03/11/2009 - 13:34
Por Marco Antonio
A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.
Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse sua candidatura ou abrisse espaço para Aécio, teve os seguintes resultados ( números não divulgados), em texto transcrito literalmente da colunista
” Há quatro amostras: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Bahia. Na capital, Ciro Gomes aparece em primeiro lugar, Dilma Rousseff em segundo e José Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, a candidata do presidente Lula também aparece na frente e, em Minas, diz o DEM, o quadro é de ‘aperto’.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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02/11/2009 - 09:19
Da Folha
FERNANDO DE BARROS E SILVA
SÃO PAULO – Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o PMDB.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio Neves, anti-Lula, Fernando Barros da Silva, José Serra, sucessão
29/10/2009 - 08:33
Da Folha
“Por que essa ansiedade?”, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer
Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política
Joel Silva/Folha Imagem
O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Dizendo-se dono de “nervos de aço na política”, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.
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Tags: eleições, Folha, José Serra, Política
26/10/2009 - 13:14
Por daSilvaEdison
Nassif,
Veja essa do Roberto Freire:
“PSDB terá de renegar FHC, diz presidente do PPS”
“O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que a política econômica adotada por FHC não será exemplo a ser lembrado durante a campanha do PSDB à Presidência, em 2010.”
“Já prevendo comparações que podem vir à tona nas próximas eleições, entre a chamada Era FHC e a gestão de Lula, Freire defendeu que a política econômica de Fernando Henrique não é a do PSDB.
Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!, insistiu, em referência à pré-candidatura do governador de São Paulo ao Palácio do Planalto. ”
http://opovo.uol.com.br/opovo/politica/922364.html
Comentário
Quando Serra foi eleito governador, escrevi no Blog que o único caminho viável para ele e o PSDB seria romper com o fernandismo e instaurar o serrismo – isto é, um conjunto novo de conceitos que sepultasse o malanismo que havia se tornado marca registrada do partido.
Mais: disse que a hora era dos pacificadores, não dos guerreiros. A guerra só interessava a quem não tinha mais expectativa de poder – no caso, FHC e os senadores de último mandato. Que os novos tempos exigiriam estadistas que promovessem a pacificação e a política em alto nível, que consolidassem os avanços e defendessem os upgrades.
Serra me ligou na época, foi das últimas conversas que tivemos. Disse que FHC era seu amigo e que discordava de que esse rompimento fosse necessário. Àquela altura, ele estava mergulhando de cabeça na parceria com o jornalismo da Veja e com os guerreiros do neoliberalismo.
E era tão óbvio para quem tivesse um mínimo de sensibilidade política.
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14/10/2009 - 07:00
Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.
Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:
1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O primeiro ponto será comparar a biografia do cara (José Serra) com “aquela mulher” (Dilma Rousseff), tirando o caráter plebiscitário das eleições.
2. O ataque à Dilma seguirá o roteiro que já vem sendo cumprido religiosamente pela mídia: focar na sua biografia (certamente realçando a vida guerrilheira), na sua rispidez no trato com as pessoas e colocando em dúvida sua eficiência na condução do PAC. É curioso, porque a marca pessoal mais óbvia de Serra é a rispidez no trato com pessoas e subordinados.
3. Do lado de Serra, a campanha ira focar sua biografia política e as obras que lançará no próximo ano, visando reforçar a imagem de bom gestor.
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07/10/2009 - 08:22
Da Folha
ELIO GASPARI
TUDO INDICA que, se o deputado Ciro Gomes for candidato à Presidência da República, formará com Dilma Rousseff a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com Nosso Guia, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a inteligência alheia.
Assim como Lula, o tucano precisa de um adversário. Sete anos de pastor serviu Serra a Nosso Guia fazendo tudo, menos oposição, pois não serve a ele, mas à própria candidatura. Se em 2010 alguém exigir contas ao tucanato, todo mundo ganha. Ciro Gomes pretende esse papel, mas deve respeitar os fatos.
(…) Mas há outra pergunta: o que fez Ciro Gomes quando o câmbio estava apreciado?
Passados 15 anos, a informação parece nova: nada. É pior. Entre setembro de 1994 e janeiro de 1995 ele foi ministro da Fazenda.
Assumiu com o cambio apreciado e o dólar a R$ 0,80. Deixou o ministério com a moeda americana a R$ 0,84. Fazendo-se justiça ao deputado, no Ministério da Fazenda ele foi mais um animador do que um titular. Quem mandava no país era o grupo de sábios da ekipekonômica.
Eles deixaram o governo e foram felizes para sempre aninhando-se na banca.
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Tags: câmbio, Ciro Gomes, José Serra, Real
26/09/2009 - 09:44
Tempos atrás conversei com um quadro serrista dos melhores – e mais leais ao governador José Serra. Ele me assegurava que o episódio Lunnus (o uso do aparelho do Estado, MP e PF, contra Roseana Sarney nas eleições de 2002) tinha ensinado Serra a não atropelar os adversários. O desgaste tinha sido muito grande.
Engano. Como governador de São Paulo, usando o poder de influência sobre a mídia, Serra embrenhou-se por um caminho sem volta em direção à radicalização e à busca da destruição de adversários ou meramente de não simpatizantes. Passou a se valer do submundo da mídia da mesma maneira com que fez com a Polícia Federal e o Ministério Público.
A utilização de blogs de esgoto para ataques a adversários desnudou de vez seu estilo para todos seus possíveis futuros aliados, como o governador mineiro Aécio Neves, o ex-governador Gerlado Alckmin. É nítido o discurso supostamente afável pela frente e os ataques comandados com mão de gato por trás.
A última baixa é o ex-Secretário da Educação de São Paulo Gabriel Chalita – possivelmente o tucano mais popular de São Paulo depois do governador e de Alckmin.
Ontem ele anunciou seu desligamento do partido. As razões? Ter sido colocado totalmente de lado nas discussões políticas e ter sido alvo de ataques dos blogs comandados por Serra.
Alguns amigos fieis de Serra tentaram alertá-lo para a temeridade de se valer desse tipo de asssassinos de reputação. Acharam que era apenas uma questão de “burrice política” de Serra. Infelizmente não se trata apenas de erro de cálculo. Esse submundo, a prática de atirar com mão de gato em aliados e adversários, introjetou-se definitivamente no perfil psicológico do governador.
Do Estadão
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Blogs, Gabriel Chalita, José Serra
26/09/2009 - 09:07
Há algo de profundamente errado com São Paulo.
É de longe o estado brasileiro com maior potencial. Nas mãos de um estadista, ou um governante com um mínimo de visão estratégica, seria o pré-ensaio mais fácil para mudanças que poderiam ser replicadas em todo o Brasil.
São Paulo é territorialmente pequeno, integrado por bom sistema rodoviário. É composto por uma cinturão de médias cidades com bom potencial, circundando uma região metropolitana dotada de todos os serviços. Ao contrário do Brasil, é um estado homogêneo, o que facilita enormemente a implantação de políticas públicas de estímulo à produção; facilita a introdução de políticas sociais através da articulação Estados-municípios médios-municípios pequenos. Tem as melhores universidades, os melhores institutos de pesquisa, a melhor rede de atendimento às pequenas e micro empresas – Sebrae, FIESP-CIESP, extensão rural. Tem os melhores grupos de excelência em todas as atividades modernas – ciência e tecnologia, qualidade e competitividade, saúde, pesquisa agrícola, mercado de capitais. Tem a mais avançada estrutura industrial, de serviços, a agricultura mais produtiva do país. Tem a sede das maiores editoras brasileiras – que poderiam atuar efetivamente como quarto poder, disseminando conceitos emanados da política e cobrando providências e divulgando erros de gestão.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: desenvolvimentismo, José Serra, São Paulo
18/09/2009 - 07:29
Vamos juntar esforços para desvendar o quebra-cabeças da Prefeitura. Coloco raciocínios aqui e, quem tiver mais informações ou raciocínios, complemente.
Os elementos que temos:
1. José Serra saiu para o governo do Estado, mas manteve praticamente todo o secretariado monitorando Kassab.
2. Andréa Matarazzo tornou-se o homem forte da Prefeitura, quase um tutor de Kassab. É homem de confiança de Serra, incumbido de financiamento de campanha.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: DEM, José Serra, Kassab, PMDB, PSDB
14/09/2009 - 10:32
De Edson
Confira os releases do governo Serra:
O governo José Serra, em parceria com as concessionárias que administram os sistemas Anhanguera/Bandeirantes e Ayrton Senna/Carvalho Pinto, decidiu investir R$ 1,3 bilhão para construir 23 km de pista de cada lado do rio, com três novas faixas em cada uma, além de um conjunto de obras acessórias, como pontes, viadutos e alças de acesso.
Vejam o site com o projeto da Nova Marginal. Raramente se viu no país — ou nunca! — uma obra que fosse tão ecologicamente responsável.
Por Ruy Acquaviva
A solução para o problema do trafego de veiculos vindos das estradas chama-se RODOANEL… Foi prometido por MARIO COVAS em 1994, que sua conclusão seria no final de seu governo (1998). O mesmo partido (PSDB) governa o estado a QUINZE ANOS e durante esse tempo todo foi incompetente para fazer essa avenida que contorna a cidade.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cidades, Gestão
Tags: José Serra, marginal Tietê, releases
13/09/2009 - 15:20
Por Marcos Doniseti
Nassif, olha que notícia estranha. Ela diz que Serra e Aécio não disputarão prévias para escolher o candidato tucano à Presidência,, mas a notícia também informa que o Aécio quer que, na escolha do candidato presidencial dos tucanos, sejam levados em consideração aspectos como
“o baixo nível de rejeição, a capacidade de aglutinação e o potencial de crescimento, que ele considera seus pontos fortes.”.
Assim, é como se o Aécio estivesse dizendo: não faremos prévias, mas quero ser o candidato do partido.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Aécio Neves, José Serra, previas, PSDB
04/09/2009 - 23:24
Atualizado
O provável candidato do PSDB nas próximas eleições, José Serra, não pode se calar ante o pré-sal. Depois que declarou que qualquer lei aprovada agora poderá ser revogada pelo próximo presidente, ficou na obrigação de dizer o que pensa sobre o tema.
Líderes do partido e mídia aliada pensam o seguinte:
1. A exploração deve ser aberta a todos os candidatos.
2. Não se deve dar privilégios à Petrobras.
3. O sistema de partilha iguala o Brasil às nações atrasadas.
4. O fundo soberano não pode ter gestão pública.
São posições que irão marcar o discurso político nas eleições do próximo ano.
O que pensa Serra sobre isso?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: José Serra, pré-sal
31/08/2009 - 14:00
Por Gustavo Cherubine
Nassif, pessoal, bom dia.
Ontem havia um post no blog sobre a construção do conhecimento. Creio que ele cá existe por causa da quantidade de boas informações e das opiniões sustentadas por raciocínios elaborados e alguns até surpreendentes e inovadores.
O Nassif ajuda muito, manda bem, mas todas/os sustentam hoje essa qualidade e somos co-responsáveis.
Eu queria ver esse conhecimento ser traduzido em ações concretas.
Poderíamos testá-lo no novo e importante Projeto de Lei em votação na ALESP (Assembléia Legislativa de São Paulo), o PL 640/09, que “Institui o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do Estado de São Paulo – PROINFA-SP – e dá outras providências.”
A tramitação está começando.
Temos um gestão estadual que se caracteriza, entre outras mazelas, por ter o governador que mais vetou projetos de lei de iniciativa dos deputados estaduais (especialmente os de autoria de deputados que não são do partido e da base aliada do governo atual).
Exemplo 1 – O caso do PL 227/06
Aqui para ler um momento do processo de votação do pl 227/06, que previa: clique aqui.
Aqui para baixar o pl 227/06: clique aqui.
E, finalmente, o veto do gov.serra com as suas razões: clique aqui.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente
Tags: ALESP, José Serra, Proinfa, São Paulo
29/08/2009 - 10:15
O que a matéria diz é o que venho escrevendo há tempos aqui sobre estratégias de oposição – apresentar-se como um upgrade das políticas de Lula.Só que o velho Serra, que poderia ser o candidato programático, já não mais há.
Depois de se enrolar com Itagiba e Jungman, com Veja e os assassinos de reputação, de queimar recursos do Estado financiando a mídia – que o apoia nos casos de asssassinato de reputação -, de não se importar em desestabilizar a política para alcançar seus objetivos, José Serra tentará recuperar a imagem de candidato programático? O Serra dos Conselhos de Saúde, da ligação com pastorais, das teses econômicas claras não existe mais. Em seu lugar entrou o Serra que comanda Itagibas, Jungmanns, Maias, Reinaldos e o que tem de mais barra-pesada na política e na imprensa brasileiras.
Do Estadão
Estratégia é dar ?visão positiva? sobre programas sociais e esquecer discurso da ”porta de saída”
Wilson Tosta, RIO
O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma “visão positiva” dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá “nem de longe” a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos – apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: eleições, José Serra, PSDB
13/08/2009 - 08:56
Do Valor
Maria Inês Nassif
13/08/2009
Delatar é um ato não raro possuído por uma exuberante certeza – e desejo – de poder sobre a vida dos outros. A delação encontra trânsito e é incentivada pelo Estado policial (ou com vocação policial) e exerce o papel de controle do cidadão sobre o cidadão, no pressuposto de que cada indivíduo é potencialmente um fiscal, um agente do Estado capaz de apontar os pretensos inimigos da “ordem”; e cada indivíduo é pontencialmente um criminoso. Do lado do indivíduo que delata, o poder a ele conferido pela delação é o de sair da planície dos cidadãos com os mesmos direitos e regidos pelas mesmas leis e o de ascender ao aparelho de Estado, mesmo que pela porta da atividade repressiva.
Os dois lados, do delator e do Estado que incentiva a delação, são alimentados e justificam seus atos pela ideia de que sobre o que julgam verdade e justiça não há possibilidade de dissenso – a controvérsia é condenável, intolerável e em princípio pode ser criminosa. O nazismo, a União Soviética de Stálin e o Estado policial incentivado pela ação do senador Joseph Raymond McCarthy entre 1950 e 1956, nos Estados Unidos, são os exemplos clássicos da relação entre delação e autoritarismo. Nesses casos históricos, a delação serviu igualmente para alimentar ambientes políticos fortemente radicalizados e forçar “consensos” aparentes, formados na verdade por ações repressivas que incluíam a inserção do cidadão no papel de vigia de seu vizinho. Pelo medo, portanto.
A Lei Antifumo do governador José Serra parte de uma premissa altamente democrática – a de que o não-fumante tem o direito de preservar a sua saúde, ameaçada pelo uso do cigarro em ambientes fechados. A partir desse correto entendimento do direito do não-fumante, foi elaborada uma lei conceitualmente discutível. Todo o texto legal foi montado em torno da delação. A pessoa que fuma em locais públicos fechados não será punida, ou melhor, ela apenas será punida se for denunciada pelo dono do estabelecimento em que fumou. Quem delata fica com a razão; quem não delata assume o crime. Se o fumante acende um cigarro dentro de um restaurante e um fiscal flagra a transgressão, o dono do restaurante será multado. O fumante irá para casa sem que nada tenha acontecido a ele. Se, todavia, o dono do restaurante chamar a polícia e delatar o fumante, estará livre de punições, e o transgressor será punido. Nessa hipótese, o dono do restaurante será premiado pela delação e não sofrerá as sanções previstas na lei para os estabelecimentos cujo ambiente não está livre do fumo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: deduragem, delação, José Serra, lei antifumo
25/07/2009 - 11:31
Explode a crise econômica, o governador José Serra – que teria tudo para capitalizar as críticas contra o modelo cambial brasileiro – não se manifesta. Como estado mais industrializado, São Paulo é dos que mais sofrem. Serra leva quatro a cinco meses para anunciar medidas contra a crise – nem sei se implementadas ou não.
O último trimestre de 2008 marcou o auge do desemprego maciço, especialmente no setor industrial paulista. Esta semana, o ligadíssimo Serra anuncia as primeiras medidas para ajudar desempregados. O anúncio é feito por Guilherme Afif que representa um setor – o comércio – profundamente atingido pelas medidas de antecipação tributária do próprio governo que ele integra.
O setor de máquinas e equipamentos – basicamente paulista – enfrenta a crise mais brava dos últimos anos. Cria-se uma Agência de Desenvolvimento que não define um plano sequer de apoio ao setor.
São Paulo é o estado mais afetado pela gripe suína e o Secretário da Saúde e o governador desaparecem do mapa. A única manifestação de Serra foi aquele vídeo do porquinho.
Pergunto: um governador que estivesse com a cabeça focada em governar teria deixado passar tantas oportunidades em mostrar iniciativa e solidariedade com seu estado? É evidente que a cabeça de Serra está em outro plano.
No seu Twitter, ele fala de alimentos orgânicos, do bem e da bondade com a mesma convicção de um Gilberto Dimenstein da política.
Cadê aquele candidato a estadista em que um dia tantos acreditaram?
Da Folha
Governo de SP vai distribuir verba contra desemprego
Estado reserva R$ 100 milhões para dar auxílio de R$ 210 a 40 mil desempregados
Programa dará prioridade aos trabalhadores de 30 e 59 anos que não mais recebem seguro-desemprego; ajuda pode ser reeditada em 2010
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: desemprego, José Serra
21/07/2009 - 19:09
Duas leis de José Serra que passaram despercebidas:
SP proíbe a venda de banana por dúzia
Decreto do governador José Serra determina que fruta seja vendida apenas por quilo.
Quem desobedecer a lei terá de pagar multa que varia de R$ 297,60 a R$ 297.600.
Nova lei veta quentão em festa junina nas escolas estaduais de SP
da Folha de S.Paulo
O governador José Serra (PSDB) sancionou uma lei, publicada ontem no “Diário Oficial”, na qual a compra e a venda, o fornecimento (mesmo que seja gratuito) e o consumo de bebidas alcoólicas são proibidos nas escolas e faculdades técnicas da rede estadual de São Paulo.
A nova regra se aplica inclusive aos estudantes que já são maiores de idade e aos eventos promovidos pelas instituições de ensino fora de suas dependências.
Com isso, é o fim do quentão e do vinho quente, muito comuns nas festas juninas realizadas pelas unidades de ensino. O veto também se estende a bailes, festivais e até formaturas.
De acordo com a Casa Civil, o governo ainda vai analisar se o veto será aplicado também às universidades estaduais, como a USP, a Unesp e a Unicamp.
Em um primeiro momento, a tendência é que não seja aplicado, por conta da autonomia administrativa das universidades. Ficam de fora da proibição também as escolas particulares e as das redes municipais.
A medida proíbe todo tipo de bebida com teor alcoólico igual ou superior a 4,5 graus Gay-Lussac –gradação alcoólica média da cerveja comum.
O aluno que descumprir a nova proibição será punido de acordo com o regimento interno. A lei não prevê punição a quem fornecer bebida aos estudantes, mesmo que sejam servidores ou professores do Estado.
Fiscalização
Para Hebe Tolosa, presidente da Apaesp (associação de pais e alunos), já existem leis que vetam o comércio e o consumo de álcool nas escolas, como a que proíbe a compra de bebidas por menores de idade, e o governo deveria investir na fiscalização.
“Se o governo faz uma lei dessas é porque a bebida está entrando nas escolas”, diz.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: bananas, José Serra, quentão
19/07/2009 - 07:15
Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.
A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.
Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.
O início da derrocada
O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Aécio Neves, CPI Petrobrás, Dilma Rousseff, José Serra
14/07/2009 - 17:00
Do Painel do Leitor da Folha
“Texto de Ricardo Melo dá curso a boataria que circulou nos últimos dias pela internet, em sites e blogs de menor repercussão. Repete o jornalista que o governador Serra teria atribuído à ONU um prêmio recebido na semana passada, outorgado por uma ONG.
Como consta de todo o material distribuído sobre a homenagem, em momento algum o governador ou sua assessoria disseram diferente: o prêmio é da WFO (World Family Organization), entidade com sede em Paris, filiada à ONU e fundada em 1947. É, ao mesmo tempo, endossado pelo Comitê Econômico e Social (Ecosoc) da ONU. Durante reunião anual do Ecosoc (entre os dias 6 e 9 últimos) na sede europeia da ONU, em Genebra, o prêmio foi entregue ao governador, como um dos eventos dessa reunião plenária, na presença de jornalistas brasileiros.
Acrescente-se que não é prática do governador ostentar títulos que não tem. Primeiro, porque não seria ético. Segundo, porque seu currículo dispensa maquiagens.”
JUNIA NOGUEIRA DE SÁ, coordenadora de Comunicação e Imprensa da Secretaria de Comunicação do Governo de São Paulo (São Paulo, SP)
Comentário
clique aqui para ver o vídeo do evento

Não chamarei Júnia de assessora inexpressiva, primeiro porque ela tem história; depois, porque o texto é do Serra. Mas vamos à maneira como o governador tenta esconder o mico que pagou.
Antecipo alguns pontos:
1. A entidade não é filiada (ou seja, com relação direta) à ONU. O governo de Sâo Paulo continua enrolando. Ela é uma mera associada (ou seja, papel apenas consultivo), aliás uma das 3.195 ONGs associadas ao Conselho Econômico e Social (ECOSOC). Essa confusão entre filiação e associação é comprovação da falta de assessoria internacional do governo do Estado.
2. A presidente dessa entidade (na foto ao lado do governador) responde a processos em dois estados e, provavelmente, incorrerá em um novo processo em um terceiro estado. Acusação: estelionato.
3. Em todas as manifestações sobre o evento, Serra fez questão de salientar que seria na sede da ONU. A troco de quê dar mais destaque ao local do evento do que à entidade organizadora? Obviamente passar a impressão de que havia o aval da ONU à premiação.
4. A única informação correta da nota da assessora é que Serra não precisaria dessa encenação para enriquecer seu currículo. O José Serra original certamente não faria isso. O ator que se faz passar por José Serra, depois que virou governador, mostrou-se capaz de incorrer em ridículos continuados.
Vamos aos detalhes dessa ópera bufa.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria
Tags: golpe, José Serra, ONU, WFO
13/07/2009 - 21:58
Por Gustavo Cherubine
Nassif, ainda sobre as questões da água, vejam um PL promissor e necessário vetado totalmente pelo Serra governador…
Eu considero o Serra péssimo e procuro levantar e consolidar os meus argumentos contra o seu governo.
Aqui para ler um momento do processo de votação do pl 227/06:
http://wwi.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=81463b933aa39110VgnVCM1000002e0014ac____
Aqui para baixar o pl 227/06:
http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/ListaProjetos?vgnextoid=b45fa965ad37d110VgnVCM100000600014acRCRD&tipo=1
Aqui para baixar as razões de veto do Serra:
http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/ListaProjetos?vgnextoid=b45fa965ad37d110VgnVCM100000600014acRCRD&tipo=1
http://www.sanegas.com.br/noticias.asp?exibir=yes&id=633
Serra veta PL para estimular o reúso
27/5/2008
Fonte: Saneamento Ambiental – On LIne
O governador de São Paulo, José Serra, vetou o Projeto de Lei nº 227/06, que determinava a adoção de medidas para estimular o reúso de água no Estado. O PL obrigava prédios públicos estaduais a se adequaram num prazo de dez anos às novas exigências, como coletar a água da chuva e adotar torneiras e vasos sanitários mais econômicos. O projeto também previa a criação de incentivos para que a iniciativa privada fizesse o mesmo. O projeto foi aprovado na Assembléia Legislativa em 9 de abril deste ano. “É uma vergonha imaginar que o governante do Estado mais rico do País, e que consome mais água, tenha deixado essa oportunidade passar diante de si”, diz o deputado estadual Sebastião Almeida, autor do projeto. O governador alega que cabe somente ao Poder Executivo discutir essa matéria e que o Estado já vem desenvolvendo projetos nesse sentido.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Saneamento
Tags: José Serra, lei ambiental, saneamento
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