<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Luis Nassif &#187; Julien Bream</title>
	<atom:link href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/tag/julien-bream/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif</link>
	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 13:11:36 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O cinquentenário da morte de Villa-Lobos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/o-cinquentenario-da-morte-de-villa-lobos/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/o-cinquentenario-da-morte-de-villa-lobos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 18:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erudita Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Agustin Barrios]]></category>
		<category><![CDATA[Julien Bream]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Khayat]]></category>
		<category><![CDATA[Villa-Lobos]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=31481]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Portal Luís Nassif
Vamos começar a montar um amplo levantamento sobre o maior músico brasileiro da história: Villa-Lobos.

Abri um grupo de discussão no Portal Luís Nassif - o Villa-Lobos (clique aqui).

A ideia será colocar lá artigos, fotos, vídeos, mp3, sites e tudo o que se relaciona ao grande mestre,

Aqui, uma coluna que escrevi em 2001 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Portal Luís Nassif</h2>
<p>Vamos começar a montar um amplo levantamento sobre o maior músico brasileiro da história: Villa-Lobos.</p>
<p>Abri um grupo de discussão no Portal Luís Nassif &#8211; o Villa-Lobos (<a href="http://blogln.ning.com/group/villaloboscinquententriodamorte" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p>A ideia será colocar lá artigos, fotos, vídeos, mp3, sites e tudo o que se relaciona ao grande mestre,</p>
<p>Aqui, uma coluna que escrevi em 2001 sobre ele:</p>
<h2>Villa-Lobos e a alma brasileira</h2>
<p><span id="more-31481"></span>Villa-lobos morreu em 17 de novembro de 1959. Com nove anos, acompanhei de longe a comoção nacional. Não cheguei a apreciá-lo em vida, ou achava isso, porque sua música já entrava por todos os poros da nação. Era nas cirandas, nas músicas de roda, nos choros, era seu retrato com o charuto, ou tocando violão, nas peças para piano ou violão, era no movimento do canto orfeônico que espalhou corais por todo o país.</p>
<p>Na pátria da música, a dimensão de Villa-Lobos foi tão imensa que marcou tudo, a produção popular, a música erudita, o canto coral, a música sinfônica. As poucas tentativas de diminuí-lo ruíram em pouco tempo.</p>
<p>Confira a obra de qualquer grande do século, dos eruditos Mignone, Guarnieri, dos semi-eruditos Heckel, Ovalle, dos populares Edu, Jobim a Gismonti, e em tudo estará Villa. Esteve em Laurindo de Almeida, quando apresentou o violão brasileiro ao mundo, nos irmãos Assad, em Marcelo Khayat, Fábio Zanon e em todos os que transformaram a escola de violão brasileira na melhor do mundo.</p>
<p>De vez em quando aparecia algum crítico fazendo reparos a sua obra orquestral, mas a obra para piano&#8230; Outro criticava um ou outro ponto da obra pianística, mas a de violão&#8230; As cirandas eram copiadas de temas populares, mas os choros&#8230;. O &#8220;Choro Número 1&#8243; foi copiado de Levino Conceição, mas as &#8220;Bachianas&#8221;&#8230;</p>
<p>Era muita coisa para pouca indústria fonográfica. Quando conseguíamos um disco de Villa, naquela Poços tão pequena, mais afeita às letras que à música, era uma festa, uma celebração.</p>
<p>Em 1964, quando Diogo Pacheco colocou Elizeth Cardoso no Teatro Municipal de São Paulo cantando as &#8220;Bachianas Brasileiras Número 5&#8243;, foi como se tivesse sido firmado o pacto final, a síntese definitiva entre o erudito e o popular brasileiro.</p>
<p>Aos poucos os discos foram aparecendo, a era dos CDs permitiu as regravações. Resolvi adquirir tudo o que aparecesse de Villa. Quase quebro. De todos os cantos surgiam pianistas, orquestras, violonistas interpretando os prelúdios, choros, &#8220;Bachianas&#8221; de Villa, as gravações em Paris, a consagração nos Estados Unidos. Mas, acima de tudo, havia Villa na alma do artista popular, no chorão que tocava o &#8220;Choro Número 1&#8243;, no boêmio que ia às lágrimas com a &#8220;Bachiana Número 5&#8243;.</p>
<p>O que foi maior em Villa? A parte orquestral, os pianos, o violão? Na semana passada, na coluna sobre Agustín Barrios, mencionei o violonista inglês John Williams, para quem Barrios teria sido maior do que Villa na obra para violão. Um dos maiores intérpretes mundiais da obra de Barrios, o violonista Marcelo Khayat me envia um e-mail contestando a opinião de Williams.</p>
<p>Diz ele: &#8220;Barrios foi um compositor excepcional para violão, mas compará-lo a Villa-Lobos é uma heresia! O violão moderno se divide em dois capítulos: antes de Villa-Lobos e depois de Villa-Lobos. Tudo bem que a produção de Villa-Lobos foi pequena para o violão (5 prelúdios, 12 estudos, 1 concerto para orquestra, 1 choro e 1 suíte popular brasileira), mas Villa-Lobos com pouco disse tudo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ouso dizer que os &#8220;Estudos&#8221; de Villa-Lobos para o violão têm uma importância muito maior que os &#8220;Estudos&#8221; de Chopin para o piano ou os &#8220;Caprichos&#8221; de Paganini para o violino. Não existe nada parecido com os &#8220;Estudos&#8221; em importância e relevância no repertório violonístico, enquanto o piano e o violino têm outras obras (estudos transcendentais de Lizst etc.) que complementam bem o repertório do instrumento.&#8221;</p>
<p>&#8220;Além disso, Villa-Lobos revolucionou a técnica do violão moderno. Cada estudo teve o seu aspecto revolucionário: o &#8220;#1&#8243;, com sua fórmula de arpejos simples, porém genial; o &#8220;#2&#8243;, de escalas transpostas de execução dificílima; o &#8220;#10&#8243;, com seus ligados infernais de mão esquerda, os acordes com glissandos selvagens no &#8220;#12&#8243;, o uníssono de seis cordas em mi do estudo &#8220;#11&#8243;.&#8221;</p>
<p>&#8220;Julian Bream (grande violonista inglês) disse há muitos anos uma coisa que eu demorei a entender, mas hoje vejo que ele tinha toda a razão: Villa-Lobos foi o primeiro compositor da história do instrumento que fez o violão soar grande, e não apenas como um instrumento de pequenos saraus e pequenos recitais privados para aficionados.&#8221;<br />
&#8220;Sem nenhuma pretensão ou arrogância, conheço bem o repertório do violão dos últimos cinco séculos e tenho a maior admiração por Barrios. Mas afirmo com convicção absoluta que Villa-Lobos foi o maior gênio da história do violão. Sem patriotada.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/05/o-cinquentenario-da-morte-de-villa-lobos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
