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16/09/2009 - 09:22

A politização espúria do STF

Há algo de profundamente errado nesse processo pernicioso de politização do Supremo Tribunal Federal (STF), escancarado pela ação deletéria de seu presidente Gilmar Mendes.

Tome-se o caso do Ministro Eros Grau. Paira sobre ele a suspeita de uma ambição maior do que a riqueza, do que o compadrio, menos espúria do que a propina: ele almeja a imortalidade, ser um membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Uma das portas de entrada poderia ser o senador José Sarney que, dentre outros feitos, se imortalizou como acadêmico.

Em suas decisões, votos ou opiniões, Eros sempre preservou Sarney – o que em nada o compromete.

Mas o que está ocorrendo agora?

Nas eleições de 2006, o grupo de Sarney entrou com recursos no TSE contra a diplomação do governador eleito Jackson Lago, acusado de abuso de poder político. Relator do recursos, Eros foi favorável à cassação. Lago caiu e – só nesse país macunaímico – a candidata derrotada assumiu como governadora.

Antes da votação, o grupo de Lago entrou com um embargo, não reconhecendo o poder do TSE de apreciar casos originários. Ficou mofando na gaveta de Eros.

Agora, chegou a vez do TSE apreciar denúncia de abuso de poder econômico por Roseana. Eros se afasta do TSE e resolve apreciar o recurso, agora beneficiando diretamente Roseana: impedindo que seja julgada e não estendendo esse benefício ao processo que lhe deu de bandeja o cargo de governadora.

Tenho para mim, que, com algumas honrosas exceções,a atual geração de Ministros é responsável pelo maior processo de desmoralização do Supremo em período democrático.

Clique aqui para ler outras matérias.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Política Tags: , , , ,
30/07/2009 - 10:34

Renan ou mídia: um certo estilo

Vamos entender melhor esse jogo de hipocrisias na campanha contra José Sarney.

Clique aqui para um conjunto de matérias sobre o tema

1. A Folha traz uma denúncia de empréstimos do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) à TV Mirante, dos Sarney. A dívida está sendo questionada na Justiça, devido às cláusulas de correção cambial. O empréstimo foi concedido pelo BNB na gestão Byron, indicado pelo senador Tasso Jereissatti e homem de confiança do Ministro da Fazenda Pedro Malan. Questionamento na Justiça significa o banco contra Sarney, não necessariamente irregularidades cometidas na concessão do empréstimo.

2. Todos esses vícios de Sarney fazem parte de usos e costumes do Legislativo. Praticamente todos os senadores foram beneficiados por nomeações de parentes e outras benesses do poder. Mas a campanha é focada nele, não nas saídas para reduzir esse tipo de vício das práticas políticas brasileiras.

3. O governo Sarney marcou o auge do poder de Roberto Marinho. Não havia uma indicação de Ministro que não passasse por Marinho, conforme amplamente conhecido. Foi nesse período que a TV Mirante, de Sarney, conseguiu a concessão da Globo (assim como a TV de ACM). E a Globo conseguiu apoio irrestrito da Telebras.

4. No governo Sarney, a Folha se aproximou dele de tal maneira que lhe concedeu vinte anos de coluna no espaço nobre da página 2.

5. Agora que José Sarney ameaça renunciar, matéria da Folha mostrando a cúpula tucana (FHC, Serra e Aécio) tentando se aproximar dele. Renunciando, os ataques contra ele cessarão na hora, como cessaram contra Renan.

6. Em sua coluna de hoje, Clóvis Rossi fala em “um certo estilo de Máfia”. Coloco o raciocínio do Rossi, deixando entre parêntesis opções de personagens que se adequam ao raciocínio.

“O problema é que Renan (a mídia) não ameaça Virgílio (Sarney) porque este violou a ética, mas porque o PSDB (PMDB) está entrando com a sua própria representação (aliança) contra José Sarney (José Serra), de quem Renan (a mídia) é cão de guarda. Em outras palavras, é o típico aviso mafioso: você não entra no meu território que eu deixo seus trambiques em paz”.

Por weden

Nassif,

Estas campanhas falsamente moralistas são um desserviço para a política brasileira.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , ,
21/07/2009 - 09:32

O neojornalismo do Estadão

Francamente, o último bastião do jornalismo objetivo se rendeu ao show. Até um, dois meses atrás, o Estadão era o único dos grandes jornais apegados à objetividade jornalística. De repente, desandou de uma forma inédita, que vai contra toda sua história.

Confira o título da matéria:

Depois, leia a matéria (clique aqui). A irregularidade é que a CBF fez mais doações, no conjunto (não especificamente para Roseana), do que o limite de faturamento previsto em lei. E quem são os demais beneficiários? Um deles é Marconi Perillo, que assumiria o Senado em caso de demissão de José Sarney.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
14/07/2009 - 10:09

Os atos secretos do Senado

Da Folha

Sarney anula todos os atos secretos e abre polêmica

Oposição diz que decisão é tardia e pode ser inócua; para diretores da Casa, efeito é imediato

Peemedebista dizia não saber de boletins; as 663 medidas surgiram a partir de 1995, período em que ele presidiu a Casa três vezes

Joedson Alves/Folha Imagem

José Sarney deixa prédio do Congresso ao lado de assessores

ADRIANO CEOLIN
ANDREZA MATAIS
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em mais uma tentativa de dar resposta à crise que enfrenta com uma série de acusações desde que assumiu o Senado, o presidente José Sarney (PMDB-AP) surpreendeu ontem seus colegas e determinou a anulação dos 663 atos secretos da Casa.

O alcance da medida, que de todo modo poderá ser revista pela análise que uma comissão fará dos atos em até 30 dias, gerou polêmica. Enquanto a oposição dizia que ela chegou tarde e poderia ser inócua, diretores do Senado avaliavam que a decisão de Sarney teria efeito imediato, além de esquentar o debate entre senadores.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , ,
12/07/2009 - 09:44

O defensor de Sarney

Clique aqui.

Você lerá um artigo de Saulo Ramos – ex-consultor geral da República, ex-Ministro da Justiça do governo Sarney – publicado na Folha de hoje, seção Tendências e Debates, com direito a chamada de capa.

Lerá também artigo que escrevi em 1994, na própria Folha, relatando o que foi minha guerra com Sarney, no período pós-Cruzado e que custou minha cabeça do jornal, seis meses depois de ter conquistado o Prêmio Esso, em 1986, depois de um acordo do jornal com Saulo.

Voltei em 1991, a convite do Otavinho, depois de encerrado o governo Sarney e, pelo menos até 2004, gozei de plena liberdade em minha coluna.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política Tags: , , ,
03/07/2009 - 09:16

Sobre profissionais e amadores

O caso Sarney-Virgílio é um excelente exemplo para se comparar a sutileza dos profissionais (Sarney) com o amadorismo truculento dos amadores (Arthur Virgilio e seus padrinhos midiáticos).

Há uma situação concreta de hábitos e vícios arraigados no Congresso. Como faziam parte dos usos e costumes, todos se esbaldaram. Como a imprensa decidiu escandalizar seletivamente, seletivamente outros senadores poderiam entrar no imbróglio.

Quando o Estadão iniciou seus ataques seletivos contra Sarney, e Arthur Virgilio fez seus discurso “arrasa(-me) quarteirão” – sem o pronome, criação da Dora Kramer -, criou-se um quadro novo, com novos elementos que teriam que ser pesados pelos dois lados, para saber como agir. É aí que o craque se diferencia do perna-de-pau.

1. O lado do Virgilio usou a tática “arrasa(-me) quarteirão”, de ameaçar espalhar lama para todo lado.

2. Sarney avisou seus pares que a crise é da instituição, que todos praticavam o que, de repente, virou escândalo, mas que ele, Sarney, jamais cometeria a baixeza de sair atirando. Uma coisa é Sarney por cima; outra, é o que se pode esperar de um político humilhado no final da carreira.

A primeira hipótese – Sarney fora – significaria os escândalos na fila de espera. Depois de atingido o objetivo – almoçar Sarney – a mídia iria engolir outros de sobremesa. E os aliados de Sarney e os situacionistas tratariam de vazar os dados sobre o lado contrário.

A segunda hipótese – de Sarney ficando, e fortalecido – significaria instaurar o armistício até que as reformas sejam completadas. Uma possibilidade de interesse tão generalizado, que foi encampada pelo próprio presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

Ou seja, o grande campeão da moralidade, o homem do discurso “arrasa-quarteirão”, Arthur Virgilio, arrasou-se. Mas deixou uma promessa no ar, para os milhões de espectadores, leitores que o viram: vender patrimônio para ressarcir o Senado das despesas de tratamento de sua mãe.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,
01/07/2009 - 15:18

Saída de Sarney

Por Zeh

LN
Sarney desistiu. Vai renunciar. O PT do Senado está reunido para decidir uma posição, mas todo mundo já sabe: assim que o Lula chegar, Sarney comunica.

O PMDB continua na presidência com as seguintes opções:

1. Camata
2. Quintanilha
3. Garibaldi

Tião só sai candidato se for aclamado.

A fonte é séria, acabei de falar com um senador que está na reunião. Não vai ser dito que o Sarney vai sair por respeito ao Lula. vai ser um ato político.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Sem categoria Tags: , ,
01/07/2009 - 13:15

A ajuda de Virgilio a Sarney

Quem esteve hoje com José Sarney encontrou-o  mais tranquilo do que em outros dias, graças a dois aliados inesperados: Arthur Virgilio e o Estadão.

A estratégia contra Sarney consistia em levantar os escândalos do Senado e fulanizar, jogar tudo nas costas do presidente da Casa. Quando surgiram as primeiras informações dos atos secretos, o Estadão passou a vazar seletivamente apenas o que atingia Sarney. A ideia seria não ampliar as denúncias por uma razão simples: não sobraria um e, não sobrando, não haveria como convencer o Senado a depor seu presidente.

Já descrevi várias vezes essa estratégia da escandalização. Com a falta de regras claras, o jogo político brasileiro dá margem a toda sorte de denúncias. A cada temporada, os jornais escolhem na gôndola dos escândalos aquele que lhe interessa e manda bala.

Se o Estadão tivesse, de fato, interesse na apuração de desmandos, não deixaria passar em branco outros abusos, nem esse escândalo do Senado ser um grande cliente do IDP, empresa do presidente do STF. E Gilmar Mendes defender o Senado, inclusive atropelando suas prerrogativas constitucionais e investindo contra outros poderes.

Arthur Virgilio – o oposicionista que todo governista pediu a Deus – acabou desnudando e desmontando a estratégia. Quando subiu na tribuna para se vacinar contra seus próprios pecados, expôs toda a Casa. E o fantasma do dia seguinte passou a contar.

Em um primeiro momento, a ameaça surtiu efeito, ao colocar o DEM contra Sarney. Mas só no impulso. Hoje, a avaliação era outra. Acontece que todos os desmandos do Senado passam pela Primeira Secretaria – que historicamente tem sido comandada pelo DEM. Abrindo os atos secretos, todos serão atingidos – muito mais pela falta de regras explícitas (como no caso dos cartões corporativos do governo federal e de São Paulo) e pelos hábitos arraigados. Mas o DEM será mais atingido do que os demais.

Ao jogar barro no ventilador, Virgílio se sujou mais ainda – apesar da cobertura escandalosamente acrítica que seu discurso recebeu da mídia -, deixou o Senado mais vulnerável. Com isso erodiu a tática da fulanização empregada principalmente pelo Estadão.

Afinal, Sarney é. Mas quem não é? Agora, o senador se julga dono dos seus atos. Poderá escolher entre sair ou ficar, mas a decisão é dele. Mesmo porque, Marconi Perillo – o vice que a oposição quer emplacar – não chega a ser propriamente um varão de Plutarco.

Saída: começar a discutir o Senado a sério, implantar a reforma administrativa planejada pela FGV, colocar todos os atos do Senado na Internet. E, mais uma vez, comprovar o jogo de manipulação dos escândalos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: , , ,
01/07/2009 - 10:14

A biografia de Sarney

Minha colega e amiga Regina Echevereria está terminando a biografia de Sarney. Pontos que não poderão faltar:

1. O segundo decreto do Cruzado, através do qual o consultor geral Saulo Ramos pretendeu ressuscitar a indústria da concordata e das liquidações extrajudiciais.

2. O fim do BNH, uma queima clara de arquivos que resolveu o problema de sociedades de crédito imobiliário em liquidação.

3. O levantamento de liquidações extrajudiciais, como a da Delfim.

4. O golpe da importação de feijão que se tentou dar no Instituto de Resseguros do Brasil.

5. As concessões de TV, distribuídas a amigos e à mídia.

6. O dia em que Sarney entrou na Sala de Imprensa do Palácio para anunciar descoberta de petróleo na ilha de Marajó – justo no vencimento de uma das mais encarniçadas batalhas no mercado de opções.

7. A decisão de Mailson da Nóbrega de permitir a conversão de dívida externa brasileira em cruzados.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, História, Sem categoria Tags: ,
29/06/2009 - 17:50

Gilmar e Sarney

Do Blog do Leandro Fortes

O instituto de Gilmar Mendes também conseguiu empenhar verbas para contratos no Legislativo. O Senado Federal, sob a presidência de José Sarney (PMDB-MA-AP) empenhou, no primeiro semestre de 2009, 252 mil reais para contratos com o IDP. Apenas à guisa de curiosidade, leia-se o elogio feito por Mendes a Sarney, o Senhor dos Atos Secretos, há poucos dias: “Tenho o maior respeito pelo presidente Sarney. Temos um diálogo constante. Acho que é uma pessoa importante na história do Brasil, conduziu a transição democrática com grande habilidade.”

- Na Câmara dos Deputados, por meio do fundo rotativo da Casa, foram disponibilizados, no mesmo período, 28,5 mil reais reservados para o IDP.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,
29/06/2009 - 09:15

Continua o festival Zé Sarney

Continua o festival priápico de escândalos do Senado (clique aqui):

1. A Folha traz a momentosa revelação de que um ex-assessor de Sarney trabalhou na empresa do neto do… Sarney (furo igual só o de O Globo de ontem, que anunciou o segredo que permaneceu guardado por 15 anos: no lançamento do Plano Real foi encomendada à Casa da Moeda uma quantidade enorme de papel-moeda real. Novidade seria se fosse dobrão).

2. A mesma Folha fala dos favores a Arthur Virgilio. E diz que, o fato do denunciante ter sido denunciado amplia a crise de quem ele denunciou. Vá se entender.

3. O Estadão anuncia que Arthur Virgilio pronunciará novamente um duro discurso contra Agaciel Maia. Qual o motivo? Não pergunte para os leitores do Estadão, que eles não foram informados.

Vamos aos pontos que interessam.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
28/06/2009 - 14:19

A lógica monótona dos catões

De O Globo

Virgílio também teve funcionário fantasma

Ex-secretário recebia salário mesmo morando no exterior

Isabel Braga

BRASÍLIA. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), admitiu ontem ter mantido um funcionário fantasma em seu gabinete.

Carlos Alberto Nina Neto, que foi seu secretário particular, continuou recebendo salário da Casa quando foi morar no exterior. O senador reconhece o erro, mas afirma que o fato é usado pelo ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia para chantageálo. Nina Neto é filho de um amigo e assessor do tucano, Carlos Homero Vieira Nina.

A denúncia de que o tucano manteve um funcionário fantasma foi publicada pela revista “IstoÉ”. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) também teria uma funcionária fantasma no gabinete. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, Vânia Lins Uchôa Lopes foi contratada em abril de 2005, quando Renan Calheiros presidia o Senado.

Vânia está lotada no gabinete da presidência da Casa, mas não dá expediente lá. Ela é casada com um primo de Renan, Tito Uchôa. A assessoria de Sarney admitiu que há casos de assessores herdados de outras gestões, mas não se referiu diretamente ao nome de Vânia.

Senador diz que pedirá investigação sobre si mesmo Virgílio afirmou que vai abrir seu sigilo bancário e que entrará com uma representação no Conselho de Ética contra si próprio, para que sejam investigadas as denúncias, e contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e trabalhará na coleta de assinaturas para a CPI dos Atos Secretos.

- Cometo a idiotice de permitir que o filho de um grande amigo permaneça ligado ao meu gabinete por um tempo, uma imbecilidade, um gesto paternal equivocado. Agaciel queria que eu me calasse para ele continuar roubando o Senado. Vou pedir que o Conselho me investigue, não tenho nada a esconder – disse Virgílio.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política, Sem categoria Tags: , ,
17/06/2009 - 15:59

As denúncias contra Sarney

Confesso um profundo desânimo de escrever sobre os empregos dos familiares do presidente do Senado José Sarney.

Há três anos escrevi longamente sobre a venda da Cemar – Centrais Elétricas do Maranhão – para fundos de investimentos aliados a Fernando Sarney. A empresa estava sendo recuperada, por uma intervenção da ANEEL. O GP adquiriu o fundo simplesmente conseguindo que a Eletrobras renegociasse o passivo em boas condições. Um escândalo maiúsculo, sem a menor repercussão porque não havia interesse, naquele momento, em instrumentalizar a denúncia.

Meses atrás, quando estourou o caso Gautama, era evidente a ligação da empreiteira com a família Sarney. A mídia em geral atacou o governador Jackson Lago. Eu o defendi. Não saiu uma linha sobre Sarney. Depois, quando Sarney foi eleito presidente do Senado, desencavaram o tema por uma questão de conveniência política.

Quando começou o processo de cassação do Lago, fiz nova defesa aqui – ao lado de outros blogs independentes. O esquema Sarney em São Luiz espalhou que estava sendo financiado pelas verbas da Secretaria de Comunicação do Jackson Lago. Quando Roseana assumiu, escancarou as verbas e um valor imenso tinha sido aplicado, mas nos grandes veículos, visando reduzir as críticas. Não houve retificação das insinuações lançadas.

Tenho um largo histórico de conflitos com o esquema Sarney. Na verdade, desde o Plano Cruzado, quando o consultor geral Saulo Ramos, um grande espertalhão, editou um segundo decreto do Cruzado para permitir a sobrevida da indústria das liquidações extrajudiciais e das concordatas – das quais ele, como advogado, sempre fora grande beneficiário.

Acompanhei as estripulias do Edemar Cid Ferreira, protegido de Sarney, assim como as concessões distribuídas a Mathias Machline, Abril, Objetivo. Graças a Sarney ganhei um Prêmio Esso em 1987, denunciando-o, e fui rifado pela Folha pouco tempo depois e por razões bem sólidas, que garantiram a Sarney a gratidão do jornal e espaço vitalício como seu colunista.

Por tudo isso, considero Sarney o maior representante do que de mais atrasado existe na política nacional. Mas considero esse jogo de denúncias seletivas uma ampla manipulação. Usa-se a denúncia como ferramenta política apenas, jamais como instrumento de aprimoramento político.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: ,
16/05/2009 - 10:29

CPI: uma questão de negócios

Juntando as peças:

1. A constatação do professor Ronaldo Bicalho é definitiva. Aqui está a explicação para essa CPI sem pé nem cabeça:

Ao intento óbvio de se criar dificuldade para o governo Lula, soma-se a clara manobra de enfraquecer a posição da empresa na negociação do novo marco regulatório para o pré-sal.

2. Depois lembrem-se que quem está na outra ponta, tentando assumir a criação e o controle da Petrosal é o senador Edison Lobão, afilhado do presidente do Senado José Sarney.

3. Finalmente, analise o papel de Sarney nesse jogo. Ou dos grupos brasileiros que entraram nessa área de prospecção e têm ampla influência, especialmente sobre a mídia carioca. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios, Sem categoria Tags: , , ,
30/04/2009 - 09:54

Um ACM com verniz

Do Valor

Coronelismo globalizado

Maria Inês Nassif

Antonio Carlos Magalhães, o todo-poderoso oligarca baiano cujo reinado durou mais de 40 anos, até sua morte, em 2007, tinha um estilo duro, implacável: ofendia publicamente, gostava que seus inimigos soubessem que vinham dele as desgraças que os assolavam e mantinha quase o mesmo comportamento na política regional e na nacional – nos dois casos, ele era impulsionado por disputas claras de poder, onde não poupava nenhum esforço para vencer, e não escondia isso, não economizava em golpes contra desafetos e colecionava inimigos. O senador José Sarney (PMDB), ex-presidente da República, é um político nacional afável: não briga publicamente e tem mais amigos que inimigos. O que une ACM e Sarney, contudo, são os amigos certos na política nacional e o controle rígido sobre os seus quintais. Um era, outro é, a forma acabada do chefe de uma oligarquia regional. Sarney tem verniz; ACM, não tinha. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
05/03/2009 - 12:29

Coisas do Twitter

Do Twitter do senador José Sarney

Estou organizando a 1ª passeata virtual através deste Twitter, contra a corrupção e em prol da Democracia. Interessados entrem em contato.

Comentário

Comentaristas informam que se trata de um perfil falso do senador. Gozação da boa.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: ,
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