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29/06/2009 - 15:47

Direito de Resposta

Por Carlos Ovos

Carta de Sarney aos Senadores:

“Em face da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo em sua edição do último dia 25, julguei do meu dever pedir um pouco de atenção para repor a verdade dos fatos ali deturpados por imprecisões, omissões e falsas ilações.

No mesmo dia da publicação da reportagem, quinta feira, o HSBC divulgou uma nota que, lamentavelmente, não mereceu o mesmo destaque da falsa denúncia. Nela, o banco esclarece a cronologia dos fatos e os modestos resultados empresariais que, por si só, calam quaisquer insinuações de favorecimento. Peço-lhe ler a nota do HSBC.

A autorização do Senado – peço para fixar essa data – para operar em crédito consignado com o HSBC foi em maio de 2005 quando eu não ocupava nenhum cargo na Casa. A empresa da qual é sócio José Adriano Sarney, a Sarcris, começou a operar em 11 de setembro de 2007, portanto, dois anos depois da autorização.

A empresa atuou como parceira do banco num mercado que inclui empresas privadas e instituições públicas. Quando assumi a presidência em fevereiro, a Sarcris já estava descredenciada pelo HSBC e não operava mais no Senado.

Assim, nenhuma ligação pode ser feita entre a minha presidência e o fato objeto da reportagem.

Quero também comunicar-lhe que pedi à Polícia Federal que investigue todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que os operam.

Faço juntar, para seu conhecimento, a carta encaminhada por meu neto ao “Estado de S. Paulo”, a nota do HSBC com mais detalhes sobre o assunto e o meu pedido de investigação à Polícia Federal.

Quero reafirmar que nenhuma denúncia ficará sem apuração e que todas as medidas estão sendo adotadas com firmeza e decisão.

Com os meus cumprimentos.”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política Tags: , , ,
03/03/2009 - 07:00

Um dia de cão no mundo

Coluna Econômica – 03/03/2009

Já houve a rodada do subprime, a rodada dos fundos hedge. Agora. se está no auge da rodada da recessão impactando o sistema financeiro mundial – já combalido pelos dois movimentos anteriores.
Ontem foi um dia de pavor nos mercados globais. Em outubro o Índice Dow Jones estava em 14 mil pontos. Ontem,  atingiu o nível mais baixo em 11 anos, caindo abaixo de 7 mil. A percepção geral é que poderá piorar mais ainda. Só este ano, a queda foi de 22%.

A American International Group Inc (AIG), maior seguradora do mundo, registrou monumental prejuízo de US$ 61,7 bilhões em um trimestre. Depois de investir US$ 150 bi no gigante, o governo norte-americano terá que aportar mais US$ 30 bi. E aí entra-se na chamada roda viciosa. Se as agências de risco rebaixarem sua avaliação, automaticamente deixará de contar com mais US$ 8 bi em investimentos.

O outro lado do Atlântico, o HSBC, maior banco europeu em valor de mercado, registrou queda de 70% dos lucros em 2008 e a necessidade de captar  US$ 17,7 bilhões no mercado. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , ,
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