15/10/2009 - 13:35
Por Rui Daher
É um assunto complexo. Em muitos artigos de minha coluna semanal no TERRA MAGAZINE (clique aqui), tenho defendido a importância e os incentivos à agricultura familiar contra a sanha das CNA, SRB, bancada ruralista, etc.
Boa parte dos incentivos está centrada no MDA (Desenvolvimento Agrário) com resultados positivos. Assim como é óbvio que a referida pesquisa do IBOPE é meia-boca e oportunista diante de importantes decisões iminentes – Reforma do Código Florestal, Índices de Produtividade – e de alopradas intervenções do MST, também é verdade que a situação dos assentamentos não é muito diferente do que concluiu a pesquisa.
O próprio Gustavo reconhece e justifica isso. Erra, no entanto, ao sugerir comprovação através do Censo Agropecuário 2006, do IBGE, embora este sim seja um trabalho sério e conclusivo.
Erra porque a situação dos assentamentos é completamente diferente daquela das pequenas propriedades agrupadas na rubrica “agricultura familiar”. E, no Censo, o IBGE juntou as duas, o que fez confundir um segmento produtivo – embora também desassistido – com um precário e de características bem diferentes.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais
Tags: IBGE, IBOPE, INCRA, MST, reforma agrária
14/10/2009 - 09:50
Por Antonio Cesar
Nassif,
Outra esparrela do IBOPE? (pesquisa sobre produtividade nos assentamentos agrícolas)
Clique aqui.
Minhas dúvidas são:
Desde quando o IBope tëm Know-How para fazer este tipo de pesquisa? O IBGE levou décadas para montar um estrutura de coleta de dados confiável e o Ibope consegue isto do dia pra noite?
A pesquisa foi feita dos dias 12 a 18 de setembro (!?!?). Em seis dias o Ibope conseguiu percorrer todos os assentamentos do País para observar in loco a falta de produção?
A pesquisa foi feita por amostragem? Como se consegue uma amostra minimamente confiável num caso destes?
Por Vinicius
O grande problema é o Ministerio de Desenvolvimento Agrário nao ter nenhuma pesquisa para confrontar os dados.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Agricultura
Tags: assentamento, IBGE, IBOPE, produtividade
18/09/2009 - 10:25
Por Fernando Paternost
Gostaria de dar uma opnião positiva a respeito do IBGE.
Trabalhando em um projeto há uns 10 anos tive a oportunidade de ter acesso ao escritório local do IBGE, no interior de Goiás. Para minha surpresa fiquei sabendo da boca do próprio funcionário do IBGE que eles (IBGE) e os Correios eram as 2 únicas intituições presentes em 100% dos municípios brasileiros.
Me espantou porque eles têm funcionários que trabalham tanto na área cartográfica (o “g” de IBGE) quanto na área estatística (o “e” de IBGE).
Os dados do IBGE tendem a ser muito seguros. Eles fazem regularmente o censo a cada 10 anos e uma recontagem amostral no meio desse intervalo.
Então em princípio não há mal algum em seguir a amostragem populacional dos locais (o que eu acredito que os intitutos de pesquisa já devem fazer). De qualquer forma as ponderações estatíticas de uma pesquisa podem ser muito diferentes visto que população votante no município não significa exatamente a população residente.
Comentário
Vale a pena reconstituirmos a história exemplar do IBGE, a importância de seu fundador, Isaac Kerstenetzky. No começo dos anos 80 visitei os EUA, a convite do Departamento de Estado. Pedi para conhecer Leontieff, o economista que montara a matriz insumo-produto. Ele me perguntou: “E como é que vai aquele, menino, o Issac”?
Naqueles tempos, o IBGE já constituíra reputação internacional de seriedade.
No governo Collor houve quase um desmanche, com a atuação tresloucada de João Santana como Ministro da Administração – talvez a maior loucura de Collor.
Que tal recuperarmos essa história do IBGE?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: IBGE, Isaac Kerstenetzky
18/09/2009 - 06:07
Por Daniel Menezes
Caro Nassif,
Provavelmente você deve estar sabendo na mudança proposta sobre a metodologia das pesquisas eleitorais. O senador MArcelo Crivela propos a normatização da composição da amostra, vinculando a sua formulação ao universo pesquisado pelo Censo do IBGE.
Todo mundo aplaudiu. No entanto, vamos com mais calma. A intenção do projeto é boa. Porém, a proposta deve ser pensada de um modo um pouquinho mais equacionada. O IBGE, se não me falhe a memória, teve seu último censo produzido em 2000.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: IBGE, pesquisas eleitorais
08/09/2009 - 09:35
Por Marcos Doniseti
Nassif, o nível de emprego na indústria brasileira subiu 0,4% em Julho ante Junho.
Notícia:
Do Estadão
Segundo o IBGE, o emprego na indústria registrou alta de 0,4% ante junho; no ano, queda é de 5,4%
Jacqueline Farid, da Agência Estado
RIO – O emprego industrial subiu 0,4% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo divulgou nesta terça-feira, 8, o IBGE. O resultado positivo interrompe uma sequência de nove quedas consecutivas na ocupação no setor nessa base de comparação, segundo destacaram os técnicos do instituto no documento de divulgação.
Na comparação com julho do ano passado, porém, o emprego na indústria caiu 7,0%, o pior resultado na comparação com igual mês de ano anterior apurado pelo IBGE desde o início da série histórica da pesquisa, em 2001. No ano, o emprego na indústria acumula queda de 5,4% e em 12 meses, recuo de 2,7%.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: emprego industrial, IBGE
13/08/2009 - 10:02
Por Roberto São Paulo/SP
Em junho, vendas do varejo crescem 1,7%. Receita tem alta de 2,1%
IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 13 de agosto de 2009
O volume de vendas do comércio varejista acelerou em junho, quando cresceu 1,7%. Já a receita nominal apresentou alta de 2,1%.
As taxas refletem a comparação com maio, na série com ajuste sazonal.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: comércio, IBGE
04/08/2009 - 09:49
Hoje, O Globo comemora em manchete de capa: “Indústria brasileira tem a maior queda em 34 anos”
Depois, no texto da capa diz o seguinte:
“Apesar da redução do IPI e da retomada de crédito, a produção de veículos caiu 23,6% no semestre”.
Aí, vai se conferir a matéria do Estadão, em cima dos dados do IBGE.
Venda de veículos cai 4,9% em julho
Apesar da queda em relação ao recorde de junho, montadoras apresentaram em julho o segundo melhor resultado do ano e terceiro melhor da história
Cleide Silva
As vendas de veículos novos no mês passado caíram 4,9% em relação ao resultado recorde de junho, mas ainda assim foi o segundo melhor mês do ano e o terceiro da história, com 285,4 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus vendidos no País. Além de junho, que atingiu 300,2 mil veículos comercializados, o resultado perde para o de julho de 2008, com 288,1 mil veículos licenciados. No ano, as montadoras acumulam vendas de 1,735 milhão de unidades, 2,35% mais que em igual período do ano passado.
O que mede o desempenho da economia em determinado período são as vendas. O fato da produção não ter aumentado se explica pela existência de estoques elevados no pós-crise, que precisaram ser desovados, condição necessária para a retomada da produção.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: 1o semestre 2009, IBGE, indústria, indústria automobilística, produção, vendas
24/07/2009 - 10:23
Por Roberto São Paulo/SP
IPCA-15 de julho fica em 0,22%
24 de julho de 2009, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho ficou em 0,22%, bem abaixo do resultado de 0,38% de junho. Nos últimos doze meses, a taxa acumulada de 4,47 % ficou abaixo dos doze meses imediatamente anteriores: 4,89%. Em julho de 2008, o IPCA-15 foi 0,63%.
O IPCA-15 de 0,22%, referente ao mês de julho, ficou 0,16 ponto percentual abaixo do resultado de junho, 0,38%. Com resultado mais baixo, o grupo Alimentação e Bebidas, que passou de 0,70% para 0,33%, contribuiu com 0,07 ponto percentual no resultado do mês. Já o grupo Habitação (de 0,34% para 0,66%), com resultado maior em julho, contribuiu com 0,09 ponto. Os dois grupos juntos representaram 72% do IPCA-15.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: IBGE, inflação, IPCA
14/07/2009 - 10:40
Do Guia Financeiro
Receita nominal sobe no mesmo patamar, indica pesquisa
O volume de vendas do comércio varejista apresentou crescimento de 0,8% em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revertendo dois meses consecutivos de queda. A receita nominal também avançou 0,8% no período. Ambos os dados são da série com ajuste sazonal.
No comparativo com o mesmo período do ano passado, o volume de vendas e a receita nominal do varejo subiram 4,0% e 8,9%. O acumulado anual revela que tais indicadores subiram 4,4% e 10,3%; enquanto o resultado nos últimos doze meses mostra que o volume de vendas e receita acumularam 6,5% e 12,7%, respectivamente.
De acordo com o levantamento, o comércio varejista ampliado apresentou crescimentos superiores ao comércio varejista, chegando a 3,7% para o volume de vendas e 4,4% para a receita. Os números foram afetados pela expansão das vendas de veículos e de material de construção. Em comparação com maio de 2008, o volume de vendas do setor registrou aumento de 3,3%, e de 4,9% na receita nominal. Nos cinco primeiros meses do ano e nos últimos doze meses, as taxas foram de 2,7% e 5,3%, para o volume de vendas, e 5,1% e 9,5%, para a receita nominal.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: IBGE, junho, maio, varejo, vendas
13/07/2009 - 08:00
Do Último Segundo
Embora haja sinais de que a economia já tenha batido no fundo do poço, a situação do emprego ainda não é confortável.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na sexta, indicam em maio a oitava queda consecutiva do emprego, em relação ao mês anterior. E a sexta queda consecutiva em relação ao mesmo mês do ano anterior – aí facilmente explicável, já que a crise que eclodiu em setembro mudou o patamar da economia. Apenas a partir de outubro, os indicadores anuais serão positivos em relação ao ano anterior.
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No acumulado do ano, houve queda de 4,7% no número de empregos. Como em abril o acumulado havia sido de -4,4%, significa que prossegue o aumento do desemprego.
O acumulado dos últimos 12 meses apresenta um quadro melhor. Houve queda de -1,1%. O que significa que se está quase voltando ao período pré-bolha de 2008. Como se recorda, antes da eclosão da crise, houve um período anormal de economia aquecida, em função de movimentos especulativos globais. Agora, vai-se voltando ao normal.
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De qualquer modo, o recuo do emprego da indústria – de 0,5% em relação a abril – significa uma desaceleração do ritmo de queda do emprego.
É interessante a comparação com maio de 2008. Naquele mês, a economia mundial bombava e bombavam os setores ligados a commodities agrícolas e minerais – justamente os mais afetados, depois de setembro, com o fim da bolha especulativa.
Comparando maio de 2009 com 2009, a queda atingiu 14 estados e 17 dos 18 setores pesquisados.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia
Tags: emprego, IBGE
06/07/2009 - 19:45
No gráfico, os efeitos da crise mundial sobre os diversos estados, de acordo com dados do IBGE trabalhados pelo IEDI. Compara-se produção industrial de maio de 2009 em relação a maio de 2008.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: IBGE, IEDI, maio 2009, produção industrial
09/06/2009 - 09:33
Do IBGE
PIB tem redução de 0,8% no 1º trimestre de 2009, em relação ao 4º trimestre de 2008 na série com ajuste sazonal
Ainda na comparação do primeiro trimestre de 2009 com o último de 2008, na série com ajuste sazonal1, a maior redução ocorreu na indústria (-3,1%), seguida pela agropecuária (-0,5%), enquanto os serviços apresentaram elevação de 0,8%.
Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o PIB teve queda de 1,8%. O valor adicionado a preços básicos reduziu-se 1,5%; e os impostos sobre produtos apresentaram retração de 3,3%.
Na taxa acumulada nos quatro trimestres terminados em março, o crescimento do PIB foi de 3,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
O Produto Interno Bruto a preços de mercado chegou a R$ 684,6 bilhões no primeiro trimestre deste ano, sendo R$ 584,6 bilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 100,0 bilhões aos impostos sobre produtos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: IBGE, PIB, primeiro trimestre 2009
05/06/2009 - 07:00
Coluna Econômica – 05/06/2009
A Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do mês de abril, mostrou avanço em 7 das 14 regiões pesquisadas, mas em relação a março.
A média nacional foi de 1,1%. Acima da média ficaram Espírito Santo (7,1%), Goiás e Rio Grande do Sul (ambos com 2,3%) e Ceará (1,7%). Abaixo da média, São Paulo (1,0%), Minas Gerais (0,6%) e Santa Catarina (0,5%). As maiores quedas, Bahia (-11,0%), região Nordeste (-5,1%) e Amazonas (-5,0%).
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Quando se compara com abril de 2008, o desastre é amplo – mesmo levando em conta que abril de 2009 tem um dia útil a menos. A média nacional foi de um recuo de 14,8%. A produção industrial despencou no Espírito Santo (-26,7%), Minas Gerais (-21,6%), Amazonas (-21,1%) e Bahia (-20,4%). Abaixo da média, ficaram ainda Paraná (-2,8%), Ceará (-2,9%), Rio de Janeiro (-3,9%) e Goiás (-4,2%). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica
Tags: Abril, IBGE, produção industrial
12/03/2009 - 09:42
Por Sérgio Troncoso
Olha o barato das notícias. Na mesma coluna tem a ruim e a boa. O cidadão comum…bóia,rsrsrs.
IBGE: emprego na indústria tem pior queda desde 2001
O emprego na indústria brasileira caiu 2,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior – pior resultado desde 2001, quando começou a série histórica, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com dezembro de 2008, o recuo foi de 1,3%, com ajuste sazonal – a quarta redução seguida nesta base de comparação.
Com o resultado de fevereiro, o acumulado do emprego industrial em 12 meses caiu para 1,6% – o menor patamar desde setembro de 2007, quando o indicador acumulou alta de 1,5% nos 12 meses imediatamente anteriores.
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FGV: produção industrial de SP deve subir 5% em fevereiro
O Sinalizador da Produção Industrial de São Paulo (SPI) cresceu em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. O indicador – que visa indicar a tendência da indústria no mês – subiu 5% com ajuste sazonal sobre janeiro, para 118,2 pontos.
Em janeiro, a alta havia sido de 5,7% e em dezembro o indicador havia despencado 13,5%. O indicador é elaborado em conjunto com a AES Eletropaulo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: Eletropaulo, FGV, IBGE, PIB, São Paulo
07/03/2009 - 09:46
A queda da produção industrial em janeiro (em relação ao ano passado) foi muito forte, muito. Pegou todos os setores e o fato de ter aumentado um pouco em relação a dezembro não chega a aliviar: foi fundamentalmente por conta do setor automobilístico.
Lula ainda vai pagar caríssimo por sua demorar em enquadrar o Banco Central. Uma queda dessa proporção, se não for revertida rapidamente, matará a receita fiscal e, consequentemente, a capacidade de investimento do PAC. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: IBGE, produção industrial, recessão
03/02/2009 - 09:40
Atualizado
Do IBGE
Na série sem ajuste sazonal, houve queda de 14,5% em relação a dezembro de 2007. A produção industrial acumulou 3,1% em 2008, ficando abaixo do crescimento acumulado em 2007 (6,0%).
Em dezembro de 2008, a produção industrial recuou 12,4% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Foi o terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 19,8% de setembro a dezembro. Em relação a dezembro de 2007, o decréscimo foi de 14,5% contra os –6,4% registrados em novembro. Com isso, o resultado para o fechamento do ano ficou em 3,1%, bem abaixo do resultado acumulado até setembro (6,4%). A produção no último trimestre de 2008 recuou 9,4% na comparação com o período imediatamente anterior e 6,2% em relação ao quarto trimestre de 2007.
A redução de 12,4% observada na passagem de novembro para dezembro de 2008 foi a mais acentuada da série histórica (iniciada em 1991), e levou o patamar de produção ao nível observado em março de 2004. O resultado refletiu o comportamento negativo dos 27 ramos pesquisados, à exceção de celulose e papel (0,4%) e outros equipamentos de transporte (6,7%). O desempenho da indústria de veículos automotores, com queda de 39,7%, foi o principal impacto negativo no índice global, seguido por máquinas e equipamentos (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-48,8%), metalurgia básica (-18,3%), borracha e plástico (-20,1%), indústria extrativa (-11,8%) e outros produtos químicos (-9,0%). Esse quadro de queda generalizada foi especialmente marcado pelo movimento de setores mais sensíveis à restrição de crédito e a queda das exportações de commodities.
Por Alex
Toda Mídia
NELSON DE SÁ
Sopro de otimismo
Em duas longas reportagens, ontem, o “Wall Street Journal” alertou investidores americanos a se “aventurarem no exterior”, ainda “a saída inteligente”.
Segundo o jornal, “muitos gerentes de investimento, conselheiros financeiros e analistas encontram ações com bons preços em áreas como os emergentes”, onde o movimento de venda teria sido “exagerado”. Cita, logo de cara, que “um país atraente é o Brasil, com economia bem administrada e que está investindo em infraestrutura e educação”.
Um analista alerta para “uma recuperação das commodities”.
No segundo texto, “Sinais de esperança num horizonte gelado” , o “WSJ” destaca precisamente como os “preços em alta das commodities” estariam “oferecendo um sopro de otimismo”.
De novo, abre pelas ações do Brasil, com o gráfico “Tentando se recuperar”, mostrando Bovespa e petróleo. Registra que se prevê recuperação global no segundo semestre, encabeçada por emergentes como Brasil.
No fim do texto, “quando o mercado de ações dobrar a esquina, será mais rápido do que as pessoas pensam”. Bloomberg e blogs já vão na mesma linha.
Por Paulo Kautscher-São Gonçalo-RJ
“Tem o link?”
Nassif.
Acho que é esta:
http://www.fecomercio.com.br/pagina.php?tipo=21&pg=1147
Comentário
Levem em conta o seguinte atenuante.
1. A economia vinha a cem por hora.
2. Internacionalmente, havia especulação com matérias primas.
3. Esses dois fenômenos levaram a indústria a super-estocar.
4. Quando veio a crise internacional, a indústria passou a trabalhar com um ritmo menor de vendas. O primeiro passo foi adequar os estoques às novas expectativas. Nesse período de adequaçãoi, vende-se o estoque acumulado. O comércio consegue andar com os estoques, mas a indústria deixa de produzir até os estoques voltarem à nova normalidade.
5. Por isso, só haverá uma estimativa melhor do novo ritmo da atividade econômica, quando os estoques assentarem.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: atividade industrial, IBGE
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