02/11/2009 - 09:34
Da Folha
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
A política de crescimento com poupança externa causa a elevação artificial dos salários reais e do consumo
NESTA SEMANA , deverá estar nas livrarias meu livro “Globalização e Competição”. Seu subtítulo completa o conteúdo do livro: “Por que alguns países emergentes têm sucesso e outros não”. É a síntese do meu trabalho dos últimos dez anos visando explicar o desenvolvimento econômico em um mundo em que os países competem duramente no plano econômico por maiores taxas de crescimento. É um livro de um economista keynesiano e estruturalista, pois minha visão da economia foi formada na escola de pensamento latino-americana formulada originalmente por Raul Prebisch e Celso Furtado após a Segunda Guerra. Na primeira parte, discuto a economia global em que vivemos e a estratégia correspondente: o novo desenvolvimentismo. Na segunda, procuro desenvolver uma macroeconomia estruturalista do desenvolvimento apropriada para nosso tempo.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo
Tags: competição. Luiz Carlos Bresser-Pereira, globalização, keynesiano
29/10/2009 - 13:49
Do Valor
Maria Inês Nassif, de Caxambu (MG)
A constitucionalização dos Estados Nacionais teve pleno êxito no Século XX e, se a globalização foi o grande arranque da universalização de valores democráticos, que trata legalmente iguais como iguais, ela também é parte da reprodução de um sistema desigual. A formação de uma sociedade global conseguiu levar a idéia de democracia e direitos aos cantos mais recônditos do mundo, mas os Estados nacionais que assimilaram conceitos de democracia também foram dialeticamente submetidos por normatizações globais – ou por ações políticas que passam ao largo das institucionalizações nacionais e internacionais, como a base americana de Guantânamo, em Cuba -, que funcionam acima das democracias. A institucionalidade do executivo global é falha e faz prevalecer liberdades que fogem ao controle, segundo o alemão Hauke Brünkhorst, da Universidade de Flensburg, da Alemanha.
Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Política
Tags: cientista social, democracia, globalização, hauke brunkhorst, liberdade, universalização de valores
27/07/2009 - 13:24
Do Fórum de Discussões do Portal Luís Nassif
* Publicado por Liu Sai Yam
Segue o texto integral de reflexão formulada pela coordenação política MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que, ao lado de outros movimentos legitimamente nascidos de carências concretas dos totalmente desassistidos de políticas públicas, e totalmente apartados de estatísticas economicistas fragmentárias, transita o dificil, porem firme terreno da arregimentação política a oferecer renitente resistência ao avanço predatório do capital, construindo práxis diária apoiada na busca de unidade, na consolidação teórica e no enfoque realista, pragmático, do que há para se combater e construir, desatrelado mas não apartado de instâncias partidárias, governamentais, organizativas. Explicitam-se claramente os caminhos convergentes de movimentos de base com organizações trabalhadoras, partidos de esquerda e sindicatos. Clama por unidade, não antagonismo.
São sinais de fumaça a sinalizar aos caras-pálidas que a história ainda está em pleno andamento – a despeito do inconformismo dos muitos candidatos a coveiro – e que o processo econômico nada representa, ou representa tudo, face ao imprescindivel engajamento político, à necessidade cada vez mais presente de transformar estruturalmente, e não apenas retocar.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: globalização, MST
31/05/2009 - 17:00
Aqui a monografia da Luiza Nassif, prêmio de melhor TCC do Departamento de Administração da FEA-PUC
GESTÃO INTEGRADA NO UNIVERSO COORPORATIVO GLOBALIZADO
Ou clique aqui para baixar: luiza-nassif-tcc-vf
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão
Tags: administração, globalização, grupos nacionais
25/02/2009 - 12:50
Por Ricardo Melo
Nassif, não deixe o fogo apagar na quarta-feira de cinzas!
Recomento muitíssimo esse artigo do Carlos Alberto Sardenberg, onde ele fez um elogio à globalização financeira.
Esse texto, escrito em 2007, é um exemplo acabado de elogio ao poder financeiro e ao retumbante sucesso da globalização. Um texto repleto de chavões e preconceitos, distribuídos parcimoniosamene entre África e América Latina.
Certo, ninguém tem a bola de cristal, mas…
Deixa pra lá, vamos às “pérolas”:
GLOBALIZAÇÃO BOMBANDO (Abril de 2007)
A semana termina na euforia, com recordes de alta nas bolsas de valores de todo o mundo. Farra dos mercados?
Não. A verdade é que, descontada uma turbulência aqui, outra ali, a economia mundial segue em marcha de sólido crescimento. Sólido porque não é nenhuma bolha financeira. Ao contrário, está baseado em aumento da produção e do consumo em todas as regiões do mundo.
Nos países emergentes, em geral, na Ásia em particular, a produção cresce. E encontra consumidores nos países mais ricos, especialmente nos Estados Unidos.
Há multiplicação de investimentos produtivos, na economia real, por toda parte. Mesmo a África, sempre atrasada, se beneficia, por exemplo, com o desenvolvimento de campos de petróleo e gás.
Cresce o consumo de alimentos, coisa, aliás, que beneficia diretamente o Brasil, forte exportador.
As companhias multinacionais ganham dinheiro, reinvestem, abrem novos negócios, as ações se valorizam e segue a ciranda.
A verdade é que a economia globalizada, capitalista, está bombando. No exato momento em que muitos vizinhos aqui da América Latina voltam aos velhos modelos populistas alegando justamente a morte da globalização.
Depois não se sabe por que a América Latina fica cada vez mais pobre em relação aos outros.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia
Tags: globalização, Sardenberg
22/02/2009 - 15:00
Marco Aurelio
masquino@gmail.com | 10.10.15.203
Aqui vai um pequeno fora de pauta,Nassif.Fui convidado,pelos professores da escola da família da minha mulher,a participar da Simulação das Nações Unidas para Secundaristas.O evento ocorrerá em abril(17 a 21).
A escola é o Instituto Dom Barreto,aqui de Teresina.Fomos o primeiro lugar do ENEM do ano de 2006.
Gostaria que você olhasse o sítio da simulação e,se possível,fizesse um pequeno comentário.Aí vai o endereço: http://www.sinus.org.br Como membro aqui da comunidade,tentarei ser uma espécie de “correspondente internacional” no evento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Educação, escola, globalização
14/01/2009 - 16:00
Por Hans Bintje
Como entender a atual diplomacia brasileira e a relação do país com a globalização?
Vamos por partes:
a) Sobre a causa do “sofrimento”, comentário de Sergio Rouanet (1):
“Diferentemente de Weber, Marx não evita os julgamentos de valor e é sensível ao sofrimento acarretado pela dissolução dos estamentos e pela profanação do sagrado.
Se acrescentarmos à perspectiva marxista e à weberiana uma perspectiva psicanalítica, creio que estaríamos justificados em substituir a palavra ’sofrimento’ por um termo mais técnico: trauma.
Diríamos então que a modernidade infligiu a milhões de seres humanos dois grande traumas, o primeiro ao arrancá-los de suas culturas tradicionais e, o segundo, ao impor-lhes uma secularização forçada.”
b) A globalização do ponto de vista psicanalítico (2):
“Do ponto de vista psicanalítico o principal fator que define a globalização é a mudança do eixo das identidades de vertical para horizontal. Explico: quando dizemos eixo vertical das identidades fazemos referência a um laço social padronizado: todos unidos em torno a um ideal. Na família, o pai; no trabalho, o chefe; na sociedade civil, a pátria. Assim funcionava o laço social até uns trinta anos atrás, constituindo uma sociedade hierárquica e piramidal. Tínhamos um mundo uni-versal, que tendia ao um, a uma versão do mundo superiora às outras. Muito diferente é a globalização: caem os padrões verticais, estabelece-se uma sociedade de rede, na qual todos estão conectados e interdependem. Não há mais um piloto automático de como proceder, a rota tem que ser reavaliada por um cálculo coletivo a todo instante.”
c) Trecho de discurso de Celso Amorim, que incorpora “a mudança do eixo das identidades de vertical para horizontal” e reconhece o trauma causado pelo colapso das “culturas tradicionais” (3):
“O apoio mútuo entre países em desenvolvimento, coordenando suas prioridades e estratégias de ação, fortalece a todos. Torna esses países menos dependentes dos centros tradicionais de poder. Diminui ressentimentos e ajuda a construir uma arquitetura internacional adequada aos tempos em que vivemos.”
Notas:
(1) http://www.machadodeassis.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1785&sid=394
(2) http://www.jorgeforbes.com.br/br/contents.asp?s=23&i=128
(3) http://www.mre.gov.br/portugues/politica_externa/discursos/discurso_detalhe3.asp?ID_DISCURSO=3415
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia
Tags: globalização, Itamarati