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05/01/2009 - 22:45

Um dramalhão de respeito

Sempre fui noveleiro, desde o “Direito de Nascer” até os clássicos de Lauro Cesar Muniz (”O casarão”) e Dias Gomes. Depois, os compromissos profissionais me impediram de continuar noveleiro.

Voltei a assistir novelas de um mês para cá, especificamente “A Favorita”.

Fenômenos não são feitos para serem criticados, mas entendidos. Por onde passo, acaba o Jornal Nacional, para o mundo, no aniversário de filha, no hall de hotel, em consultório de médico.

Tentei entender, mas não consegui. Poucas vezes vi um dramalhão desse tamanho, diálogos de dramalhão mexicano dos anos 70, interpretação de dramalhão de terceira, direção de atores de dramalhão da Tupi. Conseguiram fazer da grande Glória Menezes uma choramingas, da Cláudia Raia, uma gritona, do Mauro Mendonça um empresário panaca. Os bandidos são inverossímeis, os mocinhos um anjo de candura, as maldades passam ao largo de polícia, departamento jurídico, escritórios de advocacia. Resta a interpretação magnífica de Patrícia Pillar, quando transmuta de bondosa desprotegida para malvada completa.

Mas, como disse, fenômenos não são feitos para serem criticados, mas entendidos. E, admito, não entendi nada. Nem a razão de manter a televisão ligada na Globo do Jornal Nacional até o fim da novela. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cultura, Sem categoria Tags: , ,
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