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29/10/2009 - 13:48

BC e a política cambial

Do Valor

BC muda política de atuação no câmbio

Luiz Sérgio Guimarães

O Banco Central alterou sua forma de intervenção no mercado de câmbio. A política de retirada de moeda superior ao excedente diário do fluxo foi substituída por aquisição de volume inferior ao superávit. Essa alteração desestimula a formação de posições “vendidas” à vista por parte dos bancos.

A essas posições eram atribuídas as pressões destinadas a derrubar a cotação do dólar, pois o movimento contínuo de desvalorização da moeda americana era essencial para a geração de ganho. Essas pressões foram estancadas. Os bancos estão agora “comprados” à vista. Até o dia 9 deste mês, estavam “vendidos” à vista em US$ 4,934 bilhões. Pelo dado oficial relativo ao dia 23, estão agora “comprados” em US$ 3,05 bilhões. Essa inversão de posições, favorecida pelo espetacular ingresso de capitais estrangeiros às vésperas do início da cobrança do IOF, e o cenário externo ruim provocaram uma reviravolta na tendência do dólar. A moeda fechou ontem em alta de 0,92%, cotada a R$ 1,7550. Nesta semana, o dólar já subiu 2,45%.

O IOF não pode ser responsabilizado integralmente pela arrancada recente do dólar. Embora a média diária de ingresso de dólares para operações financeiras tenha caído 73% após o início da taxação, na semana passada o fluxo cambial foi positivo em US$ 2,353 bilhões.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
29/10/2009 - 09:30

O IOF ainda é insuficiente

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 29/10/2009

Um dos principais objetivos da cobrança do IOF de 2% sobre o investidor estrangeiro é conter o ritmo de valorização do real. Contudo, os fundamentos da economia devem fazer com que a medida não tenha o efeito esperado, reduzindo seu escopo de influência ao longo do tempo, segundo levantou Tatiane Correa, da Agência Dinheiro Vivo.

Isso pode ser visto na bolsa de valores. Embora os estrangeiros tenham retirado do mercado R$ 1,3 bilhão no dia seguinte ao anúncio da medida, já começaram a voltar e a afetar o desempenho da bolsa e do câmbio.

Segundo analistas de mercado, a cobrança pode ter impacto no curtíssimo prazo, não no médio e longo prazo.

Uma apreciação cambial de 4 centavos já compensa os 2% de IOF impostos pelo governo. Além disso, há um conjunto de expedientes a ser adotado por quem pretender contornar o imposto.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , , , ,
27/10/2009 - 08:14

Para enfrentar a bolha especulativa

Há dois movimentos explicando essa imensa euforia com o Brasil.

O primeiro, baseado nos fundamentos da econonomia, na constatação de que o Brasil foi o primeiro país a sair da crise.

Em cima desse movimento, há um segundo, que é o de manada, a bolha de capitais especulativos inflando a Bolsa de Valores e rebaixando o câmbio.

É um movimento óbvio, percebido até pelos pais da ortodoxia neoliberal dos anos 90 – como John Williamson, no artigo abaixo, homem que escreveu os mandamentos do “consenso de Washington”. Por aqui, diretores do Banco Central agem irresponsavelmente, com entrevistas em off, visando alimentar essa bolha.

A decisão da Fazenda – de impor o IOF – está sendo defendida por todos os analistas e jornais sérios de outros países. A autoridade reguladora brasileira joga contra. E o presidente do BC, Henrique Meirelles, mostra que é e sempre foi conduzido por sua tropa.

FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais

Da Folha

Mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária sobre capital estrangeiro, e discutir o IOF sobre remessas sinalizaria que o Fundo pode facilitar essa mudança

ARVIND SUBRAMANIAN

JOHN WILLIAMSON

DO “FINANCIAL TIMES”

A ação brasileira ao impor um tributo sobre certas formas de fluxo de capital estrangeiro, a fim de controlar a alta da moeda do país, tem grande importância, prática e simbólica.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , , ,
27/10/2009 - 07:54

A casa da Mãe Joana do Banco Central

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 27/10/2009

No final do ano passado, em pleno burburinho da crise, um diretor do Banco Central deu uma entrevista em “off” alertando que, se a Fazenda decidisse tomar qualquer medida para conter fluxos de capital, a diretoria do banco se demitiria em bloco.

Na ocasião, sugeri que a Polícia Federal abrisse um inquérito e processasse o irresponsável que se escondia atrás do sigilo de fonte para cometer essas irresponsabilidades.

O BC atua em área de alta sensibilidade a notícias e a boatos. Exige de seus diretores maturidade, responsabilidade, espírito público. Mas não ocorre. A extrema auto-suficiência do banco acabou consolidando em sucessivos diretores a idéia de que só devem prestar contas ao mercado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , ,
23/10/2009 - 09:03

O câmbio e o Banco Central

Da Folha

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

Ainda a questão do real valorizado

Finalmente o governo agiu para tentar estancar, ou ao menos reduzir, a queda do dólar em relação ao real

VOLTO MAIS uma vez à questão da valorização do real. Finalmente o governo resolveu agir para tentar estancar -ou pelo menos reduzir- a queda do dólar em relação à nossa moeda. O leitor da Folha já conhece meu pensamento em relação a esse assunto. Discordo dos analistas que não consideram isso um problema e me preocupo muito com o fortalecimento do real. Principalmente enquanto durar a posição atual da China em relação à sua moeda e a política monetária do Federal Reserve nos Estados Unidos.

Portanto parece-me correta a posição do ministro Guido Mantega de tentar interferir na formação da taxa de câmbio. Vivemos um período em que as autoridades de economias importantes estão atuando nos mercados de câmbio. O yuan chinês, mantido artificialmente constante em relação ao dólar, é, de longe, o fator externo mais relevante por trás da valorização do real e de outras moedas de países emergentes.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , , , ,
22/10/2009 - 09:05

O IOF e o jogo de interesses

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 22/10/2009

A cobertura da mídia sobre a taxação de capital externo com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) permite um bom exercício sobre a arte de defender interesses específicos.

Quase toda medida econômica tem fatores pró e fatores contra. Por exemplo, aumentar juros para combater a inflação tem o pró – de combater a inflação – tem o contra – de encarecer a dívida pública e reduzir o crescimento. O que define se a medida é boa ou não é avaliar se, de fato, é imprescindível para conter a inflação ou, mesmo, se a inflação é uma ameaça real ou fictícia.

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21/10/2009 - 07:00

A estatização do Banco Central

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , ,
20/10/2009 - 19:53

IOF sobre investimentos externos

Testando nova forma de apresentar a planilha. Depois, vejam como fica melhor:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags: , ,
20/10/2009 - 07:00

O IOF no capital externo

Do Portal Luís Nassif


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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: ,
07/08/2009 - 08:49

As propostas para o câmbio

Por Túlio Carvalho

Era isto que ia perguntar: qual é alternativa? Taxar a entrada de câmbio proporcionalmente ao tempo de estadia? E o controle de tempo, que pode fazer?

Nassif, por favor, seja mais claro na proposta. Do diagnóstico, das comparações com a Coréia e Japão já estamos cientes.

Comentário

Vamos aos pontos centrais.

O câmbio é um dos preços fundamentais da economia. Precisa ser previsível, adequado ao grau de competitividade da economia. É elemento essencial para as decisões de investimento das empresas e têm impacto direto sobre nível de atividade, de emprego e de arrecadação. Cada produto brasileiro substituído por importado gera desemprego e queda de atividade.

Não se pode ter um câmbio que sufoque a produção nacional, assim como não se pode ter um câmbio que elimine a competição externa.

Há diversas maneiras de controlar o câmbio:

1. IOF ou qualquer outro imposto sobre a entrada de capitais. Quanto menor o prazo de permanência, maior será o impacto sobre a rentabilidade do capital. Já existe o IOF. É só aumentar as alíquotas.

2. Tempo de permanência. Condicionar a entrada de capitais a um tempo mínimo de permanência.

3. Definição de bandas cambiais. A partir de determinado nível do dólar, o Banco Central adquire, impedindo sua desvalorização.

Não existe mistério no controle dos capitais. A receita é conhecida. É possível apresentar contraindicações para qualquer uma delas. Um leitor, no post abaixo, diz que o controle do câmbio acaba levando a uma explosão futura. Ora, ele está falando em controle do câmbio com apreciação cambial – como ocorreu com o Real – provocando desequilíbrio nas contas externas. Outra ressalva é que vai se colocar nas mãos de burocratas a decisão sobre o melhor nível da taxa de câmbio. Ora, em qualquer país do mundo, é função precípua do Banco Central e da Fazenda essa definição – assim como fazem com a política monetária.

No quadro atual, o câmbio está ao sabor dos ventos do mercado internacional. Se os fundos hedge se reorganizam e decidem voltar a especular em países emergentes, o real se aprecia. Se entram em pânico e saem correndo, o real se desvaloriza. Se percebem um movimento de alta do real, entram correndo para ganhar com a apreciação. Quando percebem que bateu no limite, saem em debandada, provocando nova desvalorização.

Ora, que economia do mundo consegue se planejar (não digo o planejamento do Estado, mas do setor privado) sem um mínimo de previsibilidade sobre o preço futuro da sua moeda?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , ,
04/08/2009 - 09:06

O imposto regulador do câmbio

Por João Gondim

Nassif,

Veja proposta de imposto regulador do câmbio no artigo:

IMPOSTO ESTABILIZADOR DA TAXA DE CÂMBIO

João Luis Brasil Gondim*

Brasília, janeiro de 2009.

Este artigo propõe a criação de um mecanismo fiscal cujo objetivo
é a redução da volatilidade da taxa câmbio. O IOF-Câmbio
funciona através da tributação (débito de imposto) de operações de
câmbio divergentes (que contribuem para afastar a cotação de sua
tendência de longo prazo) e do crédito de imposto para operações
convergentes. No caso das depreciações abruptas, causadas por
choques internos e externos, o IOF-Câmbio estimula a entrada de
capital e tributa a saída. Em tempos de “normalidade” econômica,
quando o diferencial de juros brasileiro atrai capital em abundância
e causa uma apreciação excessiva do real, o IOF-Câmbio estimula
a saída de capital e tributa a entrada. A parte final do artigo
apresenta as vantagens do IOF-Câmbio em relação a alternativas
como: controle de capitais, controle do câmbio e Taxa Tobin.

texto_imposto_estabilizador_da_taxa_de_cambio

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
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