29/10/2009 - 13:51
Por Carlos
Sobra a Nova Luz, eu não sei, mas como li uma menção ao São Vito num dos comentários, vou pegar o gancho.
Quem anda pela cidade deve estar percebendo que estão construindo dezenas de novos “São Vitos” pelos bairros. São blocos com prédios de cerca de 25 andares, 4 apartamentos por andar. O que estão fazendo ali na Barra Funda é um absurdo. São condomínios com 3 ou 4 blocos mais ou menos nestas “medidas”; no meu bairro já estão em pé, aguardando acabamento, 2 blocos destes. São 200 apartamentos, 200 famílias amontoadas num espaço onde antes havia uma indústria.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Arquitetura, Cidades, Gestão
Tags: construção, Habitação, imóvel, infraestrutura
29/08/2009 - 10:21
Ontem passei o dia todo em almoços e outros trabalhos. E acabei não desenvolvendo o tema dos fundos de investimento em infraestrutura a serem tocados com recursos do FGTS. O dono da conta poderá optar por sacar e investir nesses fundos.
Se bem feito, através de uma estrutura de gestores profissionais, seguindo as regras de transparência do mercado de capitais, poderá ser um marco na história do moderno capitalismo social brasileiro.
Ao lado de alguns amigos, batalho por essa proposta desde os tempos de Fernando Collor – o “plano K”, como se recordam os leitores mais velhos. Tentei em vão convencer meus amigos ligados ao governo FHC, mas a privatização já tinha cartas marcadas e não avançou.
Depois, a ideia do encontro de contas foi apresentada a Luiz Gushiken, logo que Lula foi eleito, devido ao fato de ele ser um especialista em questões previdenciárias. Mas nada avançou.
Assim que voltar da missão de levar as menininhas na ONG de cachorros abandonados, trarei mais dados para as discussões.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Logística
Tags: FGTS, infraestrutura
17/08/2009 - 08:32
Em meu livro “Os Cabeças de Planilha” – escrito três anos atrás -, montei uma analogia com o período anterior e posterior a 1929. Através dessa analogia, foi possível prever a crise e avançar em hipóteses sobre o pós-crise para o Brasil.
Um dos pontos centrais seria o do redirecionamento da poupança. Grupos que ganharam muito no período financista, encerrado o ciclo se voltariam para a economia real, especialmente para as oportunidades abertas pela infraestrutura. E esse movimento ajudaria a consolidar um período excepcional de crescimento – como ocorreu nos anos 30, fincando as bases para o salto das décadas posteriores.
Outro ponto relevante, pouco percebido pelos cabeções, são as possibilidades abertas pela escassez de obras de infraestrutura. Essa escassez sempre foi apontada como obstáculo ao desenvolvimento do país.
As relações de causalidade são diversas daquelas apontadas pelos cabeções. Eles dizem que sem infra não há desenvolvimento. No mundo real, o desenvolvimento sem infraestrutura aumenta a atratividade do setor. O setor passa a ser procurado por investimentos que ajudam a movimentar a economia – compra de máquinas e equipamentos, aumento do emprego, aumento da arrecadação etc.
Ontem o Estadão deu boa matéria do Davi Friedlander, sobre a nova fase da Camargo Correa, anunciando a venda de suas participações acionárias em grandes grupos, para acumular recursos para investir pesadamente em infraestrutura.
Clique aqui para ler.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: Camargo Correa, infraestrutura, investimentos
17/04/2009 - 09:59
Atualizado
Em cima de estudos sobre as necessidades de investimento em infraestrutura no Brasil, o diretor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende – no relatório final do Fórum Econômico Mundial – considerou os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) insuficientes para bancar o crescimento da economia. No máximo, servirão para manter.
De acordo com matéria do Valor (clique aqui), ele tomou por base plano nacional de logística da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e o estudo dos sistemas de energia dos Estados Unidos, China, Austrália e Canadá, países de grandes dimensões como o Brasil.
Os números são pesados:
• Distribuição de energia, US$ 10 bilhões de investimento até 2010, contra US$ 5,6 bi previstos no PAC
• Rodovias, US$ 25 bilhões até o ano que vem. No PAC, previsão de US$ 14 bilhões.
• Setor portuário, US$ 15 bilhões, contra US$ 5 bi previstos no PAC.
Conclusão: “Se, em cinco anos, o Brasil crescer de 4% a 5%, vai sofrer um apagão logístico”;
Enquanto isto, os cabeções sugerindo aumento de juros e aumento do superávit fiscal. De qualquer modo, o governo terá que acelerar o modelo de captação de investimentos privados e de concessões para complementar os investimentos com recursos privados.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRObSgoQmOW2nosk
Por Alexandre Leite
Nassif,
dê uma olhada na resposta que o especialista em Logística José Augusto Valente deu em seu blog:
PAC é alvo de críticas no relatório da organização – os erros desse relatório
http://logisticaetransportes.blogspot.com/2009/04/pac-e-alvo-de-criticas-no-relatorio-da.html
Nenhum especialista em logística e transportes se baseará no Plano de Logística da CNT e nas analogias com outros países. Quem faz isso é exatamente o não especialista. O verdadeiro especialista procurará estudos científicos do governo ou nas Universidades, feitos com base em dados objetivos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: infraestrutura, PAC
02/02/2009 - 09:00
A crise levou o governo chinês a dispor de suas reservas para um programa gigantesco de investimentos públicos. Além de segurar a recessão chinesa, poderá acelerar a modernização do país de forma inédita, um autêntico salto de 50 anos em 5.
Confira a análise de Keith Bladsher, do New York Times, publicada no Estadão:
O caminho para o avanço da China
Keith Bradsher *, The New York Times
Num esforço para conter os efeitos domésticos da recessão global, a China está começando a gastar centenas de bilhões de dólares em novas rodovias, ferrovias e outros projetos de infraestrutura. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo
Tags: China, infraestrutura