da máquina pública para que o País continue a crescer nos próximos anos. Coutinho ressalva que a opinião, que toca numa das principais críticas ao governo Lula, é estritamente pessoal. Mas entende que a ideia deveria ser discutida como parte de uma nova agenda para o País. Nessa nova agenda, ele sugere ainda a reforma da Previdência Social e, do lado empresarial, maior participação dos bancos privados no financiamento de grandes projetos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , ,
28/05/2009 - 09:57

A luta contra a apreciação cambial

Por Roberto São Paulo/SP

O Estado de S.Paulo, Quinta-Feira, 28 de Maio de 2009
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090528/not_imp378068,0.php

Coutinho: ”É possível evitar alta sem mexer no câmbio”

Operações específicas evitariam valorizar a moeda sem interferir no câmbio flutuante, diz presidente do

BNDES

Celia Froufe

O Banco Central pode, por meio de operações específicas, evitar a continuidade de valorização do real sem interferir no regime de câmbio flutuante. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, ao deixar a audiência pública conjunta de várias comissões do Senado convocada para discutir os impactos da crise econômica……………

………. “É importante para a competitividade da economia que sejam minimizados os efeitos das forças que impulsionam a valorização do real, mas mantendo o câmbio flutuante”, disse Coutinho. “Esta é uma tarefa do Banco Central, que pode ser feita por meio de operações do Banco Central.” Coutinho não disse, porém, quais operações específicas o BC poderia fazer para conter a valorização do real ante o dólar, que tem motivado uma onda crescente de críticas de exportadores.

Segundo o presidente do BNDES, o real vem sendo avaliado no exterior como uma moeda forte em potencial. “Esse é um problema para todos nós.” Apesar de ser uma notícia positiva, de acordo com Coutinho, porque mostra a confiança dos investidores no Brasil, o efeito de uma sobrevalorização da moeda brasileira “não é tão bom”.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
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