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	<title>Luis Nassif &#187; José Serra</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 26 Nov 2009 12:02:07 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A oposição dependendo de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/26/a-oposicao-dependendo-de-serra/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 10:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
26/11/2009
Decisão deve afunilar nas mãos de um só

O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><big></big><big></big><big>Do Valor Econômico</big></strong></p>
<blockquote><p>Maria Inês Nassif<br />
26/11/2009</p></blockquote>
<p><big></big><big><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5966397/nas-eleicoes-de-2006-quatro-pessoas-decidiram-o-candidato-do-psdb-para-2010,-a-decisao-e-so-de-serra">Decisão deve afunilar nas mãos de um só</a></big></p>
<p>O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM e do PPS sobre o candidato tucano com mais votos nas pesquisas, José Serra, para que ele decida até o final do ano se será o candidato a presidente da República pela coligação. As informações de dentro do bloco oposicionista já apontavam a tendência registrada na pesquisa CNT-Sensus trazida a público essa semana, cujos dados foram coletados entre 16 e 20 de novembro.</p>
<p>Moveram as pressões sobre Serra: o fato de os índices de intenção de voto em Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula e do PT, estarem subindo devagar, mas sustentadamente; a lenta e constante queda de Serra nas pesquisas de intenção de voto; a constatação de que a candidatura de Ciro Gomes (PSB) produziu, sim, estrago nas intenções de voto à oposição, em especial se o candidato for o governador de São Paulo; a percepção de que Dilma saiu de uma posição de fragilidade, logo após um traumático tratamento de saúde &#8211; durante o qual manteve pouca exposição pública e índices quase declinantes de intenções de voto &#8211; para outro, em que assumiu a sua posição de candidata e se manteve ao lado de Lula, caracterizando-se como aquela a quem os simpatizantes do presidente devem transferir o voto.</p>
<p><span id="more-39791"></span>Uma ala do PSDB menos ligada a Serra e o DEM estão contrariados, mas de qualquer forma interessados em que a candidatura de oposição se resolva logo, equacione seus problemas originais e consiga retomar o Palácio do Planalto com a sustentação da mesma aliança que deu a vitória ao presidente Fernando Henrique Cardoso em duas eleições. Mas os dois grupos se ressentem de que a ausência, no cenário político, de uma candidatura efetiva da oposição tem dificultado até as tentativas regionais de articulação para subtrair apoios do PMDB, que será o principal aliado do PT nas eleições do ano que vem. O PMDB, como é tradição em todas as eleições, tem potencial de ir rachado para o palanque de Dilma. Se rachar muito, o apoio a Dilma pode ser derrubado na convenção e ela não terá o tempo de propaganda eleitoral gratuita do PMDB. Se rachar pouco, isso pode, ainda assim, subtrair votos da candidata governista. A ausência de um nome em favor do qual a negociação de traição possa acontecer, todavia, dificulta bem as coisas. O PT e seus aliados, pelo fato de terem uma candidata já definida e um grau reduzido de divisão, anteciparam-se também na articulação de alianças. Têm alguns palmos de vantagem em relação à oposição nesse particular.</p>
<p>Outros dados devem ser agregados a esses que mobilizam as pressões de Serra pelos seus aliados. A postulação de dois candidatos do PSDB e a concentração da decisão em apenas um deles pode produzir as mesmas fissuras das eleições passadas. Em 2006, a decisão de candidatura do PSDB ficou concentrada em Fernando Henrique, José Serra, Tasso Jereissatti e Aécio Neves. José Serra foi o escolhido, não quis correr riscos, abriu espaço para a postulação de Geraldo Alckmin e as principais lideranças praticamente abandonaram o candidato no meio do processo eleitoral. Não foi uma solução de unidade. Agora, com dois candidatos &#8211; Aécio Neves e José Serra -, a decisão se afunilou mais ainda: está nas mãos de Serra. Uma única pessoa deve decidir o rumo que grande parte da oposição vai tomar, com chances de não querer correr nenhum risco e decidir abrir espaço para Aécio Neves, mas entregar o partido rachado para seu adversário interno. Na hipótese de resolver ser candidato, Serra também pode não levar os votos dados a Aécio no segundo colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Nenhuma das opções, pelo fato de a decisão se afunilar novamente, garante a unidade partidária &#8211; embora os demais partidos de oposição não tenham outra opção a não ser a de apoiar qualquer um dos dois pré-candidatos tucanos.</p>
<p>Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</p>
<blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b05c18e9-524d-8994-bfbe-eef376769483" alt="" /></div>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Irã, Serra e a dificuldade do discurso</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/23/ira-serra-e-a-dificuldade-do-discurso/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/23/ira-serra-e-a-dificuldade-do-discurso/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irã]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[judeu]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Folha, o governador José Serra deixa de lado qualquer veleidade de analisar a diplomacia brasileira de forma mais ampla e endereça um duro ataque ao fato do país receber um integrante do "eixo do mal" e um governante que ignora o holocausto.

Serra é suficientemente preparado e pragmático para entender que a tática de aproximação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Folha, o governador José Serra deixa de lado qualquer veleidade de analisar a diplomacia brasileira de forma mais ampla e endereça um duro ataque ao fato do país receber um integrante do &#8220;eixo do mal&#8221; e um governante que ignora o holocausto.</p>
<p>Serra é suficientemente preparado e pragmático para entender que a tática de aproximação com o Irã é uma maneira de tentar conter seu radicalismo, de manter as portas abertas com o Ocidente. Aliás, o próprio Barack Obama, em conversa com Lula, entendeu isso, segundo cobertura da própria mídia brasileira.</p>
<p>Qual a razão, então? Simples: ao lado de Delfim, Serra sempre foi o político mais apoiado pela colônia israelita, especialmente a que se reúne na poderosa sinagoga nas imediações da Consolação.</p>
<p>Há muito tema mais sofisticado para levantar, muita loa legítima que pode ser feita aos valores dos judeus. Um chamamento à paz no Oriente Médio, por exemplo. Um artigo objetivo sobre o direito de Israel à existência e uma defesa da coexistência com os palestinos. Mas o novo Serra continua em pânico quanto a qualquer dividida. Defender teses próximos aos judeus liberais poderia descontentar os conservadores. Defender teses dos conservadores, poderia descontentar os liberais.</p>
<p>Então, pau na visita do presidente do Irã, que contenta a todos, mesmo à custa do empobrecimento da análise política.</p>
<p><strong><big></big><big></big><big><span id="more-39545"></span>Do Valor Econômico</big></strong></p>
<p><big></big><big><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/brasil/89/5958932/lula-quer-brasil-como-mediador-no-oriente">Lula quer Brasil como mediador no Oriente</a></big></p>
<blockquote><p>Lula quer Brasil como mediador no Oriente</p>
<p>Cristiane Agostine, de Brasília<br />
23/11/2009</p>
<p>Texto: A- A+<br />
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<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe hoje o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e deve defender o Brasil como intermediador do conflito no Oriente Médio. Ontem, ao comentar a visita do iraniano, Lula disse que terá uma conversa para tentar construir a paz na região. Para o presidente, os Estados Unidos não deveriam ter papel de destaque na mediação dos conflitos, e sim a Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>&#8220;Nós já sabemos quem quer a paz no Oriente Médio; o povo quer a paz, e alguns governantes querem a paz. O que nos precisamos detectar é quem não a quer&#8221;, afirmou. &#8220;Precisamos conversar com aqueles que querem construir a paz&#8221;. Para Lula, os Estados Unidos devem ter uma &#8220;ação mais positiva&#8221; sobre os conflitos na região. &#8220;Se conseguirmos fazer com que a paz no Oriente Médio não seja uma primazia dos Estados Unidos, ou de outro país, mas uma decisão das Nações Unidas, todos países trabalharão para construí-la.&#8221;</p>
<p>Neste mês, Lula recebeu o presidente de Israel, Shimon Peres, no dia 11, e o presidente da Autoridade Nacional Paulista, Mahmoud Abbas, no dia 19. &#8220;Isso mostra a diversidade das relações internacionais do Brasil&#8221;, comentou.</p>
<p>Lula propôs até mesmo um jogo de futebol entre Brasil e um time de israelenses e palestinos, entre 10 e 16 de março de 2010, quando visitará a região. &#8220;Posso jogar como centroavante em Israel ou meia armador&#8221;, brincou.</p></blockquote>
<h2>Da Folha</h2>
<blockquote>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2311200908.htm">Folha de S.Paulo &#8211; TENDÊNCIAS/DEBATES<br />
José Serra: Visita indesejável &#8211; 23/11/2009</a></h3>
<blockquote><p>JOSÉ SERRA</p>
<p>O mesmo país que tentou oferecer segurança e consolo a vítimas do Holocausto estende honras a quem banaliza o mal absoluto?</p>
<p>É DESCONFORTÁVEL recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.</p>
<p>O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.</p>
<p>Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?</p>
<p>A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?</p>
<p>Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?</p>
<p>O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?</p>
<p>As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?</p>
<p>Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.</p>
<p>JOSÉ SERRA, 67, economista, é o governador de São Paulo. Foi senador pelo PSDB-SP (1995-2002) e ministro do Planejamento e da Saúde (governo Fernando Henrique Cardoso) e prefeito de São Paulo (2005-2006).</p></blockquote>
</blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=2ffca741-6c12-8ef1-aea7-c02f0cd7f973" alt="" /></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Prazo eleitoral antecipou viaduto que caiu</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/prazo-eleitoral-antecipou-viaduto-que-caiu/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[método construtivo]]></category>
		<category><![CDATA[prazo]]></category>
		<category><![CDATA[Rodoanel]]></category>
		<category><![CDATA[viaduto]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Estado
Alteração de projeto corta 14 meses na obra do Rodoanel
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram à administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abreviar em 14 meses a conclusão da obra de 61,4 quilômetros que ligará as Rodovias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Agência Estado</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,alteracao-de-projeto-corta-14-meses-na-obra-do-rodoanel,467679,0.htm" target="_blank">Alteração de projeto corta 14 meses na obra do Rodoanel</a></h3>
<p>AE &#8211; Agencia Estado</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram à administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abreviar em 14 meses a conclusão da obra de 61,4 quilômetros que ligará as Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco, Bandeirantes e Anhanguera ao Sistema Anchieta-Imigrantes. A construção teve início em 28 de maio de 2007 e, a partir dessa data, deveria ser entregue em 48 meses, conforme o cronograma previsto na assinatura dos contratos.</p>
<p>Entretanto, o prazo acabou encurtado para 34 meses &#8211; a nova meta é 27 de março de 2010, um mês antes do limite para candidatos às eleições se desincompatibilizarem de seus cargos públicos. Serra é o virtual candidato do PSDB à sucessão presidencial. A construção do Trecho Oeste, com praticamente a metade da extensão do Trecho Sul, demorou quatro anos.</p>
<p><span id="more-38978"></span>A mudança no método construtivo é, segundo engenheiros, uma das estratégias adotadas por empreiteiras para baratear custos e reduzir cronogramas de obras. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado este ano mostrou que o consórcio responsável pelos trabalhos onde ocorreu o desabamento de três vigas na noite de sexta-feira substituiu estruturas de balanços sucessivos por vigas pré-moldadas.</p>
<p>O relatório do TCU aponta ainda que, ao utilizar vigas pré-moldadas, as empreiteiras deixaram de fazer 10 mil metros quadrados de tabuleiros entre as estruturas das pontes. Os auditores concluíram que a mudança resultou em economia de R$ 20 milhões. Embora tenham preços distintos, os métodos são considerados seguros.</p>
<p>Critérios técnicos</p>
<p>A Secretaria dos Transportes informou que a mudança do método construtivo foi baseada em critérios técnicos e negou que tenha havido mudança no cronograma original. &#8220;O contrato foi assinado em abril de 2006 e as obras começaram em maio de 2007&#8243;, argumenta a pasta, que divulgou, ainda em 2006, prazo de 48 meses para a conclusão do Trecho Sul, a partir do início dos trabalhos.</p>
<p>Sobre o relatório do TCU, a secretaria alega que as formas de medição da obra e de pagamento dos serviços prestados pelas empreiteiras foram &#8220;totalmente&#8221; aprovadas pelos órgãos controladores, como os tribunais de contas da União e do Estado. O governo descarta atrasar a entrega da obra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
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		<item>
		<title>Desembarcando de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/desembarcando-de-serra/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Cesar Maia]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José de Abreu
LN

No primeiro caderno da Folha é o Cesar Maia espinafrando o Serra. No Segundo é a Monica Bergamo publicando nota onde Aécio prevê o pior dos dias se Serra fosse eleito. Junte-se a isso o post do Azenha vendo no interior de São Paulo a construção de mais 12 pedágios para sererm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por José de Abreu</h2>
<p>LN</p>
<p>No primeiro caderno da Folha é o Cesar Maia espinafrando o Serra. No Segundo é a Monica Bergamo publicando nota onde Aécio prevê o pior dos dias se Serra fosse eleito. Junte-se a isso o post do Azenha vendo no interior de São Paulo a construção de mais 12 pedágios para sererm inaugurados no ano que vem, ano da eleição… Há algo de novo no ar e não são apenas aviões de carreira.</p>
<p>Deem uma conferida:</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1711200913.htm" target="_blank">Serra lembra os “piores caudilhos”, diz Cesar Maia</a></h3>
<p>Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), “lembra os piores caudilhos” ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.</p>
<p>Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.</p>
<p>“O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si”, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.</p>
<p>Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. “O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.”</p>
<p>Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que “gostaria muito” de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser “concreta” a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.</p>
<p>(CATIA SEABRA)</p>
<h2>Da Mônica Bérgamo</h2>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200907.htm" target="_blank">NUNCA MAIS</a></p>
<p>Em conversa recente com empresários, Aécio Neves (PSDB-MG), cada vez mais empenhado em convencê-los de que teria mais condições de governabilidade na Presidência da República do que José Serra, insinuou que, se o tucano paulista ganhar as eleições de 2010, “o governo pode parar”. Tudo por causa da radicalização do PT e dos movimentos sociais. “E aí vai ser aquela saudade imensa [do presidente Lula]. Em quatro anos, ele [Lula] volta e nós nunca mais ganhamos as eleições neste país.”</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Tudo isso previ há quatro ou cinco meses. Serra abdicou de qualquer veleidade de lançar idéias e se cercou do que de mais barra-pesada existe na política e no jornalismo. Pela primeira vez liderando um processo &#8211; antes, sempre foi coadjuvante aparentemente rebelde de FHC -, expôs de tal maneira sua truculência e falta de visão estratégica que assustou a todos, inclusive a amigos que o conheciam há décadas. Agora, aparece aos olhos de todos &#8211; inclusive de aliados &#8211; como o truculento que irá parar o Brasil se eleito.</p>
<p>Leia aqui:</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/20/como-o-psdb-se-tornou-sucursal-da-midia/" target="_blank">Como o PSDB terceirizou a política.</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/19/a-nau-sem-rumo-de-serra/" target="_blank">A nau sem rumo de Serra.</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/26/serra-e-a-maquina-de-moer-reputacoes/" target="_blank">Serra e a máquina de moer reputações</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/29/o-psdb-atras-do-discurso/" target="_blank">O PSDB atrás do discurso</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/25/o-metodo-serra-de-calar-a-critica/" target="_blank">O método Serra de calar a crítica</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/19/o-ultimo-suspiro-de-serra/" target="_blank">O último suspiro de Serra</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/o-ultimo-suspiro-de-serra-2-2/" target="_blank">O último suspiro de Serra &#8211; 2</a></p>
<p>Não foi por falta de aviso que Serra embarcou nessa aventura de abolir as idéias e partir para o jogo barra-pesada.</p>
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		<title>O jogo da radicalização na Universidade</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[Grandino Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[invasão]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>

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		<description><![CDATA[Por João Vergílio G. Cuter
Esqueçam programas, propostas, e tudo mais. A escolha do governador José Serra levou em conta um único dado: o enfrentamento da greve de estudantes, professores e funcionários da USP no ano que vem. Ela é tão certa quanto o Natal e a Páscoa. E esqueçam também as motivações para essa greve. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por João Vergílio G. Cuter</h2>
<p>Esqueçam programas, propostas, e tudo mais. A escolha do governador José Serra levou em conta um único dado: o enfrentamento da greve de estudantes, professores e funcionários da USP no ano que vem. Ela é tão certa quanto o Natal e a Páscoa. E esqueçam também as motivações para essa greve. Na hora H, elas surgirão, sem nem sequer deixar transparecer um mínimo de cuidado na escolha da pauta de reivindicações. Uma universidade que já fez greve contra o ensino à distância pode fazê-la contra literalmente qualquer coisa. De mais a mais, não há por que se esmerar na elaboração da pauta, se a motivação real é outra. Tratar-se-á pura e simplesmente de desgastar o governador José Serra em ano eleitoral. A desculpa é o que menos importa.</p>
<p>As associações de funcionários e professores, dominadas por minorias ultra-radicais, unem-se ao DCE para encenar, todos os anos, um enredo bem conhecido. A greve é extraída a fórceps, em assembléias manipuladas pela força de apitaços, cadeiraços e barreiras humanas que inviabilizam as aulas por uma semana. Depois de vir à universidade à toa no primeiro e no segundo dia, os estudantes concluem que o melhor é ficar em casa e esperar que as coisas se acalmem.</p>
<p><span id="more-38553"></span>Para que o efeito seja maximizado, a reitoria é invadida, sob a alegação de que a Universidade “está se recusando a negociar”. Claramente, o objetivo não é negociar coisa nenhuma. O que se tem em vista é a chegada da polícia e a produção de manchetes denunciando o caos. O reitor fica diante do dilema: se não chama a polícia, os manifestantes ganham; se chama, eles ganham mais ainda. A Universidade de São Paulo fica, desse modo, reduzida à triste dimensão de massa de manobra de partidecos abiloidados, sob os olhares compassivos e até esperançosos de alguns professores, que vêm nesse tipo de palhaçada uma espécie de “revival” dos gloriosos tempos da Maria Antônia.</p>
<p>O cálculo do governador José Serra foi feito também em termos eleitorais. Ele sabe que a FFLCH está isolada dentro e fora da Universidade. Sabe que é cada vez menor a paciência da população com greves quilométricas motivadas por reivindicações estapafúrdias. Diante disso, ele aposta no confronto. A polícia será chamada, haverá confronto, e ele firmará a imagem do defensor da lei e da ordem contra uma esquerda comprometida com a bagunça. É para isso que o professor João Grandino Rodas está sendo chamado. Independentemente de suas qualidades e de seu programa de gestão, ele foi escolhido pela atuação que teve no episódio da invasão da Faculdade de Direito em 2007. O resto, do ponto de vista do governador, são apenas inessencialidades.</p>
<p>A USP tem que sair desse jogo. Se queremos mesmo que a polícia não volte ao campus, temos que nos unir contra o tipo de ativismo radical e violento que tomou conta da universidade nos últimos anos. Estão cada vez mais claros os sinais do surgimento de movimentos de direita, entre os estudantes, dispostos a enfrentar a violência da esquerda com mais violência. O que acontecerá quando uma assembléia estudantil chamada pelo DCE for interrompida com apitaços e barreiras humanas de outros estudantes? O que acontecerá quando houver a tentativa de arrancar no braço as barricadas erguidas pelos estudantes da FFLCH na avenida Luciano Gualberto? O que acontecerá quando estudantes da Poli, incomodados com os carros de som enviados para inviabilizar suas aulas, saírem às ruas para tirar satisfações com os manifestantes? Ou nós, professores, assumimos uma postura firme e decidida contra os métodos violentos que atualmente têm livre curso dentro da universidade, ou teremos que assistir mais cedo ou mais tarde a uma pancadaria de consequências imprevisíveis. Ou oferecemos saídas institucionais contra quem usa métodos violentos – e isso quer dizer, sim, punição severa a quem recorre a tais métodos – ou não teremos nenhum direito de nos surpreendermos com reações baseadas no uso da força bruta. Vamos nos unir contra a barbárie? Ou vamos continuar calculando o que podemos eventualmente ganhar com ela?</p>
<h2>Por mclovin</h2>
<p>Tolinhos, leiam o texto de novo. Ele não tenta justificar nada. A afronta ao processo democrático é claríssima, ele nem se presta a comentá-la a fundo.</p>
<p>A questão é outra. O texto denota uma coisa(entre outras): a política partidária é extremamente prejudicial ao movimento estudantil. Não vê quem não quer. Estão aí os alunos profissionais, em algumas universidades do Brasil, cursando o mesmo curso há 11 anos. E de lá só sairão com um mandato ou uma assessoria nas costas. Ainda bem que a lei se atualizou.</p>
<p>É triste ver, mas parece que a fronteira da extrema esquerda aproxima-se cada vez mais da extrema direita: intolerância, violência, argumentação zero…É uma pena ver que, numa das maiores IES do país, a situação é essa.</p>
<p>Se a noção política e cidadã dos alunos é, ora estúpida e extremada, ora inerte e individualista, imaginem os eleitor(e políticos!) de amanhã. Lamentem, tios, nós somos o futuro da nação.</p>
<h2>Por Roberto G</h2>
<p>Em grande parte das universidades federais temos os mesmos radicais, aliás, mais treinados e fogosos. Mas nos últimos anos eles não conseguem arrastar nem o pessoal das Humanas para a greve ou confrontos. Tem uma dinâmica conflitiva retroalimentada que é própria da USP e acho que é simplório culpar simplesmente o Serra, seus assessores ou professores que se identificam diretamente com o tucanato. O modelo de universidade é exageradamente hierárquico, o poder está muito concentrado e os conflitos nascem daí. E, visto de fora, passa a idéia de um sistema minado pelas disputas internas, com muitas dificuldades para se reformar. É uma pena. A USP é importante e todos perdemos com isso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os impasses da oposição</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marco Antonio
A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.

Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marco Antonio</h2>
<p>A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.</p>
<p>Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse sua candidatura ou abrisse espaço para Aécio, teve os seguintes resultados ( números não divulgados), em texto transcrito literalmente da colunista</p>
<blockquote><p>” Há quatro amostras: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Bahia. Na capital, Ciro Gomes aparece em primeiro lugar, Dilma Rousseff em segundo e José Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, a candidata do presidente Lula também aparece na frente e, em Minas, diz o DEM, o quadro é de ‘aperto’.</p></blockquote>
<blockquote><p><span id="more-37473"></span>Confrontado com os dados, o PSDB só contesta este último.”</p></blockquote>
<blockquote><p>Isso demonstra, em primeiro lugar, a total falta de conexão com a realidade das pesquisas divulgadas por IBOPE e DataFolha. O que não é novidade, mas agora é confirmada por uma fonte suspeita: o encomendante. Por isso, a preocupação com a ” campanha antecipada” de Dilma, a exposição maior da Ministra está realmente dando resultados.</p></blockquote>
<p>Em segundo lugar, demonstra que Aécio realmente está bem abaixo de Serra nas intenções. Ou o DEM não estaria pedindo a Serra que se decidisse logo e dando a preferência a ele. Na verdade, o DEM já viu que só resta antecipar a agenda eleitoral. E não pretende apostar outras fichas em ” cavalos paraguaios”. Aécio tem um piso de votos baixíssimo. Não há nenhuma garantia nem indicação fática de que poderia subir nas pesquisas. Pelo contrário, a tese de sua invencibilidade em Minas é totalmente contestada pelo praticamente empate de Dilma com o candidato do PSDB no Estado. E evidentemente foram feitos cenários alternando os nomes peessedebistas e até uma chapa puro-sangue, já que o interesse principal era descobrir a chance de Dilma e a de qual dos dois tucanos era maior, para tentar a composição de chapa.</p>
<p>Além disso, a tese do ” confronto”, que Serra protagonizaria com sua candidatura, e Aécio não, não se sustenta. Na campanha, Aécio não conseguirá se desvincular da herança de FHC, principalmente se tiver aliados como o próprio, Arthur Virgílio, Agripino Maia, ACM Jr, Alckmin e companhia. Sem falar do próprio Serra, o qual, aparecendo na campanha, o que é inevitável, já gerará a vinculação com o passado tucano.</p>
<p>Em política, nada é definitivo. Mas no momento, é impossível dizer que Dilma não vislumbra céus tranquilos. Enquanto o PSDB encontra-se diante de uma Esfinge que ameaça devorá-lo, caso não decifre o enigma. Ou se decifrá-lo errado, este sim, o dilema.</p>
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		<item>
		<title>A estratégia de Aécio</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 11:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[anti-Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Barros da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
FERNANDO DE BARROS E SILVA
As razões de Aécio
SÃO PAULO - Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<p>FERNANDO DE BARROS E SILVA</p>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211200903.htm" target="_blank">As razões de Aécio</a></h3>
<p>SÃO PAULO &#8211; Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o PMDB.</p>
<p><span id="more-37395"></span>Feita a introdução, o governador de Minas por ora não só recusa a vaga de vice na chapa tucana, como deixa claro que segue disposto a submeter ao partido a alternativa de sua candidatura à Presidência. Aécio reconhece que Serra, líder nas pesquisas, é hoje o nome mais forte do PSDB, mas, a despeito disso, acredita reunir vantagens comparativas em relação ao paulista.</p>
<p>Primeiro, maior capacidade para dissolver a disputa plebiscitária pretendida pelo governo. Serra fatalmente acabará refém da comparação entre Lula e FHC, enquanto Aécio julga ter condições de desmontar essa armadilha, apresentando-se como o nome do pós-Lula. É preciso admitir os avanços, sobretudo na área social, mas é hora de encerrar esse ciclo político que se exauriu e dar ao país um governo mais profissional, diz Aécio. Nem Lula nem anti-Lula, eis o segredo.</p>
<p>O mineiro se vê, além disso, com mais condições de agregar forças políticas e atenuar a vantagem do lulismo no Nordeste, atraindo para a oposição parte da base que hoje tende a fechar com Dilma Rousseff sem convicção. PP, PTB e um pedaço do PSB de Ciro Gomes seriam sensíveis à conversa do mineiro. Embora admita ser difícil, ele acredita que teria inclusive como evitar a aliança formal entre PT e PMDB.</p>
<p>Ainda a seu favor, Aécio teria o estilo jeitoso, que agrada a políticos e a empresários, e a boa estampa, que ajuda a compor um personagem na TV. O excesso de aventuras na vida pessoal talvez seja seu ponto fraco numa disputa tão dura.</p>
<p>Aécio sabe que o jogo pende para Serra e está disposto a apoiá-lo. Será, neste caso, candidato ao Senado. Só não aceita esquentar o banco de reserva até o fim de março para eventualmente ser chamado diante da desistência do titular.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serra &#8220;nervos de aço&#8221;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/serra-nervos-de-aco/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 10:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Serra rejeita ultimato e diz ter "nervos de aço"
"Por que essa ansiedade?", afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer

Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política

Joel Silva/Folha Imagem

O governador paulista José Serra durante cerimônia no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2910200915.htm" target="_blank">Serra rejeita ultimato e diz ter &#8220;nervos de aço&#8221;</a></h3>
<p>&#8220;Por que essa ansiedade?&#8221;, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer</p>
<p>Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política</p>
<p>Joel Silva/Folha Imagem</p>
<p>O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo</p>
<p>CATIA SEABRA<br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Dizendo-se dono de &#8220;nervos de aço na política&#8221;, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.</p>
<p><span id="more-37073"></span> Ao responder sobre a pressão do governador de Minas, Aécio Neves, para que o PSDB decida até janeiro sobre o seu candidato, reagiu: &#8220;Você sabe se o Ciro Gomes (PSB) vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Se declarou? Então, por que essa ansiedade?&#8221;.</p>
<p>Serra defendeu o anúncio de candidatura apenas no ano que vem com o argumento de que &#8220;será assim para todo mundo&#8221;: &#8220;Não há nada definido no Brasil nessa matéria e não há necessidade, porque está muito cedo&#8221;.</p>
<p>Assumidamente impaciente, Serra afirmou que ansiedade não se aplica à sua carreira política: &#8220;Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião, coisas desse tipo. Tenho nervos de aço na política&#8221;.</p>
<p>Após lançar carteirinhas para o plano de saúde dos servidores de SP e assinar empréstimo para proteção de mananciais, o governador voltou a defender a capitalização política de ações administrativas: &#8220;O grave é mostrar o que não fez ou usar uma coisa para fazer campanha, o que não é o caso&#8221;.</p>
<p>Críticas</p>
<p>Serra acusou o governo federal de exploração política por antecipar o debate sobre a distribuição dos royalties do pré-sal: &#8220;Foi trazido a valor presente por motivos políticos: são questões de longuíssimo prazo&#8221;. E, ao exaltar a capacidade do governo estadual de obter financiamentos, adotou sua versão para o &#8220;nunca antes na história&#8221;, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: &#8220;Pegamos mais empréstimos do que foi feito desde o descobrimento&#8221;.</p>
<p>Mesmo tentando demonstrar bom humor, Serra queixou-se da falta de colaboração dos aliados: &#8220;Não tinha nenhum de nós&#8221;, disse ao deputado Milton Flávio (PSDB), sobre uma sessão exibida na TV da Assembleia Legislativa.</p>
<p>Ontem, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), se reuniu com o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), que fez declarações simpáticas a Aécio, para debelar a crise com os aliados. Também procurado pelo prefeito Gilberto Kassab, Maia deixou o encontro reafirmando a aliança com o PSDB, qualquer que seja o candidato.</p>
<p>Com a candidatura ao governo estadual vinculada à decisão de Serra, o secretário Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) vê em janeiro uma &#8220;boa data&#8221; para a definição. Antecipar &#8220;é fazer o jogo do PT&#8221;, disse o serrista Luiz Paulo Vellozo Lucas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O PSDB e a herança maldita</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/26/o-psdb-e-a-heranca-maldita/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 15:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Freire]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=36921]]></guid>
		<description><![CDATA[Por daSilvaEdison
Nassif,

Veja essa do Roberto Freire:
“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”

“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”

“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por daSilvaEdison</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Veja essa do Roberto Freire:</p>
<blockquote><p>“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”</p>
<p>“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”</p>
<p>“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a chamada Era FHC e a gestão de Lula, Freire defendeu que a política econômica de Fernando Henrique não é a do PSDB.</p>
<p>Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!, insistiu, em referência à pré-candidatura do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto. ”</p></blockquote>
<p><a href="http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html" target="_blank">http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Quando Serra foi eleito governador, escrevi no Blog que o único caminho viável para ele e o PSDB seria romper com o fernandismo e instaurar o serrismo &#8211; isto é, um conjunto novo de conceitos que sepultasse o malanismo que havia se tornado marca registrada do partido.</p>
<p>Mais: disse que a hora era dos pacificadores, não dos guerreiros. A guerra só interessava a quem não tinha mais expectativa de poder &#8211; no caso, FHC e os senadores de último mandato. Que os novos tempos exigiriam estadistas que promovessem a pacificação e a política em alto nível, que consolidassem os avanços e defendessem os upgrades.</p>
<p>Serra me ligou na época, foi das últimas conversas que tivemos. Disse que FHC era seu amigo e que discordava de que esse rompimento fosse necessário. Àquela altura, ele estava mergulhando de cabeça na parceria com o jornalismo da Veja e com os guerreiros do neoliberalismo.</p>
<p>E era tão óbvio para quem tivesse um mínimo de sensibilidade política.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O marqueteiro de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/14/o-marqueteiro-de-serra/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições. Luiz Gonzalez]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[marqueteiro]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Valor]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=35730]]></guid>
		<description><![CDATA[Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.

Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:

1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.</p>
<p>Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:</p>
<p>1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O primeiro ponto será comparar a biografia do cara (José Serra) com “aquela mulher” (Dilma Rousseff), tirando o caráter plebiscitário das eleições.</p>
<p>2. O ataque à Dilma seguirá o roteiro que já vem sendo cumprido religiosamente pela mídia: focar na sua biografia (certamente realçando a vida guerrilheira), na sua rispidez no trato com as pessoas e colocando em dúvida sua eficiência na condução do PAC. É curioso, porque a marca pessoal mais óbvia de Serra é a rispidez no trato com pessoas e subordinados.</p>
<p>3. Do lado de Serra, a campanha ira focar sua biografia política e as obras que lançará no próximo ano, visando reforçar a imagem de bom gestor.</p>
<p><span id="more-35730"></span>4. Em relação a Ciro Gomes, a tendência será  de minimizar seu papel. Gonzales retoma o mote de “nanico” para se referir a Ciro, já utilizado por Serra. Aliás, para quem conhece intimamente o governador, essa retórica de desqualificar o adversário minimizando-o foi repassada – e seguida religiosamente &#8211; para os dois parajornalistas da Veja incumbidos por ele de fuzilar seus adversários.</p>
<p>5. Embora não contemplada na entrevista, provavelmente se levantará a tese da infiltração petista na máquina pública, que tem bom apelo junto a uma parte do eleitorado classe média.</p>
<p>6. Há uma estratégia que Gonzales não explicitada, mas que seguramente será empregada a granel nessa campanha: a criação de dossiês, verdadeiros ou falsos, pouco importa, a serem exaustivamente utilizados pela mídia partidária.</p>
<h3>A contra-ofensiva</h3>
<p>Como o jogo ainda não foi combinado com os adversários, vamos tentar avaliar como se comportarão os russos em campo.</p>
<p>Em relação às estratégias pró-Dilma:</p>
<p>1. Pelas conversas que tenho com diversos setores (especialmente saneamento e habitação), vencidos os obstáculos ambientais e de falta de projetos (no caso do saneamento) e acertados os contratos de financiamento (no caso do habitacional) 2010 será o ano de vôo de cruzeiro. Há inúmeras obras a serem mostradas; e inúmeras obras que não sairão do papel. Cada lado puxará a brasa para sua sardinha.</p>
<p>2. Desfazer a imagem de Dilma guerrilheira, autoritária e mentirosa será desafio menor.  Ao contrário de agora, haverá tempo na campanha gratuita para mostrar mais o lado pessoal de Dilma. Quanto à gestora, provavelmente será apresentada como alguém que ajudou a conferir ao governo Lula o pique administrativo que lhe faltava e a lançar o país no mundo.</p>
<p>O segundo desafio será desconstruir a imagem criada pela mídia para Serra: a do gestor competente, preocupado com a responsabilidade fiscal, defensor do mercado e do social (por conta das recordações da atuação na Saúde).</p>
<p>Há uma obra relevante de Serra parlamentar, mas de baixa eficácia popular. Já seu trabalho no Ministério da Saúde tem apelo concreto. Será difícil para a contrapropaganda atacá-lo, mesmo porque algumas das heranças de sua gestão (envolvimento de assessores diretos com as máfias da Saúde) prosseguiram no governo Lula.</p>
<p>Assim, a discussão sobre sua eficiência administrativa se concentrará na avaliação de sua gestão como governador de São Paulo que até agora tem sido magnificamente blindada pela mídia.</p>
<p>Serra vestiu o figurino político que era de Paulo Maluf (vendendo a ideia de bom administrador, preocupado apenas com grandes obras e medidas populistas-conservadoras visando sensibilizar a classe média), porém fiscalmente responsável e ainda sem os escândalos de Maluf.</p>
<p>Seus calcanhares-de-Aquiles:</p>
<p>1. No campo das obras, deixará incompleta grande parte da sua vitrine: as obras viárias. Enfrentou os mesmos problemas do PAC – demora em licenciamento ambiental, falta de planejamento para as desapropriações. De certo modo, a exposição desses problemas amenizará as críticas quanto à morosidade do PAC. Além disso, os adversários mostrarão a participação de recursos federais nas obras paulistas.</p>
<p>2. O Serra bom administrador é lembrança do passado – especialmente na Secretaria da Fazenda de São Paulo, na atividade parlamentar e na parte visível de sua atuação na Saúde. Na Prefeitura e no Estado (que são realidades administrativas mais complexas) é nítida a fragilidade administrativa de Serra, incapacidade de enxergar gestão além das obras. Recorre a métodos arcaicos de administração, não aprendeu a trabalhar em gestão colegiada ou em processos, não inovou uma prática administrativa sequer (com exceção do governo eletrônico), nos seus discursos parece não ter idéia sobre o que está sendo feito por seus secretários. Agindo assim, foi incapaz de mobilizar a Europa brasileiro para um projeto moderno de desenvolvimento. Mas são temas para públicos especializados, assim como o estilo autoritário e centralizador do governador. Provavelmente a crítica mais eficiente será sobre a falta de cara do governo Serra.</p>
<p>3. O aparelhamento da máquina estadual por quadros do PSDB nada fica a dever aos quadros federais pelo PT. E os esquemas com fornecedores são mais amplos e arraigados, já que o PSDB está há mais anos em São Paulo, onde é poder hegemônico e homogêneo &#8211; sem a heterogeneidade da administração federal. Aliás, apenas no governo Alckmin abriram-se brechas para fornecedores de fora do esquema, muito mais pela falta de experiência de gerenciamento político de Alckmin. Mesmo assim, é uma realidade difícil de ser descrita na propaganda pela TV. Provavelmente a Internet cumprirá esse papel de disseminador desse lado do Serra, poupado pela mídia convencional.</p>
<p>4. O ataque maior deverá se concentrar na falta de sensibilidade social do governo Serra, associando-o ao governo FHC. Essa tarefa será facilitada pela perda de identidade do PSDB, que, mesmo depois de Serra e Aécio governadores, andou à reboque da supina vaidade de FHC. Hoje é um partido tão dependente de FHC quanto o PT de Lula. Só que Lula tornou-se Ás de Ouro e FHC terminou mico.</p>
<p>Nesse particular, será uma campanha engraçada: os marqueteiros do PT jogando FHC no colo de Serra; e os marqueteiros de Serra espanando e gritando “tira esse mico daqui”.</p>
<p>Nessa linha, haverá profusão de elementos, como a crise na segurança paulista, os indicadores de educação, a falta de políticas sociais eficientes, a demora em aderir ao programa habitacional do governo federal, a venda da Nossa Caixa, o preço dos pedágios. Como demonstrou Alckmin em sua campanha, a venda de empresas públicas ainda recebe avaliação negativa dos eleitores.</p>
<p>5. A imagem do Serra desenvolvimentista poderá ser atacada mostrando a lentidão exasperante para adotar medidas anti-crise. Enquanto o governo federal reduzia o IPI para manter a economia funcionando, Serra implantava a substituição tributária, aumentando a arrecadação paulista em detrimento da federal (bancada por contribuintes de todos os estados, incluindo São Paulo). Ou seja, foi “esperto”, em um momento que exigia solidariedade.</p>
<p>6. A imagem do Serra decidido poderá ser confrontada com dois vacilos imperdoáveis: a greve na USP e da Polícia Civil. Nos dois casos, sua insegurança permitiu com que a crise extrapolasse até o conflito físico. Depois, recuou rapidamente da intransigência inicial, mostrando fraqueza. Nos dois tempos, incapacidade de administrar conflitos. Aliás, a perspectiva de quatro anos de guerra, com Serra eleito &#8211; com movimentos sociais, com críticos, com setores não alinhados &#8211; é um fantasma que atormenta todos os que testemunharam a paciência e habilidade políticas de FHC e Lula. Mas provavelmente não terá apelo eleitoral.</p>
<p>7. A imagem do Serra responsável com as contas públicas deverá ser combatida de várias maneiras: os gastos exorbitantes com propaganda; as compras de assinaturas e material didático de empresas jornalísticas aliadas; a venda de ativos públicos para pavimentar suas obras; o avanço sobre receitas futuras (como a venda de dívidas ou da folha de pagamento dos funcionários).</p>
<p>8. Em relação a escândalos e dossiês, antes da Internet havia mais espaço para Serra atuar nessa área. Mesmo assim, o caso Lunnus (contra Roseana Sarney) afetou sua imagem junto a setores formadores de opinião. De qualquer modo, com o combustível eleitoral, tapiocas e mensalões tendem a ser desenterrados, mas dos dois lados. Assim como na área federal, há um bom estoque de escândalos a serem explorados na área estadual. No caso dos escândalos contra o governo, explorados pela mídia aliada de Serra; dos escândalos contra Serra, ou através da Internet ou de candidaturas auxiliares.</p>
<h2>Do Valor</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5865167/serra-vai-ganhar--guerra-de-biografias" target="_blank">&#8220;Serra vai ganhar guerra de biografias&#8221;</a></h3>
<p>Caio Junqueira, de São Paulo</p>
<p>Luiz González, 56 anos, paulistano, neto de espanhóis da Galícia, deverá ser o principal estrategista da campanha do governador de São Paulo, José Serra, a presidente em 2010. É o marqueteiro preferido dos tucanos paulistas. Sua ascensão no marketing político foi concomitante à consolidação do PSDB no governo estadual. Já se vão 15 anos desde que fez a campanha de Mário Covas, em 1994, mesmo ano em que trabalhou para Serra, que disputava o Senado. Quatro anos depois, ajudava Covas a se reeleger. Em 2000, perdeu com Alckmin na prefeitura, mas o fez governador dois anos depois. Voltaria a trabalhar para Serra na campanha à prefeitura em 2004 e ao governo do Estado em 2006, quando atuou para Alckmin na disputa presidencial. No ano passado, elegeu Gilberto Kassab (DEM) prefeito.</p>
<p>Foi em sua agência Lua Branca, detentora de contratos de publicidade tanto com a Prefeitura de São Paulo quanto com o governo paulista, que ele recebeu o Valor para uma entrevista, explicitou sua estratégia que, a exemplo do governo, é de polarização entre Serra e Dilma &#8211; &#8220;Só que o embate não vai ser entre Lula x FHC, mas entre a biografia de um realizador e a de uma desconhecida&#8221;. A seguir, trechos da entrevista:</p>
<p><!--more--></p>
<p>Valor: O senhor não teme a transferência de votos de Lula para Dilma?</p>
<p>Luiz González: Aqui em São Paulo ou em Caetés (cidade pernambucana em que Lula nasceu)? Em Caetés haverá mais. A pergunta é: quanto Lula vai transferir nos lugares onde a informação é menos variada, chega mais devagar e as pessoas dependem mais do Estado? Quanto isso pesa mais do que a admiração que as pessoas possam ter por um cara como o Serra e a expectativa de que com ele o lugar onde o eleitor vive melhora? Lula fez campanha para Marta. Foi para o palanque e resultou em quê? Nada. Não levantou meio ponto porque o eleitor aqui é atento.</p>
<p>Valor: Mas e no resto do país?</p>
<p>González: Alckmin era desconhecido nacionalmente, enfrentava um mito que tinha disputado as cinco últimas eleições e que havia feito um governo em que a economia ia bem. Agora está invertido. A Dilma é desconhecida, o Serra é mais conhecido e tem mais biografia. Dilma precisa mostrar o que o governo fez. Pode subir até certo ponto, mas para subir para valer tem que expor a pessoa.</p>
<p>Valor: Foi a privatização que derrotou o Alckmin?</p>
<p>González: Eu nunca saí de um estúdio tão festejado como naquele dia do debate da Bandeirantes. Não só os políticos mas também os coleguinhas. E eu sabia que tinha dado errado. Tinha falado pra ele: não faz isso. Foi ali que ele perdeu a eleição. Colocou o dedo na cara do Lula, foi desrespeitoso. O público fala: &#8216;Quem é esse cara? Tô desconhecendo&#8217;. E teve também a reação do Lula no segundo turno. Fez a famosa reunião no Palácio do Planalto com 17 ministros, despachou um para cada Estado e escalou quatro para aparecerem no &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, &#8220;Jornal Hoje&#8221;, &#8220;Jornal Nacional&#8221; e &#8220;Jornal da Globo&#8221;. Várias entrevistas do PT metendo a ripa no Alckmin e do nosso lado ninguém. O Tasso (Jereissati) estava no interior do Ceará, o Sérgio Guerra, em Pernambuco, o César Maia sumiu. Consegui o Heráclito Fortes para dar uma coletiva. Se você dá uma entrevista às 15h eu tenho que dar outra às 15h30. Esse é o jogo. E o nosso foi um desastre.</p>
<p>Valor: A força do Lula no Nordeste também não foi decisiva?</p>
<p>González: Não foi apenas no Nordeste. Uma grande derrota que ele sofreu foi no Amazonas. Perdemos em Minas, que tem 10 milhões de eleitores, por 1 milhão de votos. No Amazonas, que tem 2 milhões, perdemos por 900 mil votos. Amazonas virou Minas, que é o terceiro colégio eleitoral do país, porque os dois candidatos da base do Alckmin, Arthur Virgílio e Amazonino Mendes, brigaram o tempo todo e nenhum deles conseguiu defender o candidato da acusação de que ele acabaria com a Zona Franca.</p>
<p>Valor: Em 2010, o comando de Lula sobre a campanha não fará a diferença?</p>
<p>González: Uma coisa é o Lula outra é essa mulher [Dilma] que ninguém sabe de onde veio. Estou colocando como caricatura o discurso, mas no fundo é o seguinte: será que as pessoas estão dispostas a aguentar o PT mais quatro anos sem o Lula? Sem o Lula ficam só os Waldomiros [Waldomiro Diniz, ex-assessor do Planalto flagrado em vídeo recebendo propina]. O Lula foi preservado nessa coisa toda, e sem ele como é que fica?</p>
<p>Valor: O senhor aposta numa campanha pela biografia, mas não acha que o governo vai se pautar por temas como Bolsa Família, crédito popular, valorização do salário mínimo?</p>
<p>González: Mas para cuidar disso aí você prefere esse cara aqui ou essa mulher [Dilma] que ninguém conhece? Tudo isso vai continuar e vai melhorar porque onde esse cara [Serra] põe a mão dá certo. Veja só, como ministro: 300 hospitais reformados. Como deputado: tirou o seguro-desemprego do papel. Como ministro da Saúde: fez os genéricos. Como governador: fez três vezes mais metrô que todo mundo. Onde ele põe a mão dá certo. Vai dar certo com aposentadoria, com salário mínimo, água encanada porque ele é um realizador, tem credibilidade, melhora a vida das pessoas por onde passa. E do lado de lá? Quem é? Ninguém sabe.</p>
<p>Valor: E o PAC e o pré-sal?</p>
<p>González: Eles vão mostrar o PAC, nós vamos mostrar que o PAC não existe. Está tudo parado. A vantagem da campanha política é que o contraditório é exercido todos os dias. Cada um fala o que quer, ouve o que não quer e o eleitor julga. Por isso a campanha não é publicitária, é jornalística. Quanto tem para o pré-sal? São 5 bilhões de barris a US$ 40 dólares o barril. US$ 200 bilhões. Por que não põe US$ 100 bilhões na saúde agora? Ah, não existe? Pensei que tivesse. Não estão falando que a Petrobras está sendo capitalizada com 5 bilhões de barris?</p>
<p>Valor: A aposta, então, é que na disputa entre biografias o Serra leve?</p>
<p>González: O Serra é o favorito, tem grandes chances de ganhar. A Dilma passou a ter problemas com a entrada do Ciro [Gomes] e da Marina. Será uma surpresa se ela decolar. O governo acha que vai ser um plebiscito Lula versus não-Lula, ou Lula versus FHC, mas nós não vamos deixar. Não é isso. É a biografia do Serra contra a da Dilma. E daí o nosso japonês é melhor do que o japonês dos outros. Serra foi deputado constituinte, senador, secretário de Estado, ministro duas vezes, prefeito, governador. Tudo o que ele fez alicerça o que vai prometer. Isso dá credibilidade, confiança. E é uma figura nacional.</p>
<p>Valor: Como contrabalançar o Norte e o Nordeste?</p>
<p>González: Uma questão central na campanha é que Serra não pode perder Sul e Sudeste. Não é à toa toda essa movimentação em São Paulo. Eles não são trouxas, precisam de alguém que tire votos do Serra aqui. Uns cinco, seis pontos. Todo esse jogo com o [Gabriel] Chalita é entre PSB e PT porque tem que tirar uns 4 milhões de votos do Serra aqui. O Nordeste é fundamental, é importante, mas acho que nunca se pode perder suas cidadelas. O negócio é que não se pode perder de muito lá e ganhar bem aqui. Serra é tido no Nordeste como o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve.</p>
<p>Valor: O PMDB é crucial?</p>
<p>González: Se o PMDB for para o governo nos prejudica bastante porque tempo de TV é importante.</p>
<p>Valor: O fato de o PMDB ter as maiores bancadas no Congresso e o maior número de prefeitos não é importante também?</p>
<p>González: Não. Isso não é garantido, pois ninguém sabe se eles vão ajudar mesmo. Alguns só ajudam se receberem recurso material, outros até ajudam adversários. O PMDB de Pernambuco é diferente do de Goiás, que é diferente do Rio. Há a possibilidade remota, mas existente, de eles fecharem com o Serra. Aí nossa chance aumenta muito. A possibilidade em que acredito: o PMDB não vai para ninguém. Aí zera e a eleição fica polarizada entre Serra e Dilma. Mas até o início da campanha ela vai sofrer com matérias que ela não emplaca. Alguém do PT em off criticando, dizendo que o gênio dela é ruim, que ela briga com todo mundo. Só bastidores. Ela vai sofrer com isso.</p>
<p>Valor: E o Ciro?</p>
<p>González: Não emplaca. Primeiro porque não vai ter tempo de TV. Vai ter PSB e mais o tempo igualitário, que vai dar uns dois minutos e meio. Sabe qual a leitura do público? ´Aquele pequenininho lá não vai governar porque não consegue agregar. Tem dois que são pra valer e dois nanicos´. Segundo porque ele é verborrágico e alguém vai provocá-lo. Pode ser o Serra ou até mesmo a Dilma, porque pode se travar uma disputa entre ela e o Ciro pelo segundo lugar. Para nós é o melhor cenário. Isso se o Ciro não tiver cometido nenhum deslize verborrágico, o que eu não acredito.</p>
<p>Valor: E a Marina?</p>
<p>González: É uma candidata interessante, bacana, com história bacana, com aura de seriedade. A única coisa que a prejudica neste momento é o pouco tempo de TV. É pouco para expor as ideias, convencer, seduzir e apaixonar. O eleitor também avalia a capacidade de fazer alianças pelo tempo de TV. A tradução do pouco tempo é esse: o cara não tem força. Ela tende a murchar também.</p>
<p>Valor: Aqui em São Paulo o PSDB faz sucessor sem atropelos?</p>
<p>González: São Paulo sempre é uma eleição complicada. É um lugar com opinião pública forte, gente informada, urbanizada, antenada. Mas acho difícil para a oposição mesmo porque não sei quem é o candidato.</p>
<p>Valor: O Palocci pode ser competitivo em São Paulo?</p>
<p>González: Será um erro se ele sair. Tem uma série de coisas de quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto que ainda não foram resolvidas, assim como o caso do caseiro Francenildo que também não foi resolvido na opinião pública.</p>
<p>Valor: E a disputa entre os tucanos? Alckmin lidera as pesquisas, mas o meio político prefere Aloysio Nunes Ferreira, com dois pontos nas pesquisas. É difícil alavancar o Aloysio?</p>
<p>González: Você pergunta o que é mais difícil, não a minha preferência. Mesmo porque, essa é uma questão partidária e não me caberia opinar. Mas é óbvio que é mais difícil pegar alguém com 3 ou 5 pontos e lutar morro acima para levar a 20, 25 pontos e forçar o segundo turno do que pegar um candidato com 50 pontos, ex-governador do Estado.</p>
<p>Valor: O que é mais determinante ao voto?</p>
<p>González: Tem uma tese do professor João Albuquerque, da USP, defendendo que 15% votam por identificação, o mesmo percentual, por oposição e 70% por expectativa de benefício futuro. A questão central é como se cria uma identificação com o candidato e se desperta no eleitor a confiança de que ele é capaz de melhorar sua vida.</p>
<p>Valor: A internet vai ser importante em 2010?</p>
<p>González: A cada eleição a internet fica mais importante. E, em 2010, pode até ser a ferramenta mais comentada, pelas novidades que trará. Mas não acredito que será a mais importante. Nas condições de 2010, acho que a TV ainda será mais importante do que a internet, por mais amplas e diversificadas que sejam as ações na internet e por mais tradicionais que sejam na TV. Mário Covas dizia que se ele tivesse pouco dinheiro pagaria advogado e programa de TV e depois contrataria o resto. Se fosse para hierarquizar os veículos que eu usaria, diria que o mais importante é o horário eleitoral, free media [presença dos candidatos no rádio, TV, jornais e revistas], programa eleitoral no rádio e, por fim, a internet.</p>
<p>Valor: Por que?</p>
<p>González: Pela abrangência. O Brasil tem pouco mais de 131 milhões de eleitores. A televisão chega a praticamente todos. Existem 57 milhões de domicílios no Brasil. Há pelo menos um aparelho de TV em 95% desses domicílios &#8211; 170 milhões de brasileiros a assistem diariamente. Estima-se que haja até 60 milhões de internautas, com 11 milhões de conexões em banda larga. Ou seja: a televisão chega a muito mais gente. Outra questão é a distribuição geográfica. A TV chega a todo o país de maneira mais uniforme: 96% dos domicílios urbanos têm TV. Na zona rural a presença cai, mas ainda é alta: 78% das residências rurais têm TV. Essa presença avassaladora e bem distribuída não acontece, ainda, com a internet. A internet está mais presente nas regiões Sul e Sudeste, com 60% dos internautas. Mas as regiões Norte e Nordeste que têm, juntas, 34% do eleitorado, só têm 22% dos internautas.</p>
<p>Valor: Essa concentração da internet no Sul e Sudeste favorece alguma candidatura?</p>
<p>González: Acho que a internet vai servir de maneira distinta às candidaturas. Serve mais ao PT do que ao PSDB. Como o PT tem mais dificuldade no Sul e no Sudeste, onde a internet tem mais penetração, o instrumento vale mais. Da mesma forma, se o corte for cidade grande versus cidade pequena, o PT tem mais dificuldade nas capitais e cidades grandes. O PSDB tem mais dificuldade nos grotões. Desse ponto de vista, o que o PSDB precisa é de carro de som nas pequenas cidades. Além disso, a televisão é um veículo impressionista. É um veículo de emoção, que surpreende o telespectador em sua casa. Nessas características essenciais, é insubstituível.</p>
<p>Valor: O que o senhor achou da reforma eleitoral recém-aprovada?</p>
<p>González: Lamentável. O Congresso perdeu a oportunidade de limpar as regras eleitorais, de deixar o pleito mais livre. Por exemplo: não se pode usar imagem externa nas inserções ao longo da programação, nos comerciais. Mas se pode usar imagem externa nos programas grandes, em bloco. Qual o motivo?</p>
<p>Valor: Quais são os outros problemas da reforma?</p>
<p>González: A reforma instituiu um &#8220;liberou geral&#8221; nas coligações. Agora é possível, na mesma circunscrição eleitoral, fazer coligações que se contradizem. Essa emenda do &#8220;liberou geral&#8221; para as coligações atende a estratégia governista. Nos últimos anos, prevaleceu a norma que impedia o uso de um espaço eleitoral no rádio e na TV por um candidato a outro cargo. Mesmo assim, em 2006 Lula &#8220;invadiu&#8221; grande parte das campanhas estaduais, principalmente onde o candidato a governador do PT era fraco. Foi parcialmente punido por isso, com perda de tempo de TV. Nem todas as &#8220;invasões&#8221; foram descobertas a tempo de se acionar o TSE. Na eleição de 2010, as campanhas estaduais estão autorizadas a veicular &#8220;imagem e voz&#8221; do candidato a presidente, ou de militante político nacional. Traduzindo: é a licença para Lula e Dilma&#8221; invadirem&#8221; os tempos de propaganda de candidatos a governador, senador e deputados. Vai ser uma festa. Infelizmente, a oposição deixou passar. Vamos ver o que o TSE diz sobre o assunto.</p>
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		<title>Ciro Gomes e o fator câmbio do Real</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:22:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[
Da Folha
ELIO GASPARI
Ciro Gomes precisa reler Ciro Gomes
TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h2>Da Folha</h2>
<p>ELIO GASPARI</p>
<h3><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000030233?nocover=true" target="_blank">Ciro Gomes precisa reler Ciro Gomes</a></h3>
<p>TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a inteligência alheia.</p>
<p>Assim como Lula, o tucano precisa de um adversário. Sete anos de pastor serviu Serra a Nosso Guia fazendo tudo, menos oposição, pois não serve a ele, mas à própria candidatura. Se em 2010 alguém exigir contas ao tucanato, todo mundo ganha. Ciro Gomes pretende esse papel, mas deve respeitar os fatos.</p>
<p>(&#8230;)  Mas há outra pergunta: o que fez Ciro Gomes quando o câmbio estava apreciado?</p>
<p>Passados 15 anos, a informação parece nova: nada. É pior. Entre setembro de 1994 e janeiro de 1995 ele foi ministro da Fazenda.</p>
<p>Assumiu com o cambio apreciado e o dólar a R$ 0,80. Deixou o ministério com a moeda americana a R$ 0,84. Fazendo-se justiça ao deputado, no Ministério da Fazenda ele foi mais um animador do que um titular. Quem mandava no país era o grupo de sábios da ekipekonômica.</p>
<p>Eles deixaram o governo e foram felizes para sempre aninhando-se na banca.</p>
<p><span id="more-35106"></span>Ciro Gomes poderia ter ficado quieto, mas cavalgou a ficção do dólar barato: diante de uma ameaça de aumento dos preços dos veículos por conta de um acordo entre trabalhadores e montadoras, baixou a alíquota dos carros importados de 35% para 25%. Um Renault Twingo ficou mais barato que um Corsa GL, e o Omega CD, mais caro que um BMW 318i. Mais: diante de um surto de alta nos preços, amparado no câmbio maluco, reduziu as restrições às importações pelo Correio. As mercadorias com valor inferior a US$ 100 ficaram livres de imposto de importação.</p>
<p>Acima de US$ 500 a alíquota baixou para 10%. Ficava mais barato comprar boas roupas no Brooks Brothers do que nas lojas Marisa.</p>
<p>Em novembro de 1994, quando um grupo de empresários foi ao Ministério da Fazenda para se queixar da apreciação do real, Ciro Gomes disse o seguinte: &#8220;Esqueçam o câmbio. Não falem mais disso&#8221;.</p>
<p><a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000030233?nocover=true" target="_blank">Continua</a></p></blockquote>
<h2>Comentário</h2>
<p>No meu livro “Os Cabeças de Planilha” não dou muito destaque ao papel de Ciro Gomes em defesa do câmbio apreciado (no período em que foi Ministro da Fazenda) por considerar que ele foi literalmente levado no bico pelos economistas do Real. Caiu na conversa de que ser contra o câmbio era ser contra o país, não tinha conhecimento suficiente de economia e acabou se tornando o maior defensor do câmbio apreciado no período.</p>
<p>Aliás, no segundo semestre de 1994 entrou em uma espiral maluca de defesa do câmbio. O próprio fato de José Serra ser um crítico (interno) das maluquices do câmbio foi utilizado por Ciro e por Gustavo Franco para pressionar FHC a não nomeá-lo Ministro da Fazenda.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serra e a máquina de moer reputações</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/26/serra-e-a-maquina-de-moer-reputacoes/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 12:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Chalita]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Tempos atrás conversei com um quadro serrista dos melhores - e mais leais ao governador José Serra. Ele me assegurava que o episódio Lunnus (o uso do aparelho do Estado, MP e PF, contra Roseana Sarney nas eleições de 2002) tinha ensinado Serra a não atropelar os adversários. O desgaste tinha sido muito grande.

Engano. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tempos atrás conversei com um quadro serrista dos melhores &#8211; e mais leais ao governador José Serra. Ele me assegurava que o episódio Lunnus (o uso do aparelho do Estado, MP e PF, contra Roseana Sarney nas eleições de 2002) tinha ensinado Serra a não atropelar os adversários. O desgaste tinha sido muito grande.</p>
<p>Engano. Como governador de São Paulo, usando o poder de influência sobre a mídia, Serra embrenhou-se por um caminho sem volta em direção à radicalização e à busca da destruição de adversários ou meramente de não simpatizantes. Passou a se valer do submundo da mídia da mesma maneira com que fez com a Polícia Federal e o Ministério Público.</p>
<p>A utilização de blogs de esgoto para ataques a adversários desnudou de vez seu estilo para todos seus possíveis futuros aliados, como o governador mineiro Aécio Neves, o ex-governador Gerlado Alckmin. É nítido o discurso supostamente afável pela frente e os ataques comandados com mão de gato por trás.</p>
<p>A última baixa é o ex-Secretário da Educação de São Paulo Gabriel Chalita &#8211; possivelmente o tucano mais popular de São Paulo depois do governador e de Alckmin.</p>
<p>Ontem ele anunciou seu desligamento do partido. As razões? Ter sido colocado totalmente de lado nas discussões políticas e ter sido alvo de ataques dos blogs comandados por Serra.</p>
<p>Alguns amigos fieis de Serra tentaram alertá-lo para a temeridade de se valer desse tipo de asssassinos de reputação. Acharam que era apenas uma questão de &#8220;burrice política&#8221; de Serra. Infelizmente não se trata apenas de erro de cálculo. Esse submundo, a prática de atirar com mão de gato em aliados e adversários, introjetou-se definitivamente no perfil psicológico do governador.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090926/not_imp441320,0.php" target="_blank">&#8221;Serra tem outra forma de fazer política&#8221;</a></h3>
<p><span id="more-34256"></span>Vereador sugere que governador está por trás de críticas à sua gestão na Educação: &#8216;Acho muito feio tentar destruir pessoas&#8217;</p>
<p>Julia Duailibi</p>
<p>Dois dias após anunciar a saída do PSDB, no qual militou por 20 anos, o vereador paulistano Gabriel Chalita disse que não tinha espaço no partido por ser aliado do ex-governador Geraldo Alckmin. &#8220;As pessoas ligadas a ele têm muito pouco espaço neste PSDB&#8221;, afirmou. O parlamentar, que se filiará na terça-feira ao PSB, aliado ao PT no governo federal, disse não estar preocupado com a vaga oferecida pela nova legenda para disputar o Senado em 2010. &#8220;Não é a questão do cargo. A questão é, dentro de uma agremiação partidária, você não ter voz alguma. Não tenho estômago para isso.&#8221;</p>
<p>(&#8230;) Sei que há muitas pessoas que o defendem na mídia e percebo os blogs que saem, o que falam. O presidente (municipal do PSDB) disse que não vai pedir meu mandato. Minha votação ajudou o partido e nunca faltei na Câmara, mas os recados que ouço são que, se alguém for pedir o mandato, é porque é um desejo do Serra.</p>
<p>Chalita não vê &#8220;traição&#8221; em não apoiar a candidatura tucana. &#8220;Teria tranquilidade no campo das ideias de discordar de quem já fui aliado.&#8221; Insinua que o governador José Serra está por trás de ataques à sua gestão na Educação, no governo Alckmin. &#8220;De repente, começou a surgir coisa de todos os lados. Escritor de autoajuda, fez biografia da Vanusa. De uma hora para outra. Começaram a tratar meus programas de educação de forma vulgar.&#8221; Abaixo, a entrevista concedida ontem, na Câmara Municipal paulistana.</p>
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		<title>São Paulo não sabe o que quer</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 12:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestão Pública]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimentismo]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algo de profundamente errado com São Paulo.

É de longe o estado brasileiro com maior potencial. Nas mãos de um estadista, ou um governante com um mínimo de visão estratégica, seria o pré-ensaio mais fácil para mudanças que poderiam ser replicadas em todo o Brasil.

São Paulo é territorialmente pequeno, integrado por bom sistema rodoviário. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo de profundamente errado com São Paulo.</p>
<p>É de longe o estado brasileiro com maior potencial. Nas mãos de um estadista, ou um governante com um mínimo de visão estratégica, seria o pré-ensaio mais fácil para mudanças que poderiam ser replicadas em todo o Brasil.</p>
<p>São Paulo é territorialmente pequeno, integrado por bom sistema rodoviário. É composto por uma cinturão de médias cidades com bom potencial, circundando uma região metropolitana dotada de todos os serviços. Ao contrário do Brasil, é um estado homogêneo, o que facilita enormemente a implantação de políticas públicas de estímulo à produção; facilita a introdução de políticas sociais através da articulação Estados-municípios médios-municípios pequenos. Tem as melhores universidades, os melhores institutos de pesquisa, a melhor rede de atendimento às pequenas e micro empresas – Sebrae, FIESP-CIESP, extensão rural. Tem os melhores grupos de excelência em todas as atividades modernas – ciência e tecnologia, qualidade e competitividade, saúde, pesquisa agrícola, mercado de capitais. Tem a mais avançada estrutura industrial, de serviços, a agricultura mais produtiva do país. Tem a sede das maiores editoras brasileiras – que poderiam atuar efetivamente como quarto poder, disseminando conceitos emanados da política e cobrando providências e divulgando erros de gestão.</p>
<p><span id="more-34252"></span>Enfim, nas mãos de alguém com visão de futuro, seria o laboratório da modernização nacional. Com um mandato qualquer governador com visão de futuro destruiria todos os mitos antidesenvolvimentistas brasileiros. Seria o grande timoneiro de uma revolução tecnológica, social, de descentralização do desenvolvimento para as cidades médias, de saltos na agricultura, na educação, na massificação das políticas sociais.</p>
<p>Mas o que São Paulo quer ser depois de crescer? Não se sabe. Não há um plano estratégico, uma mera definição de prioridades – a não ser obras, obras, intervenções urbanas de interesse do setor imobiliário, e atitudes populistas autoritárias, que permitem grande alarde. Ou seja, a fórmula populista adotada por Paulo Maluf.</p>
<p>Por exemplo, uma das maiores certezas brasileiras é sobre a relevância da pesquisa agrícola de ponta.</p>
<p>Nos últimos anos, um presidente sem nenhuma tradição desenvolvimentista prévia transformou a Embrapa em uma organização internacional, peça-chave da geopolítica brasileira. Abriu espaço e recursos e seus técnicos promoveram uma revolução gerencial que catapultou as possibilidades de pesquisa.</p>
<p>Em São Paulo, um governador proveniente do meio acadêmico permitiu o desmonte do IAC (Instituto Agrícola de Campinas). A denúncia é da Folha, não em uma matéria, mas no artigo de um colaborador, o ex-Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues (<a href="http://notebook.zoho.com/nb/public/luisnassif/page/224186000000030175?nocover=true" target="_blank">clique aqui</a>).</p>
<p>A Agência de Desenvolvimento de São Paulo saiu das mãos de especialistas em desenvolvimento e foi alocada para o ex-governador Geraldo Alckmin – que conhece tanto de desenvolvimento quanto Serra de zen budismo. Barganhou-se politicamente o que poderia ser a peça central de um projeto de desenvolvimento paulista. A Secretaria da Educação foi colocada a serviço das grandes editoras. A Secretaria da Segurança está perdida há anos. A Secretaria de Gestão não consegue andar porque é uma organização que deveria atuar horizontalmente – isto é, por todas as secretarias – mas o governador nem está aí para o tema.</p>
<p>Criou-se um fundo de desenvolvimento para emprestar dinheiro sem ter estrutura de análise de crédito. Não existe uma atividade inovadora, uma articulação da sociedade em torno de um projeto de estado.</p>
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		<title>O quebra-cabeças Kassab</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 10:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Kassab]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
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		<description><![CDATA[Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.

Os elementos que temos:

1.	José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.

2.	Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.</p>
<p>Os elementos que temos:</p>
<p>1.	José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.</p>
<p>2.	Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.</p>
<p><span id="more-33611"></span>3.	Na Prefeitura, aparentemente exorbitou. Na área imobiliária houve concessões maiores que nos tempos de Paulo Maluf. Ontem, explodiu a notícia de que todos os processos que passavam por ele estão sendo submetidos a um pente-fino, depois de sua saída.</p>
<p>4.	Kassab perde o rumo e sai criando dificuldades em todas as áreas-chave da relação financiadores de campanha-prefeitura. Endureceu na merenda escolar, está endurecendo no lixo, atuou em cima dos fretamentos, pagou a Eletropaulo ao mesmo tempo em que reduzia recursos para a varrição. Politicamente, os movimentos são desastrosos. E fogem completamente do bom senso que ele sempre havia demonstrado até agora.</p>
<p>5.	Ao mesmo tempo, políticos do PSDB sopram para jornalistas que Serra demitiu Kassab do posto de candidato ao governo do Estado.</p>
<p>Por esses movimentos, há muitos indícios de conflitos em torno de financiamento de campanha. É guerra surda, porém pesada.</p>
<p>Acontece que, no momento, o Kassab é uma espécie de última esperança do DEM. É o único membro do partido a ocupar um cargo relevante, a Prefeitura de São Paulo, chave não apenas pela vitrine que representa mas pelo potencial de arrecadação de fundos partidários. Ou seja, o destino do DEM está amarrado ao de Kassab em São Paulo e à aliança com Serra.</p>
<p>Por outro lado, Lula avança na consolidação da aliança com o DEM-2 (o PMDB). Serra tem mais afinidade com o PMDB, mas está perdendo o barco. Pior: com a fritura de Kassab, com a anulação completa do Guilherme Afif Domingos em seu Secretariado, o sinal que passa é que não é leal com aliados.</p>
<p>Em suma, baixada a espuma dos factóides e escândalos federais, o que se observa são sinais de crise próxima na aliança PSDB-DEM.</p>
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		<title>A discussão sobre as marginais</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 13:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[marginal Tietê]]></category>
		<category><![CDATA[releases]]></category>

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		<description><![CDATA[De Edson
Confira os releases do governo Serra:
O governo José Serra, em parceria com as concessionárias que administram os sistemas Anhanguera/Bandeirantes e Ayrton Senna/Carvalho Pinto, decidiu investir R$ 1,3 bilhão para construir 23 km de pista de cada lado do rio, com três novas faixas em cada uma, além de um conjunto de obras acessórias, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>De Edson</h2>
<p>Confira os releases do governo Serra:</p>
<blockquote><p>O governo José Serra, em parceria com as concessionárias que administram os sistemas Anhanguera/Bandeirantes e Ayrton Senna/Carvalho Pinto, decidiu investir R$ 1,3 bilhão para construir 23 km de pista de cada lado do rio, com três novas faixas em cada uma, além de um conjunto de obras acessórias, como pontes, viadutos e alças de acesso.</p></blockquote>
<blockquote><p>Vejam o site com o projeto da Nova Marginal. Raramente se viu no país — ou nunca! — uma obra que fosse tão ecologicamente responsável.</p></blockquote>
<h2>Por Ruy Acquaviva</h2>
<p>A solução para o problema do trafego de veiculos vindos das estradas chama-se RODOANEL… Foi prometido por MARIO COVAS em 1994, que sua conclusão seria no final de seu governo (1998). O mesmo partido (PSDB) governa o estado a QUINZE ANOS e durante esse tempo todo foi incompetente para fazer essa avenida que contorna a cidade.</p>
<p><span id="more-33226"></span>As marginais estão muito dentro da área metropolitana para aatender as estradas. O correto seria a conclusão do Rodoanel.</p>
<p>Qual é a obra atual que dura 15 anos e ainda assim não atinge nem 50% de sua conclusão? O TAV entre Rio e Campinas tem prazo máximo de seis anos para a conclusão e o desafio de engenharia é imensamente maior que o Rodoanel.</p>
<p>Já se faz necessário uma rodovia entre a Regis Bitencourt e a Aitrton Sena, cruzando as rodovias Raposo Tavares, Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes, Fernão Dias e Dutra. Um arco com raio de 50 Km a partir do centro de São Paulo, porque as rodovias citadas já estão congestionadas antes do acesso ao Rodoanel (ou o trajeto planejado para este). Essa obra não está nem em projeto e o Rodoanel quando inaugurado (pelo ritmo até agora ainda vão mais uns 15 a 18 anos) já estará completamente obsoleto.</p>
<p>Para os que dirigem seus automóveis para São Paulo, vindos de outras cidades a solução é criar transportes coletivos para os que moram em outras cidades e trabalham em São Paulo, isso aliado ao desvio do tráfego entre as estradas citadas acima desafogaria os acessos à cidade. O investimento em transporte coletivo para retirar aqueles que ocupam as marginais para ir e voltar do trabalho dentro de São Paulo produziria um descongestionamento muito maior na marginal, do que fazer novas pistas.</p>
<p>E fica ainda aquela lembrança que os automóveis precisam ir e vir de algum lugar, que são estradas, ruas e avenidas que já estão completamente lotadas. As pistas extras das marginais apenas vão permitir que mais carros fiquem parados no congestionamento.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As prévias tucanas</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/13/as-previas-tucanas/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 18:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[previas]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcos Doniseti
Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como
“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marcos Doniseti</h2>
<p>Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como</p>
<blockquote><p>“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.”.</p></blockquote>
<p>Assim, é como se o Aécio estivesse dizendo: não faremos prévias, mas quero ser o candidato do partido.</p>
<p><span id="more-33135"></span>Notícias:</p>
<p>Serra e Aécio fazem acordo para evitar prévias</p>
<p>Agência Estado</p>
<p>Não haverá eleições prévias no PSDB para escolher o candidato tucano que vai disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no ano que vem.</p>
<p>O acordo tático entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, os dois nomes mais fortes do PSDB, está estabelecido numa frase: “Nada de disputa entre nós”.</p>
<p>No pacto entre os dois governadores não há uma definição de candidato para a cabeça de chapa tucana, embora a maioria do partido adote a candidatura Serra como a mais provável. O que define, porém, as prévias como desnecessárias é o acerto de que um terá o apoio do outro para a definição do candidato titular.</p>
<p>Na quarta-feira, em entrevista concedida em Belo Horizonte, Aécio não só admitiu de público a hipótese de se adotar outro “instrumento de escolha”, que não as prévias, como chegou a sugerir um “conjunto de análises que inclua pesquisas eleitorais”, desde que se levem em conta aspectos como o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O que Serra pensa do pré-sal</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/04/o-que-serra-pensa-do-pre-sal/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 02:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novo Modelo]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32843]]></guid>
		<description><![CDATA[Atualizado
O provável candidato do PSDB nas próximas eleições, José Serra, não pode se calar ante o pré-sal. Depois que declarou que qualquer lei aprovada agora poderá ser revogada pelo próximo presidente, ficou na obrigação de dizer o que pensa sobre o tema.

Líderes do partido e mídia aliada pensam o seguinte:

1. A exploração deve ser aberta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Atualizado</h2>
<p>O provável candidato do PSDB nas próximas eleições, José Serra, não pode se calar ante o pré-sal. Depois que declarou que qualquer lei aprovada agora poderá ser revogada pelo próximo presidente, ficou na obrigação de dizer o que pensa sobre o tema.</p>
<p>Líderes do partido e mídia aliada pensam o seguinte:</p>
<p>1. A exploração deve ser aberta a todos os candidatos.</p>
<p>2. Não se deve dar privilégios à Petrobras.</p>
<p>3. O sistema de partilha iguala o Brasil às nações atrasadas.</p>
<p>4. O fundo soberano não pode ter gestão pública.</p>
<p>São posições que irão marcar o discurso político nas eleições do próximo ano.</p>
<p>O que pensa Serra sobre isso?</p>
<p><span id="more-32843"></span></p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Heberth Xavier</span></strong></h2>
<p>Nassif, o jornalista Ilmar Franco, da coluna Panorama Político, d’O Globo, publicou ontem:</p>
<p>“SERRA APOIA LULA</p>
<p>O governador de São Paulo, José Serra, apoia a proposta do presidente<br />
Lula para o petróleo do pré-sal. Serra concorda com seu fundamento: o<br />
de aumentar a participação da União na renda do petróleo. Ele usa três<br />
argumentos: 1. o preço do petróleo explodiu nos últimos anos; 2. as<br />
reservas petrolíferas não estão crescendo; 3. as reservas do pré-sal<br />
têm um risco exploratório menor.</p>
<p>“O TUCANO NÃO FARÁ CAMPANHA CONTRA</p>
<p>José Serra, pré-candidato a presidente, está convencido que a mudança<br />
é necessária. Sua avaliação é que é irrelevante o debate concessão x<br />
partilha. Para Serra: 1. essa riqueza é da União; 2. Lula é o<br />
presidente eleito; 3. Lula tinha a prerrogativa de decidir; 4. cabe ao<br />
Congresso examinar a proposta. Um amigo de Serra conta que ele gostou<br />
da fala da ministra Dilma Rousseff sobre a adoção do modelo de<br />
concessão no governo FH. Dilma lembrou que, quando isso ocorreu, o<br />
modelo era compatível com um país vulnerável às crises externas, com<br />
uma Petrobras descapitalizada e com o elevado risco exploratório das<br />
reservas”.</p>
<p>Portanto, Nassif, Serra parece juntar-se ao Mendonção e ao Bresser-Pereira no grupo daqueles economistas do PSDB que gostam, em linhas gerais, do modelo apresentado pelo governo Lula para o pré-sal. Claro, há críticas aqui e ali, mas parecem apoiar o modelo.</p>
<p>Os três, portanto, Nassif, deveriam se juntar aos aloprados que o jornal O Globo chamou de possuidores de um “delírio estatista”. São três comunistas, incompetentes, irresponsáveis, igualzinho sugeriu o editorial do jornal carioca para se referir aos responsáveis pelo marco regulatório encaminhado por Lula ao Congresso.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O PROINFA de São Paulo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/31/o-proinfa-de-sao-paulo/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 17:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ALESP]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Proinfa]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=32707]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Gustavo Cherubine
Nassif, pessoal, bom dia.

Ontem havia um post no blog sobre a construção do conhecimento. Creio que ele cá existe por causa da quantidade de boas informações e das opiniões sustentadas por raciocínios elaborados e alguns até surpreendentes e inovadores.

O Nassif ajuda muito, manda bem, mas todas/os sustentam hoje essa qualidade e somos co-responsáveis.

Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Gustavo Cherubine</span></strong></h2>
<p>Nassif, pessoal, bom dia.</p>
<p>Ontem havia um post no blog sobre a construção do conhecimento. Creio que ele cá existe por causa da quantidade de boas informações e das opiniões sustentadas por raciocínios elaborados e alguns até surpreendentes e inovadores.</p>
<p>O Nassif ajuda muito, manda bem, mas todas/os sustentam hoje essa qualidade e somos co-responsáveis.</p>
<p>Eu queria ver esse conhecimento ser traduzido em ações concretas.</p>
<p>Poderíamos testá-lo no novo e importante Projeto de Lei em votação na ALESP (Assembléia Legislativa de São Paulo), o PL 640/09, que “Institui o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do Estado de São Paulo &#8211; PROINFA-SP &#8211; e dá outras providências.”</p>
<p>A tramitação está começando.</p>
<p>Temos um gestão estadual que se caracteriza, entre outras mazelas, por ter o governador que mais vetou projetos de lei de iniciativa dos deputados estaduais (especialmente os de autoria de deputados que não são do partido e da base aliada do governo atual).</p>
<p>Exemplo 1 – O caso do PL 227/06</p>
<p>Aqui para ler um momento do processo de votação do pl 227/06, que previa: <a href="http://wwi.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&amp;id=81463b933aa39110VgnVCM1000002e0014ac____" target="_blank">clique aqui.</a></p>
<p>Aqui para baixar o pl 227/06: <a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/ListaProjetos?vgnextoid=b45fa965ad37d110VgnVCM100000600014acRCRD&amp;tipo=1" target="_blank">clique aqui.</a></p>
<p>E, finalmente, o veto do gov.serra com as suas razões: <a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/ListaProjetos?vgnextoid=b45fa965ad37d110VgnVCM100000600014acRCRD&amp;tipo=1" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p><span id="more-32707"></span>Exemplo 2:</p>
<p>Atual governo é o que mais veta propostas vindas do legislativo paulista. <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080101/not_imp103038,0.php" target="_blank">Clique aqui.</a></p>
<p>Terça-Feira, 01 de Janeiro de 2008 | Versão Impressa Serra vetou um em cada quatro projetos de autoria dos deputados Assembléia de São Paulo aprovou 249 propostas de parlamentares no ano passado, mas governador barrou 62 Silvia Amorim</p>
<p>E abaixo, o PL 640/09, que pode sofrer o mesmo que outros já sofreram.</p>
<p>Podemos impedir que essa ameaça se concretize usando os recursos da democracia 2.0.</p>
<p>Para democracia 2.0:</p>
<p><a rel="nofollow" href="../2009/07/17/a-democracia-20/">http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/17/a-democracia-20/</a></p>
<p>Aqui para conhecer o novo PL n.640/0: <a href="http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/ListaProjetos?vgnextoid=b45fa965ad37d110VgnVCM100000600014acRCRD&amp;tipo=1" target="_blank">clique aqui.</a></p>
<p>Nassif, chegou a hora de testar no blog a democracia 2.0.</p>
<p>Abrirei um tópico no grupo de meio ambiente chamado “Democracia 2.0 &#8211; Experiência n.1 &#8211; PL 640/09 0 ALESP &#8211; SP 2009″.</p>
<p>Já conversei com um assessor da deputada que formulou o PL 640/09. Vamos encaminhar as sugestões vindas da comunidade e dos comentaristas e ajudar na qualificação e na aprovação desse projeto de lei.</p>
<p>Vamos?</p>
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		<title>O PSDB atrás do discurso</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 13:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição - apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.

Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição &#8211; apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.</p>
<p>Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de queimar recursos do Estado financiando a mídia &#8211; que o apoia nos casos de asssassinato de reputação -, de não se importar em desestabilizar a política para alcançar seus objetivos, José Serra tentará recuperar a imagem de candidato programático? O Serra dos Conselhos de Saúde, da ligação com pastorais, das teses econômicas claras não existe mais. Em seu lugar entrou o Serra que comanda Itagibas, Jungmanns, Maias, Reinaldos e o que tem de mais barra-pesada na política e na imprensa brasileiras.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090829/not_imp426471,0.php" target="_blank">PSDB q<span style="text-decoration: underline"></span>uer abandonar crítica a projetos de Lula</a></h3>
<p>Estratégia é dar ?visão positiva? sobre programas sociais e esquecer discurso da &#8221;porta de saída&#8221;</p>
<p>Wilson Tosta, RIO</p>
<p>O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma &#8220;visão positiva&#8221; dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá &#8220;nem de longe&#8221; a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos &#8211; apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.</p>
<p><span id="more-32646"></span>Agora, os tucanos deverão abandonar as críticas ao programa e reconhecer que seu desenvolvimento foi correto. &#8220;A orientação do partido é dar essa visão positiva dos programas, reconhecer os programas do governo Lula, elogiar o que têm de positivo e desenvolver propostas. Nada que tenha a ver com aquela história de porta de saída. Porta de saída é tudo que a gente precisa para se dar mal. Não é nada&#8221;, disse Guerra.</p>
<p>Com medo de perder votos, o PSDB, assim, abandonará uma das principais críticas que fazia à área social do governo Lula &#8211; a de que seus programas tornariam os beneficiários dependentes da ajuda e sem alternativas para ter uma vida econômica sem ajuda do Estado. O senador comandou reunião da bancada federal tucana para discutir as eleições de 2010, no Hotel Sheraton Barra, da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.</p>
<p>Guerra disse que todos ou quase todos os programas sociais foram inventados pelo PSDB (que governou o País de 1995 a 2002) e desenvolvidos pelo presidente Lula, com cujo governo acabaram identificados. &#8220;Achamos que o desenvolvimento foi correto. Isso é verdade&#8221;, elogiou. &#8220;O que vamos ter é propostas para essa área social, muito precisas.&#8221; Ele afirmou que, em 2006, no segundo turno, foi organizado no Nordeste um &#8220;projeto de massificação da ideia&#8221; de que o PSDB, se vencesse, acabaria com os programas sociais.</p>
<p>YEDA</p>
<p>Em análise reservada sobre a situação do partido nos Estados, Guerra avaliou que, no Rio Grande do Sul , onde a governadora tucana Yeda Crusius enfrenta acusações de corrupção, &#8220;acendeu a luz vermelha&#8221;. O alerta foi causado por pesquisas eleitorais indicando que, no Estado, a pré-candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, ultrapassou o provável postulante tucano, governador José Serra, que estaria sofrendo desgaste por causa da crise política enfrentada pela governadora.</p>
<p>Uma assessoria do comando nacional tucano foi imposta a Yeda, revelou Guerra, que esteve recentemente com a governadora. &#8220;Ela precisa aceitar a ampla reforma de seu governo&#8221;, disse, em exposição para os deputados e senadores.</p>
<p>No Rio, o lançamento da pré-candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV fez surgir novos problemas, segundo o senador. O PSDB não aceita que o deputado Fernando Gabeira (PV) seja candidato a governador com dois palanques &#8211; um com Marina, outro com Serra. Cerca de 30 parlamentares tucanos participaram do encontro, que começou na quinta-feira e terminou ontem.</p>
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		<title>Um incentivo à deduragem</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 11:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[deduragem]]></category>
		<category><![CDATA[delação]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[lei antifumo]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor
Em São Paulo delação é desejável
Maria Inês Nassif
13/08/2009
Delatar é um ato não raro possuído por uma exuberante certeza - e desejo - de poder sobre a vida dos outros. A delação encontra trânsito e é incentivada pelo Estado policial (ou com vocação policial) e exerce o papel de controle do cidadão sobre o cidadão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5761133/0/em-sao-paulo-delacao-e-desejavel" target="_blank">Em São Paulo delação é desejável</a></h3>
<p>Maria Inês Nassif<br />
13/08/2009</p>
<blockquote><p>Delatar é um ato não raro possuído por uma exuberante certeza &#8211; e desejo &#8211; de poder sobre a vida dos outros. A delação encontra trânsito e é incentivada pelo Estado policial (ou com vocação policial) e exerce o papel de controle do cidadão sobre o cidadão, no pressuposto de que cada indivíduo é potencialmente um fiscal, um agente do Estado capaz de apontar os pretensos inimigos da &#8220;ordem&#8221;; e cada indivíduo é pontencialmente um criminoso. Do lado do indivíduo que delata, o poder a ele conferido pela delação é o de sair da planície dos cidadãos com os mesmos direitos e regidos pelas mesmas leis e o de ascender ao aparelho de Estado, mesmo que pela porta da atividade repressiva.</p></blockquote>
<p>Os dois lados, do delator e do Estado que incentiva a delação, são alimentados e justificam seus atos pela ideia de que sobre o que julgam verdade e justiça não há possibilidade de dissenso &#8211; a controvérsia é condenável, intolerável e em princípio pode ser criminosa. O nazismo, a União Soviética de Stálin e o Estado policial incentivado pela ação do senador Joseph Raymond McCarthy entre 1950 e 1956, nos Estados Unidos, são os exemplos clássicos da relação entre delação e autoritarismo. Nesses casos históricos, a delação serviu igualmente para alimentar ambientes políticos fortemente radicalizados e forçar &#8220;consensos&#8221; aparentes, formados na verdade por ações repressivas que incluíam a inserção do cidadão no papel de vigia de seu vizinho. Pelo medo, portanto.</p>
<p>A Lei Antifumo do governador José Serra parte de uma premissa altamente democrática &#8211; a de que o não-fumante tem o direito de preservar a sua saúde, ameaçada pelo uso do cigarro em ambientes fechados. A partir desse correto entendimento do direito do não-fumante, foi elaborada uma lei conceitualmente discutível. Todo o texto legal foi montado em torno da delação. A pessoa que fuma em locais públicos fechados não será punida, ou melhor, ela apenas será punida se for denunciada pelo dono do estabelecimento em que fumou. Quem delata fica com a razão; quem não delata assume o crime. Se o fumante acende um cigarro dentro de um restaurante e um fiscal flagra a transgressão, o dono do restaurante será multado. O fumante irá para casa sem que nada tenha acontecido a ele. Se, todavia, o dono do restaurante chamar a polícia e delatar o fumante, estará livre de punições, e o transgressor será punido. Nessa hipótese, o dono do restaurante será premiado pela delação e não sofrerá as sanções previstas na lei para os estabelecimentos cujo ambiente não está livre do fumo.</p>
<p><span id="more-32248"></span>Pela lei, a delação passa a ter status de prova. Uma pessoa qualquer que estiver no restaurante quando alguém acender um cigarro lá dentro poderá ligar para um 0800 e fazer uma denúncia, ou preencher um &#8220;formulário&#8221; na internet. A sua palavra é prova contra o restaurante e dela decorrerão sanções legais. Para a lei, basta que o denunciante diga que não mentiu para que a sua denúncia seja considerada verdade. O estabelecimento acusado, no entanto, terá que provar que a denúncia foi mentirosa para ser considerado inocente.</p>
<p>Outra situação: o morador de um condomínio pode usar o mesmo 0800, ou o site da lei antifumo, para denunciar um vizinho que tenha fumado em áreas fechadas e públicas do condomínio. O vizinho-delator tem autoridade, pela lei, de autorizar a entrada dos fiscais no condomínio. Mais uma vez, a denúncia será a prova, e certamente não existirá uma outra: até que os fiscais cheguem ao condomínio, o morador delatado pelo uso do cigarro certamente já terá dado um sumiço no cigarro. É uma situação onde dificilmente ocorrerá um flagrante. Nesse caso também a multa é do condomínio. Aí também prevalece o conceito de que é preciso vigiar o vizinho para que não haja prejuízo coletivo.</p>
<p>A ideia da delação é central na lei, e essa intenção foi propagandeada pelo governo do Estado. O secretário de Justiça do Estado, Luiz Antônio Marrey, ao comentar uma pesquisa do Instituto GPP e da InformEstado que indicava que 64,9% dos entrevistados não pretendem denunciar locais com fumantes, disse que, num primeiro momento, a &#8220;metade que vai denunciar é suficiente para colaborar com a fiscalização&#8221;. A tendência é que a delação aumente, para o bem de todos, disse o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata: &#8220;O uso do cigarro em ambiente interno é culturalmente aceito há anos. Começamos a mudar isso só agora. Por isso, nesse primeiro momento, a intenção de denunciar não aparece. Acredito que, com a aplicação da lei e os donos de bares se engajando em preservar os estabelecimentos, as denúncias vão surgir&#8221;.</p>
<p>Portanto, o governo do Estado julga desejável que os paulistas se dediquem à delação. E seus representantes deixam claro que a intenção da lei é exatamente essa.</p>
<p>A tempo: sou ex-fumante e a fumaça do cigarro me incomoda profundamente, mas não mais do que o incentivo à deduragem.</p>
<p>Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras</p>
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