A UFMG e a fábrica de nanotecnologia
O Instituto de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) praticamente foi o pioneiro do estudo da nanotecnologia no Brasil.
Sob o comando de Marcos Pimenta, há uma equipe de cem pesquisadores com renome internacional. Não bastasse o fato de ser belo violonista de choro e sobrinho do grande Aluizio Pimenta, Marcos tornou-se referência mundial no assunto.
Recetemente, o Blog divulgou dados de pesquisa sobre cimento, da equipe do Marcos.
Bom, com o pré-sal a nanotecnologia ganha relevância ainda maior. Será montada uma fábrica para equipamentos especiais, visando a exploração em águas profundas, toda baseada em nanotecnologia.
Ocorre que há movimentos fortes junto à Petrobras e ao Inmetro para que a fábrica fique no Rio de Janeiro.
O Rio já receberá a maior parte do investimento do pré-sal. Portanto, a fábrica de nanotecnologia não fará gde diferença para o estado.
A Petrobras já possui convênios com universidades relevantes. Com o Coppe, conseguiu desenvolver grupos de excelência mundial em águas profundas.
Minas e a UFMG merecem que essa fábrica fique no estado e que a parceria da Petrobras com a Universidade ajude a impulsionar uma área de ponta, onde o país terá todas as condições de desenvolver sua própria tecnologia.
Mas se a mineirada não começar a se movimentar, perderão o jogo.
Aliás, uma bela oportunidade para a Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff reafimar sua mineiridade.
Autor: luisnassif - Categoria(s): C&T, Universidade Tags: Instituto de Física, Marcos Pimenta, nanotecnologia. UFMG
