26/05/2009 - 11:59
Ontem o Instituto Millenium, do Rio Grande do Sul, lançou a campanha “gasolina sem impostos”. Escolheram meia dúzia de postos no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas. Eles vendem a gasolina sem cobrar a CIDE – que será paga pelo Instituto. A ideia é mostrar como o governo tunga os contribuintes com impostos.
A quantidade de postos era irrisória; os ecos na mídia, desproporcionais.
Fazem parte do Conselho de Governança do Instituto Gustavo Franco e alguns próceres da mídia, como Roberto Civita e João Roberto Marinho. O gestor do fundo patrimonial é Armínio Fraga. O Conselho Editorial é composto por Antonio Carlos Pereira – chefe dos editorialistas do Estadão – e do inacreditável Eurípedes Alcântara, da Veja.
A ironia da história é que a CIDE foi criada por um governo do qual faziam parte Gustavo Franco e Arminio Fraga. Foi reduzida recentemente.
É importante haver centros de pensamento liberais de bom nível – assim como de outras tendências. Mas não se pode enveredar pela fabricação de factóides que, em vez de elevar o debate, acabam denotando oportunismo político.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Armínio Fraga, CIDE, Gustavo Franco
25/03/2009 - 09:21
No mesmo evento da Fecomercio, Pedro Malan e Gustavo Franco defenderam a política cambial – que gerou uma dívida pública que durante 15 anos drenou recursos de áreas essenciais para o mercado financeiro – alegando não ter certeza sobre os efeitos inflacionários de uma desvalorização cambial.
Apresentam como atenuante o que é prova maior de fracasso da sua política econômica – adiaram por 8 anos um ajuste inevitável, gerando um passivo descomunal. E fizeram isso porque o governo FHC nunca teve como foco o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, os investimentos públicos. A ideologia reinante era dar tudo para o mercado, que o desenvolvimento viria como decorrência.
A crise global do modelo é a comprovação maior de um erro monumental de estratégia política. Erro, aliás, se se pensar em projeto de desenvolvimento de país. Para os objetivos de FHC – criar uma estrutura de poder baseada na força econômica dos gestores financeiros -, era a estratégia correta.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQ0ZDR64Mk
Por João Paladino
Incrível como toda aquela lógica se resumia a isso…ao medo da inflação. E os modelos teóricos, e a arrogância, e as viagens, os ternos, as festas, as entrevistas, e a badalação, Petrobrax, Vale, CC5, a pose de “infant terrible”, a barba por fazer…tudo, tudo, HOJE, se resume a isso: medo da inflação. A devastadora política cambial: era só medo a inflação. E ai de quem pensasse o contrário: eram os “neobobos”. É assombrosa a cara-de-pau desse povo. É tão difícil assim reconhecer o erro? É impossível assumir a culpa pelo estrago? Cadê os estudos econômicos? Se a teoria econômica serve para alguma coisa, que seja empregada agora para quantificar o desastre ocasionado, nãos pelas pessoas, vá lá…mas pelo “medo da inflação”. Onde estão os econometristas? Mostrem o mal causado pelo medo da inflação. Para que esse erro não se repita. Essas pessoas conseguem dormir bem? Ou ainda são assombradas pelo medo da inflação? Eta falácia grosseira! Há famílias acampadas em volta de Tegaste? Ah, deixa que os bárbaros cuidam delas…não vamos abrir os portões não, temos medo da inflação, ops, da invasão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: Gustavo Franco, Pedro Malan