Não irei nem abrir a carta -palavra abaixo, quem quiser abra, mas se trata de apoio da OAB de SP ao Min Gilmar em nome dos advogados.
Se fosse para tomar partido na questão do bate boca, de como se deu a discussão, apoiaria o Min Joaquim, mas como tenho uma visão de forma globalizada e coletiva, meu apoio é ao STF e diria – “Gilmar desocupa a cadeira.”
Sendo assim, deixo esta bela notícia que não saiu na OAB de SP, Conjur, FSP, Globo,imprensa do (?)…STF.
Saiu no radar do Lauro Jardim esta semana, com interrogação fora de lugar, mas saiu :
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JUDICIÁRIO
Barbosa avalia o STF para o mundo
A Universidade de Heildelberg, da Alemanha, e o Instituto Max Planck estão promovendo um inventário mundial sobre supremas cortes. Para cada país foi escolhido um relator. Quem fará o capítulo brasileiro do estudo, que depois vai virar livro editado pela Universidade Oxford? Joaquim Barbosa.
O objetivo do projeto Cortes Constitucionais: Direitos Humanos e Desenvolvimento é avaliar a atuação – e o impacto das decisões dos juízes – nos campos social, econômico e político. Barbosa já enviou a parte brasileira.
Ontem, julgamento HC de diretor da Bombril na relatoria de JB :
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(..) No decorrer das investigações foi desvendado um esquema articulado de produção de documentação forjada e registro de falsas declarações, em especial junto ao Banco Central, viabilizando, assim, a ocultação da verdadeira finalidade das transferências internacionais realizadas para dentro e fora do território nacional,comprovadamente ilegítimas.
Verificou-se que só no período de 1996 a 2001 a referida empresa remeteu irregularmente para o exterior a quantia de R$ 2.223.948.230,28 (dois bilhões, duzentos e vinte e três milhões, novecentos e quarenta e oito mil, duzentos e trinta reais e vinte e oito centavos), o que foi qualificado pelo parquet federal como “a maior lavagem de dinheiro operada no Brasil, a partir de uma única empresa, agravada pela circunstância de haver se valido do nome prestigioso que possuía no mercado”.
Segundo a denúncia, o esquema se processava da seguinte forma: qualquer empresa que pretendesse enviar recursos ao exterior deveria fazer o depósito nas contas de algumas empresas de fachada, que repassavam para a Bombril S.A que, por sua vez, remetia o montante ao exterior sob o pretexto de ter adquirido títulos do tesouro dos Estados Unidos (T-bills) e outros títulos de emissão própria (BG Notes e BE Bonds). Ao que tudo indica, referida negociação com títulos nunca existiu, apenas foi criada para dar aparência de legitimidade ao fluxo de dinheiro. (…)
O advogado Renato Rocha disse que na segunda-feira (19) deverá ingressar na 4ª Vara Criminal de Campo Grande com pedido de revogação da prisão do empresário da área de software, o engenheiro Luiz Eduardo Auricchio Bottura, 31 anos.
Ele é tido como um dos mais conhecidos empresários da internet acusado de golpes e atolado em processos no País. Ele foi preso ontem pela manhã na cidade onde mora, Anaurilândia, a 371 quilômetros do Capital.
A ordem de prisão partiu do juiz Cleber Jose Corsatto Barbosa, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. “Não vamos pular instâncias. Primeiro vamos pedir a revogação da prisão para o juiz”.
Se a resposta for negativa, Rocha prepara o habeas corpus ao seu cliente que deverá ser pedido ao TJ (Tribunal de Justiça). Sobre o mérito da prisão por uso de documento falso, o advogado prefere a cautela. “Estamos trabalhando para reunir primeiro os documentos. O juiz determinou a prisão conforme a versão do Ministério Público”.
Segundo o delegado de Anaurilândia, Antônio Carlos Videira durante a prisão, Bottura disse que não sabia do processo e que considerava um absurdo a ordem judicial. O empresário foi trazido para Campo Grande, no Presídio de Trânsito, onde divide a cela com oito presos.
“Mesmo tendo nível superior ele divide o corró com outros oito presos. Prisão especial não existe no Brasil”, diz o advogado.
Do G1
Por Andre Almeida
Pelo visto o tal empresário tem muitos clientes satisfeitos por aí…
Olha o que eu achei no Youtube:
Foi postado em janeiro de 2007.
Por João Vergílio
O Rodrigo Cássio, comentador lá do Biscoito Fino, descobriu o blog do menino:
No dia seguinte ao bate-boca com Gilmar Mendes, o Ministro Joaquim Barbosa foi almoçar em um restaurante no Rio de Janeiro, onde recebeu o apoio de muitos dos presentes. O evento foi interpretado como um “passeio” populista de Barbosa.
Barbosa esteve no Rio para uma ida à 9ª Vara Federal Criminal, para tratar de detalhes acerca das oitivas a serem ali realizadas em maio – 30 testemunhas de defesa de acusados do Mensalão. Para não realizar as oitivas pessoalmente, Barbosa valeu-da chamada “Carta de Ordem” – uma espécie de carta precatória, pela qual ele delega a outro juiz a tarefa de tomar os depoimentos das pessoas. O tal “passeio carioca” consistiu apenas em um almoço frugal, a 2 quilômetros da Justiça Federal.
Assisti o reprise da sessão em sua integra, nesta madrugada.
O ataque incial foi do min Gilmar Mendes.
E pelo que percebi durante a sessão, começou um clima “geral” no julgamento anterior, quando o Min Direito trouxe à discussão a necessidade de se limitar e datar a entrada da tal figura amicus curie trazida pelo GM à corte.
No entender da maioria estava se banalizando por demais esta figura, que deveria apenas atuar como amigo do relator…e não da parte !
A maioria criticava e Gilmar falava e falava e vendo que poderia ser modificada algumas regras de que é partidário, tentou adiar a discussão para depois. JB contestou, pois todos estavam presentes e preocupados com esta figura que tem em muitas vezes atrapalhado o andamento normal, principalmente após a instrução.
A maioria apoiou o JB e GM não teve como não deixar que votassem.
GM foi voto vencido.
A sessão deve passar novamente hoje a noite. Quem tiver um tempinho assista.
“Vossa Excelência não está na rua: está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça brasileira. Vossa Excelência não está falando com seus capangas em Mato Grosso”.
BRASÍLIA – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca em sessão plenária durante um julgamento nesta quarta-feira. O ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente do STF de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”.
- Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país. Saía à rua ministro Gilmar – disse Joaquim Barbosa
- Estou na rua – respondeu Gilmar Mendes.
O ministro Joaquim Barbosa retrucou:
- Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça brasileira. Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso.
- Vossa excelência me respeite – disse Gilmar Mendes
Os ministros Marco Aurélio de Mello e Ayres Britto pediram para que a sessão fosse encerrada. O presidente do STF convocou coletiva para falar sobre o assunto.
Por Vera
A sessão do STF de hoje, com uma parte da discussão dos senhores ministros, já está no You Tube :
Pois é, acabo de ver a nota de apoio ao Presidente do STF. Por que não dão apoio a jornalistas, quando são ameaçados pelo mesmo Presidente? Por que não apresentam nota de repúdio quando ele enlameia o Judiciário, com suas declarações de baixo calão? Por que não o censuram quando ele confunde a postura do STF e do CNJ com o seu próprio? Por que não realizam reuniões a portas fechadas quando o boquirroto Ministro desrespeita outras autoridades? Eu escrevi mais cedo que o Supremo Tribunal Federal tinha a chance de se transformar em um Tribunal da Cidadania. Preferiu manter a fama de não ser um Tribunal, ser confraria. Nos dizeres do personagem de Jô Soares, como juristas, a posteridade lhes reservará o anonimato.
Por Almeida
A nota nada mais é do que abafar o que está ocorrendo e proteger o STF.
Correta a singeleza. Pois não se esqueçam que várias cortes estão atentas ao País. Nada tem com GM.
BRASÍLIA – Na reunião fechada com ministros do Supremo Tribunal Federal, logo após o bate-boca no plenário da Corte, o presidente da instituição, Gilmar Mendes, tentou convencer os demais ministros a aprovar uma nota de repúdio ao comportamento de Joaquim Barbosa. Dos oito presentes na reunião, três não aceitaram a proposta: Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Ayres Britto. Segundo um dos participantes da reunião, esses ministros disseram que só aceitariam assinar nota se não houvesse menção ao nome do colega Joaquim. O texto foi negociado na tentativa de reforçar a defesa instituicional do STF na figura do presidente da Corte, sem criticar diretamente Joaquim Barbosa.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.