25/10/2009 - 07:00
Nesses tempos de análise comparativa com a crise de 1929 – e com o período que a precedeu – não me lembro de ter lido nos jornais sobre o Ministro da Fazenda japonês Korekyo Takahashi.
Enquanto Estados Unidos e Inglaterra quedavam, presos à ortodoxia suicida que aprofundou a crise, em 1931 Takashi foi indicado pelo Imperador para formar o novo gabinete. Imediatamente saiu a campo, convocou as empresas japonesas e saiu mundo afora abrindo mercado para os produtos japoneses. Em dois anos, 25% da produção industrial japonesa estava sendo vendida para os novos mercados.
Vendo a economia desabar, Takashi também esqueceu equilíbrio orçamentário, conseguiu empréstimos com banqueiros conhecidos e financiou um vasto programa de obras públicas, gastos militares e transporte marítimo.
Antes disso, Takashi foi Ministro da Agricultura, com rara preocupação social para aqueles tempos e ponto de contato do Japão com o sistema financeiro ocidental.
Segundo alguns biógrafos, em 1929 antecipou alguns dos princípios que Lord Keynes desenvolveria em seguida.
Autodidata, traduziu o livro “The Pure Theory of Modern Trade”, de Alfred Marshall. E – importante – descobriu que o Japão só se tornaria uma economia relevante se tivesse um povo rico e um exército forte, mas que não escapasse do controle. A política econômica, segundo Takashi, deveria ser para a população em geral.
Em um ano o Japão saiu da crise. Mas o Exército saiu do controle. Pouco tempo depois, Takashi foi assassinado, depois que tentou conter os gastos militares.
Que tal nossos especialistas desenvolverem um pouco mais sobre o Keynes japonês.
Aqui, nota do jornal ABC, da Espanha, de 12 de dezembro de 1931:

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: guerra, Japão, Keynes, Korekyo Takahashi
21/10/2009 - 08:31
Por alfredo machado
Nassif:
Impressionante o senhor GM, pois sendo ele o presidente do STF, chama atenção a sua desmedida atração pelos holofotes; demonstra capacidade para opinar sobre qualquer assunto – é capaz de dar palpite sobre o resultado do jogo do bicho, a meteorologia ou mesmo interpelar Dunga sobre a escalação da seleção, enfim, não tem qualquer limite; não me recordo de semelhante a partir de um membro do STF, não necessariamente o seu presidente.
Hoje, seu palpite (poderia ser o meu) foi sobre o grau de responsabilidade das instâncias federal e estadual pela chegada de armamentos estrangeiros às grandes capitais, notadamente Rio e São Paulo, aproveitando então para “arremessar a bola” para o governo federal.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Gilmar Mendes, guerra, sigilo bancário, tráfico
07/09/2009 - 08:45
Por Marcos Doniseti
Nassif, em entrevista ao jornal britânico ‘The Observer’, o ex-Presidente FHC disse que a guerra contra as drogas fracassou. Então, isso significa que o bilionário ‘Plano Colômbia’, que supostamente visa combater o narcotráfico, é um desperdício de dinheiro e, logo, esse acordo militar feito pela Colômbia, permitindo que os EUA usem 7 bases militares instaladas em seu territorio, é uma inutilidade, correto?
Da BBC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu em um artigo publicado neste domingo pelo jornal britânico The Observer que a guerra contra as drogas fracassou e que deveria haver um esforço internacional para promover a descriminalização dos usuários de maconha.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crime
Tags: descriminalização, drogas, FHC, guerra, maconha
15/07/2009 - 10:24
Nassif, olha essa reportagem do El País sobre a última guerra em Gaza, com depoimentos de combatentes israelenses. Chocante como a escuridão é mais persistente que a luz.
Clique aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel, Palestina
06/05/2009 - 15:06
Do Blog do Azenha:
Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram – com a ajuda dos internautas
por Luiz Carlos Azenha
“Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão – da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.
Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?
Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira “frente” eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a “cozinha” do noticiário. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Mídia
Tags: guerra, internet, Satiagraha
19/01/2009 - 15:23
Por Henrique Marques Porto
Nassif,
Um primeiro grupo de jornalistas entrou em Gaza depois do cessar-fogo e do início da retirada de parte das tropas de Israel. Descrevem o cenário como “desolador”. Muita destruição, milhares de desabrigados, corpos empilhados nas ruas ou ainda sob escombros. O depoimento de um palestino vale mais do que muitas análises: “-A guerra foi contra nós, o povo. O que aconteceu com o Hamas? Nada!”
Clique aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política
Tags: Gaza, guerra
17/01/2009 - 12:30
Da Folha
Nascimento de minha filha é luz no escuro
FARES AKRAM
DO “INDEPENDENT”, EM GAZA
A quinta-feira foi o mais sangrento e violento dos dias na Cidade de Gaza. Mas mesmo em meio ao sangue derramado e ao caos que nos cerca, estamos repletos de alegria.
Doze dias depois de meu pai ser morto por um ataque aéreo israelense, nasceu nossa primeira filha, com 3,8 quilos e ótima saúde. Mal pude acreditar nos meus olhos, quando a vi pela primeira vez.
Na noite de quarta-feira, enquanto Alaa estava em trabalho de parto, houve alguns sinais de esperança quanto ao final do conflito. “Talvez nosso bebê e a paz cheguem juntos”, pensei.
Mas, durante a noite, os israelenses reforçaram seus ataques, dirigidos a uma área da cidade conhecida como Tel al Hawa, que definitivamente não é um baluarte do Hamas.
Alaa estava muito assustada diante da perspectiva do parto e, para tornar a situação ainda mais apavorante, o bombardeio era audível quando entramos no táxi que nos levou ao hospital Shifa.
Eu sabia que o parto demoraria muito tempo; os médicos tiveram de induzi-lo. Por isso, fui até a entrada do hospital, onde as ambulâncias continuavam a chegar. Vi oito feridos removidos de um caminhão de bombeiros; os feridos eram todos trabalhadores da defesa civil, identificados por casacos fluorescentes. Era uma visão terrível. A maioria dos feridos tinha as pernas decepadas abaixo do joelho e apresentava cortes severos por estilhaços.
Na ala de emergência do hospital Shifa, as ambulâncias chegavam sem parar. A maioria das vítimas pareciam ser mulheres, meninas e crianças, entre as quais um bebê muito pequeno envolto em cobertores brancos. Todos os dias foram ruins, desde que a guerra começou, mas aquele era o pior.
Fomos removidos de nossa casa no começo desta semana, e em seguida o apartamento foi seriamente danificado por explosões. Já não sinto que estejamos seguros nem no hospital.
Só espero que o nascimento de Somaya venha acompanhado pelo final da violência e da matança. Para nossa família, se não para o resto de Gaza, o nascimento dela é como uma luz brilhando no escuro.
Comentário
Como diz Shimon Peres, Israel cuida melhor de suas crianças.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
14/01/2009 - 09:40
Da Folha
DO “NEW YORK TIMES”, EM JERUSALÉM
Para os críticos de Israel no exterior, a situação não poderia estar mais clara: a guerra na faixa de Gaza é uma resposta totalmente desproporcional aos foguetes disparados pelo Hamas, está causando sofrimento humano indescritível, e é preciso pôr um ponto final nela.
Em Israel, muito poucas pessoas veem a guerra dessa maneira. Os protestos contra a guerra têm tido dificuldade em atrair mil participantes.
Um editorial do “Jerusalem Post” disse que o mundo deve estar se perguntando se os israelenses realmente acreditam que todo o resto do mundo está enganado e apenas eles estão com a razão. A resposta é “sim”.
“É muito frustrante para nós não sermos compreendidos”, diz Yoel Esteron, editor do jornal “Calcalist”. “Quase 100% dos israelenses sentem que o mundo é hipócrita. Onde estava o mundo quando nossas cidades foram alvejadas por foguetes por oito anos? Por que deveríamos nos importar com a opinião do mundo agora?”
Israel converteu-se nas últimas semanas num paradigma de unidade e apoio mútuo. Pergunte a pessoas em qualquer parte do país, hoje, sobre o fato de o Exército ter barrado a entrada de jornalistas na faixa de Gaza, e a resposta é “deixem o Exército fazer seu trabalho”.
Com ou sem razão, os israelenses acreditam que seus soldados se esforçam para poupar vidas. Como seus combatentes se escondem entre pessoas comuns, o Hamas é visto como responsável pelas vítimas civis.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
13/01/2009 - 14:53
Atualizado às 14:53
Da Folha
Por Ricardo Melo
SÃO PAULO – É patético. No mesmo momento em que Israel avança para a guerra urbana em Gaza, o presidente Lula usa seu programa de rádio para pedir respeito à decisão do Conselho de Segurança da ONU sobre um cessar-fogo.
Mera saudação à bandeira. A ONU, desde a sua fundação, só tem feito referendar a vontade dos países ricos. Ninguém sério, ou que se leve a sério, acredita que as Nações Unidas exerçam algum poder de fato para arbitrar conflitos, interromper guerras e promover a paz.
Ao contrário. O que a ONU tem feito ao longo de sua história é chancelar as guerras ao dar poder de veto a um único país para impedir ações mandatórias. A ONU que votou pelo cessar-fogo em Gaza é a mesma que assistiu, aprovando documentos parecidos, à invasão do Iraque, do Afeganistão (pela URSS e pelos EUA), à Guerra do Vietnã, da Coreia e a outras tantas tragédias.
A retórica é o refúgio preferido da hipocrisia diplomática. O Brasil tem sido criticado por alguns por “condenar” o ataque à faixa de Gaza. Fachada pura. Pergunte qual iniciativa concreta o Itamaraty ou o Planalto tomaram para incomodar o governo israelense. Prepare-se para o silêncio absoluto. Mas, no mundo das representações, soa importante mandar nosso chanceler excursionar pelo Oriente Médio, aparecer em fotos com o presidente do Egito e apertar as mãos da ministra israelense que “não vê crise humanitária” na faixa de Gaza.
Em relação ao que interessa, a posição brasileira é, na verdade, oposta. Compare: por muito menos, se é que vidas importam alguma coisa, o Brasil chamou de volta o embaixador em Quito, até se certificar que o governo Correa honraria compromissos financeiros com uma empreiteira. Já em Gaza, trata-se de civis lançados à própria sorte, manipulados por extremistas islâmicos e vítimas da brutalidade da máquina de guerra de Israel. Que tal, presidente, também chamar nosso embaixador para conversar? Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia, Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
13/01/2009 - 07:16
Há um campo amplo para o exercício contumaz da asneira. Mas poucas vezes li tolice igual à brandida pelos que minimizam a questão da desproporção entre as forças de Israel e a dos palestinos de Gaza.
Hoje, na Folha, os simpaticíssimos (sem ironia) Salomão Schvartzan e Zevi Ghivelder perguntam: “Como medir proporção?” (clique aqui)
E respondem:
(…) Hoje, até mesmo os mais ferrenhos opositores do Estado judeu reconhecem que a atual operação militar em Gaza é uma resposta aos ataques do Hamas, mas veem nas decorrentes ações bélicas uma “desproporção”.
O que vem a ser proporção em um conflito armado? Há algum critério, alguma tabela, que a caracterize? Será que existe um consenso universal segundo o qual Israel teria o direito de matar “y” palestinos se contasse “x” mortos por foguetes?
É inacreditável. Em qualquer conflito, a medida que separa a batalha do massacre é a proporção de morte de lado a lado. Se, de um lado, morrem mil, dos quais grande número de crianças; do outro presumivelmente morrem 13 (já que o número é questionado até pelas agências internacionais), a desproporção é nítida. E é o sentido de proporção que separa as batalhas dos massacres. Ou não?
Quando, no Rio de Janeiro, a Polícia Militar invade um morro com 500 homens para caçar meia dúzia de traficantes, que também recorrem aos escudos humanos, faz um ataque desproporcional?
Faz, é evidente! Principalmente se deixa vítimas civis pelo caminho.
Quando os EUA, após o 11 de Setembro, lançaram milhares de toneladas de bombas sobre o Afeganistão dos talibãs, incluindo um hospital atingido, houve proporção?
Aplicou-se a lei de Talião que, segundo os defensores da democracia ocidental (entre os quais me incluo) significa ceder à barbárie. Aliás, o argumento lembra um velho personagem do Chico Anísio: sou, mas quem não é?
E quando os russos entraram com tudo para esmagar os rebeldes da Tchetchênia, a ação foi desproporcional?
É evidente que foi.
No dia 7 de junho de 1981, quando Israel bombardeou o que seria uma instalação nuclear no Iraque, houve protestos em todas as partes do mundo. Na Casa Branca, durante uma reunião de emergência, o vice-presidente George Bush propôs sanções contra Israel. O mesmo George Bush que, dez anos mais tarde, viria a desencadear a primeira Guerra do Golfo contra o Iraque.
E daí? Essa é outra peça gasta da retórica neocon, a de julgar que a desqualificação do crítico é suficiente para qualificar o criticado.
(…) O grande psicanalista brasileiro Hélio Pellegrino costumava dizer que a síntese da injustiça está na seguinte proposição: “O senhor tem toda a razão, mas vai preso assim mesmo”. É o que o mundo está fazendo agora com relação a Israel. Por isso, vale lembrar um conceito de Golda Meir, quando primeira-ministra: “Prefiro receber protestos a receber condolências”.
Ou Israel em relação aos mortos civis. “O senhor tem toda razão em protestar pela mortge das crianças e velhos, pelo bombardeio de escolas e hospitais, mas guerra é guerra, e os sábios neocons brasileiros aboliram a proporcionalidade na análise de conflitos.”
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Mídia
Tags: Gaza, guerra, Israel
10/01/2009 - 18:16
Do Amalgama Blog
Gideon Levy, no Haaretz (Tel Aviv, 9 de janeiro)
Essa guerra, talvez mais que as anteriores, está expondo as veias profundas da sociedade de Israel. Racismo e ódio erguem a cabeça, a sede de vingança e de sangue. A “tendência do comando” no exército de Israel hoje é matar, “matar o mais possível”, nas palavras dos porta-vozes militares na televisão. E ainda que falassem dos combatentes do Hamas, ainda assim essa disposição seria sempre horrenda.
A fúria sem rédeas, a brutalidade é chamada de “exercitar a cautela”: o apavorante balanço do sangue derramado – 100 palestinos mortos para cada israelense morto é um fato que não está levantando qualquer discussão, como se Israel tivesse decidido que o sangue dos palestinos valesse 100 vezes menos que o sangue dos israelenses, o que manifesta o inerente racismo da sociedade de Israel. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel, Palestina
10/01/2009 - 11:14
Do El Pais, da Espanha:
“De acuerdo a varios testimonios, el 4 de enero soldados de infantería israelíes evacuaron a 110 palestinos -la mitad de ellos niños- a un inmueble en Zeitun y les advirtieron de que permanecieran adentro”, afirma la OCHA en su informe semanal de la situación en Gaza.
“Veinticuatro horas más tarde, fuerzas israelíes bombardearon repetidamente el inmueble, matando a aproximadamente treinta personas que se alojaban en él”[...]
Do Ultimo Segundo, agência EFE
Israel mata 30 civis palestinos em bombardeio contra casa, diz Ocha
09/01 – 07:21 , atualizada às 11:21 09/01 – EFE
JERUSALÉM – O Exército israelense matou no domingo passado 30 civis palestinos que seus soldados tinham concentrado no dia anterior em uma casa na Faixa de Gaza, segundo um documento do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, em inglês) da ONU.
Do El Clarin, da Argentina
Denuncia de la ONU: los mandan a un refugio y los bombardean igual
Eran 110 palestinos de un clan. Soldados israelíes los evacuaron y luego mataron a 30.
VICTIMAS. EN EL HOSPITAL SHIFA DESDE AHI SOBREVIVIENTES DIERON AYER DETALLES DE LA MATANZA DEL 5 DE ENERO.
(…) El grave hecho ocurrió -según la ONU- el 5 de enero en la franja de Gaza. La Oficina de las Naciones Unidas para la Coordinación Humanitaria (OCHA) denunció ayer que “según diversos testimonios, el 4 de enero soldados evacuaron y reagruparon a unos 110 palestinos, la mitad de ellos niños, en una sola vivienda en Zeitun y les ordenaron permanecer en el interior del inmueble”.
“Veinticuatro horas más tarde, las fuerzas israelíes bombardearon esa vivienda matando a cerca de 30 personas”, agregó la nota. Pero no serían los únicos muertos: bajo las ruinas del edificio alcanzado por el fuego israelí se hallarían más cadáveres, contó una mujer que sobrevivió a la masacre y que está internada en el hospital Shifa de Gaza. Durante el ataque la mujer, de 29 años, perdió a dos de sus seis hijos.
Do Estadão
Forças israelenses bombardearam uma casa na Faixa de Gaza onde os próprios soldados de Israel tinham colocado cerca de 110 palestinos no dia anterior, segundo um relatório da ONU. O bombardeio, em Zeitoun, um bairro no sudeste da Cidade de Gaza, ocorreu no dia 4 de janeiro e matou cerca de 30
Do Globo
da correspondente Renata Malkes
Segundo a porta-voz do escritório de coordenação de ajuda humanitária da ONU (Ocha), Allegra Pacheco, testemunhas disseram que, na noite do dia 4, soldados israelenses expulsaram 110 pessoas de suas casas, entre elas cerca de 50 crianças, e ordenaram que fossem para um prédio e lá permanecessem. Menos de 24 horas depois, disparos de artilharia destruíram o local.
- Segundo várias testemunhas, soldados de infantaria israelenses levaram cerca de 110 palestinos para uma residência em Zeitun, alertando-os para ficarem lá dentro. Depois de 24 horas, forças israelenses lançaram vários projéteis contra o local, matando 30 – disse Pacheco. – Os que sobreviveram e conseguiam caminhar, andaram dois quilômetros antes de serem levados para um hospital. Três crianças, a mais jovem de 5 meses, morreram no hospital.
Ahmed Samouni, de 13 anos, foi um dos sobreviventes, apesar de ferimentos numa perna e no peito. Ele perdeu seis parentes no ataque, inclusive sua mãe e um irmão. Ele descreveu como 15 soldados desembarcaram de helicópteros e bateram nos civis que foram levados para o local do massacre. Ele teve que buscar sozinho água para três irmãos mais novos – um deles ficou no colo do cadáver de sua mãe por dias.
- Não tinha água, pão. Nada para comer – disse Ahmed. – Abu Salah morreu, sua mulher morreu. Abu Tawfiq morreu, o filho dele morreu, a sua mulher também morreu. Mohammed Ibrahim morreu, e sua mulher morreu. Ishaq morreu e Nassar morreu. A mulher de Nael Samouni morreu. Muitas pessoas morreram.
Do Guardian
Crisis in Gaza
UN levels war crimes warning at Israel
Killing of 30 people in Gaza when army shelled house full of evacuees ‘has all hallmarks of war crime’, says high commissioner for human rights
Da Veja
É paradoxal, mas não inesperado, que Israel, a única democracia do Oriente Médio, esteja perdendo gradualmente a simpatia da opinião pública no exterior. A malhação, antes confinada à extrema esquerda, tornou-se parte integrante do populismo antiocidental.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: extermínio, Gaza, guerra
10/01/2009 - 10:26
Do Estadão
Cúpula de Israel se divide sobre próxima fase
Olmert e Barak querem ampliar ação e Tzipi quer trégua, segundo jornais
Gustavo Chacra
Israel está numa encruzilhada no que diz respeito à definição dos rumos da ofensiva militar na Faixa de Gaza. O gabinete de segurança reuniu-se ontem pela segunda vez em menos de três dias, mas o governo não informou oficialmente se a operação será ampliada ou reduzida, mostrando mais uma vez a divisão entre o premiê, Ehud Olmert, o ministro da Defesa, Ehud Barak e a chanceler, Tzipi Livni.
Cada um deles tem uma posição sobre qual a melhor forma de prosseguir com a ofensiva sem manchar a imagem de Israel aos olhos da comunidade internacional, segundo a imprensa israelense. Tzipi estaria propensa a uma retirada imediata, seguindo a resolução da ONU e a proposta de cessar-fogo do Egito e da França. Barak e Olmert seriam favoráveis a uma ampliação da ofensiva com o uso dos reservistas, mas não concordariam sobre alguns pontos desse plano.
(…) O fato de tanto Barak, do Partido Trabalhista (de centro-esquerda), quanto Tzipi, do centrista Kadima, serem rivais na disputa para premiê de Israel nas eleições parlamentares de 10 de fevereiro, não ajuda os israelenses nesse momento decisivo. Pelas estradas, há cartazes dos dois candidatos, que não se gostam e divergem em muitos pontos. Além deles, disputa o posto de primeiro-ministro o conservador Binyamin Netanyahu, do Likud.
Os papéis sobre a ofensiva em Gaza também se inverteram ao longo dos dias. Barak no início das operações quase concordou com um cessar-fogo temporário proposto pela França. Hoje, defende continuar com os ataques. Tzipi, por sua vez, foi contrária a uma trégua inicial, mas agora acha que os israelenses deveriam se retirar do território palestino.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
09/01/2009 - 11:05
Por Luiz Eduardo Brandão
Nassif, outro artigo interessante do Lapouge, hoje no Estadão, sobre o xadrez político por trás dessa matança em Gaza.
A lógica realista da guerra em Gaza
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDV9u5goQ776Y2usj
A morte de israelenses e palestinos rende ganhos políticos para Hamas, Irã e trabalhistas em Israel
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
09/01/2009 - 10:11
Por Cabocla
Edson,
Eu não fico só com vontade de quebrar algumas coisas, já se foram algumas portas…
Tenho amigas médicas dos dois lados do conflito. Lá. Hoje.
Com a da Palestina – que está em Gaza – não consigo falar – falta de Luz? Morta?
Com a israelense falo, e choramos juntas.
O que eu estou criticando é a NOSSA posição.
Claro, indignação é pouco.
Mas é pior transformar/igualar o conflito em ódio aos judeus, não? Não ajuda – vou colar o termo de alguém aí de cima – a romper a espiral de violência.
A única coisa que podemos fazer são manifestações, como tem acontecido no mundo afora – não aqui sentadinhos no PC – e apoiar RADICALMENTE os moderados – que existem nos dois lados – pela PAZ.
Sei que é difícil não ter ódio, e para mim a cada dia que passa fica mais. Então lembro que é o que acontece lá – e eles tem mais razão, estão diretamente envolvidos- é porque não se consegue a PAZ e tento me conter.
Mas NUNCA culpo os povos, sejam os palestinos ou israelenses.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
09/01/2009 - 08:34
O lado mais tenebroso das guerras era o sujeito que, depois da batalha, era incumbido de excutar os adversários moribundos.
Alguma diferença com essa guerra de extermínio?
Do Estadão
Após sofrer novo ataque, ONU suspende ações na Faixa de Gaza
Comboios da organização e do CICV são alvejados por Israel; Conselho de Segurança chega a pré-acordo para aprovar resolução; foguetes lançados do Líbano ferem 2 israelenses; Obama poderá falar com Hamas
Cidade de Gaza
Um comboio da ONU e outro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foram atacados ontem, na Faixa de Gaza. Pelo menos um funcionário das Nações Unidas morreu, levando a organização a suspender suas atividades humanitárias “até que as autoridades israelenses possam dar garantias de segurança”. O CICV, por seu lado, anunciou que prosseguiria com seus trabalhos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional, Política
Tags: Gaza, guerra, Israel
08/01/2009 - 16:01
Por Luís Henrique Bueno
Gaza
Enquanto houver humanidade,
Uma dor será lembrada,
a do sangue inocente
impregnando tudo!
na superfície das coisas,
as almas dos homens.
Enquanto houver humanidade,
Haverá o semblante
da criança apavorada
correndo desorientada
Haverá a moça muçulmana
pronta para morrer mártir,
tão doce, tão jovem.
Haverá muitas gerações de gentes,
no porvir dos tempos,
Espero que estas
tenham mais fé,
do que a minha,
na humanidade.
PS.: Não sou arabe nem judeu, sou brasileiro
Por Daniel Giraldi
Parabéns pelas belas palavras Luís Henrique!
Motivado pelas suas, também deixo as minhas.
Ano Novo
Comungue com os bichos que lhe coçam
chagas abertas pela última bomba,
nessa guerra de sabe-se lá quem.
Olhe bem para o seu corpo magro,
de quem não se alimenta há uns três dias
e tire o barro das canelas finas.
Vá visitar com fé seu pobre filho
ferido na semana retrasada
e deseje paz ao paciente imóvel.
Engula suas lágrima de raiva
Do soldado covarde, vil algoz
De seus males secretos, silenciosos.
Estoure sua última champanhe:
Faça um brinde às ruínas dessa terra
De Deus, de todos nós e de ninguém.
Porque, afinal, é Ano-Novo!
Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia
Tags: Gaza, guerra, Israel
06/01/2009 - 15:15
Do Último Segundo
GAZA – Um funcionário da ONU em Gaza disse que a escola onde dezenas de palestinos foram mortos por um bombardeio israelense, nesta terça-feira, estava claramente demarcada com uma bandeira da organização internacional e que sua localização havia sido comunicada às autoridades de Israel.
Da BBC
O vídeo da reportagem: clique aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
04/01/2009 - 10:52
De O Globo
Historiador polêmico em Israel, Benny Morris defende ataque a Gaza, mas diz que manter ocupação foi erro
ENTREVISTA Benny Morris
JERUSALÉM. Um dos mais controversos historiadores de Israel, Benny Morris, da Universidade Ben Gurion, transformou-se numa figura com quem ninguém quer falar. Os israelenses acusam-no de odiar o país, e os árabes de ser parcial e contar apenas os capítulos da História que lhe convêm.
Mesmo autores considerados “revisionistas”, como Ilan Pappé, criticaram sua última obra – “1948, a história da primeira guerra árabe-israelense”. Aos 60 anos, Morris parece não se incomodar com críticas e deixa escapar paixão e intensidade pouco vistas no meio acadêmico quando o assunto é o conflito árabe-israelense. Morris nasceu num kibutz e foi ativista de movimentos juvenis de esquerda, recusando-se a prestar serviço militar nos territórios palestinos. Os paradoxos o acompanham e suas opiniões podem confundir um leitor desatento. Ele defende os bombardeios a Gaza e chama o Hamas de “anormal”. Segundo Morris, a paz só será possível noutra geração e o estabelecimento de dois Estados para dois povos é o único caminho para o fim do conflito.
Renata Malkes Especial para O GLOBO Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Internacional
Tags: Gaza, guerra, Israel
Voltar ao topo