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	<title>Luis Nassif &#187; guerra</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
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		<title>O Keynes japones e o militarismo do pré-guerra</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 09:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Keynes]]></category>
		<category><![CDATA[Korekyo Takahashi]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesses tempos de análise comparativa com a crise de 1929 – e com o período que a precedeu – não me lembro de ter lido nos jornais sobre o Ministro da Fazenda japonês Korekyo Takahashi.

Enquanto Estados Unidos e Inglaterra quedavam, presos à ortodoxia suicida que aprofundou a crise, em 1931 Takashi foi indicado pelo Imperador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesses tempos de análise comparativa com a crise de 1929 – e com o período que a precedeu – não me lembro de ter lido nos jornais sobre o Ministro da Fazenda japonês Korekyo Takahashi.</p>
<p>Enquanto Estados Unidos e Inglaterra quedavam, presos à ortodoxia suicida que aprofundou a crise, em 1931 Takashi foi indicado pelo Imperador para formar o novo gabinete. Imediatamente saiu a campo, convocou as empresas japonesas e saiu mundo afora abrindo mercado para os produtos japoneses. Em dois anos, 25% da produção industrial japonesa estava sendo vendida para os novos mercados.</p>
<p>Vendo a economia desabar, Takashi também esqueceu equilíbrio orçamentário, conseguiu empréstimos com banqueiros conhecidos e financiou um vasto programa de obras públicas, gastos militares e transporte marítimo.</p>
<p>Antes disso, Takashi foi Ministro da Agricultura, com rara preocupação social para aqueles tempos e ponto de contato do Japão com o sistema financeiro ocidental.</p>
<p>Segundo alguns biógrafos, em 1929 antecipou alguns dos princípios que Lord Keynes desenvolveria em seguida.</p>
<p>Autodidata, traduziu o livro “The Pure Theory of Modern Trade”, de Alfred Marshall. E – importante – descobriu que o Japão só se tornaria uma economia relevante se tivesse um povo rico e um exército forte, mas que não escapasse do controle. A política econômica, segundo Takashi, deveria ser para a população em geral.</p>
<p>Em um ano o Japão saiu da crise. Mas o Exército saiu do controle. Pouco tempo depois, Takashi foi assassinado, depois que tentou conter os gastos militares.</p>
<p>Que tal nossos especialistas desenvolverem um pouco mais sobre o Keynes japonês.</p>
<p>Aqui, nota do jornal ABC, da Espanha, de 12 de dezembro de 1931:</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/10/Takahashi.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-36812" src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/10/Takahashi.jpg" alt="Takahashi" width="276" height="265" /></a></p>
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		<title>O supremo falastrão e a segurança pública</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/21/o-supremo-falastrao-e-a-seguranca-publica/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 10:31:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[sigilo bancário]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico]]></category>

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		<description><![CDATA[Por alfredo machado
Nassif:

Impressionante o senhor GM, pois sendo ele o presidente do STF, chama atenção a sua desmedida atração pelos holofotes; demonstra capacidade para opinar sobre qualquer assunto – é capaz de dar palpite sobre o resultado do jogo do bicho, a meteorologia ou mesmo interpelar Dunga sobre a escalação da seleção, enfim, não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por alfredo machado</h2>
<p>Nassif:</p>
<p>Impressionante o senhor GM, pois sendo ele o presidente do STF, chama atenção a sua desmedida atração pelos holofotes; demonstra capacidade para opinar sobre qualquer assunto – é capaz de dar palpite sobre o resultado do jogo do bicho, a meteorologia ou mesmo interpelar Dunga sobre a escalação da seleção, enfim, não tem qualquer limite; não me recordo de semelhante a partir de um membro do STF, não necessariamente o seu presidente.</p>
<p>Hoje, seu palpite (poderia ser o meu) foi sobre o grau de responsabilidade das instâncias federal e estadual pela chegada de armamentos estrangeiros às grandes capitais, notadamente Rio e São Paulo, aproveitando então para “arremessar a bola” para o governo federal.</p>
<p><span id="more-36455"></span>Como GM é personagem de indiscutível importância, em função da cadeira que ocupa na mais alta corte do país, pressupõe-se que seja pessoa bastante esclarecida e amante da sequencia correta dos fatos, logo, ao invés de apenas reclamar sobre as efetivas responsabilidades do governo federal quanto ao controle das fronteiras do país, tem por obrigação não esquecer que, para a existência do tráfico de armas e drogas é imprescindível muito dinheiro, em quantidade suficiente para não ser possível movimentação física do mesmo (são milhões e milhões de dólares que vão prá cá e prá lá), ou seja, o primeiríssimo passo para o combate à entrada de armas e drogas no país é a busca pela identificação do caminho do numerário, pois sem dinheiro não existe negócio, não existe tráfico de nada – não me recordo, nunca ouvi falar de malas de dinheiro subindo e descendo das favelas cariocas ou paulistas, nunca ouvi falar de apreensão de significativa quantidade de dinheiro nas centenas de batidas policiais aos pontos de tráfico.</p>
<p>Por isto, entendo que as preocupações do presidente do STF, na próxima entrevista televisiva sobre o assunto deveriam começar pelo começo, isto é, pelo rastro deixado pelo dinheiro (investigações de serviço de inteligência poderiam levar a inúmeras quebras de sigilo bancário), algo que, estranhamente, nunca foi levado em consideração por aqueles que demonstram preocupação com a questão.</p>
<p>Senhor GM, SIGA O DINHEIRO.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O fracasso da guerra contras as drogas</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/07/o-fracasso-da-guerra-contras-as-drogas/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/07/o-fracasso-da-guerra-contras-as-drogas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crime]]></category>
		<category><![CDATA[descriminalização]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcos Doniseti
Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marcos Doniseti</h2>
<p>Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases militares instaladas em seu territorio, é uma inutilidade, correto?</p>
<h2>Da BBC</h2>
<h3><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090906_pressfhcdrogas_is.shtml" target="_blank">Guerra contra as drogas fracassou, defende FHC em jornal britânico</a></h3>
<p>O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu em um artigo publicado neste domingo pelo jornal britânico The Observer que a guerra contra as drogas fracassou e que deveria haver um esforço internacional para promover a descriminalização dos usuários de maconha.</p>
<p><span id="more-32876"></span>“Continuar a luta contra as drogas da mesma maneira seria absurdo. O que precisamos é de um debate sério que leve à adoção de estratégias mais humanas e mais efetivas para lidar com o problema global das drogas”, escreveu Cardoso.</p>
<p>Segundo o ex-presidente brasileiro, a política linha-dura trouxe consequências desastrosas para a América Latina, onde milhares de pessoas perderam a vida em episódios de violência ligados às drogas, a pobreza aumentou e “a corrupção está ameaçando frágeis democracias”.</p>
<p>Fernando Henrique Cardoso também afirmou que Argentina, México, Colômbia e Equador estão dando passos em direção à liberalização das leis antidrogas e que a mudança é “iminente” no Brasil.</p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090906_pressfhcdrogas_is.shtml">Clique aqui</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Vamos discutir as ideias, para tornar o debate mais interessante.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Levantando o véu de Gaza</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/15/levantando-o-veu-de-gaza/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 13:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por Rafael
Nassif, olha essa reportagem do El País sobre a última guerra em Gaza, com depoimentos de combatentes israelenses. Chocante como a escuridão é mais persistente que a luz.

Clique aqui.



]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><a class="row-title" title="Editar comentário" href="comment.php?action=editcomment&amp;c=696845"> Por Rafael</a></strong></h2>
<p>Nassif, olha essa reportagem do El País sobre a última guerra em Gaza, com depoimentos de combatentes israelenses. Chocante como a escuridão é mais persistente que a luz.</p>
<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/habia/inocentes/Gaza/elpepuint/20090715elpepuint_6/Tes" target="_blank">Clique aqui.<br />
</a></p>
<p><a rel="nofollow" href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/habia/inocentes/Gaza/elpepuint/20090715elpepuint_6/Tes"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A grande frente da Internet</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/05/06/a-grande-frente-da-internet/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 18:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Satiagraha]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Blog do Azenha: 
Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram - com a ajuda dos internautas

por Luiz Carlos Azenha

"Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão - da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Blog do Azenha: <strong></strong></h2>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/paulo-henrique-mino-e-nassif-venceram-com-a-ajuda-dos-internautas/" target="_blank"><strong>Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram &#8211; com a ajuda dos internautas<br />
</strong></a><br />
por Luiz Carlos Azenha</p>
<p>&#8220;Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão &#8211; da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.</p>
<p>Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?</p>
<p>Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira &#8220;frente&#8221; eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a &#8220;cozinha&#8221; do noticiário.<span id="more-30438"></span></p>
<p>Leandro Fortes, Mauro Santayanna, o pessoal do Terra Magazine e dezenas de outros jornalistas se engajaram na tarefa de desmascarar os que estavam por trás dos interesses do banqueiro, alegando fazer isso contra um certo &#8220;estado policial&#8221;.</p>
<p>Paulo Lacerda e Protógenes Queiroz pagaram um preço altíssimo por enfrentar os interesses de Dantas. Mas, no essencial, preservou-se a Operação Satiagraha e o juiz Fausto De Sanctis se manteve no cargo. O presidente do STF, Gilmar Mendes, foi completamente desmoralizado, especialmente depois da explosão de Joaquim Barbosa no tribunal.</p>
<p>Continua difícil de acreditar que Mendes tenha se deixado usar em duas farsas promovidas pela revista Veja: a da escuta ambiental no prédio do STF e a do grampo sem áudio. Nunca surgiram provas materiais das &#8220;denúncias&#8221; produzidas nos laboratórios da Abril com o objetivo de queimar Lacerda e Protógenes.</p>
<p>Amanhã, às 19 horas, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, manifestantes pretendem dar o pontapé inicial em uma campanha pelo impeachment de Gilmar Mendes.</p>
<p>O passo seguinte e natural da campanha, em 2010, será trabalhar contra a reeleição dos deputados Marcelo Itagiba e Raul Jungmann, que prestaram ótimos serviços ao banqueiro no Congresso.</p>
<p>Ao longo dos últimos meses, em torno desse tema se cristalizou a importância da internet como fonte de informação no Brasil. Do Vermelho ao RS Urgente, do Idelber Avelar ao Rodrigo Vianna, do Mello ao Eduardo Guimarães, temos hoje dezenas de blogs e sites de altíssima qualidade, fazendo não só a crítica da mídia, mas oferecendo informação que não sai na &#8220;grande imprensa&#8221;.</p>
<p>Hoje encontrei, por acaso, com o Paulo Henrique Amorim. Ele concorda com essa avaliação de que foi possível, graças à internet, enfiar uma bola nas costas dos barões da mídia. Mas, obviamente, isso não saiu de graça.</p>
<p>Luís Nassif, que com a sua série sobre a revista Veja explicou de forma didática as falcatruas da revista, gasta tempo e dinheiro se defendendo nos tribunais.</p>
<p>PHA responde a 8 processos de gente ligada direta ou indiretamente a Dantas.</p>
<p>E o Conversa Afiada tem estado sob constante ataque de crackers nas últimas semanas, razão pela qual o jornalista decidiu transferir o site para um novo servidor.</p>
<p>Ainda assim, estou certo de que ambos &#8211; e, sem dúvida o Mino Carta &#8211; acreditam que valeu a pena.&#8221;</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Nem é preciso enfatizar que Azenha é um guerreiro de peso nessa batalha civilizatória. Assim como o Bob Fernandes.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O mapa do inferno</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/19/o-mapa-do-inferno/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 17:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Henrique Marques Porto
Nassif,

Um primeiro grupo de jornalistas entrou em Gaza depois do cessar-fogo e do início da retirada de parte das tropas de Israel. Descrevem o cenário como “desolador”. Muita destruição, milhares de desabrigados, corpos empilhados nas ruas ou ainda sob escombros. O depoimento de um palestino vale mais do que muitas análises: “-A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Henrique Marques Porto</span></strong></h2>
<p>Nassif,</p>
<p>Um primeiro grupo de jornalistas entrou em Gaza depois do cessar-fogo e do início da retirada de parte das tropas de Israel. Descrevem o cenário como “desolador”. Muita destruição, milhares de desabrigados, corpos empilhados nas ruas ou ainda sob escombros. O depoimento de um palestino vale mais do que muitas análises: “-A guerra foi contra nós, o povo. O que aconteceu com o Hamas? Nada!”</p>
<p><a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Tienen/pasar/muchos/funerales/reconstruir/Gaza/elpepuint/20090119elpepuint_6/Tes" target="_blank">Clique aqui.<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O (eterno) milagre do nascimento</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/17/do-milagre-do-nascimento/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/17/do-milagre-do-nascimento/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2009 14:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Nascimento de minha filha é luz no escuro
FARES AKRAM
DO "INDEPENDENT", EM GAZA

A quinta-feira foi o mais sangrento e violento dos dias na Cidade de Gaza. Mas mesmo em meio ao sangue derramado e ao caos que nos cerca, estamos repletos de alegria.

Doze dias depois de meu pai ser morto por um ataque aéreo israelense, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3>Nascimento de minha filha é luz no escuro</h3>
<p>FARES AKRAM<br />
DO &#8220;INDEPENDENT&#8221;, EM GAZA</p>
<p>A quinta-feira foi o mais sangrento e violento dos dias na Cidade de Gaza. Mas mesmo em meio ao sangue derramado e ao caos que nos cerca, estamos repletos de alegria.</p>
<p>Doze dias depois de meu pai ser morto por um ataque aéreo israelense, nasceu nossa primeira filha, com 3,8 quilos e ótima saúde. Mal pude acreditar nos meus olhos, quando a vi pela primeira vez.</p>
<p>Na noite de quarta-feira, enquanto Alaa estava em trabalho de parto, houve alguns sinais de esperança quanto ao final do conflito. &#8220;Talvez nosso bebê e a paz cheguem juntos&#8221;, pensei.</p>
<p>Mas, durante a noite, os israelenses reforçaram seus ataques, dirigidos a uma área da cidade conhecida como Tel al Hawa, que definitivamente não é um baluarte do Hamas.</p>
<p>Alaa estava muito assustada diante da perspectiva do parto e, para tornar a situação ainda mais apavorante, o bombardeio era audível quando entramos no táxi que nos levou ao hospital Shifa.</p>
<p>Eu sabia que o parto demoraria muito tempo; os médicos tiveram de induzi-lo. Por isso, fui até a entrada do hospital, onde as ambulâncias continuavam a chegar. Vi oito feridos removidos de um caminhão de bombeiros; os feridos eram todos trabalhadores da defesa civil, identificados por casacos fluorescentes. Era uma visão terrível. A maioria dos feridos tinha as pernas decepadas abaixo do joelho e apresentava cortes severos por estilhaços.</p>
<p>Na ala de emergência do hospital Shifa, as ambulâncias chegavam sem parar. A maioria das vítimas pareciam ser mulheres, meninas e crianças, entre as quais um bebê muito pequeno envolto em cobertores brancos. Todos os dias foram ruins, desde que a guerra começou, mas aquele era o pior.</p>
<p>Fomos removidos de nossa casa no começo desta semana, e em seguida o apartamento foi seriamente danificado por explosões. Já não sinto que estejamos seguros nem no hospital.</p>
<p>Só espero que o nascimento de Somaya venha acompanhado pelo final da violência e da matança. Para nossa família, se não para o resto de Gaza, o nascimento dela é como uma luz brilhando no escuro.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Como diz Shimon Peres, Israel cuida melhor de suas crianças.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um país a favor da guerra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/14/um-pais-a-favor-da-guerra/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/14/um-pais-a-favor-da-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 11:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=25181]]></guid>
		<description><![CDATA[Da Folha
Apoio de israelenses a ofensiva é quase integral
DO "NEW YORK TIMES", EM JERUSALÉM

Para os críticos de Israel no exterior, a situação não poderia estar mais clara: a guerra na faixa de Gaza é uma resposta totalmente desproporcional aos foguetes disparados pelo Hamas, está causando sofrimento humano indescritível, e é preciso pôr um ponto final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSdnSgoQ9qeop-0j" target="_blank">Apoio de israelenses a ofensiva é quase integral</a></h3>
<p>DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221;, EM JERUSALÉM</p>
<p>Para os críticos de Israel no exterior, a situação não poderia estar mais clara: a guerra na faixa de Gaza é uma resposta totalmente desproporcional aos foguetes disparados pelo Hamas, está causando sofrimento humano indescritível, e é preciso pôr um ponto final nela.</p>
<p>Em Israel, muito poucas pessoas veem a guerra dessa maneira. Os protestos contra a guerra têm tido dificuldade em atrair mil participantes.</p>
<p>Um editorial do &#8220;Jerusalem Post&#8221; disse que o mundo deve estar se perguntando se os israelenses realmente acreditam que todo o resto do mundo está enganado e apenas eles estão com a razão. A resposta é &#8220;sim&#8221;.<br />
&#8220;É muito frustrante para nós não sermos compreendidos&#8221;, diz Yoel Esteron, editor do jornal &#8220;Calcalist&#8221;. &#8220;Quase 100% dos israelenses sentem que o mundo é hipócrita. Onde estava o mundo quando nossas cidades foram alvejadas por foguetes por oito anos? Por que deveríamos nos importar com a opinião do mundo agora?&#8221;</p>
<p>Israel converteu-se nas últimas semanas num paradigma de unidade e apoio mútuo. Pergunte a pessoas em qualquer parte do país, hoje, sobre o fato de o Exército ter barrado a entrada de jornalistas na faixa de Gaza, e a resposta é &#8220;deixem o Exército fazer seu trabalho&#8221;.</p>
<p>Com ou sem razão, os israelenses acreditam que seus soldados se esforçam para poupar vidas. Como seus combatentes se escondem entre pessoas comuns, o Hamas é visto como responsável pelas vítimas civis.</p>
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		<title>Diplomacia de fachada</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 16:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[Atualizado às 14:53
Da Folha
Por Ricardo Melo
SÃO PAULO - É patético. No mesmo momento em que Israel avança para a guerra urbana em Gaza, o presidente Lula usa seu programa de rádio para pedir respeito à decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre um cessar-fogo.

Mera saudação à bandeira. A ONU, desde a sua fundação, só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Atualizado às 14:53</h2>
<h2>Da Folha</h2>
<h3>Por Ricardo Melo</h3>
<p>SÃO PAULO &#8211; É patético. No mesmo momento em que Israel avança para a guerra urbana em Gaza, o presidente Lula usa seu programa de rádio para pedir respeito à decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre um cessar-fogo.</p>
<p>Mera saudação à bandeira. A ONU, desde a sua fundação, só tem feito referendar a vontade dos países ricos. Ninguém sério, ou que se leve a sério, acredita que as Nações Unidas exerçam algum poder de fato para arbitrar conflitos, interromper guerras e promover a paz.</p>
<p>Ao contrário. O que a ONU tem feito ao longo de sua história é chancelar as guerras ao dar poder de veto a um único país para impedir ações mandatórias. A ONU que votou pelo cessar-fogo em Gaza é a mesma que assistiu, aprovando documentos parecidos, à invasão do Iraque, do Afeganistão (pela URSS e pelos EUA), à Guerra do Vietnã, da Coreia e a outras tantas tragédias.</p>
<p>A retórica é o refúgio preferido da hipocrisia diplomática. O Brasil tem sido criticado por alguns por &#8220;condenar&#8221; o ataque à faixa de Gaza. Fachada pura. Pergunte qual iniciativa concreta o Itamaraty ou o Planalto tomaram para incomodar o governo israelense. Prepare-se para o silêncio absoluto. Mas, no mundo das representações, soa importante mandar nosso chanceler excursionar pelo Oriente Médio, aparecer em fotos com o presidente do Egito e apertar as mãos da ministra israelense que &#8220;não vê crise humanitária&#8221; na faixa de Gaza.</p>
<p>Em relação ao que interessa, a posição brasileira é, na verdade, oposta. Compare: por muito menos, se é que vidas importam alguma coisa, o Brasil chamou de volta o embaixador em Quito, até se certificar que o governo Correa honraria compromissos financeiros com uma empreiteira. Já em Gaza, trata-se de civis lançados à própria sorte, manipulados por extremistas islâmicos e vítimas da brutalidade da máquina de guerra de Israel. Que tal, presidente, também chamar nosso embaixador para conversar?<span id="more-24991"></span></p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Fernando Grassi</span></strong></h2>
<p>Para se ter uma idéia do estágio atual desta mudança, recomendo a leitura do discurso proferido por Celso Amorin Seminário Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, em 5 de janeiro último. Embora genérico, traz dados interessantes sobre a posição do Brasil na conjuntura internacional atual. O texto está no seguinte endereço: <a href="http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe3.asp?ID_DISCURSO=3415" target="_blank">clique aqui</a>. <a rel="nofollow" href="http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe3.asp?ID_DISCURSO=3415"></a></p>
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		<title>Argumentos desproporcionais</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 10:16:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Há um campo amplo para o exercício contumaz da asneira. Mas poucas vezes li tolice igual à brandida pelos que minimizam a questão da desproporção entre as forças de Israel e a dos palestinos de Gaza.

Hoje, na Folha, os simpaticíssimos (sem ironia) Salomão Schvartzan e Zevi Ghivelder perguntam: "Como medir proporção?" (clique aqui)

E respondem:

(...) Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um campo amplo para o exercício contumaz da asneira. Mas poucas vezes li tolice igual à brandida pelos que minimizam a questão da desproporção entre as forças de Israel e a dos palestinos de Gaza.</p>
<p>Hoje, na Folha, os simpaticíssimos (sem ironia) Salomão Schvartzan e Zevi Ghivelder perguntam: &#8220;Como medir proporção?&#8221; (<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRp-SgoQ6qO5--wj" target="_blank">clique aqui</a>)</p>
<p>E respondem:</p>
<p>(&#8230;) Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma &#8220;desproporção&#8221;.</p>
<p>O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize?  Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar &#8220;y&#8221; palestinos se contasse &#8220;x&#8221; mortos por foguetes?</p>
<blockquote><p><strong>É inacreditável. Em qualquer conflito, a medida que separa a batalha do massacre é a proporção de morte de lado a lado. Se, de um lado, morrem mil, dos quais grande número de crianças; do outro presumivelmente morrem 13 (já que o número é questionado até pelas agências internacionais), a desproporção é nítida. E é o sentido de proporção que separa as batalhas dos massacres. Ou não?</strong></p></blockquote>
<p>Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional?</p>
<blockquote><p><strong>Faz, é evidente! Principalmente se deixa vítimas civis pelo caminho.</strong></p></blockquote>
<p>Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção?</p>
<blockquote><p><strong>Aplicou-se a lei de Talião que, segundo os defensores da democracia ocidental (entre os quais me incluo) significa ceder à barbárie. Aliás, o argumento lembra um velho personagem do Chico Anísio: sou, mas quem não é?<br />
</strong></p></blockquote>
<p>E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional?</p>
<blockquote><p><strong>É evidente que foi.</strong></p></blockquote>
<p>No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.</p>
<blockquote><p><strong>E daí? Essa é outra peça gasta da retórica neocon, a de julgar que a desqualificação do crítico é suficiente para qualificar o criticado.<br />
</strong></p></blockquote>
<p>(&#8230;) O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: &#8220;O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo&#8221;. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: &#8220;Prefiro receber protestos a receber condolências&#8221;.</p>
<blockquote><p><strong>Ou Israel em relação aos mortos civis. &#8220;O senhor tem toda razão em protestar pela mortge das crianças e velhos, pelo bombardeio de escolas e hospitais, mas guerra é guerra, e os sábios neocons brasileiros aboliram a proporcionalidade na análise de conflitos.&#8221;</strong></p></blockquote>
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		<title>Tempo dos virtuosos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 20:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
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		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Amalgama Blog
Tempo dos virtuosos
Gideon Levy, no Haaretz (Tel Aviv, 9 de janeiro)

Essa guerra, talvez mais que as anteriores, está expondo as veias profundas da sociedade de Israel. Racismo e ódio erguem a cabeça, a sede de vingança e de sangue. A "tendência do comando" no exército de Israel hoje é matar, "matar o mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do <a href="http://www.amalgama.blog.br/" target="_blank">Amalgama Blog</a></p>
<h3><a href="http://www.amalgama.blog.br/01/2009/tempo-dos-virtuosos/" target="_blank">Tempo dos virtuosos</a></h3>
<p>Gideon Levy, no Haaretz (Tel Aviv, 9 de janeiro)</p>
<p>Essa guerra, talvez mais que as anteriores, está expondo as veias profundas da sociedade de Israel. Racismo e ódio erguem a cabeça, a sede de vingança e de sangue. A &#8220;tendência do comando&#8221; no exército de Israel hoje é matar, &#8220;matar o mais possível&#8221;, nas palavras dos porta-vozes militares na televisão. E ainda que falassem dos combatentes do Hamas, ainda assim essa disposição seria sempre horrenda.</p>
<p>A fúria sem rédeas, a brutalidade é chamada de &#8220;exercitar a cautela&#8221;: o apavorante balanço do sangue derramado &#8211; 100 palestinos mortos para cada israelense morto é um fato que não está levantando qualquer discussão, como se Israel tivesse decidido que o sangue dos palestinos valesse 100 vezes menos que o sangue dos israelenses, o que manifesta o inerente racismo da sociedade de Israel.<span id="more-15722"></span></p>
<p>Direitistas, nacionalistas, chauvinistas e militaristas são o bom-tom da hora. Ninguém fale de humanidade e compaixão. Só na periferia ouvem-se vozes de protesto &#8211; desautorizadas, descartadas, em ostracismo e ignoradas pela imprensa -, vozes de um pequeno e bravo grupo de judeus e árabes.</p>
<p>Além disso tudo, soa também outra voz, a pior de todas. A voz dos cínicos e dos hipócritas. Meu colega Ari Shavit parece ser o seu mais eloquente porta-voz. Essa semana, Shavit escreveu neste jornal (&#8221;Israel deve dobrar, triplicar, quadruplicar a assistência médica em Gaza&#8221; &#8211; Haaretz, 7/1): &#8220;A ofensiva israelense em Gaza é justa (&#8230;). Só uma iniciativa imediata e generosa de socorro humanitário provará que, apesar da guerra brutal que nos foi imposta, nos lembramos de que há seres humanos do outro lado.&#8221;</p>
<p>Para Shavit, que defendeu a justeza dessa guerra e insistiu que Israel não poderia deixar-se derrotar, o custo moral não conta, como não conta o fato de que não há vitória possível em guerras injustas como essa. E, na mesma frase, atreve-se a falar dos &#8220;seres humanos do outro lado&#8221;.</p>
<p>Shavit pretende que Israel mate e mate e, depois, construa hospitais de campanha e mande remédios para os feridos? Ele sabe que uma guerra contra civis desarmados, talvez os seres mais desamparados do mundo, que não têm para onde fugir, é e sempre será vergonhosa. Mas essa gente sempre quer aparecer bem. Israel bombardeará prédios residenciais e depois tratará os feridos e mutilados em Ichilov; Israel meterá uns poucos refugiados nas escolas da ONU e depois tratará os aleijados em Beit Lewinstein. Israel assassinará e depois chorará no funeral. Israel cortará ao meio mulheres e crianças, como máquina automática de matar e, ao mesmo tempo, falará de dignidade.</p>
<p>O problema é que nada disso jamais dará certo. Tudo isso é hipocrisia ultrajante, vergonhoso cinismo. Os que convocam em tom inflamado para mais e mais violência, sem considerar as consequências, são, de fato, os que mais se auto-enganam e os que mais traem Israel.</p>
<p>Não se pode ser bom e mau ao mesmo tempo. A única &#8220;pureza&#8221; de que cogitam é &#8220;matar terroristas para purificar Israel&#8221;, o que significa, apenas, semear tragédias cada vez maiores. O que está sendo feito em Gaza não é desastre natural, terremoto, inundação, calamidades em que Israel teria o dever e o direito de estender a mão aos flagelados, mandar equipes de resgate, como tanto gostamos de fazer. Toda a desgraça, todo o horror que há hoje em Gaza foi feito por mãos humanas &#8211; as mãos de Israel. Quem tem mãos sujas de sangue não pode oferecer ajuda. Nenhuma compaixão nasce da brutalidade.</p>
<p>Pois ainda há quem pretenda enganar todos todo o tempo. Matar e destruir indiscriminadamente e, ao mesmo tempo, fazer-se de bom, de justo, de homem de consciência limpa. Prosseguir na prática de crimes de guerra, sem a culpa que os acompanha sempre. É preciso ter sangue frio.</p>
<p>Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem prega mais guerra e crê que haja justiça em assassinatos em massa perde o direito de falar de moralidade e humanidade. Não existe qualquer possibilidade de, ao mesmo tempo, assassinar e reabilitar aleijados. Esse tipo de atitude é a perfeita representação das duas caras de Israel, sempre alertas: praticar qualquer crime, mas, ao mesmo tempo, auto-absolver-se, sentir-se imaculado aos próprios olhos. Matar, demolir, espalhar fome e sangue, aprisionar, humilhar&#8230; e sentir-se bom, sentir-se justo (sem falar em não se sentir cínico). Dessa vez, os senhores da guerra não conseguirão dar-se esses luxos.</p>
<p>Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem diz que se trata de guerra de defesa, prepare-se para suportar toda a responsabilidade moral pelas consequências do que faz e diz. Quem empurra os políticos e os militares para ainda mais guerra, saiba que carregará a marca de Cain estampada na testa, para sempre. Os que apóiam essa guerra, apóiam o horror.</p>
<p>* tradução: Caia Fittipaldi</p>
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		<title>Marcados para morrer</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 13:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[extermínio]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[Do  El Pais, da Espanha:
"De acuerdo a varios testimonios, el 4 de enero soldados de infantería israelíes evacuaron a 110 palestinos -la mitad de ellos niños- a un inmueble en Zeitun y les advirtieron de que permanecieran adentro", afirma la OCHA en su informe semanal de la situación en Gaza.

"Veinticuatro horas más tarde, fuerzas israelíes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do  El Pais, da Espanha:</h2>
<p>&#8220;De acuerdo a varios testimonios, el 4 de enero soldados de infantería israelíes evacuaron a 110 palestinos -la mitad de ellos niños- a un inmueble en Zeitun y les advirtieron de que permanecieran adentro&#8221;, afirma la OCHA en su informe semanal de la situación en Gaza.</p>
<p>&#8220;Veinticuatro horas más tarde, fuerzas israelíes bombardearon repetidamente el inmueble, matando a aproximadamente treinta personas que se alojaban en él&#8221;[...]</p>
<h2>Do Ultimo Segundo, agência EFE</h2>
<p>Israel mata 30 civis palestinos em bombardeio contra casa, diz Ocha<br />
09/01 &#8211; 07:21 , atualizada às 11:21 09/01 &#8211; EFE</p>
<p>JERUSALÉM &#8211; O Exército israelense matou no domingo passado 30 civis palestinos que seus soldados tinham concentrado no dia anterior em uma casa na Faixa de Gaza, segundo um documento do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, em inglês) da ONU.</p>
<h2>Do El Clarin, da Argentina</h2>
<p>Denuncia de la ONU: los mandan a un refugio y los bombardean igual</p>
<p>Eran 110 palestinos de un clan. Soldados israelíes los evacuaron y luego mataron a 30.</p>
<p>VICTIMAS. EN EL HOSPITAL SHIFA DESDE AHI SOBREVIVIENTES DIERON AYER DETALLES DE LA MATANZA DEL 5 DE ENERO.<br />
(&#8230;) El grave hecho ocurrió -según la ONU- el 5 de enero en la franja de Gaza. La Oficina de las Naciones Unidas para la Coordinación Humanitaria (OCHA) denunció ayer que &#8220;según diversos testimonios, el 4 de enero soldados evacuaron y reagruparon a unos 110 palestinos, la mitad de ellos niños, en una sola vivienda en Zeitun y les ordenaron permanecer en el interior del inmueble&#8221;.<br />
&#8220;Veinticuatro horas más tarde, las fuerzas israelíes bombardearon esa vivienda matando a cerca de 30 personas&#8221;, agregó la nota. Pero no serían los únicos muertos: bajo las ruinas del edificio alcanzado por el fuego israelí se hallarían más cadáveres, contó una mujer que sobrevivió a la masacre y que está internada en el hospital Shifa de Gaza. Durante el ataque la mujer, de 29 años, perdió a dos de sus seis hijos.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<p>Forças israelenses bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado cerca de 110 palestinos no dia anterior, segundo um relatório da ONU. O bombardeio, em Zeitoun, um bairro no sudeste da Cidade de Gaza, ocorreu no dia 4 de janeiro e matou cerca de 30</p>
<h2>Do Globo</h2>
<p><strong>da correspondente Renata Malkes</strong></p>
<p>Segundo a porta-voz do escritório de coordenação de ajuda humanitária da ONU (Ocha), Allegra Pacheco, testemunhas disseram que, na noite do dia 4, soldados israelenses expulsaram 110 pessoas de suas casas, entre elas cerca de 50 crianças, e ordenaram que fossem para um prédio e lá permanecessem. Menos de 24 horas depois, disparos de artilharia destruíram o local.</p>
<p>- Segundo várias testemunhas, soldados de infantaria israelenses levaram cerca de 110 palestinos para uma residência em Zeitun, alertando-os para ficarem lá dentro. Depois de 24 horas, forças israelenses lançaram vários projéteis contra o local, matando 30 &#8211; disse Pacheco. &#8211; Os que sobreviveram e conseguiam caminhar, andaram dois quilômetros antes de serem levados para um hospital. Três crianças, a mais jovem de 5 meses, morreram no hospital.<br />
Ahmed Samouni, de 13 anos, foi um dos sobreviventes, apesar de ferimentos numa perna e no peito. Ele perdeu seis parentes no ataque, inclusive sua mãe e um irmão. Ele descreveu como 15 soldados desembarcaram de helicópteros e bateram nos civis que foram levados para o local do massacre. Ele teve que buscar sozinho água para três irmãos mais novos &#8211; um deles ficou no colo do cadáver de sua mãe por dias.</p>
<p>- Não tinha água, pão. Nada para comer &#8211; disse Ahmed. &#8211; Abu Salah morreu, sua mulher morreu. Abu Tawfiq morreu, o filho dele morreu, a sua mulher também morreu. Mohammed Ibrahim morreu, e sua mulher morreu. Ishaq morreu e Nassar morreu. A mulher de Nael Samouni morreu. Muitas pessoas morreram.</p>
<h2>Do Guardian</h2>
<p>Crisis in Gaza</p>
<p>UN levels war crimes warning at Israel</p>
<p>Killing of 30 people in Gaza when army shelled house full of evacuees &#8216;has all hallmarks of war crime&#8217;, says high commissioner for human rights</p>
<h2>Da Veja</h2>
<p>É paradoxal, mas não inesperado, que Israel, a única democracia do Oriente Médio, esteja perdendo gradualmente a simpatia da opinião pública no exterior. A malhação, antes confinada à extrema esquerda, tornou-se parte integrante do populismo antiocidental.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Israel e o fator eleições</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/10/israel-e-o-fator-eleicoes/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 12:26:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15651]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Estadão
Cúpula de Israel se divide sobre próxima fase
Olmert e Barak querem ampliar ação e Tzipi quer trégua, segundo jornais

Gustavo Chacra

Israel está numa encruzilhada no que diz respeito à definição dos rumos da ofensiva militar na Faixa de Gaza. O gabinete de segurança reuniu-se ontem pela segunda vez em menos de três dias, mas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3>Cúpula de Israel se divide sobre próxima fase</h3>
<p>Olmert e Barak querem ampliar ação e Tzipi quer trégua, segundo jornais</p>
<p>Gustavo Chacra</p>
<p>Israel está numa encruzilhada no que diz respeito à definição dos rumos da ofensiva militar na Faixa de Gaza. O gabinete de segurança reuniu-se ontem pela segunda vez em menos de três dias, mas o governo não informou oficialmente se a operação será ampliada ou reduzida, mostrando mais uma vez a divisão entre o premiê, Ehud Olmert, o ministro da Defesa, Ehud Barak e a chanceler, Tzipi Livni.</p>
<p>Cada um deles tem uma posição sobre qual a melhor forma de prosseguir com a ofensiva sem manchar a imagem de Israel aos olhos da comunidade internacional, segundo a imprensa israelense. Tzipi estaria propensa a uma retirada imediata, seguindo a resolução da ONU e a proposta de cessar-fogo do Egito e da França. Barak e Olmert seriam favoráveis a uma ampliação da ofensiva com o uso dos reservistas, mas não concordariam sobre alguns pontos desse plano.</p>
<p>(&#8230;) O fato de tanto Barak, do Partido Trabalhista (de centro-esquerda), quanto Tzipi, do centrista Kadima, serem rivais na disputa para premiê de Israel nas eleições parlamentares de 10 de fevereiro, não ajuda os israelenses nesse momento decisivo. Pelas estradas, há cartazes dos dois candidatos, que não se gostam e divergem em muitos pontos. Além deles, disputa o posto de primeiro-ministro o conservador Binyamin Netanyahu, do Likud.</p>
<p>Os papéis sobre a ofensiva em Gaza também se inverteram ao longo dos dias. Barak no início das operações quase concordou com um cessar-fogo temporário proposto pela França. Hoje, defende continuar com os ataques. Tzipi, por sua vez, foi contrária a uma trégua inicial, mas agora acha que os israelenses deveriam se retirar do território palestino.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Falcões vs pombas</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/09/falcoes-vs-pombas/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 13:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15581]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Luiz Eduardo Brandão
Nassif, outro artigo interessante do Lapouge, hoje no Estadão, sobre o xadrez político por trás dessa matança em Gaza.
A lógica realista da guerra em Gaza
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDV9u5goQ776Y2usj

A morte de israelenses e palestinos rende ganhos políticos para Hamas, Irã e trabalhistas em Israel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Luiz Eduardo Brandão</h2>
<p>Nassif, outro artigo interessante do Lapouge, hoje no Estadão, sobre o xadrez político por trás dessa matança em Gaza.</p>
<h3>A lógica realista da guerra em Gaza</h3>
<p>http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDV9u5goQ776Y2usj</p>
<p>A morte de israelenses e palestinos rende ganhos políticos para Hamas, Irã e trabalhistas em Israel</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Estado e o povo</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/09/o-estado-e-o-povo/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 12:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15591]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Cabocla
Edson,

Eu não fico só com vontade de quebrar algumas coisas, já se foram algumas portas…

Tenho amigas médicas dos dois lados do conflito. Lá. Hoje.

Com a da Palestina - que está em Gaza - não consigo falar - falta de Luz? Morta?

Com a israelense falo, e choramos juntas.

O que eu estou criticando é a NOSSA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Cabocla</span></strong></h2>
<p>Edson,</p>
<p>Eu não fico só com vontade de quebrar algumas coisas, já se foram algumas portas…</p>
<p>Tenho amigas médicas dos dois lados do conflito. Lá. Hoje.</p>
<p>Com a da Palestina &#8211; que está em Gaza &#8211; não consigo falar &#8211; falta de Luz? Morta?</p>
<p>Com a israelense falo, e choramos juntas.</p>
<p>O que eu estou criticando é a NOSSA posição.</p>
<p>Claro, indignação é pouco.</p>
<p>Mas é pior transformar/igualar o conflito em ódio aos judeus, não? Não ajuda &#8211; vou colar o termo de alguém aí de cima &#8211; a romper a espiral de violência.</p>
<p>A única coisa que podemos fazer são manifestações, como tem acontecido no mundo afora &#8211; não aqui sentadinhos no PC &#8211; e apoiar RADICALMENTE os moderados &#8211; que existem nos dois lados &#8211; pela PAZ.</p>
<p>Sei que é difícil não ter ódio, e para mim a cada dia que passa fica mais. Então lembro que é o que acontece lá &#8211; e eles tem mais razão, estão diretamente envolvidos- é porque não se consegue a PAZ e tento me conter.</p>
<p>Mas NUNCA culpo os povos, sejam os palestinos ou israelenses.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Executando moribundos</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/09/executando-moribundos/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 10:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15541]]></guid>
		<description><![CDATA[O lado mais tenebroso das guerras era o sujeito que, depois da batalha, era incumbido de excutar os adversários moribundos.

Alguma diferença com essa guerra de extermínio?
Do Estadão
Após sofrer novo ataque, ONU suspende ações na Faixa de Gaza
Comboios da organização e do CICV são alvejados por Israel; Conselho de Segurança chega a pré-acordo para aprovar resolução; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O lado mais tenebroso das guerras era o sujeito que, depois da batalha, era incumbido de excutar os adversários moribundos.</p>
<p>Alguma diferença com essa guerra de extermínio?</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3>Após sofrer novo ataque, ONU suspende ações na Faixa de Gaza</h3>
<p>Comboios da organização e do CICV são alvejados por Israel; Conselho de Segurança chega a pré-acordo para aprovar resolução; foguetes lançados do Líbano ferem 2 israelenses; Obama poderá falar com Hamas</p>
<p>Cidade de Gaza</p>
<p>Um comboio da ONU e outro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foram atacados ontem, na Faixa de Gaza. Pelo menos um funcionário das Nações Unidas morreu, levando a organização a suspender suas atividades humanitárias &#8220;até que as autoridades israelenses possam dar garantias de segurança&#8221;. O CICV, por seu lado, anunciou que prosseguiria com seus trabalhos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A poesia e a descrença</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/08/a-poesia-e-a-descenca/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/08/a-poesia-e-a-descenca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 18:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15471]]></guid>
		<description><![CDATA[Por Luís Henrique Bueno
Gaza

Enquanto houver humanidade,
Uma dor será lembrada,
a do sangue inocente
impregnando tudo!
na superfície das coisas,
as almas dos homens.

Enquanto houver humanidade,
Haverá o semblante
da criança apavorada
correndo desorientada
Haverá a moça muçulmana
pronta para morrer mártir,
tão doce, tão jovem.

Haverá muitas gerações de gentes,
no porvir dos tempos,
Espero que estas
tenham mais fé,
do que a minha,
na humanidade.

PS.: Não sou arabe nem judeu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong><span class="row-title">Por Luís Henrique Bueno</span></strong></h2>
<p>Gaza</p>
<p>Enquanto houver humanidade,<br />
Uma dor será lembrada,<br />
a do sangue inocente<br />
impregnando tudo!<br />
na superfície das coisas,<br />
as almas dos homens.</p>
<p>Enquanto houver humanidade,<br />
Haverá o semblante<br />
da criança apavorada<br />
correndo desorientada<br />
Haverá a moça muçulmana<br />
pronta para morrer mártir,<br />
tão doce, tão jovem.</p>
<p>Haverá muitas gerações de gentes,<br />
no porvir dos tempos,<br />
Espero que estas<br />
tenham mais fé,<br />
do que a minha,<br />
na humanidade.</p>
<p>PS.: Não sou arabe nem judeu, sou brasileiro</p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Daniel Giraldi</span></strong></h2>
<p>Parabéns pelas belas palavras Luís Henrique!</p>
<p>Motivado pelas suas, também deixo as minhas.</p>
<p>Ano Novo</p>
<p>Comungue com os bichos que lhe coçam<br />
chagas abertas pela última bomba,<br />
nessa guerra de sabe-se lá quem.</p>
<p>Olhe bem para o seu corpo magro,<br />
de quem não se alimenta há uns três dias<br />
e tire o barro das canelas finas.</p>
<p>Vá visitar com fé seu pobre filho<br />
ferido na semana retrasada<br />
e deseje paz ao paciente imóvel.</p>
<p>Engula suas lágrima de raiva<br />
Do soldado covarde, vil algoz<br />
De seus males secretos, silenciosos.</p>
<p>Estoure sua última champanhe:<br />
Faça um brinde às ruínas dessa terra<br />
De Deus, de todos nós e de ninguém.</p>
<p>Porque, afinal, é Ano-Novo!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sem limites</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/06/sem-limites/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/06/sem-limites/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15252]]></guid>
		<description><![CDATA[Do Último Segundo
ONU afirma que escola estava demarcada; Israel diz ter respondido a ataque
GAZA - Um funcionário da ONU em Gaza disse que a escola onde dezenas de palestinos foram mortos por um bombardeio israelense, nesta terça-feira, estava claramente demarcada com uma bandeira da organização internacional e que sua localização havia sido comunicada às autoridades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Último Segundo</h2>
<h3><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/01/06/funcionario+da+onu+diz+que+escola+em+gaza+estava+demarcada+3238216.html" target="_blank">ONU afirma que escola estava demarcada; Israel diz ter respondido a ataque</a></h3>
<p>GAZA &#8211; Um funcionário da ONU em Gaza disse que a escola onde dezenas de palestinos foram mortos por um bombardeio israelense, nesta terça-feira, estava claramente demarcada com uma bandeira da organização internacional e que sua localização havia sido comunicada às autoridades de Israel.</p>
<h2>Da BBC</h2>
<p>O vídeo da reportagem: <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/meta/dps/2009/01/bb/090106_gazaescola_console_16x9_bb.asx">clique aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fotos da guerra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/06/fotos-da-guerra/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/06/fotos-da-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=15161]]></guid>
		<description><![CDATA[Da Comunidade do Blog
Por Maria Dirce
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Comunidade do Blog</h2>
<h3>Por Maria Dirce</h3>
<p><img src="http://api.ning.com/files/NPsyCbhuXFsi1Ef6j7x21ZkT5KyD1hsVjVnLMQ1SmA0JsA1*PNr6hYKgbOw7kK*yQYkAQWpf9cmqxY5g8FzzWHCUVa5RrY3Y/mulherchorandoseusmortos.jpg" alt="" width="465" height="322" /><img src="http://api.ning.com/files/NPsyCbhuXFs3GS-qxWzJnqXn5BhSrMumr4aPw5*TiDEsLL-Plp6pwofy*bsPjA26MLggGYtsZ1T0ONhsUqXv0m1eUwUHVgUJ/jardimdeinfanciadestruido.jpg" alt="" width="464" height="321" /><img src="http://api.ning.com/files/NPsyCbhuXFsCJslB8DfCV7yue7V9foNsEMtZpbl9UNbRZ5TRB*mjeTDimOROmSWhUf-RdjOqwjDNaKs*-iEVXuAaOW2L0Rab/homemdesesperadoseufilhofoimorto.jpg" alt="" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A esquerda israelense</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/04/a-esquerda-israelese/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/01/04/a-esquerda-israelese/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 12:52:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>

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		<description><![CDATA[De O Globo
'Devíamos ter saído dos territórios em 1967' 
Historiador polêmico em Israel, Benny Morris defende ataque a Gaza, mas diz que manter ocupação foi erro

ENTREVISTA Benny Morris

JERUSALÉM. Um dos mais controversos historiadores de Israel, Benny Morris, da Universidade Ben Gurion, transformou-se numa figura com quem ninguém quer falar. Os israelenses acusam-no de odiar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>De O Globo</h1>
<h3>&#8216;<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDSKNSgoQx46Gjeoj" target="_blank">Devíamos ter saído dos territórios em 1967&#8242; </a></h3>
<p>Historiador polêmico em Israel, Benny Morris defende ataque a Gaza, mas diz que manter ocupação foi erro</p>
<p>ENTREVISTA Benny Morris</p>
<p>JERUSALÉM. Um dos mais controversos historiadores de Israel, Benny Morris, da Universidade Ben Gurion, transformou-se numa figura com quem ninguém quer falar. Os israelenses acusam-no de odiar o país, e os árabes de ser parcial e contar apenas os capítulos da História que lhe convêm.</p>
<p>Mesmo autores considerados &#8220;revisionistas&#8221;, como Ilan Pappé, criticaram sua última obra &#8211; &#8220;1948, a história da primeira guerra árabe-israelense&#8221;. Aos 60 anos, Morris parece não se incomodar com críticas e deixa escapar paixão e intensidade pouco vistas no meio acadêmico quando o assunto é o conflito árabe-israelense. Morris nasceu num kibutz e foi ativista de movimentos juvenis de esquerda, recusando-se a prestar serviço militar nos territórios palestinos. Os paradoxos o acompanham e suas opiniões podem confundir um leitor desatento. Ele defende os bombardeios a Gaza e chama o Hamas de &#8220;anormal&#8221;. Segundo Morris, a paz só será possível noutra geração e o estabelecimento de dois Estados para dois povos é o único caminho para o fim do conflito.</p>
<p>Renata Malkes Especial para O GLOBO<span id="more-14851"></span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong>GLOBO</strong>: Numa provocação, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que Israel não aprendeu nenhuma lição da guerra no Líbano e que os bombardeios aéreos a Gaza serão inúteis. Que rumos essa ofensiva vai tomar?<br />
<strong>BENNY MORRIS</strong>: Nasrallah está certo. Nesta guerra privada entre Israel e o Hamas, não vejo soluções. Os bombardeios eram necessários, já que nenhum país pode ser atacado diariamente com mísseis sem reagir. Os bombardeios têm que continuar. É preciso dar um tapa forte no grupo.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em>Mas o preço é a destruição, a morte de civis e mais uma mancha na imagem de Israel no cenário internacional&#8230;</em></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong>MORRIS</strong>: Não há alternativa. Infelizmente civis morrem em guerras. O Hamas prega a destruição de Israel e a única linguagem que compreende é a da força. Eles gostariam de ter o poderio militar israelense e eliminar o país do mapa. Se fossem uma instituição normal pelos conceitos ocidentais, talvez houvesse outra maneira. O Hamas é anormal. São fanáticos e religiosos que querem eliminar quem pensa diferente. O Hamas é o mal.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em> A conquista da Faixa de Gaza, em 1967, na Guerra dos Seis Dias, pode ser considerada um dos maiores erros estratégicos da História de Israel?<br />
</em></strong> <strong>MORRIS</strong>: Hoje vê-se que as conseqüências foram desastrosas, mas, na época, Israel não teve alternativa. Quando o Egito pôs um Exército hostil no Deserto do Sinai e fez alianças com Síria e Jordânia, Israel foi obrigado a defender-se mais uma vez. No entanto, não tenho dúvidas de que deveríamos ter saído de Gaza e da Cisjordânia logo após o fim do conflito, mesmo que unilateralmente. Outra chance foi perdida em 78. Quando foi assinado o acordo de paz com o Egito, Israel deveria ter obrigado o presidente Anwar Sadat a controlar a Faixa de Gaza, mas os egípcios não se apressaram em ficar com a soberania de Gaza.</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em>Por quê? Mesmo hoje o presidente Hosni Mubarak fecha as fronteiras e nega qualquer ajuda aos palestinos de Gaza&#8230;<br />
</em></strong> <strong>MORRIS:</strong> A Faixa de Gaza sempre foi um celeiro de confusão. Todos os que administraram a região antes mesmo de 1967 enfrentaram problemas. É um antro de gente pobre, desgostosa e hostil, que nunca aceitou a intervenção de “estrangeiros” em seu território, sejam eles egípcios ou israelenses. Para os egípcios, Gaza forte significa Hamas forte. O Hamas é uma organização dissidente da Irmandade Muçulmana, que é forte na oposição ao governo egípcio e sonha transformar o Egito num país fundamentalista.<br />
</span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em>O senhor pesquisou durante anos um dos lados obscuros do sionismo, como a expulsão de milhares de árabes de suas casas e as atrocidades cometidas para a criação do Estado de Israel em 1948. Hoje, 60 anos e diversas guerras depois, o senhor justifica tudo isso?</em></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em><span style="font-style: normal;font-weight: normal"><strong><span>MORRIS:</span></strong><span> Foi uma decisão internacional criar um Estado judeu na Palestina. Houve 24 massacres, sendo o da aldeia de Deir Yassin, perto de Jerusalém, o mais famoso. Eu pesquisei um tema doloroso que muitos israelenses preferiram ignorar. É claro que não posso justificar ou me identificar com violência, mortes e estupros, mas compreendo que os judeus não tiveram alternativa em 1948. Foram os árabes que começaram uma guerra após a proclamação do Estado e obrigaram os israelenses a reagir. Era uma questão de sobrevivência. O premier David Ben Gurion sabia que era preciso remover as comunidades árabes para que o Estado judeu existisse.</span></span></em></strong></span></p>
<p class="MsoBodyText"><span><strong><em> Então o primeiro premier israelense, Ben Gurion, um trabalhista, era a favor da transferência dos árabes, uma visão tradicionalmente da direita?<br />
</em></strong> <strong>MORRIS:</strong> Claro, desde abril de 48 ele planejou a idéia de transferência. Não há ordens explícitas por escrito e tampouco havia esse conceito, mas esse era o clima geral no país. Era uma coisa subentendida. O Estado judeu não existiria com uma minoria árabe em seu território. E Ben Gurion estava certo, não condeno suas atitudes. O condenável é que, depois dos massacres, Ben Gurion calou-se. E os culpados não foram punidos.</span></p>
<p><strong><em> Alguns analistas crêem que o fracasso em alcançar a paz pode levar os palestinos a mudar de estratégia, exigindo ser incorporados a Israel, que se transformaria num Estado binacional. Essa possibilidade existe?<br />
</em></strong> <strong>MORRIS:</strong> Sim. É um dos maiores perigos enfrentados por Israel. Se a ocupação na Cisjordânia for mantida, demograficamente não seremos mais um Estado judeu. Mas não acredito que os palestinos se transformariam em israelenses, eles viveriam aqui, mas sem cidadania. Sou um defensor da idéia de dois Estados para dois povos, pois é a única alternativa para a expulsão dos israelenses, dos palestinos ou a destruição total. Infelizmente nesta geração pelo menos de 30% a 40% do público dos dois lados não aceitam esta solução. Sempre depois de uma pequena trégua, o terror e o conflito voltarão. Estamos condenados a viver sob a espada.</p>
<p><strong><em> Para um intelectual de esquerda, o senhor soa um tanto direitista e até mesmo pessimista&#8230;<br />
</em></strong> <strong>MORRIS:</strong> Estou tentando ser realista. Sei que não é politicamente correto, mas tudo que é politicamente correto envenena a História e impede nossa capacidade de enxergar a verdade. Eu me identifico com o filósofo Albert Camus. Ele era esquerdista e muito ético, mas, quando se referia ao problema da Argélia, mudava de tom. Preservar seu povo era mais importante que valores universais de moral e ética. Há um choque de civilizações em curso no mundo. O Islã e sua atitude bárbara com relação à liberdade, à democracia e à vida humana luta contra o mundo ocidental. <span>O conflito israelensepalestino é somente uma vertente dessa guerra. </span></p>
<h2><strong><span class="row-title">Por Delcides</span></strong></h2>
<p>Entrevista interessante com Zbigniew Brzezinski, no Estadão de hoje: <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090104/not_imp302237,0.php" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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	</channel>
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