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25/11/2009 - 09:24

Painel internacional

Obama escreveu a Lula sobre o Irã

New York Times

O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou uma carta no domingo para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando a posição americana sobre o programa nuclear do Irã, um dia antes de o presidente do Irã fazer sua primeira visita oficial ao Brasil, disse um assessor de Lula na terça-feira. Obama não critica explicitamente Lula por hospedar o presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã, implicando ao invés disso que esperava que Lula usasse a ocasião para expressar apoio aos esforços internacionais de forjar um compromisso sobre as ambições nucleares do Irã, de acordo com duas autoridades americanas. Na carta de três páginas, Obama reiterou seu apoio a uma proposta da Agência Internacional de Energia Atômica que tentaria orientar o Irã no desenvolver de energia nuclear para fins pacíficos e civis. O acordo proposto clama ao Irã exportar a maior parte do urânio enriquecido para processamento adicional, de forma que possa ser usado em um reator médico em Teerã. Até agora o Irã se recusou a aceitar a proposta. Na segunda-feira, Lula reiterou seu apoio ao direito do Irã de desenvolver sua tecnologia nuclear para uso na produção de energia, assim como o Brasil vem fazendo.

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E mais:

Economia britânica afunda menos que o esperado

Fed monitora preços dos ativos, vigiando o ‘risco excessivo’

Banco Mundial alerta para a escalada de juros

Exportações japonesas caem no menor ritmo


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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional Tags: , , , , , , , , , ,
25/11/2009 - 07:00

Quem define a política monetária

Uma das maiores distorções na economia brasileira é a definição da política monetária pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Participa da decisão toda a diretoria do Banco Central. Acontece que o Diretor de Política Econômica é quem tem as informações, fornecidas pelo departamento incumbido de monitorar as metas inflacionárias. Dono das informações, impõe sua opinião sobre os demais diretores – cuja área de responsabilidade são outras.

Esse modelo criou dentro do BC um pelotão de xiitas, técnicos de terceiro escalão cegos pela ortodoxia, que muitas vezes acabam induzindo o diretor a adotar medidas drásticas.

Nas mãos de um Afonso Bevilacqua – primeiro diretor da gestão Henrique Meirelles -, um xiita de carteirinha, as decisões produziram taxas de juros muito acima das necessárias. Fica, assim, um país com quase 200 milhões de habitantes nas mãos de apenas uma pessoa.

Embora bastante ortodoxo, o atual Diretor Mário Mesquita é considerado mais racional.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria Tags: , , ,
28/09/2009 - 12:50

O manjado jogo dos juros altos

Por Rodrigo Medeiros

Do quadro das profecias auto-realizáveis:

“O mercado financeiro elevou, na última semana, a sua estimativa para a inflação em 2010, ao mesmo tempo, também passou a prever um aumento maior na taxa básica de juros no ano que vem, segundo o relatório de mercado, documento divulgado pelo Banco Central que traz as projeções dos economistas das instituições financeiras.”

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Já sabemos o que virá… Qual a posição dos principais candidatos à Presidência da República sobre a sacrossanta independência do BCB propagada pelos neoliberais?

Comentário

O BC já deu a senha ou prever, com extraordinário tirocínio, que a inflação do próximo ano será maior por conta do aumento dos gastos públicos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: ,
31/08/2009 - 09:39

Uma discussão inócua sobre o câmbio

O caderno Dinheiro, da Folha, traz matéria sobre as causas da apreciação cambial (clique aqui).

É uma discussão velhíssima. Os exportadores atribuem ao diferencial de juros, que atrai dólares de fora. Os mercadistas rasos atribuem ao preço das commodities, que influenciaria o câmbio. Os exportadores rebatem, dizendo que é o preço do dólar que baliza as cotações de commodities.

No fundo, uma discussão inútil, ótima para o professor-de-Deus fazer firulas no meio do campo, embaixadas sem chutar a gol.

A questão central é: o real apreciado tira a competitividade da economia brasileira, beneficia apenas especuladores que fazem arbitragem de moedas, impede a consolidação de novos setores, com maior valor agregado. Logo, pouco importa a razão. A discussão relevante é sobre como impedir a valorização do real.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
13/08/2009 - 09:27

Juros estáveis nos EUA

Do Guia Financeiro

O Federal Reserve manteve sua taxa de juros em uma margem de variação de zero a 0,25% pela quinta reunião consecutiva, em mais um indicativo de que a recessão já passou ou será superada em breve. A decisão foi unânime entre os 10 agentes que formam o colegiado.

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária norte-americana afirma que vai desacelerar gradualmente seu plano de adquirir até US$ 300 bilhões em treasuries para efetuar uma transição tranquila nestes mercados. A expectativa inicial era de que o programa de resgate não convencional seria encerrado em setembro, mas o Fed declarou que pretende manter as compras até outubro.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crime Tags: , ,
05/08/2009 - 09:57

Governabilidade ou imobilismo?

Por arkx

->.”Significa então que uma parte do PT está preocupada com a governabilidade, isto é, está preocupada com o País e outra parte está preocupada com a situação pessoal.”

governabilidade?!

participo desta área de comentários do Blog do Nassif desde seu início sempre defendendo a proposta de redução dos juros e do superávit primário. em virtude disto, já fui taxado muitas vzs de “monocórdio”.

e qual tem sido o argumento imutável daqueles que se intitulam como “guardiões da governabilidade”?

- não! não pode! não pode mexer nos juros! não pode mexer no superávit primário! vem a represália do mercado! olha, a direita! a mídia! temos que ter muito cuidado e toda paciência! senão vem o golpe! vão derrubar o indefeso do Lula.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Política Tags: , , ,
20/07/2009 - 15:28

Inflação em queda

Do Guia Financeiro

FOCUS 02 -

Taxas de inflação permanecem em queda

Apenas IPC-Fipe registrou crescimento, diz estudo

Enquanto as estimativas para o IPCA registram elevação, os dados referentes a outros índices mostram desaceleração na maioria dos casos, segundo o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central a partir das estimativas de aproximadamente 100 instituições financeiras.

No caso do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), o indicador manteve sua trajetória de queda pela quinta semana consecutiva, passando de 0,95% para 0,90%.

Segundo o documento, as perspectivas referentes ao mês de julho seguiram em queda pela sexta semana consecutiva, de 0,10% para 0,05%. Para agosto, os dados também foram reduzidos: de 0,29% para 0,25%, a segunda contração consecutiva. O indicador suavizado nos próximos 12 meses desacelerou pela primeira semana, de 4,36% para 4,22%.

Já o IGP-M (Índice Geral de Preços/mercado) estimado para o fim deste ano retrocedeu pela décima primeira semana seguida, de 0,50% para 0,44%.

Na análise mensal, os dados de julho ampliaram a deflação pela segunda semana consecutiva, de -0,13% para -0,15%. Para o mês de agosto, os números desaceleraram pela terceira semana, de 0,22% para 0,20%.

Por outro lado, os dados suavizados nos próximos 12 meses avançaram pela primeira semana, de 3,86% para 3,98%.

Já os números recentes ao IPC-Fipe (Índfice de Preços ao Consumidor Amplo)avançaram pela primeira semana, de 4,10% para 4,11%.

Os dados do índice para julho seguiram estáveis em 0,35% pela terceira semana consecutiva, enquanto os dados de agosto subiram de 0,35% para 0,36% pela primeira semana. Os dados suavizados nos próximos 12 meses avançaram pela primeira semana, de 4,16% para 4,17%.

Para 2010, todos os dados calculados permaneceram estáveis em 4,50%.

Tatiane Correia

Comentário

Segundo o “manual do jurista”, se a inflação estiver caindo, juros altos para impedir que suba.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , ,
01/07/2009 - 10:06

A receita de FHC para a crise

Para os que acham que com Lula ou Fernando Henrique Cardoso a reação à crise internacional seria a mesma.

Leia aqui entrevista da Folha com FHC sobre o Plano Real (clique aqui). A propósito de nada – era para um balanço histórico -, o entrevistador Guilherme Barros pede análises de FHC sobre a política atual de Lula e de Obama.

FHC mostra claramente qual teria sido sua reação à crise: cortes de gastos, arrocho fiscal.

O que comprova claramente o que sempre coloquei em minhas análises: as quatro ou cinco crises que sacudiram o país no seu governo não são álibi, são agravantes. Eram crises nas contas externas. Após a primeira crise, o país deveria ter sido preparado para evitar as seguintes.

Mas, em todas elas, recorria apenas ao receituário fiscal, jamais à solução das contas externas. E aí entram os elementos políticos que abordei em meu “Os Cabeças de Planilha”. Em qualquer circunstância, todas as medidas do governo FHC eram no sentido de preservar os ganhos dos investidores. Ajuste cambial significaria impor perdas a quem trouxe dólares, mas prevenir de maneira definitiva futuras crises. Com as contas externas em ordem, não haveria obstáculos ao crescimento da economia.

Para não penalizar os investidores, não se permitia o ajuste no câmbio. Não havendo, o ajuste nas contas externas só se podia dar via recessão. Aí, toca aumentar o arrocho fiscal (para reduzir o déficit comercial) e as taxas de juros (para manter o fluxo de investimentos externos). O especulador ganhava nas duas pontas. O país perdia em ambas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , , ,
24/06/2009 - 10:05

O BC, câmbio e juros

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 24/06/2009O BC, câmbio e juros

Dois preços fundamentais da economia são os juros e o câmbio. Ambos interferem em quase toda a atividade produtiva. Um aumento nos juros, por exemplo, pode inviabilizar totalmente planos de investimento. Ou inviabilizar negócios, depois de iniciados. Alterações bruscas no câmbio mudam completamente o cenário de uma empresa. Da noite para o dia pode tornar seu produto mais caro que o importado ou mais barato. Se mais barato, a empresa não avançará em projetos de investimento e ampliação se não tiver a garantia de que a relação de preços se manterá inalterada.

Por isso mesmo, é papel de qualquer Banco Central competente não apenas manter juros e câmbio em um nível que estimule a produção e o emprego (sem descuidar da inflação) mas, principalmente, impedir a volatilidade – isto é, a variação excessiva desses preços.

Clique aqui para continuar

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica Tags: , ,
15/06/2009 - 07:00

O ciclo dos juros baixos

Coluna Econômica – 15/06/2009

Retomando um tema já abordado.

Ainda tem que se caminhar muito em direção à criação de uma taxa de juros de países civilizados. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), de reduzir a Selic em 1 ponto, traz a taxa para a faixa de um dígito pela primeira vez na história.

Mesmo assim, continua uma taxa extremamente elevada, ainda mais em função das demais taxas internacionais. Continua permitindo as arbitragens em cima do real. Além disso, na ponta o dinheiro continua extremamente caro.

***

Tem que se avançar urgentemente em duas linhas:

1. Pacto com o mercado, de reduzir a tributação sobre as operações financeiras e exigir a ferro e fogo a redução do spread. Inclusive com o uso intensivo do Código de Defesa do Consumidor e das leis de direito econômico.

Como se sabe, o mercado financeiro passou a ser regido pelo Código de Defesa do Consumidor. Pode ser enquadrado pela prática de taxas abusivas, por exemplo, como maneira de contornar a absoluta inação do Banco Central. Também está sujeito ao CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico), caso se comprove que as taxas praticadas são previamente acertadas.

Não se deve recorrer a práticas drásticas, mas utilizar para um pacto de redução de taxas com o setor, cada qual dando sua contribuição.

2. Estabelecer taxações para a livre entrada de capitais.

Hoje em dia há uma dinheirama de brasileiros entrando e saindo do país, não ajudando a consolidar um nível estável de poupança. Esse dinheiro era da mesma natureza dos capitais voláteis do início dos anos 30.

Agora, tem-se um combate gradativo aos paraísos fiscais, escassas possibilidades de investimento em outras economias. E parte desse capital começa a ser despejado na economia real. É o momento de aumentar o custo dessa volatilidade e induzir a vinda de mais capital para a economia real.

Há um chavão reiterado contra essa medida, de que atropelaria direitos adquiridos. Conversa. A proposta é para novas entradas de capitais, não para aqueles que já estão por aqui.

***

Quem leu meu “Os Cabeças de Planilha” sabe que, na análise comparativa do então ciclo especulativo, com o que ocorreu nos anos 20 e 30 no país, previ os seguintes pontos:

* Fim do ciclo especulativo internacional, pela ampla disfuncionalidade dos mercados.

* Ampliação do combate dos estados nacionais ao crime organizado, o que resultaria em cerco cada vez maior aos paraísos fiscais.

* Esses capitais brasileiros internacionalizados regressando ao país, indo irrigar a economia real.

Ainda não chegamos, mas estamos perto do início do terceiro ciclo.

***

Entrando no terceiro ciclo, o jogo se inverte. O mercado financeiro já possui know-how e tradição de precificação (análise de preço) de empresas, de fusões, aquisições, alguma experiência em empresas emergentes.

Em um primeiro momento, esse potencial está sendo canalizado para a compra de empresas em dificuldades, descapitalizadas mas com bom potencial. Em um segundo momento, será para grandes investimentos em infraestrutura, em novas empresas de setores que estão sendo impulsionados pelas mudanças tecnológicas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , ,
11/06/2009 - 09:00

O ciclo dos juros baixos

Ainda tem que se caminhar muito em direção à criação de uma taxa de juros de países civilizados. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), de reduzir a Selic em 1 ponto, traz a taxa para a faixa de um dígito pela primeira vez na história.

Mesmo assim, continua uma taxa extremamente elevada, ainda mais em função das demais taxas internacionais. Continua permitindo as arbitragens em cima do real. Além disso, na ponta o dinheiro continua extremamente caro.

Tem que se avançar urgentemente em duas linhas:

1. Pacto com o mercado, de reduzir a tributação sobre as operações financeiras e exigir a ferro e fogo a redução do spread. Inclusive com o uso intensivo do Código de Defesa do Consumidor e das leis de direito econômico.

2. Estabelecer taxações para a livre entrada de capitais.

Hoje em dia há uma dinheirama de brasileiros entrando e saindo do país, não ajudando a consolidar um nível estável de poupança. Esse dinheiro era da mesma natureza dos capitais voláteis do início dos anos 30.

Agora, tem-se um combate gradativo aos paraísos fiscais, escassas possibilidades de investimento em outras economias. E parte desse capital começa a ser despejado na economia real.

É o momento de aumentar o custo dessa volatilidade e induzir a vinda de mais capital para a economia real.

Quem leu meu “Os Cabeças de Planilha” sabe que, na análise comparativa do então ciclo especulativo, com o que ocorreu nos anos 20 e 30 no país, previ os seguintes pontos:

1. Fim do ciclo especulativo internacional, pela ampla disfuncionalidade dos mercados.

2. Ampliação do combate dos estados nacionais ao crime organizado, o que resultaria em cerco cada vez maior aos paraísos fiscais.

3. Esses capitais brasileiros internacionalizados regressando ao país, indo irrigar a economia real.

Ainda não chegamos, mas estamos perto do início do terceiro ciclo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: , ,
28/05/2009 - 10:42

O moto contínuo do câmbio

Começou mais uma rodada do moto contínuo do jogo da apreciação cambial. É o mesmo modelo, a manutenção do mesmo jogo especulativo, que levará aos mesmos resultados observados em todos os momentos em que o câmbio tornou-se competitivo: em 1999, em 2003 e agora.

A apreciação cambial permite lucros estrondosos para quem especula com dólar. Ganha na isenção de tributação para aplicar em títulos públicos, ganha nos juros, ganha na saída, ao converter os reais para dólares mais desvalorizados.

Quando a situação externa torna-se insustentável, saem em fuga do país, provocando a desvalorização do real. Para segurar os capitais o governo aumenta os juros. A desvalorização cambial melhora as contas, reduz a vulnerabilidade. Reduzindo, os capitais voltam para mais uma rodada de ganhos especulativos, preparando as bases para a próxima crise.

Confira esse jogo pernicioso, mortífero, que atrasou em anos e anos o desenvolvimento brasileiro, no artigo abaixo, que escrevi em agosto de 2003. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Sem categoria Tags: , , ,
28/05/2009 - 10:06

A casa da mãe Joana

Por Neves

A casa da mãe Joana, de volta e sempre:

Brasil volta a ser o paraíso dos investimentos estrangeiros, diz ‘El País’

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/05/28/brasil-volta-ser-paraiso-dos-investimentos-estrangeiros-diz-el-pais-756067963.asp

Fui ler a matéria para ver se estavam aportando no país novas fábricas, investimentos diretos em infra-estrutura, enfim coisas que provocam empregos e bem estar para os pobres brasileiros. Aí entendi quais são os “investimentos” que os estrangeiros procuram. Diz a matéria:

os juros, que já baixaram a 10,25% e podem chegar a 9% até o final do ano, continuam entre os maiores do mundo e “seguem sendo apetitosos para os investidores”.

Investimentos de vento, mais vazios do que pastel da Central. Na verdade, é o pastel do Banco Central, o último refúgio do oba-oba neoliberal do planeta.

Está provado, neoliberal adora o estado para se sentir amparado. Estado mínimo significa a teta exclusiva para eles.

Comentário

Fiquei fora ontem, mas li em algum jornal que o Brasil foi considerado o terceiro país que mais alimenta os circuitos clandestinos de fundos offshore. Alguém poderia localizar o link da matéria?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , ,
27/05/2009 - 08:07

As visões sobre os gastos públicos

Há uma maneira muito simplória – e maliciosa – de tratar a carga tributária.

A carga tributária brasileira é asfixiante para quem paga impostos. E quem paga é a maioria das pequenas, micro e médias empresas, dos assalariados, de quase todos os profissionais liberais. Há uma economia subterrânea enorme, presente não apenas no submundo – bingos, roubo de medicamentos, liminares de combustíveis, as jogadas com direito de lavra, títulos públicos vencidos – como nos maiores setores – engenharia fiscal, fundos offshore.

Por outro lado, há três sorvedouros da arrecadação fiscal. O maior deles, as taxas de juros pornográficas praticadas historicamente, acentuadas após 1994 e mantidas no governo Lula. É a maior e a mais inútil conta pública, pois provoca uma acentuada concentração de riqueza, transferência de fundos para o exterior, globaliza a riqueza sem gerar benefícios internos. Só agora, com a crise internacional e as taxas de juros internas caindo, esse capital será carreado para atividades produtivas.

Há um segundo sorvedouro que é o dinheiro mal gasto na máquina pública. Existem funções essenciais no Estado, um ensaio de melhoria de gestão mas que não foi aprofundado. Parte do aumento do gasto dos últimos anos destinou-se a melhorar a situação de carreiras essenciais do Estado, como educação, saúde e segurança. Mas permanece um enorme desperdício, a falta de sistemas de avaliação, não apenas no âmbito federal mas dos estados. A rigor, os únicos setores com avanços excepcionais em todos os níveis foram os ligados diretamente à arrecadação de impostos.

E há um terceiro gasto, mais nobre, que reverte para a população, na forma de serviços (educação, saúde, segurança) ou transferências diretas (Previdência e programas sociais). Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: , , ,
21/05/2009 - 09:58

Japão revê política monetária

Banco do Japão pode rever política monetária

O Banco do Japão pode abandonar a sua política de manutenção da taxa de juro em 0,1%, e rever para cima a sua avaliação da economia na próxima sexta-feira, no final da reunião de dois dias do comitê de política monetária. Analistas estão depositando esperanças de que o banco central irá, pela primeira vez em quase três anos, reconhecer que há sinais de melhora na economia, embora tais observações serão tecidas com cautela. “O Banco do Japão poderá rever a sua avaliação da situação econômica atual e futura com base nos recentes sinais de que a economia está atingindo o fundo do poço. No entanto, esperamos também que o banco reafirme seu foco nos riscos descendentes, devido à expansão sem precedentes dos intervalos deflacionários”, escreveu o economista do HSBC Seiji Shiraishi, em relatório.

Clique aqui

Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia Tags: , ,
17/05/2009 - 10:08

Uma nova economia

Um dos pontos centrais para a próxima etapa da economia é a redução das taxas de juros que, pela primeira vez desde a criação do open market – lá pelos fins dos anos 60 – se aproximará das taxas de juros internacionais. Será uma revolução, uma realocação da poupança para áreas essenciais, como capitalização das empresas, infraestrutura, programas sociais.

Nelson Barbosa, do Ministério da Fazenda, tem sido até agora um dos analistas mais lúcidos dessa passagem, além de ter demonstrado segurança e capacidade operacional no desenho das medidas que ajudaram o país a reduzir os impactos da crise – e que poderia ter ficado na “marolinha” não fosse o Banco Central.

Aqui, uma entrevista dele ao Estadão.

Do Estado

”Juros continuarão a cair depois da crise”

Sérgio Gobetti, BRASÍLIA Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: ,
14/05/2009 - 10:05

Tudo o que você queria saber sobre a poupança

Desculpem o atraso nas postagens, mas estava estudando as novas regras da poupança.

A partir de agora, com a ajuda do pessoal do Cash (clique aqui), o caderno de finanças pessoais da Dinheiro Vivo, vamos tentar responder às principais dúvidas.

O primeiro passo é entender as implicações da tributação para os poupadores em geral.

Montei a tabela abaixo levando em conta o fluxo real de ganhos de um poupador e o imposto pago, baseado nas seguintes premissas:

1. Taxa Selic de 9%.

2. TR de 0,03%.

Na coluna, você procure o valor que mais se aproxima do seu salário mensal.

Na linha, o valor que mais se aproxime do saldo da sua poupança, a partir de 1o de janeiro de 2010.

O resultado do encontro da linha e da coluna será o IR pago sobre a poupança.

Na última linha, os juros totais que a poupança deverá render no ano.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria Tags: , ,
22/04/2009 - 08:16

Competitividade, juros e inflação

Clique aqui para mais uma das aulas de Delfim Netto sobre política monetária, PIB potencial e inflação.

Ele mostra os argumentos brandidos, anteriormente, em defesa da taxa de juros elevada e demonstra que as condições que sustentavam a antiga falácia não se repetem.

Na abertura, ele relaciona taxa de juros e condições microeconômicas:

A TAXA DE “inflação mínima” de um país é uma espécie de radiador que dissipa o calor (os aumentos de custo) produzido pelos atritos operacionais do sistema econômico: funcionamento inadequado das instituições (segurança, Justiça), falta de infraestrutura (estradas, comunicações), nível de competitividade (controle do poder econômico e regulação da concorrência) etc.

São dificuldades “estruturais”, que precisam ser removidas para que a “taxa mínima de inflação” se aproxime das vigentes nos seus competidores externos. Esse é o objetivo das famosas reformas “microeconômicas”. É, também, condição necessária para o bom funcionamento da política “macroeconômica” canônica utilizada na maioria dos países.

É aí que discordo.E penso que Delfim valeu-se do argumento apenas para se valer do próprio veneno da cobra para anular seus argumentos.

Reformas estruturais são fundamentais para aumentar a eficiência da economia, melhorar a produtividade. Mas não estão relacionadas diretamente com taxa de inflação.

Acompanhe o raciocínio:

1. Inflação é variação de preços. Significa amanhã os preços estarem mais altos do que hoje.

2. Problemas estruturais – falta de infraestrutura, burocracia, judiciário lento – provocam perda de competitividade, tornam os preços de produção mais elevados que os lá de fora. Se um produto custa 100, em condições ideais de competitividade, jogam-se mais 10 de custo adicional da infraestrutura, 5 de problemas com burocracia e o produto passa a custar 115.

3. No mês seguinte, se os problemas continuam, não são solucionados, ele continuará a custar 115. Mas não houve inflação, isto é, os preços não aumentaram, porque as condições não pioraram.

4.Enquanto a economia não ganha competitividade, o fator de ajuste é o câmbio. Se a perda de competitividade torna os produtos brasileiros 15% mais caros em relação a outros países, o real tem que estar 15% mais desvalorizado para compensar essa defasagem. O fato de ter uma moeda mais desvalorizada não é fator de pressão sobre a inflação, a não ser no momento da desvalorização cambial – quando necessária.

Portanto, as raízes da inflação brasileira devem ser buscadas em outros fatores – indexação, volatilidade cambial, mercado ainda fechado – e não nas condições específicas de competitividade da economia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise, Economia Tags: , , ,
20/04/2009 - 09:59

A revolução dos juros baixos

A entrevista de Armínio Fraga na Folha de hoje é uma demonstração clara das dificuldades da cobertura em sair da mesmice da pauta das últimas décadas – juros, ajuste fiscal, juros.

O cenário de juros baixos que se avizinha mudará completamente a estrutura da economia. Armínio Fraga não é um cabeção, como o professor de Deus. Tem visão diferenciada da economia, apesar do foco de análise contemplar preferencialmente o mercado financeiro.

Juros baixos modificarão totalmente o desenho da poupança e do investimento e – a exemplo dos anos 30, como antecipei no meu livro “Os Cabeças de Planilha” – terão que descer à terra e bancar investimentos na economia real.

Tudo isso poderia ser explorado, a partir de dicas dadas pelo próprio Armínio, mas a entrevista se perde no trivial previsível.

Da Folha

Para Armínio, juro baixo não garante prosperidade

DA REPORTAGEM LOCAL

Quando o Brasil alcançar taxa de juros reais de até 4% ao ano, nível de países emergentes como México e Chile, os investidores locais sofrerão um choque de “normalidade”. Quem diz isso é Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e atual sócio da Gávea Investimentos.

“Ganhar 5% a 10% no overnight sempre foi uma tentação irresistível para nossos poupadores. Isso vai mudar”, disse ele à Folha.

Segundo Armínio, se os juros, de fato, caírem para esse patamar, o Brasil terá a chance de criar uma efetiva poupança de longo prazo.

“Mas não será o fim dos problemas. Juro baixo não garante prosperidade.” A seguir, os principais trechos da entrevista. (MA)

FOLHA – Como um ambiente de juros baixos afetaria o hábito dos brasileiros?
ARMÍNIO FRAGA – A mentalidade de todos vai mudar. Consumidores e empresas vão se alavancar mais. Dependerão menos de dinheiro próprio.
Já os poupadores serão obrigados a alongar o horizonte. Serão submetidos a certos tipos de risco. Será muito bom para o país, uma chance única de fortalecer a poupança de longo prazo.

FOLHA – A que riscos o sr. se refere?
ARMÍNIO – De coisas simples, como comprar imóveis, investir na Bolsa. Ganhar 5% a 10% no overnight sempre foi uma tentação irresistível para nossos poupadores. Isso vai mudar. O tema “risco” certamente vai ganhar relevância. Mas vejo com certa preocupação a expectativa que se criou em torno da redução dos juros.

FOLHA – Por quê?
ARMÍNIO – Juros baixos não garantem prosperidade, que vem de uma ênfase maior e generalizada em educação, investimento, tecnologia e melhores práticas gerenciais. Um ambiente em que reinem a concorrência, a segurança de regras e contratos e a estabilidade também é crucial.

FOLHA – Se os juros baixos não garantem a prosperidade, pode-se dizer que juros altos não a inibem?
ARMÍNIO – Não é bem assim. Eu quis dizer outra coisa.
Tanto o México como o Chile têm juro real entre 2% e 4%, e o desempenho econômico de ambos não é o mesmo.

FOLHA – Um cenário de juros mais baixos permite ao governo gastar mais?
ARMÍNIO – A economia sofre um choque brutal, e é natural que a maioria esmagadora dos países reduza um pouco o esforço fiscal, transitoriamente. Mas isso não significa sinal verde para gastar mais, e indiscriminadamente. A ênfase precisa ser dada aos investimentos, que são gastos não permanentes.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: ,
15/04/2009 - 09:47

Os alienistas

Do Valor

Recuperação da economia pode forçar BC a elevar a Selic em 2010
Cristiano Romero e Alex Ribeiro, de Brasília
15/04/2009

A expectativa do mercado financeiro, e mesmo de alguns setores do governo, é que a taxa básica de juros voltará a subir em 2010, o ano da sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em meio à crise, disseminou-se a ideia de que o Brasil teria neste momento oportunidade histórica de reduzir os juros a níveis civilizados, mas o que o mercado futuro está sinalizando é que, já no próximo ano, com o início de uma possível recuperação da economia, os juros nominais, depois de cair abaixo de 10% em 2009, voltarão a ter dois dígitos.

Na verdade, as razões que fazem com que o país tenha uma taxa de juros excessivamente elevada não foram enfrentadas. “Está tudo aí”, comenta um economista do governo.

A esperada elevação dos juros ocorrerá num momento politicamente difícil. Em 2010, é bem provável que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, não esteja mais no comando da instituição. Se decidir concorrer a algum cargo eletivo no próximo ano, terá que se filiar a um partido político até outubro deste ano. Mesmo filiado, poderá permanecer no BC, mas somente até abril, quando termina o prazo de desincompatibilização.

Comentário

O “está tudo aí” significa, os diretores do BC terão a mesma cabeça que esse pessoal. É inacreditável a incapacidade do país como um todo de proceder a uma revisão de dogmas, mesmo quando a realidade se incumbiu de torná-los superados.

O que eles falam de “tudo aí” é o quê? Falta de infraestrutura, burocracia emperrada, carga tributária elevada, podem explicar perda de competitividade ou câmbio desvalorizado. Não explicam inflação – que é variação de preços.

Na raiz da inflação está o sistema de indexação montado no processo de privatização para permitir garantias totais aos arrematantes.

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01/04/2009 - 15:13

As contas fiscais – superávit nominal

Vamos entender, agora, as despesas orçamentárias do primeiro bimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

1. Houve um aumento de R$ 10,4 bilhões nas despesas – R$ 41,9 bi em 2008 contra R$ 52,3 bi agora.

2. Desse aumento, R$ 5,6 bilhões foram em despesas de pessoal. Só que se tem que descontar R$ 2,3 bilhões – o que foi pago a mais em 2009 em precatórios e despesas judiciais. O reajuste dos salários impactou o 13o, parte do qual é pago em janeiro. Fiquemos com aumento de R$ 3,3 bi nas despesas com pessoal.

3. Em custeios de capital houve um aumento de R$ 4,7 bi, dos quais R$ 3 bilhões na rubrica “outras despesas de custeio e capital” (despesas sobre as quais o governo tem direito de intervir), R$ 654 milhões em subsídios e subvenções sociais e R$ 459 milhões no LOAS/RMV. Tbem houve um aumento de R$ 500 mi com o seguro-desemprego do FAT.

4. O aumento do LOAS/RMV é explicado pelo aumento do mínimo e pelo aumento da média de concessão de benefícios. Até fevereiro de 2009, o número de benefícios concedidos foi de 3 milhões, sendo 1,4 milhão para idosos e 1,6 milhão para potadores de necessidades especiais.

5. Na conta final, mesmo com a queda, houve um superávit primário de R$ 9,3 bilhões contra superávit primário de 27,6 bi em 2008 – uma queda de R$ 18,3 bi. Se se tirar todos os eventos que ocorrem uma vez só (IRPJ, Cofins, IPI, CPMF, precatórios etc) a queda do superávit foi de R$ 8,3 bi. Uma queda de 4 pontos percentuais na Selic seria suficiente para reduzir em R$ 12,2 bilhões as despesas públicas. Ou seja, compensar a queda no superávit primário e ainda deixar uma boa sobre para amortizar a dívida e para ampliar a Bolsa Família.

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24/03/2009 - 07:00

Os investimentos e a queda dos juros

Coluna Econômica – 24/03/2009

O Brasil nunca conviveu com taxas de juros anuais inferiores a dois dígitos. Até meados do semestre é possível que a taxa Selic (a chamada taxa básica de juros da economia) chegue lá. Não significa que o custo do dinheiro será reduzido. Há um conjunto de fatores – incluindo a pouca competição no segmento bancário – que segura as taxas.

Redução de juros é pré-condição para qualquer política de crescimento sustentado que o país pretenda ter.

Mas a redução da remuneração na ponta do investidor traz uma série de consequências para a economia como um todo.

***

Uma delas – que já vem sendo ventilada pela imprensa – é a diferença de remuneração entre a caderneta de poupança (que paga TR + 6% ao ano) e dos fundos que se baseiam na Selic. O receio é que, com a poupança pagando mais, haja uma migração em massa dos fundos, ou dos títulos públicos, para a poupança. Leia mais »

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16/03/2009 - 13:05

A ginástica dos juros altos pelo BC

Não fosse trágica, seria divertidíssima a ginásticas dos cabeças de planilha para evitar maiores cortes nos juros.

Veja só.

Uma linha de argumentação é que o mero corte de juros não vai relançar a economia. Tudo bem. Ajuda em parte na recuperação, mas tem impactos imediatos sobre o orçamento público e o superávit nominal. Então, qual a razão de não promover cortes radicais?

Aí se entra na segunda linha, a de que o corte de juros iria aumentar a atividade econômica que, por sua vez, aumentaria as importações produzindo o estrangulamento das contas externas brasileiras. Anote que esse alerta é dos mesmos economistas que, antes da crise, minimizavam a volta dos déficits externos.

O Valor publica matéria do sempre competente Alex Ribeiro, com fontes do Banco Central e com o o “professor de Deus”, Alexandre Schwartsman.

A conclusão é inconclusiva:

“O Banco Santander calculou, com outra metodologia e números mais recentes, o impacto do crescimento da economia nas importações. Pelos seus cálculos, no curto prazo, ou seja, no período de um trimestre, uma expansão de 1% na demanda doméstica levaria a um aumento de 2,1% nas importações. Num prazo um pouco mais longo, o efeito total nas importações chega a 3,3%.

O economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, pondera que esse é apenas um cenário para a economia entre vários outros possíveis. “Esse cenário depende, em primeiro lugar, de que o estímulo monetário feito pelo BC vá de fato se transformar em aumento da demanda agregada”, afirma o economista. “Há muita incerteza sobre como os cortes de juros vão chegar à atividade econômica.”

Na falta de uma conclusão, juros altos. O Banco Central, do modo como está constituído, não tem salvação.

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06/03/2009 - 09:02

Um muxoxo vale mais que mil palavras

Da Folha

Meirelles reage a pressão de empresários por corte de juro

Cobrado em reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise, presidente do BC se irrita

Em resposta a dirigente do setor de equipamentos e máquinas, Meirelles diz que o “BC não precisa ser lembrado dos juros o tempo todo”


Henrique Meirelles, do BC, durante reunião em Brasília

Sérgio Lima/Folha Imagem

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05/03/2009 - 07:00

Menos juros, mais investimentos

Coluna Econômica – 04/03/2009

Desde que ocorreram mudanças no IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), o órgão passou a se constituir em contraponto eficiente à ação do Banco Central.

Tem cometido escorregões, como a definição de concursos que privilegiam um tipo apenas de formação acadêmica – incorrendo no mesmo erro dos mercadistas, que só aceitam a visão da “planilha” nos seus guetos.

O IPEA voltará a ser o grande think-tank nacional quando souber abarcar as várias formas de conhecimento e de visão da economia. Leia mais »

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04/03/2009 - 13:54

A frente contra os juros

Por Roberto São Paulo/SP

Da Agência Estado divulgado pelo Último Segundo so IG

‘Queda mais rápida dos juros é a saída’ 04/03/2009 – 13:08 – Agência Estado

A queda mais rápida da taxa básica de juros (a chamada Selic) é a única maneira de evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira este ano. Essa foi a recomendação feita ontem pelo pequeno grupo de conselheiros informais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio do Planalto, segundo fontes do governo.

A recomendação dos economistas ao presidente é mais uma pressão sobre o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que decidirá sobre a nova taxa Selic, no próximo dia 11. Meirelles, que participou do encontro, não se manifestou sobre a recomendação.

Além de Meirelles, a reunião no Palácio do Planalto contou com as presenças do ex-ministro da Fazenda e ex-deputado Delfim Netto, do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e do economista Luiz Gonzaga Belluzo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, também estiveram no encontro. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , , ,
23/01/2009 - 07:00

As barbeiragens do BC

Coluna Econômica – 23/01/2009

A redução da taxa Selic em um ponto foi pouco e chegou atrasada. Em dezembro havia sinais claros de que a economia estava em queda livre. E mesmo assim o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa de juros inalterada.

A incapacidade do Banco Central de perceber o que estava acontecendo em tempo real na economia foi completa. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise, Economia Tags: ,
07/01/2009 - 09:15

Intervenção no BC

Por Roberto São Paulo/SP

José Alencar defende intervenção política no BC

JB Online

BRASÍLIA – Maior entusiasta dentro do governo pela baixa na taxa de juros do Banco Central, o presidente da República em exercício, José Alencar, aproveitou nesta terça a ausência de Lula e cobrou, mais uma vez, um compromisso do Comitê de Política Monetária (Copom) para reduzir a Selic e ajudar o setor produtivo a retomar o crescimento. Para o vice-presidente, “a questão é política e não técnica”.

- Olha, eu não tenho nada contra o Comitê de Política Monetária. Nós trabalhamos com o regime de metas de inflação. Mas, eu não quero discutir com o Copom porque essa não é uma questão técnica, é política – ponderou Alencar, durante uma rápida entrevista coletiva, concedida no fim da tarde, no Palácio do Planalto, para em seguida atacar. – E o que temos que fazer é dar uma ordem ao Banco Central para que pratique uma taxa de juros de mercado. Nem mais, nem menos.

Autor: klinger.portella - Categoria(s): Crise, Economia, Sem categoria Tags: ,
20/12/2008 - 11:22

Gato no telhado de Meirelles

O gato do presidente do Banco Central Henrique Meirelles já subiu no telhado. A entrevista de Lula ontem, no café da manhã com os jornalistas, foi o primeiro sinal público de sua nova disposição de colocar um basta na imaturidade do Banco Central.

Parte dos argumentos que ajudaram no convencimento de Lula foram recolhidos aqui no Blog pelo vice-presidente José Alencar. Especialmente os comentários informando que, em qualquer lugar do mundo, cabe ao Banco Central seguir as diretrizes do MInistério da Fazenda, especialmente em relação ao câmbio e aos juros.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , ,
19/12/2008 - 07:00

O autismo do Copom

Coluna Econômica – 19/12/2008

No dia que se fizer a crônica desses tempos loucos, que marcam o fim de um ciclo econômico e o início de outro – que nem se sabe direito como será – a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) de dezembro de 2008 entrará para a história como símbolo do maios profundo autismo que se tem notícia no período.
Em outubro se observou a mais rápida inflexão da história – em termos de economia mundial. Em se tratando da economia nacional, provavelmente nem no Cruzado Dois, nem em 1995, houve inflexão mais rápida.
Mas a ata do Copom teima em considerar a série histórica como se fosse seqüencial, como se não houvesse crise, quebra do Lehmann, o outubro negro.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: ,
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