25/11/2009 - 09:24
Obama escreveu a Lula sobre o Irã

O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou uma carta no domingo para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reiterando a posição americana sobre o programa nuclear do Irã, um dia antes de o presidente do Irã fazer sua primeira visita oficial ao Brasil, disse um assessor de Lula na terça-feira. Obama não critica explicitamente Lula por hospedar o presidente Mahmoud Ahmadinejad do Irã, implicando ao invés disso que esperava que Lula usasse a ocasião para expressar apoio aos esforços internacionais de forjar um compromisso sobre as ambições nucleares do Irã, de acordo com duas autoridades americanas. Na carta de três páginas, Obama reiterou seu apoio a uma proposta da Agência Internacional de Energia Atômica que tentaria orientar o Irã no desenvolver de energia nuclear para fins pacíficos e civis. O acordo proposto clama ao Irã exportar a maior parte do urânio enriquecido para processamento adicional, de forma que possa ser usado em um reator médico em Teerã. Até agora o Irã se recusou a aceitar a proposta. Na segunda-feira, Lula reiterou seu apoio ao direito do Irã de desenvolver sua tecnologia nuclear para uso na produção de energia, assim como o Brasil vem fazendo.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: Banco Mundial, Brasil, câmbio, dólar, EUA, exportações, FED, Irã, Japão, juros, PIB Reino Unido
24/11/2009 - 09:48
EUA vão anunciar meta para redução de emissões de carbono

Os EUA vão anunciar uma meta de redução das emissões de gases de efeito estufa antes da reunião do clima das Nações Unidas no próximo mês, de acordo com um funcionário da Casa Branca. O alvo deverá ficar em linha com os valores constantes da legislação antes (da aprovação) do Senado – uma redução de cerca de 17% a 20% em relação aos níveis de 2005 até 2020. A ausência de uma meta dos EUA tem sido amplamente vista como o único grande obstáculo a um acordo no encontro. O presidente Barack Obama ainda não decidiu se vai participar das conversações. No fim de semana, os anfitriões da conferência de Copenhague anunciaram que mais de 60 chefes de Estado e de Governo se comprometeram a participar das duas semanas de encontros de negociações.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional
Tags: agênci, agências de risco, Conferência do Clima, dívida soberana, dólar, EUA, FED, Fitch Ratings, Índia, Irã, Lula, México, Moody's, Oriente Médio
23/11/2009 - 09:29
Na Folha, o governador José Serra deixa de lado qualquer veleidade de analisar a diplomacia brasileira de forma mais ampla e endereça um duro ataque ao fato do país receber um integrante do “eixo do mal” e um governante que ignora o holocausto.
Serra é suficientemente preparado e pragmático para entender que a tática de aproximação com o Irã é uma maneira de tentar conter seu radicalismo, de manter as portas abertas com o Ocidente. Aliás, o próprio Barack Obama, em conversa com Lula, entendeu isso, segundo cobertura da própria mídia brasileira.
Qual a razão, então? Simples: ao lado de Delfim, Serra sempre foi o político mais apoiado pela colônia israelita, especialmente a que se reúne na poderosa sinagoga nas imediações da Consolação.
Há muito tema mais sofisticado para levantar, muita loa legítima que pode ser feita aos valores dos judeus. Um chamamento à paz no Oriente Médio, por exemplo. Um artigo objetivo sobre o direito de Israel à existência e uma defesa da coexistência com os palestinos. Mas o novo Serra continua em pânico quanto a qualquer dividida. Defender teses próximos aos judeus liberais poderia descontentar os conservadores. Defender teses dos conservadores, poderia descontentar os liberais.
Então, pau na visita do presidente do Irã, que contenta a todos, mesmo à custa do empobrecimento da análise política.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Irã, Israel, José Serra, judeu
23/11/2009 - 09:13
A cotovelada diplomática nos EUA

As ambições do Brasil de ser um jogador mais importante no cenário diplomático mundial estão batendo de frente com os esforços dos Estados Unidos e outras potências ocidentais para conter o programa iraniano de armas nucleares. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, agendou-se para receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na segunda-feira, em sua primeira visita oficial ao Brasil. A visita é parte de um esforço maior de Lula para percorrer o mundo aparentemente insolúvel da política do Oriente Médio, e se segue às visitas das últimas duas semanas do presidente de Israel, Shimon Peres, e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Mas a visita está atraindo críticas dos parlamentares e ex-diplomatas no Brasil e Estados Unidos, que dizem que isso pode minar os esforços ocidentais para pressionar o Irã sobre seu programa nuclear e, conseqüentemente, esfriar as relações do Brasil com os Estados Unidos e prejudicar a sua crescente reputação como poder global. Autoridades brasileiras dizem que o objetivo da visita é fortalecer os laços comerciais entre os dois países e ajudar a levar a paz ao Oriente Médio.
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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional, Sem categoria
Tags: crise econômica, Espanha, EUA, FED, Irã, Mahmoud Ahmadinejad, União Européia
26/09/2009 - 10:18
Lula decidiu assumir o papel de responsável por manter abertas as portas do Ocidente com o Irã. Assim como fez com Evo Morales, em particular cobra atitudes positivas do presidente do Irã – como admitir a existência do Holocausto. Em público, evita criticá-lo, justamente porque levaria ao fechamento da única porta de contato do Ocidente com o Irã. Não é preciso ser um especialista em diplomacia para entender sua lógica.
Esse papel do Brasil já foi admitido como relevante por governantes de grandes países ocidentais.
Vamos conferir como dois analistas da cena internacional avaliam essa estratégia de Lula. Um é um tal de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos; outro, é o Clóvis Rossi, maior especialista em política internacional do maior jornal do país.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia
Tags: Barack Obama, Clóvis Rossi, Irã, Lula
03/08/2009 - 09:17
Um artigo provocativo do Luiz Carlos Bresser-Pereira.
Ele constata que a religião pode ser ferramenta de construção de nacionalidade. Mas a conclusão é polêmica:
As nações que buscam sua autonomia podem aceitar por algum tempo que elites dependentes e corruptas associadas a interesses internacionais controlem seu Estado, mas mais cedo ou mais tarde surgirão grupos nacionalistas ou patrióticos que, para alcançarem a verdadeira independência nacional, empunharão armas e realizarão sua revolução nacional e capitalista.
Nem todo nacionalismo é modernizante; quase nenhuma religião é tolerante. Meu amigo Bresser – assim como eu, no meu “Os Cabeças de Planilha” – acredita na força mobilizadora do nacionalismo. Mas há um enorme leque de nacionalismo, aquele altivo, sem complexos, de defesa clara dos interesses nacionais, e o xenófobo, intolerante.
Da Folha
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Muçulmanos descobriram que a religião pode ser um grande instrumento para o surgimento de uma nação
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Irã, nacionalismo religisão, Paquistão
22/06/2009 - 09:31
Da Folha
Repressão violenta alimenta cisão entre líderes conservadores e reformistas, que pregam livre direito de manifestação
Em retrato de desavenças internas do regime, filha de ex-presidente que hoje apoia opositor Mousavi é detida após ir a protesto
Manifestante contra Mahmoud Ahmadinejad atira pedra em forças de segurança iranianas durante protesto no sábado em Teerã
Comentário
Proponho uma discussão desapaixonada sobre o Irã, que leve em conta os seguintes fatores:
1. Não procurar explicá-lo pela métrica da democracia ocidental, partindo do pressuposto que culturas externas não podem ser enfiadas goela abaixo de países.
2. Mas também não absolver o governo pelo argumento genérico de que as características fundamentalistas justificariam qualquer ato.
3. O grande tema a ser desenvolvido é a dinâmica das mudanças que estão ocorrendo no Irã, as propostas do governo e da oposição, os valores que estão por trás da resistência ao governo.
Que tal, sem abelhas nem zumbidos?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Sem categoria
Tags: Irã
14/06/2009 - 17:55
Por Marcus Netto
Nassif , sugiro que você aborde a pauta das Eleições Iranianas pois ela tem várias implicações futuras sobre o re-arranjo Geopolítico das forças mundiais , das alianças que o Brasil se decidiu nos últimos anos e a volta de uma atuação forte da Cia no Oriente Médio, agora com as ferramentas do Partido Democrata.
Empresário cheguei do Ira ontem. 10 dias em Teerã, Qom, Yazdi, Shiraz e Isfahan. Fui hóspede na casa de fornecedores que são da típica Classe Média e Alta Iraniana. Assisti aos debates de TV com eles. Em função da minha profissão visitei Indústrias onde perguntei livremente aos operários , Taxistas , pequenos comerciantes e populares nos Cafés destas Cidades. Todos quase sem exclusão declaram voto em Ahrmadinejad. Os empresarios é que financiaram a Oposição. É preciso reconhecer os fatos sem paixões.
Eu presenciei pessoalmente a Total LIberdade que a população tinha em se manifestar. Diariamente , após as orações da noite, por volta das 22:00 imensas massas de jovens , estudantes , a pé e de moticletas com até 4 pessoas (eu nuca havia vsisto quatro pessoas sem capecete em uma moto 125 ) faziam suas manifestações barulhentas em todas as CIdades que visitei. Sem nenhuma repressão. O que me chamou a atenção foi a caríssima campanha do Líder da Oposição M. Mousavi. Folhetos coloridos em tamamnho A4 e A3 eram distribuídos aos motoristas aos milheres , com gramatura elevada. Eu até trouxe para o Brasil um exemplar. Conversando com meus fornecedores , alguns empresários articulados politicamente e outros nem tanto , e eles se parecem muito influenciados pela cultura do intercâmbio comercial com o Ocidente e não dimensionaram a real origem da Crise Financeira que os afetou profundamente, isso associado a queda das receitas com o Petróleo . Eles culpam o governo atual que chamam de incompetente .
As eleições atuais se parecem muito com a última disputa entre o Lula e o Alckmim . No caso Iraniano a oposição cometeu o erro de achar que a opinião pública é compostas apenas pelos bem nascidos e a Classe Média. Pior do que isso , eles insultaram o Islã utilizando cores e símbolos que são inapropriados dentro do Islã.
Gostando ou não da Cultura Islâmica , todos com quem eu conversei no Irã , ricos e pobres declaravam-se muito satisfeitos com a religião. Faziam diariamente suas orações por opção . Havia críticas apenas alguns Mulás , os clérigos locais . O Irâ é muito mais liberal quanto as mulheres do que a Ditadura da Arábia Saudita e dos Emirados e muito menos corrupto que a Ditadura Mubarak no Egito. Até mesmo os detratores de Ahrmadinejad afirmaram que ele era um homem honesto.
Os Estados Unidos participaram ativamente no suporte a Opesição, através de recursos financeiros e de sua comunidade exilada em Washington DC , provenientes da era do Xá Pahlevi , muito ricos e alguns separatistas do Ahzebaijão que se refugiam em Great Falls Virginia.
A CIA já fez isso no passado com Mohamed Mousadegh e tentou novamente. Porém no mundo atual , parece que os pobres através do seu silêncio mas argúcia está sabendo dar as respostas necessárias as elites carcomidas do Mundo Velho.
Temos que reconhecer a Vitória Acachapante de Ahrmadinejad sem paixões mas com realismo.
Um abraço a todos
De Fora de Pauta, 14/06/2009, 16:00
14/06/2009 Aprovar | Spam | Excluir
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política
Tags: empresário brasileiro, Irã
05/06/2009 - 11:45
Em 2002, em pleno fervor patriótico que abriu espaço para os falcões de Bush, lembro-me de ter escrito sobre os movimentos do pêndulo. Haveria a radicalização, negócios seriam feitos, vidas seriam perdidas.
Mas a verdadeira luta contra o terror e as guerras somente se daria após o esgotamento desse ciclo. Simplesmente porque a única maneira de enfrentar a barbárie seria atuando sobre suas raízes: as injustiças contra os palestinos, simultaneamente ao reconhecimento do direito de Israel de ter segurança, a incompreensão em relação a outras culturas e religiões que não as Ocidentais, a cooperação ecumênica contra a miséria.
Enfim, tinha-se o terreno preparado para o aparecimento de um Estadista. Mas nem sempre estadistas estão à mão para aproveitar as circunstâncias oferecidas.
O discurso de Obama, aproximando-se do mundo muçulmano, oferece inúmeras possibilidades para a construção de um mundo novo, multipolar.
É importante historicamente, por dar um ponto final à era Bush e ao seu conceito de “eixo do mal” – que conseguiu impactar não apenas a diplomacia mundial mas abrir espaço para toda espécie de aleijão moral pudesse expor seus preconceitos, homofobias e desequilíbrios. Aliás, esse impacto indireto dos grandes discursos globais é pouco avaliado.
Depois, por ser um capítulo relevante em um momento em que a crise global divide o mundo entre os isolacionistas e os integradores. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Irã, muçulmanos, Obama
14/04/2009 - 10:22
Da Folha
Teerã saúda oferta para retomar conversas nucleares, congeladas desde ano passado; EUA elogiam “abertura” iraniana
Negociações, ainda sem data e local definidos, terão inédita participação da Casa Branca como interlocutor direto do governo iraniano
DA REDAÇÃO
O Irã se disse ontem disposto a retomar o diálogo sobre seu programa de enriquecimento de urânio, atendendo ao convite feito na última semana pelas cinco potências atômicas do Conselho de Segurança da ONU -EUA inclusive, em gesto inédito- mais a Alemanha.
Em anúncio na TV estatal, o principal negociador nuclear iraniano, Said Jalili, disse já ter comunicado a decisão ao chefe da diplomacia da União Europeia, Javier Solana, mediador entre Teerã e o chamado P5 +1.
Jalili saudou o “[novo] diálogo sob a ótica de uma cooperação construtiva” e pediu “compreensão correta de realidades e desdobramentos externos”.
Já a Casa Branca se disse satisfeita com a “abertura ao diálogo” demonstrada por Teerã.
Potências ocidentais acusam o Irã de pretender enriquecer urânio para abastecer bombas atômicas. Teerã insiste em que suas instalações nucleares servem apenas para produzir energia e negocia uma solução que lhe permita continuar enriquecendo urânio -o que tem direito a fazer sob o Tratado de Não Proliferação Nuclear, desde que em cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: acordo atômico, IEA, Irã
20/03/2009 - 17:59
Por mcn
Nassif,
Os 2 destaques internacionais, no dia de hoje, vão para o Obama:
1. A mensagem em vídeo para o presidente do Irã, com legendas em persa, convidando-o ao diálogo. Da Folha (clique aqui).
2. A agenda de aproximação com a Venezuela, com a mediação do Brasil, a partir do encontro com Lula, na análise do Alon Feuerwerker. Clique aqui
São sinais de uma agenda positiva, não belicosa, buscando resultados pragmáticos positivos para os lados envolvidos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Irã, Obama, Venezuela
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